{"id":23451,"date":"2007-03-14T16:34:33","date_gmt":"2007-03-14T16:34:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/14\/igreja-nas-prisoes\/"},"modified":"2007-03-14T16:34:33","modified_gmt":"2007-03-14T16:34:33","slug":"igreja-nas-prisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-nas-prisoes\/","title":{"rendered":"Igreja nas Pris\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Forma\u00e7\u00e3o permanente e organiza\u00e7\u00e3o diocesana ajudam trabalho \u00abaltamente valorizado\u00bb <!--more--> Uma pastoral das pris\u00f5es mais organizada nas dioceses e uma permanente forma\u00e7\u00e3o para um trabalho amplamente valorizado nos institutos prisionais. Dois objectivos principais que no final do encontro que juntou capel\u00e3es e visitadores de estabelecimentos prisionais \u201cespalharam o entusiasmo porque sa\u00edmos todos carregados de boas ideias e preocupa\u00e7\u00f5es\u201d, d\u00e1 conta o Padre Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, coordenador dos capel\u00e3es dos estabelecimentos prisionais.   Alicer\u00e7ados numa reflex\u00e3o sobre a consci\u00eancia de estar preso, \u201crealizada pelo Director Geral dos Servi\u00e7os Prisionais, Rui S\u00e1 Gomes\u201d, pretendia-se fundamentar o porqu\u00ea de \u201cprender pessoas\u201d, explica Pe. Jo\u00e3o Gon\u00e7alves. A priva\u00e7\u00e3o da liberdade por um per\u00edodo de tempo, d\u00e1 a possibilidade \u00e0 pessoa \u201creclusa de se reconstituir e de se preparar para a reinser\u00e7\u00e3o social\u201d.   Foram tamb\u00e9m abordadas as necessidades e dificuldades sentidas por parte quer dos capel\u00e3es quer dos visitadores, tanto na assist\u00eancia prisional como tamb\u00e9m no processo de reinser\u00e7\u00e3o, que em Portugal atinge uma taxa superior a 50 %.   \u201cA reincid\u00eancia \u00e9 alta, a dificuldade de reconstru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os familiares que se perderam durante a deten\u00e7\u00e3o ditam muitas vezes a adapta\u00e7\u00e3o dos reclusos \u00e0 vida fora da institui\u00e7\u00e3o prisional\u201d, explica o coordenador dos capel\u00e3es, acrescentando que \u201cs\u00e3o pessoas que t\u00eam a vida e sobretudo t\u00eam a personalidade desestruturada e nem sempre a pris\u00e3o reabilita as pessoas\u201d.   O ambiente prisional de um modo geral \u201cn\u00e3o d\u00e1 respostas ao problema da reconstitui\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria personalidade e nem sempre ajuda a pessoas no processo de reinser\u00e7\u00e3o social. Os apoios que se encontram no exterior nem sempre s\u00e3o suficientemente fortes e est\u00e1veis. Dentro dos estabelecimentos prisionais a falta de resposta de profissionaliza\u00e7\u00e3o ou de cursos de forma\u00e7\u00e3o, constituem raz\u00f5es que nos preocupam muito\u201d, manifesta Pe. Jo\u00e3o Gon\u00e7alves.  <b>Ex\u00e9rcito silencioso<\/b> Mas h\u00e1 \u00f3ptimos exemplos de reinser\u00e7\u00e3o ou uma inser\u00e7\u00e3o \u201cporque em alguns casos \u00e9 mesmo uma primeira inser\u00e7\u00e3o social\u201d. Os bons exemplos t\u00eam de ser conhecidos, \u201cporque de facto existem\u201d. Com a ajuda tanto de psic\u00f3logos, visitadores, capel\u00e3es e educadores conseguiram \u201creencontrar um optimismo e reconstruir interiormente\u201d, destaca Pe. Jo\u00e3o Gon\u00e7alves.  Casos de sucesso que dignificam e enaltecem o trabalho tanto de capel\u00e3es e profissionais, como de pessoas volunt\u00e1rias que fazem da sua vida fora das pris\u00f5es uma visita constante aos reclusos. \u201c\u00c9 um trabalho altamente valorizado\u201d, sublinha, tanto pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, da Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Servi\u00e7os Prisionais, mesmo da parte dos estabelecimentos prisionais. \u201cSomos um pequeno ex\u00e9rcito silencioso que vai penetrando nas pris\u00f5es para ajudar e acima de tudo ouvir as pessoas\u201d, destaca, sendo esta a \u201cprimeira fun\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cSomos muito queridos e desejados\u201d acrescenta, \u201ce tanto as chefias como os guardas v\u00eaem em n\u00f3s um complemento do exterior, estabelecendo uma liga\u00e7\u00e3o descontra\u00edda\u201d.  No final do encontro de dois dias os participantes foram desafiados a investir na forma\u00e7\u00e3o, tanto de capel\u00e3es como dos volunt\u00e1rios, \u00e9 importante \u201cn\u00e3o descurar a parte humana\u201d. \u201cA pessoa precisa de \u00abhabilidade\u00bb afectiva, psicol\u00f3gica e social para visitar as pris\u00f5es e dialogar com os reclusos\u201d. O conhecimento da legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel, assim como dos regulamentos internos de cada estabelecimento prisional.  Mas \u00e9 tamb\u00e9m importante reflectir em aspectos concretos quando se fala \u201cnuma verdadeira pastoral prisional e o que se pretende com as visitas\u201d, explica. Para isso as no\u00e7\u00f5es de psicologia e \u201cconhecimentos da doutrina da Igreja e do evangelho ajudam a perceber que Deus sempre demonstrou uma aten\u00e7\u00e3o muito grande com as pessoas em sofrimento\u201d. A forma\u00e7\u00e3o permanente pede uma reciclagem com vista a um renovamento de vontade e entusiasmo nesta pastoral\u201d.  Para uma efectiva pastoral das pris\u00f5es o coordenador dos capel\u00e3es adianta que era importante estar englobada nos secretariados diocesanos da pastoral social em todas as dioceses, independentemente de haver ou n\u00e3o estabelecimentos prisionais, pois \u201cpastoral das pris\u00f5es engloba tamb\u00e9m as fam\u00edlias\u201d. Esta seria uma forma de esta pastoral n\u00e3o estar \u201centregue quase exclusivamente ao capel\u00e3o e aos visitadores\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Forma\u00e7\u00e3o permanente e organiza\u00e7\u00e3o diocesana ajudam trabalho \u00abaltamente valorizado\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,206,278,282],"class_list":["post-23451","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-familia","tag-pastoral-das-prisoes","tag-pastoral-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23451\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}