{"id":23390,"date":"2007-03-12T10:28:16","date_gmt":"2007-03-12T10:28:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/12\/cultivar-a-razao-crente\/"},"modified":"2007-03-12T10:28:16","modified_gmt":"2007-03-12T10:28:16","slug":"cultivar-a-razao-crente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultivar-a-razao-crente\/","title":{"rendered":"\u00abCultivar a raz\u00e3o crente\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do 3\u00ba Domingo da Quaresma de D. Jos\u00e9 Policarpo <!--more--> 1. O crist\u00e3o, peregrino da verdade, deve aprofundar, continuamente, as raz\u00f5es do seu acreditar e isso exige que, na forma\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9, valorize o papel da raz\u00e3o. Esta pode sustentar mesmo a dimens\u00e3o sobrenatural da f\u00e9 como acolhimento da revela\u00e7\u00e3o de Deus. J\u00e1 vimos que a raz\u00e3o e a f\u00e9 s\u00e3o as duas asas que permitem ao homem voar ao encontro da verdade. S\u00e3o ambas dom de Deus, que nos criou e nos salvou. A raz\u00e3o \u00e9 dinamismo de verdade impresso por Deus no homem, quando o criou \u00e0 Sua imagem; a f\u00e9 \u00e9 o dom que permite ao homem hist\u00f3rico, enfraquecido pelo pecado, aderir \u00e0 verdade que Deus lhe revela, para o salvar. S\u00e3o dois dons de Deus que se completam, tornando o homem capaz de aderir \u00e0 verdade. A raz\u00e3o natural, por si s\u00f3, n\u00e3o seria capaz de chegar \u00e0 verdade revelada. Mas pode acolh\u00ea-la e assumi-la como verdade humana, e integr\u00e1-la no seu habitual exerc\u00edcio de busca da verdade. N\u00e3o a recusa, antes se surpreende e alegra, encontrando no mist\u00e9rio o objecto da sua busca. Transforma-se, ent\u00e3o, na raz\u00e3o crente, que garante \u00e0 f\u00e9, enquanto abertura ao mist\u00e9rio, a solidez da racionalidade. \u00c9 muito grave o div\u00f3rcio entre a raz\u00e3o e a f\u00e9 na nossa caminhada para a verdade. A raz\u00e3o auto-limita-se, excluindo como seu objecto pr\u00f3prio o pensar a verdade que nos foi revelada e aceitando apenas a verdade que pode alcan\u00e7ar com o seu dinamismo natural; e a verdade da f\u00e9, n\u00e3o percebendo que precisa da raz\u00e3o para se humanizar e para ser acolhida e aprofundada, pode cair em express\u00f5es \u201cpietistas\u201d, prontamente rejeitadas pela racionalidade da cultura. Se a Filosofia procurou levar o dinamismo natural da raz\u00e3o, na busca da verdade, t\u00e3o longe quanto poss\u00edvel, compete \u00e0 Teologia elaborar a s\u00edntese entre a raz\u00e3o e a f\u00e9 na compreens\u00e3o da verdade, no esclarecer da \u201craz\u00e3o crente\u201d. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 racional no sentido de encontrar a sua origem nas capacidades da raz\u00e3o. Mas torna-se racional porque, para se acreditar, temos de acolher com a intelig\u00eancia e o cora\u00e7\u00e3o a verdade que Deus nos revela. Ao acolher a verdade revelada, a raz\u00e3o humana alarga o seu horizonte na busca da verdade e aperfei\u00e7oa a pr\u00f3pria racionalidade humana. <b>A raz\u00e3o natural \u00e9 capaz de Deus<\/b> 2. A intelig\u00eancia racional \u00e9 um dinamismo de busca da verdade, concretizada na procura da compreens\u00e3o do Universo e do sentido do homem e da vida. Ao longo de mil\u00e9nios f\u00ea-lo acuradamente, chegando \u00e0 formula\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es primordiais: \u201cQuem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que \u00e9 que existir\u00e1 depois desta vida?\u201d (\u2026) S\u00e3o quest\u00f5es que t\u00eam a sua fonte comum naquela exig\u00eancia de sentido que, desde sempre, urge no cora\u00e7\u00e3o do homem\u201d1. Na busca de respostas a estas quest\u00f5es fundamentais, a raz\u00e3o humana chegou \u00e0 exist\u00eancia e a uma certa compreens\u00e3o de Deus, verdade primeira e segredo da resposta para todas aquelas interroga\u00e7\u00f5es. A contempla\u00e7\u00e3o da beleza e da harmonia da cria\u00e7\u00e3o, e o aprofundar do pr\u00f3prio mist\u00e9rio do homem, foram os pontos de partida dessa busca da verdade. Esta abertura ao ser absoluto, a partir da raz\u00e3o natural, preparou