{"id":233338,"date":"2022-03-23T11:40:38","date_gmt":"2022-03-23T11:40:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=233338"},"modified":"2022-03-30T10:22:01","modified_gmt":"2022-03-30T09:22:01","slug":"o-missal-tesouro-da-fe-e-directorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-missal-tesouro-da-fe-e-directorio\/","title":{"rendered":"O Missal: tesouro da f\u00e9 e direct\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Carlos Aquino, Diocese do Algarve<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-172155 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carlos-Aquino-Algarve.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>O Missal Romano \u00e9 um dos mais significativos e fundamentais livros lit\u00fargicos. Mas na verdade, ele n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um livro, \u00e9 um conjunto de livros que inclui o Antifon\u00e1rio, o Sacrament\u00e1rio, os Ordin\u00e1rios da Missa, os Lecion\u00e1rios. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um guia pr\u00e1tico ou um instrumento que contribui para uma mais digna celebra\u00e7\u00e3o do \u201cSacramento dos sacramentos\u201d, a Eucaristia. Ele \u00e9 um \u201cdiret\u00f3rio espiritual e pastoral\u201d da pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o. Um tesouro que guarda o dep\u00f3sito da f\u00e9 da Igreja, que ora como acredita, e um caminho mistag\u00f3gico. O Missal \u00e9 fruto da auto compreens\u00e3o da Igreja e do seu mist\u00e9rio, feita de tradi\u00e7\u00e3o, de teologia e de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s diversas comunidades. A imagem mais bela da Igreja \u00e9 o povo reunido em assembleia para celebrar a Eucaristia. N\u00e3o \u00e9 um povo sem nome e sem rosto. \u00c9 o Senhor, que nos convoca e une como membros do Corpo de Seu Filho Jesus Cristo Ressuscitado e na for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. A\u00ed somos revivificados. O Missal resulta e est\u00e1 ao servi\u00e7o deste encontro. A sua finalidade \u00e9 sempre a de ajudar \u00e0 participa\u00e7\u00e3o \u201cconsciente, animada e frutuosa\u201d (cf. SC 11) da Eucaristia, sabendo que toda a Liturgia, particularmente a Eucaristia, constitui a \u201cprimeira e necess\u00e1ria fonte onde os fi\u00e9is h\u00e3o-de ir beber o esp\u00edrito verdadeiramente crist\u00e3o\u201d (SC 14). Na verdade, a \u201cA Liturgia \u00e9 o cume para o qual se dirige a atividade da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde prov\u00e9m toda a sua for\u00e7a\u201d (SC 10). O Missal re\u00fane a f\u00e9 da igreja, povo santo de Deus, nas palavras para a Ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Missal \u00e9, pois, o Livro oficial segundo o qual a comunidade crist\u00e3 celebra a Eucaristia. Compreende um primeiro volume com as ora\u00e7\u00f5es que s\u00e3o proferidas pelo Presidente, chamado propriamente o Missal, o Livro do altar. E um segundo com as leituras b\u00edblicas que se proclamam ao longo de todo o ano lit\u00fargico, o Lecion\u00e1rio. Recebeu ao longo da hist\u00f3ria, sobretudo a partir dos s\u00e9culos V\/VI, quando se sentiu necessidade de organizar os livros lit\u00fargicos, diversos nomes: \u201cSacrament\u00e1rio\u201d (Livro dos textos eucol\u00f3gicos ou ora\u00e7\u00f5es) e \u201cOracional\u201d. O Lecion\u00e1rio tamb\u00e9m foi conhecido como \u201cComes\u201d, \u201cLiber comitis\u201d ou \u201cLiber commicus\u201d, da palavra \u201cComes\u201d que significa \u201csec\u00e7\u00e3o, passagem, per\u00edcope\u201d. Agora chama-se \u201cOrdo