{"id":23416,"date":"2007-03-13T13:08:03","date_gmt":"2007-03-13T13:08:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/13\/construcao-da-europa-unida\/"},"modified":"2007-03-13T13:08:03","modified_gmt":"2007-03-13T13:08:03","slug":"construcao-da-europa-unida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/construcao-da-europa-unida\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o da Europa unida"},"content":{"rendered":"<p>No inic\u00edo eram seis membros mas hoje conta com 27, Francisco Sarsfield Cabral analisa os 50 anos da UE. <!--more--> <b>Um balan\u00e7o positivo<\/b> A Uni\u00e3o Europeia celebra os seus 50 anos numa fase complicada no processo de integra\u00e7\u00e3o. \u00c9 verdade que a organiza\u00e7\u00e3o nasceu com seis pa\u00edses membros e conta hoje 27: o alargamento da UE \u00e9 justamente considerado um sucesso. Mas a crise \u00e9 \u00f3bvia. Basta pensar no impasse do chumbado tratado constitucional.  A UE n\u00e3o disp\u00f5e de significativo poder militar. A Europa da defesa foi tentada, e falhou, logo no in\u00edcio da integra\u00e7\u00e3o (a Assembleia Nacional de Fran\u00e7a chumbou em 1954 a Comunidade Europeia de Defesa). J\u00e1 depois do colapso do comunismo, foi relan\u00e7ado por franceses e brit\u00e2nicos o projecto de integra\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea. Mas pouco se avan\u00e7ou, pois os europeus n\u00e3o est\u00e3o dispostos a gastar mais dinheiro na sua defesa. Mas a UE disp\u00f5e de um outro poder, o chamado &#8220;soft power&#8221;. Trata-se da sua capacidade de atrac\u00e7\u00e3o: todos os pa\u00edses europeus (e at\u00e9 alguns n\u00e3o europeus, como Marrocos) querem ou quiseram entrar para o clube. E para isso empenharam-se em reformas de outra maneira impens\u00e1veis. <b>Garantir a paz<\/b> Todos querem fazer parte da UE, antes de mais, porque ela proporciona paz. Fazer a paz numa Europa onde nasceram as duas guerras mundiais da primeira metade do s\u00e9culo XX foi a grande aspira\u00e7\u00e3o dos &#8220;pais&#8221; da integra\u00e7\u00e3o europeia.  Hoje, a paz na Europa parece um dado adquirido. Mas basta pensar na trag\u00e9dia da ex-Jugosl\u00e1via nos anos 90 para sermos mais prudentes e n\u00e3o esquecermos a import\u00e2ncia da UE para impedir as guerras do passado. Os pa\u00edses do ex-imp\u00e9rio sovi\u00e9tico procuram na UE, al\u00e9m de um trav\u00e3o a conflitos \u00e9tnicos e nacionais, uma protec\u00e7\u00e3o contra o gigante que os oprimiu durante d\u00e9cadas, a R\u00fassia. Outros, como a Turquia, v\u00eaem na UE um factor de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, social e pol\u00edtica &#8211; neste caso, um dique contra o risco do fundamen-talismo isl\u00e2mico.  <b>Portugal mudou<\/b> Em Portugal sentimos bem como a integra\u00e7\u00e3o na ent\u00e3o CEE mudou o pa\u00eds. Talvez o mais importante tenha sido a estabiliza\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica nacional que trouxe a ades\u00e3o. Apesar de todas as crises que sofremos desde ent\u00e3o, no nosso pa\u00eds deixou de se falar na possibilidade de um golpe de Estado, militar ou outro. Por um motivo: agora estamos na Europa comunit\u00e1ria, onde apenas cabem democracias. No plano econ\u00f3mico, a integra\u00e7\u00e3o trouxe mais prosperidade aos europeus. H\u00e1 cinquenta anos estes perceberam que a riqueza dos Estados Unidos era, em boa parte, resultante do enorme mercado interno americano. Criar um grande mercado europeu sem barreiras, com livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas, mercadorias, servi\u00e7os e capitais tornou-se, assim, um imperativo. E muito j\u00e1 se avan\u00e7ou nesse caminho, n\u00e3o obstante os surtos de nacionalismo econ\u00f3mico que de vez em quando aparecem. Para a economia portuguesa foram importantes os fundos de Bruxelas. Mas o essencial est\u00e1 na abertura \u00e0 concorr\u00eancia que a nossa integra\u00e7\u00e3o na Europa comunit\u00e1ria implica. Portugal \u00e9 um pequeno pa\u00eds perif\u00e9rico e historicamente avesso ao mercado. Ora, a UE ajuda-nos a mudar, algo indispens\u00e1vel numa era de globaliza\u00e7\u00e3o acelerada como \u00e9 a nossa.  Al\u00e9m deste enquadramento para a competi\u00e7\u00e3o no mercado global, a nossa perten\u00e7a \u00e0 UE, desde h\u00e1 21 anos, proporcionou-nos muitas outras coisas a que n\u00e3o est\u00e1vamos habituados, desde uma maior protec\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o ao consumidor at\u00e9 um crescente interc\u00e2mbio dos jovens com outras culturas e outras na\u00e7\u00f5es. Um balan\u00e7o positivo, portanto. Mas que n\u00e3o deve fazer esquecer que a Europa comunit\u00e1ria ainda n\u00e3o ganhou, e at\u00e9 se arrisca a perder, uma batalha essencial: a sua democraticidade e a aproxima\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es europeias aos cidad\u00e3os. <i>Francisco Sarsfield Cabral Director Informa\u00e7\u00e3o R\u00e1dio Renascen\u00e7a<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No inic\u00edo eram seis membros mas hoje conta com 27, Francisco Sarsfield Cabral analisa os 50 anos da UE.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[191,203],"class_list":["post-23416","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-economia","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}