a intelig\u00eancia humana para acolher a revela\u00e7\u00e3o de Deus como surpresa gratificante, porque Deus vem ao encontro da busca humana da verdade. Esta possibilidade de a raz\u00e3o humana chegar a Deus, porque Este se manifesta na cria\u00e7\u00e3o, levou alguns a afirmarem que ela \u00e9 a \u00fanica fonte de conhecimento. Foi o caso da cr\u00edtica racionalista, na segunda metade do s\u00e9c. XIX e in\u00edcios do s\u00e9c. XX, que \u201cinsistia na nega\u00e7\u00e3o de qualquer conhecimento que n\u00e3o fosse fruto das capacidades naturais da raz\u00e3o\u201d2. Esta posi\u00e7\u00e3o que pretendia engrandecer a raz\u00e3o e exclu\u00eda a f\u00e9 como fonte de conhecimento, acabaria por diminuir a pr\u00f3pria raz\u00e3o, pois n\u00e3o lhe reconhecia a capacidade de acolher e fazer suas as verdades da f\u00e9. A raz\u00e3o e a f\u00e9 s\u00e3o duas fontes de conhecimento, que n\u00e3o se confundem, nem anulam mutuamente, antes se podem encontrar na inteligibilidade da f\u00e9. O Papa Jo\u00e3o Paulo II afirmou a este respeito: \u201cExistem duas ordens de conhecimento, diversas n\u00e3o apenas pelo seu princ\u00edpio, mas tamb\u00e9m pelo objecto. Pelo seu princ\u00edpio, porque, se num conhecemos pela raz\u00e3o natural, no outro fazemo-lo por meio da f\u00e9 divina; pelo objecto, porque al\u00e9m das verdades que a raz\u00e3o natural pode compreender, \u00e9-nos proposto ver os mist\u00e9rios escondidos em Deus, que s\u00f3 podem ser conhecidos se nos forem revelados do Alto. A f\u00e9, que se fundamenta no testemunho de Deus e conta com a ajuda sobrenatural da gra\u00e7a, pertence efectivamente a uma ordem de conhecimento diversa da do conhecimento filos\u00f3fico\u201d3. <b>A raz\u00e3o perante o mist\u00e9rio<\/b> 3. O conhecimento de Deus faz parte dos anseios da raz\u00e3o humana na sua busca da verdade. S\u00f3 que est\u00e1 limitado na sua capacidade de penetrar no mais \u00edntimo do mist\u00e9rio de Deus. Ao revelar-se, Deus vem ao encontro da raz\u00e3o humana, enquanto dinamismo de conhecimento, proporcionando-lhe um novo horizonte da verdade de que as vicissitudes hist\u00f3ricas a tinham tornado incapaz. Por isso a reac\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da raz\u00e3o perante a revela\u00e7\u00e3o deveria ser de surpresa agradecida. A f\u00e9 \u00e9 a ades\u00e3o do homem \u00e0 verdade revelada. Como diz o Conc\u00edlio Vaticano II, \u201ca Deus que revela, \u00e9 devida a obedi\u00eancia da f\u00e9\u201d4. Porque a raz\u00e3o humana pode acolher a verdade revelada, a f\u00e9 enquanto ades\u00e3o a essa Palavra, \u00e9, no seu dinamismo fundamental, um acto da raz\u00e3o onde esta encontra o seu verdadeiro horizonte como capacidade de verdade. \u00c9 que a pr\u00f3pria Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 rica em inteligibilidade. A Palavra de Deus traz consigo a credibilidade dos conte\u00fados que revela. Porque \u00e9 uma ades\u00e3o do homem todo \u00e0 verdade, a f\u00e9 \u00e9 um acto de raz\u00e3o; porque s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com a luz e a for\u00e7a de atrac\u00e7\u00e3o que brotam da Palavra, a f\u00e9 \u00e9 um dom gratuito de Deus. Ou\u00e7amos a bel\u00edssima s\u00edntese do Papa Jo\u00e3o Paulo II: \u201cPela f\u00e9, o homem presta assentimento a esse testemunho divino. Isto significa que reconhece plena e integralmente a verdade de tudo o que foi revelado, porque \u00e9 o pr\u00f3prio Deus que o garante. Esta verdade, oferecida ao homem sem que ele a possa exigir, insere-se no horizonte da comunica\u00e7\u00e3o interpessoal e impele a raz\u00e3o a abrir-se a esta e a acolher o seu sentido profundo. \u00c9 por isso que o acto pelo qual nos entregamos a Deus, sempre foi considerado pela Igreja como um momento de op\u00e7\u00e3o fundamental, que envolve a pessoa inteira. Intelig\u00eancia e vontade p\u00f5em em ac\u00e7\u00e3o o melhor da sua natureza espiritual, para consentir que o sujeito realize um acto no pleno exerc\u00edcio da sua liberdade pessoal\u201d5. 