Lectionum Missae\u201d (Ordena\u00e7\u00e3o das leituras da Missa). Durante v\u00e1rios s\u00e9culos se uniam num \u00fanico volume para o altar, tanto as ora\u00e7\u00f5es como as leituras b\u00edblicas. Assim, mais tarde, nos s\u00e9culos XII e XIII unificou-se o Livro das ora\u00e7\u00f5es com o das leituras formando-se os chamados \u201cMissais plen\u00e1rios\u201d. Agora, distingue-se o Missal, que contem as ora\u00e7\u00f5es e os cantos que dirigimos a Deus na Missa, do Lecion\u00e1rio e do novo livro lit\u00fargico dentro deste chamado \u201cEvangeli\u00e1rio\u201d, valorizando-se assim o proposto pela reforma conciliar: <em>\u201cPara que a mesa da palavra de Deus seja preparada para os fi\u00e9is com maior abund\u00e2ncia, abram-se mais largamente os tesouros da b\u00edblia\u201d (SC 51).<\/em><\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do Missal Romano de Paulo VI data de 1970, exatamente 400 anos depois da edi\u00e7\u00e3o do Missal publicado em 1570 por Pio V como consequ\u00eancia da revis\u00e3o recomendada pelo Conc\u00edlio de Trento. A \u201cInstitutio Introductoria\u201d deu-se a conhecer um ano antes o que levou depois a incluir algumas mudan\u00e7as significativas na edi\u00e7\u00e3o oficial de 1970.<\/p>\n<p>Tanto a 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o como a segunda edi\u00e7\u00e3o de 1975 foram publicadas em Quinta-feira da Ceia do Senhor. A \u201cInstitutio Generalis Missalis Romani\u201d (IGMR) para a 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Missal Romano, que se publicou em 2002 e teve depois em 2008 uma 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, foi tamb\u00e9m promulgada no ano 2000 pelo santo Padre Jo\u00e3o Paulo II a uma Quinta-feira da Ceia do Senhor. Talvez tenha sido esta mem\u00f3ria, a motivar a proposta do dia 14 de abril de 2022, Quinta-feira da Ceia do Senhor, para a entrada em vigor do novo Missal em Portugal.<\/p>\n<p>A respeito do Mist\u00e9rio Eucar\u00edstico, A Constitui\u00e7\u00e3o Conciliar \u201cSacrosanctum Concilium\u201d, no cap\u00edtulo II, apresentara diretrizes muito concretas para a revis\u00e3o do Missal (n\u00ba 47-58): A busca de uma maior clareza nos textos e ritos (n\u00ba 50.56); facilitar a participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is (n\u00ba 48); preparar para o povo crist\u00e3o \u201ca mesa da Palavra de Deus com maior abund\u00e2ncia\u201d( n\u00ba 51); a simplifica\u00e7\u00e3o de alguns ritos, conservando o essencial e evitando repeti\u00e7\u00f5es (n\u00ba 50); restabelecer outros ritos que se haviam perdido na hist\u00f3ria como a ora\u00e7\u00e3o universal, a concelebra\u00e7\u00e3o, a homilia dominical (n\u00ba 52-53.57); abrir a porta para o uso das l\u00ednguas vivas sem eliminar o latim (n\u00ba 54); a recomenda\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o sobre as duas esp\u00e9cies (n\u00ba 55).<\/p>\n<p>Com esta nova edi\u00e7\u00e3o assume-se a necessidade de uma renova\u00e7\u00e3o na linha de uma sempre viva Tradi\u00e7\u00e3o, sublinhada pelo pr\u00f3prio Papa Francisco: <em>\u201c(\u2026) podemos afirmar com seguran\u00e7a e com autoridade magisterial que a reforma lit\u00fargica \u00e9 irrevers\u00edvel\u201d <\/em>(Discurso aos participantes do Encontro Nacional de liturgia, Roma 24 de Agosto de 2017).<\/p>\n<p>Esta terceira edi\u00e7\u00e3o portuguesa foi aprovada pela confer\u00eancia Episcopal Portuguesa no dia 14 de novembro de 2019; validada pelo Papa Francisco a 8 de janeiro de 2021. Recebeu o Decreto da Confirma\u00e7\u00e3o pela Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos a 13 de outubro de 2021.