{"id":234183,"date":"2022-03-29T15:03:55","date_gmt":"2022-03-29T14:03:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=234183"},"modified":"2022-03-29T15:03:55","modified_gmt":"2022-03-29T14:03:55","slug":"a-cruz-escondida-180","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-180\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Volunt\u00e1rios da Funda\u00e7\u00e3o AIS na Pol\u00f3nia apoiam refugiados ucranianos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_234184\" aria-describedby=\"caption-attachment-234184\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-234184\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-20220314-125563-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-234184\" class=\"wp-caption-text\">Foto: ACN \/ Jakub Wojslawski<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Anjos da guarda<\/h4>\n<p>A Pol\u00f3nia transformou-se num dos principais pa\u00edses de acolhimento dos que fogem da guerra na Ucr\u00e2nia. A cidade de Wroclaw passou a ser o quartel-general da Funda\u00e7\u00e3o AIS no apoio aos refugiados. Quando chegam \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de comboios, sem nada e tantas vezes em l\u00e1grimas, s\u00e3o acolhidos por volunt\u00e1rios. Muitos s\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Todos eles s\u00e3o verdadeiros anjos da guarda\u2026<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e3o em boas m\u00e3os.\u201d Julka, Dami\u00e1n ou o padre Andrzej Pas s\u00e3o apenas alguns dos muitos volunt\u00e1rios da Funda\u00e7\u00e3o AIS que, na Pol\u00f3nia, est\u00e3o a apoiar o acolhimento aos refugiados ucranianos. \u201cDamos as boas-vindas a todos\u201d, diz Julka. A guerra, na Ucr\u00e2nia, come\u00e7ou a 24 de Fevereiro mas depressa se percebeu que, a par da destrui\u00e7\u00e3o causada pelos bombardeamentos se estava perante uma enorme crise humanit\u00e1ria. S\u00f3 \u00e0 Pol\u00f3nia j\u00e1 chegaram mais de 2 milh\u00f5es de ucranianos. S\u00e3o todos refugiados e todos est\u00e3o, de alguma forma, traumatizados. Julka n\u00e3o esperava tantos num t\u00e3o curto espa\u00e7o de tempo, mas surpreendeu-se tamb\u00e9m com o n\u00famero extraordin\u00e1rio de pessoas que se voluntariaram junto da Funda\u00e7\u00e3o AIS para darem apoio nesta situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica que se est\u00e1 a viver. \u201cS\u00e3o muitos e por vezes trabalham 24 horas por dia\u201d, reconhece. Um desses volunt\u00e1rios \u00e9 Dami\u00e1n, um jovem seminarista. Todos os dias ele viaja de Bagno, onde vive, no semin\u00e1rio de Salvatorian, at\u00e9 \u00e0 cidade de Wroclaw. S\u00e3o cerca de 40 km. \u201cS\u00f3 temos aulas at\u00e9 ao meio-dia, por isso estamos aqui a oferecer ajuda. Metade dos seminaristas t\u00eam ajudado nos \u00faltimos dias\u201d, diz \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. A coordenar tudo est\u00e1 o Pe. Andrzej Pas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. E todos os dias h\u00e1 novidades, h\u00e1 coisas novas a ter em aten\u00e7\u00e3o. Num dia podem faltar sacos-camas ou cobertores, mas no dia seguinte a urg\u00eancia pode ser para material m\u00e9dico ou artigos de higiene\u2026 Os escrit\u00f3rios da Funda\u00e7\u00e3o AIS funcionam, de certa forma, como armaz\u00e9ns. \u00c9 preciso n\u00e3o s\u00f3 guardar os bens como catalog\u00e1-los. \u201cPedimos \u00e0s pessoas que nos tragam artigos novos e n\u00e3o as j\u00e1 usados. E no caso dos alimentos, pedimos bens com um prazo de validade alargado\u201d, explica o Pe. Andrzej.<\/p>\n<h4>Espa\u00e7o de acolhimento<\/h4>\n<p>A cidade de Wroc\u0142aw tem sido uma porta de entrada para milhares de ucranianos que chegam de comboio. A Funda\u00e7\u00e3o AIS tem um escrit\u00f3rio nesta cidade desde h\u00e1 dois anos. Foi providencial. \u201cFoi um acto da provid\u00eancia de Deus que tiv\u00e9ssemos o nosso escrit\u00f3rio mesmo ao lado da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. Quando os refugiados chegam, aterrorizados e exaustos, n\u00f3s j\u00e1 l\u00e1 estamos para ajudar\u201d, explica o Pe. Andrzej Pas, da Funda\u00e7\u00e3o AIS polaca. \u201cAs pessoas que saem dos comboios s\u00e3o imediatamente informadas pelos volunt\u00e1rios onde podem ir receber ajuda\u201d, explica o sacerdote. O escrit\u00f3rio da AIS \u00e9 agora um espa\u00e7o privilegiado na cidade. \u00c9 por ali que tudo tem vindo a acontecer. Chegam os refugiados, mas tamb\u00e9m a ajuda. A Funda\u00e7\u00e3o AIS passou a representar o acolhimento, o abra\u00e7o, o conforto para quem deixou para tr\u00e1s tudo o que tinha, por vezes ainda familiares e amigos. Para quem chega de m\u00e3os vazias e tem pela frente um mundo de inc\u00f3gnitas, o sorriso acolhedor dos volunt\u00e1rios da AIS n\u00e3o tem pre\u00e7o. E todos querem ajudar. \u201cOs donos de restaurantes v\u00eam at\u00e9 n\u00f3s trazendo sopa e sandu\u00edches, e muitas pessoas est\u00e3o a oferecer a sua ajuda para cozinhar panelas de sopa, guisados e tachos de comida\u201d, explica Julka, a volunt\u00e1ria da AIS. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de sorrisos e comida quente que se faz o acolhimento. H\u00e1 um espa\u00e7o pr\u00f3prio para m\u00e3es e crian\u00e7as, h\u00e1 um centro de assist\u00eancia m\u00e9dica e um outro de apoio psicol\u00f3gico. \u00c0 frente deste espa\u00e7o est\u00e1 uma volunt\u00e1ria especial. Andzela, uma ucraniana que vive em Wroclaw desde h\u00e1 dois anos e que talvez nunca imaginasse estar a acolher tantos compatriotas num t\u00e3o curto espa\u00e7o de tempo. \u201cAs pessoas que chegam aqui est\u00e3o traumatizadas. N\u00e3o sabem o que o futuro lhes reserva e est\u00e3o profundamente angustiadas. Explico-lhes que est\u00e3o em boas m\u00e3os&#8221;, diz Andzela, que leva a sua miss\u00e3o muito para al\u00e9m do tempo em que est\u00e1 nas instala\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o AIS. O seu telefone est\u00e1 sempre ligado e ela atende seja a que horas for. At\u00e9 porque a todo o momento chegam novos refugiados vindos do outro lado da fronteira e as hist\u00f3rias que trazem s\u00e3o cada vez mais dram\u00e1ticas\u2026 E quem melhor do que os volunt\u00e1rios da Funda\u00e7\u00e3o AIS, verdadeiros anjos da guarda, para esse primeiro acolhimento, para dar um primeiro abra\u00e7o de conforto?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volunt\u00e1rios da Funda\u00e7\u00e3o AIS na Pol\u00f3nia apoiam refugiados ucranianos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-234183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}