{"id":23344,"date":"2007-03-08T12:35:28","date_gmt":"2007-03-08T12:35:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/08\/revolucao-positiva-as-familias-algarvias\/"},"modified":"2007-03-08T12:35:28","modified_gmt":"2007-03-08T12:35:28","slug":"revolucao-positiva-as-familias-algarvias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/revolucao-positiva-as-familias-algarvias\/","title":{"rendered":"\u00abRevolu\u00e7\u00e3o positiva\u00bb \u00e0s fam\u00edlias algarvias"},"content":{"rendered":"<p>Proposta de Helena Marujo na iniciativa \u00abFam\u00edlias em Congresso\u00bb  <!--more--> Helena Marujo veio a Loul\u00e9 motivar as fam\u00edlias algarvias para uma aut\u00eantica \u201crevolu\u00e7\u00e3o positiva\u201d desencadeada em torno de \u201cemo\u00e7\u00f5es positivas\u201d.  A psic\u00f3loga e docente da Universidade de Lisboa administrou uma \u201cinjec\u00e7\u00e3o\u201d de optimismo com a sua confer\u00eancia, a segunda da iniciativa \u2018Fam\u00edlias em Congresso\u2019 promovida pelas duas par\u00f3quias da cidade. Come\u00e7ou por considerar que existe hoje um \u201cdiscurso social e cultural profundamente negativo sobre a fam\u00edlia\u201d, mas que \u201cestamos num ponto de viragem\u201d. \u201cSe n\u00f3s percebermos que este discurso cultural em redor do pior tem o poder de envenenar e de tingir a vida com as piores cores e retirar o brilho do melhor, se calhar percebemos que talvez seja a altura de fazer uma revolu\u00e7\u00e3o positiva\u201d, observou Helena Marujo. Tendo feito quest\u00e3o de descer do palco para se colocar ao n\u00edvel da assembleia, entre os participantes, para com eles poder interagir, desenvolveu uma interven\u00e7\u00e3o, enriquecida com cartoons e outras imagens humor\u00edsticas, marcada pelo tom informal com que se dirigiu \u00e0s cerca de 280 pessoas presentes e pela forma com que lhes prop\u00f4s algumas reflex\u00f5es a dois.  Helena Marujo come\u00e7ou por interrogar a assist\u00eancia sobre experi\u00eancias de felicidade em fam\u00edlias (suas ou outras). A psic\u00f3loga advertiu que \u201csabemos hoje, pelo senso comum e pela ci\u00eancia, que aquilo a que damos aten\u00e7\u00e3o, cresce\u201d. \u201cO que tem acontecido nas sociedades ditas desenvolvidas \u00e9 que nos torn\u00e1mos especialistas do pior. Temos uma esp\u00e9cie de apet\u00eancia pelas hist\u00f3rias m\u00e1s que vendem mais. Cri\u00e1mos uma cultura que se permitiu estar numa esp\u00e9cie de p\u00e2ntano\u201d, considerou. Sublinhando que \u201ca vida n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o m\u00e1\u201d, \u201capesar de estarmos numa fase muito dif\u00edcil\u201d, lembrou as condi\u00e7\u00f5es de vida das gera\u00e7\u00f5es anteriores. \u201cTivemos uma melhoria da qualidade de vida e de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que nos deveria fazer sentir aben\u00e7oados todos os dias.  <b>\u201cTemos de ser profetas da esperan\u00e7a\u201d<\/b> N\u00e3o estamos a celebrar as coisas boas que fomos conseguindo conquistar enquanto seres humanos e a s\u00f3 repararmos no lado pouco doce que a vida tem\u201d, salientou Helena Marujo, lembrando que \u201co sofrimento \u00e9 democr\u00e1tico\u201d, ou seja \u201ctoca a todos\u201d. Constatando que os portugueses ficam \u201cmais pr\u00f3ximos\u201d quando falam de problemas, sublinhou que \u201cestamos no momento em que tudo \u00e9 poss\u00edvel em termos daquilo a que cheg\u00e1mos na educa\u00e7\u00e3o, na informa\u00e7\u00e3o, e de possibilidades que a vida nos d\u00e1 hoje\u201d. \u201cN\u00f3s temos de ser capazes \u2013 e a fam\u00edlia \u00e9 o melhor lugar para o fazer \u2013 de ser verdadeiros profetas da esperan\u00e7a\u201d, exortou, acrescentando que \u201ca fam\u00edlia \u00e9 um espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o da estabilidade, mas simultaneamente de constante mudan\u00e7a\u201d.  <b>Mudar pelas emo\u00e7\u00f5es positivas<\/b> \u201cPrecisamos de mudar pela positiva e h\u00e1 um terceiro modelo de mudan\u00e7a que \u00e9 atrav\u00e9s das emo\u00e7\u00f5es positivas\u201d, complementou, convidando a \u201ccriar condi\u00e7\u00f5es e linguagens de coisas boas para, a partir das emo\u00e7\u00f5es positivas\u201d levar \u00e0 mudan\u00e7a. \u201cH\u00e1 imensas coisas fant\u00e1sticas a acontecer mesmo quando a vida familiar \u00e9 dif\u00edcil\u201d, reconheceu. Helena Marujo apontou ainda a \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d como estrat\u00e9gia para imprimir a \u201crevolu\u00e7\u00e3o positiva\u201d. \u201cPerante as \u00faltimas d\u00e9cadas and\u00e1mos a pensar que avan\u00e7\u00e1vamos se fossemos competitivos. Neste momento come\u00e7\u00e1mos a pensar que tem de ser \u2018de bra\u00e7o dado\u2019 que a gente consegue fazer essa transforma\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a\u201d, afirmou, considerando que \u201co positivo pode e deve servir como fermento para a mudan\u00e7a, para fazer crescer o melhor das pessoas\u201d.  <b>Estere\u00f3tipos negativos das fam\u00edlias<\/b> Comparativamente com a realidade familiar de outros tempos Helena Marujo considerou que \u201cn\u00e3o podemos dizer com certeza que a fam\u00edlia de hoje est\u00e1 pior do que antes\u201d. \u201cH\u00e1 muitos estere\u00f3tipos negativos sobre as fam\u00edlias de hoje\u201d, referiu, salientando alguns sinais de evolu\u00e7\u00e3o positiva. A \u201cigualdade homem\/mulher\u201d, a \u201ccapacidade de dizermos explicitamente uns aos outros que nos amamos\u201d e \u201cuma maior independ\u00eancia\u201d foram alguns dos exemplos enumerados. Procurando precaver o futuro, a conferencista advertiu: \u201cse continuarmos com um discurso dram\u00e1tico das fam\u00edlias actuais aumentamos as probabilidades das pessoas nem quererem constituir fam\u00edlia\u201d. <b>A longevidade dos optimistas<\/b> Por diversas vezes, Helena Marujo referiu-se a estudos que \u201ccomprovam que as pessoas que est\u00e3o \u00e0 espera de ter o pior tendem a ter o pior e as que est\u00e3o \u00e0 espera do melhor tendem a ter o melhor\u201d. \u201cIsto est\u00e1 explicado exactamente porque, tendo um horizonte positivo, vou fazer coisas para atingir esse horizonte e estar atento \u00e0s coisas que me mostram o caminho para ele\u201d, justificou, advertindo que \u201cse estivermos \u00e0 espera de ver as fam\u00edlias actuais como uma desgra\u00e7a, pois podemos estar descansados que s\u00f3 vamos ver desgra\u00e7as!\u201d. A psic\u00f3loga garantiu mesmo que \u201cdizem todos os estudos emp\u00edricos feitos at\u00e9 ao momento que os optimistas s\u00e3o mais saud\u00e1veis, vivem mais anos e t\u00eam mais sucesso pessoal e profissional\u201d. \u201cAs pessoas bem dispostas, com sentido de humor e com uma vis\u00e3o positiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida t\u00eam um sistema imu-nit\u00e1rio mais forte do que as que s\u00e3o mais tristes e abatidas\u201d, assegurou, sublinhando que a longevidade pode atingir uma d\u00e9cada de diferen\u00e7a. \u201cUma diferen\u00e7a maior que a diferen\u00e7a entre fumadores e n\u00e3o fumadores\u201d, frisou. Helena Marujo entende que \u201ca fam\u00edlia tem de decidir se quer ser um espa\u00e7o de vitalidade que reflicta o melhor de cada um dos seus elementos\u201d e lembrou que \u201cas mensagens e os r\u00f3tulos negativos criam determinismos\u201d. <b>Tr\u00eas aspectos positivos para um negativo<\/b> A conferencista teve ainda tempo para propor algumas metodologias inovadoras. \u201cPrecisamos ser especialistas a contabilizar o que est\u00e1 bem, de tal maneira que passemos a dar import\u00e2ncia muito mais \u00e0s coisas positivas que \u00e0s negativas. Por cada coisa negativa que proferimos, temos de dizer tr\u00eas positivas\u201d, incitou, justificando que \u201cos estudos cient\u00edficos dizem que isto diferencia os sistemas em que as pessoas est\u00e3o felizes dos sistemas em que as pessoas est\u00e3o infelizes\u201d. <b>Agentes activos da mudan\u00e7a<\/b> Lembrando que \u201ctodos somos espelhos permanentes da realidade\u201d, Helena Marujo acautelou que \u00e9 preciso \u201cmudar a maneira de lidar com a vida\u201d. Mudan\u00e7a essa que passa, segundo a psic\u00f3loga, pela mudan\u00e7a da \u201cmaneira de ver, de julgar, de aprender e de conversar\u201d. \u201cEm vez de perguntar pelos problemas \u00e9 preciso perguntar pelas solu\u00e7\u00f5es\u201d, prop\u00f4s, advertindo que \u201cse tivermos a posi\u00e7\u00e3o passiva de que os outros mudem para depois eu ser feliz, podemos esperar a vida toda\u201d.  \u201cAs nossas conversas podem ser conversas que valorizam, apreciam e estimulam\u201d e \u201ctemos de criar condi\u00e7\u00f5es para toda a gente ter voz numa fam\u00edlia e poder dizer coisas respeitadoramente, mas que confrontem e que desafiem os outros membros da fam\u00edlia a pensar diferente\u201d, concluiu.  <i>Samuel Mendon\u00e7a<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta de Helena Marujo na iniciativa \u00abFam\u00edlias em 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