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o adota o novo acordo ortogr\u00e1fico da l\u00edngua portuguesa entre os Pa\u00edses lus\u00f3fonos, agora enriquecida por uma tradu\u00e7\u00e3o renovada dos textos eucol\u00f3gicos, acolhendo para as ant\u00edfonas e outros textos de inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica a tradu\u00e7\u00e3o da Sagrada Escritura aprovada para a Liturgia pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. Procura valorizar o Ordin\u00e1rio com novos formul\u00e1rios e algumas mudan\u00e7as para uma mais intelig\u00edvel e fecunda valoriza\u00e7\u00e3o das partes da celebra\u00e7\u00e3o, assim como da participa\u00e7\u00e3o da assembleia. \u00a0Surgem novas tradu\u00e7\u00f5es, tendo mais impacto na nova edi\u00e7\u00e3o do Missal a express\u00e3o \u201cBendisse\u201d sobre o p\u00e3o e o vinho na narrativa da Institui\u00e7\u00e3o antes da consagra\u00e7\u00e3o; uma maior riqueza eucol\u00f3gica como \u00e9 o caso dos formul\u00e1rios da vig\u00edlia da Epifania e da Ascens\u00e3o, e na mudan\u00e7a da conclus\u00e3o das ora\u00e7\u00f5es na fidelidade ao texto latino, recuperando assim a solenidade e riqueza b\u00edblica presente na cl\u00e1usula longa da Coleta e a breve nas restantes ora\u00e7\u00f5es, explicitando-se melhor o dinamismo trinit\u00e1rio de toda a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Riqueza tamb\u00e9m valorizada no enriquecimento dos Pref\u00e1cios, do Santoral, das missas votivas. Mostra que o canto e a m\u00fasica agora colocados no seu lugar pr\u00f3prio n\u00e3o s\u00e3o mero elemento decorativo ou exce\u00e7\u00e3o, mas parte necess\u00e1ria e integrante da Liturgia.\u00a0 A Introdu\u00e7\u00e3o de novas ilustra\u00e7\u00f5es como instrumento da arte e da beleza ao servi\u00e7o da liturgia para se poder celebrar melhor uma hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o no hoje de cada dia.<\/p>\n<p>Um Livro lit\u00fargico \u00e9 um primeiro e essencial instrumento para a digna celebra\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios, al\u00e9m de ser o fundamento mais s\u00f3lido para uma eficaz catequese lit\u00fargica de sabor mistag\u00f3gico.<\/p>\n<p>O Missal como obra humana n\u00e3o \u00e9 um livro definitivo nem perfeito: a l\u00edngua como sabemos \u00e9 uma realidade viva e din\u00e2mica em evolu\u00e7\u00e3o permanente com a cultura e a Tradi\u00e7\u00e3o, sempre em crescimento e aperfei\u00e7oando-se para saber dizer, de modo novo, a f\u00e9 que n\u00e3o muda. Encontraremos sempre express\u00f5es novas para dizer o mesmo, de modo mais profundo e melhor.<\/p>\n<p>Mas importa n\u00e3o esquecer, que o Missal Romano, que guarda tamb\u00e9m o tesouro da f\u00e9, agora renovado, est\u00e1 sempre ao servi\u00e7o do mist\u00e9rio que constitui a fonte e o cume de toda a vida crist\u00e3 (LG 11), a Eucaristia, <em>\u201csacramento de piedade, sinal de unidade, v\u00ednculo de caridade, banquete pascal\u201d (SC 47). <\/em>Seja ele, para n\u00f3s, um verdadeiro diret\u00f3rio nesse caminho!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Carlos Aquino, Diocese do Algarve<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":172155,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-233338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233338"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233338\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/172155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}