4. Para que a f\u00e9 seja um acto de raz\u00e3o, exige-se a purifica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria raz\u00e3o, que se realiza no processo de humildade que deve marcar toda a actividade racional na busca da verdade. Uma raz\u00e3o orgulhosa e auto-suficiente nunca ser\u00e1 capaz de assumir a f\u00e9 como express\u00e3o da sua busca da verdade. O Papa Bento XVI, que voltou a situar este tema no centro do seu Magist\u00e9rio, afirma na sua primeira Enc\u00edclica: \u201cA f\u00e9 tem, sem d\u00favida, a sua natureza espec\u00edfica de encontro com o Deus vivo \u2013 um encontro que nos abre novos horizontes muito para al\u00e9m do espa\u00e7o pr\u00f3prio da raz\u00e3o. Simultaneamente, por\u00e9m, ela serve de for\u00e7a purificadora para a pr\u00f3pria raz\u00e3o. Partindo da perspectiva de Deus, liberta-a das suas cegueiras e, consequentemente, ajuda-a a ser mais ela mesma. A f\u00e9 possibilita \u00e0 raz\u00e3o a melhor realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o e a vis\u00e3o mais clara do que lhe \u00e9 pr\u00f3prio\u201d6. N\u00e3o considerar a f\u00e9 como uma ades\u00e3o da raz\u00e3o humana \u00e0 verdade, \u00e9 releg\u00e1-la para o campo do extra-racional, que se identifica, com pouca exactid\u00e3o, com o mist\u00e9rio. A f\u00e9 reduz-se, ent\u00e3o, \u00e0 religiosidade emotiva, e deixa de se situar na caminhada do homem como peregrino da verdade. Se a raz\u00e3o humana acolher a f\u00e9 como uma express\u00e3o da sua busca da verdade, ela assume o mist\u00e9rio como objectivo da sua busca, aceita-o como realidade que a atrai, tendo, perante ele, a humildade que deve presidir a toda a sua procura da verdade. Diz Jo\u00e3o Paulo II: \u201cNo acreditar \u00e9 que a pessoa realiza o acto mais significativo da sua exist\u00eancia; de facto, nele a liberdade alcan\u00e7a a certeza da verdade e decide viver nela\u201d7. A verdade da revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o se imp\u00f5e \u00e0 raz\u00e3o atrav\u00e9s da l\u00f3gica de conclus\u00f5es inevit\u00e1veis. \u00c9 um desafio \u00e0 liberdade, sublinhando a rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre liberdade e busca da verdade. Mas a revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio apresenta-se \u00e0 raz\u00e3o com fortes sinais de credibilidade, a come\u00e7ar pela sua interioridade ao homem e a sua sintonia com a natural \u00e2nsia da verdade. Leiamos, mais uma vez, a Fides et Ratio: \u201cEm aux\u00edlio da raz\u00e3o, que procura a compreens\u00e3o do mist\u00e9rio, v\u00eam tamb\u00e9m os sinais presentes na Revela\u00e7\u00e3o. Estes servem para conduzir mais longe na busca da verdade e permitir que a mente possa autonomamente investigar inclusive dentro do mist\u00e9rio. De qualquer modo, se, por um lado, esses sinais d\u00e3o mais for\u00e7a \u00e0 raz\u00e3o, porque lhe permitem pesquisar dentro do mist\u00e9rio com os seus pr\u00f3prios meios, de que ela justamente se sente ciosa, por outro lado, impelem-na a transcender a sua realidade de sinais, para apreender o significado ulterior de que eles s\u00e3o portadores. Portanto, j\u00e1 h\u00e1 neles uma verdade escondida, para a qual encaminham a mente e da qual esta n\u00e3o pode prescindir sem destruir o pr\u00f3prio sinal que lhe foi proposto\u201d8. 5. Na forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, para solidificar nos crentes as raz\u00f5es da sua f\u00e9, tem de se aprofundar esta rela\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o com a f\u00e9. Esse \u00e9 o papel da Teologia e da Filosofia, que podem ser exercidas em diversos graus de profundidade. Num tempo em que, na educa\u00e7\u00e3o, se transmitem cada vez mais conhecimentos cient\u00edficos, a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o pode descurar a sua base de racionalidade. \u00c9 preciso estar atento, aprendendo a reconhec\u00ea-los, aos sinais de credibilidade, que fazem a ponte entre a revela\u00e7\u00e3o e a raz\u00e3o, facilitando a esta o interessar-se pelo mist\u00e9rio. Mas disso falaremos no pr\u00f3ximo Domingo.  D. Jos\u00e9 Policarpo, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do 3\u00ba Domingo da Quaresma de D. 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