{"id":231938,"date":"2022-03-13T09:31:06","date_gmt":"2022-03-13T09:31:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=231938"},"modified":"2022-03-12T22:21:35","modified_gmt":"2022-03-12T22:21:35","slug":"e-fundamental-mobilizarmo-nos-para-uma-solidariedade-global-john-coughlin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-fundamental-mobilizarmo-nos-para-uma-solidariedade-global-john-coughlin\/","title":{"rendered":"\u00ab\u00c9 fundamental mobilizarmo-nos para uma solidariedade global\u00bb &#8211; John Coughlin"},"content":{"rendered":"<p><em>Respons\u00e1vel das emerg\u00eancias da \u00abCaritas Internationalis\u00bb aponta prioridades na ajuda \u00e0 Ucr\u00e2nia e diz temer pelas popula\u00e7\u00f5es, quando os holofotes medi\u00e1ticos se desligarem<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_231943\" aria-describedby=\"caption-attachment-231943\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-231943 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n.jpg 960w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n-768x511.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/275428933_10160052950334216_5615529721265403889_n-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-231943\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Caritas Ucr\u00e2nia<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A C\u00e1ritas est\u00e1 a trabalhar na Ucr\u00e2nia e nos pa\u00edses de fronteira, onde continuam a acorrer milh\u00f5es de pessoas. Como \u00e9 que a organiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 a ajudar as popula\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>A C\u00e1ritas est\u00e1 a trabalhar de diversas maneiras, conforme o pa\u00eds. Na Ucr\u00e2nia, estamos com as duas C\u00e1ritas que existem, e centros de acolhimento onde as pessoas podem ficar, comer, tomar banho, ter um lugar quente. Para ficar ou estar em tr\u00e2nsito, porque j\u00e1 estamos a ver tr\u00eas grandes grupos-alvos: pessoas que fogem, pessoas em tr\u00e2nsito e pessoas presas nas caves das cidades, que n\u00e3o podem movimentar-se.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>S\u00e3o esses os principais desafios no terreno?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sim. Na Ucr\u00e2nia \u00e9 isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como se organiza uma resposta desta dimens\u00e3o? O acolhimento tempor\u00e1rio corre o risco de tornar-se indefinido ou definitivo, como acontece em tantos campos de refugiados no mundo<\/em>?<\/p>\n<p>O grande desafio \u00e9 que este \u00e9 um acontecimento muito repentino. E de uma escala que foi prevista num dos tr\u00eas cen\u00e1rios que a C\u00e1ritas Ucr\u00e2nia tinha, mas de uma viol\u00eancia tal que levou \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o de muitas pessoas.<\/p>\n<p>Temos tantas pessoas afetadas, de um dia para o outro. Temos tantas pessoas a atravessar fronteiras e a ser ajudadas pela C\u00e1ritas, que trabalha junto das pessoas vulner\u00e1veis, mas n\u00e3o nesta escala de resposta. \u00c9 muito importante. O trabalho que fa\u00e7o \u00e9 muito baseado na coordena\u00e7\u00e3o: n\u00f3s, C\u00e1ritas, temos de estar coordenados com os Governos, as Na\u00e7\u00f5es Unidas, outras organiza\u00e7\u00f5es, entre n\u00f3s, na Igreja Cat\u00f3lica, e as pr\u00f3prias C\u00e1ritas nacionais, diocesanas, paroquiais. \u00c9 todo um trabalho de coordena\u00e7\u00e3o para assegurar que o nosso trabalho \u00e9 \u00e1gil e eficiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A experi\u00eancia na resposta a outras emerg\u00eancias internacionais trouxe li\u00e7\u00f5es para esta crise na Ucr\u00e2nia<\/em>?<\/p>\n<p>Sim. Penso que a experi\u00eancia que temos tido, mesmo no sudeste da Europa, com a chegada de tantas pessoas \u2013 n\u00e3o de uma forma t\u00e3o repentina -, fez com que cada C\u00e1ritas tivesse de aumentar a escala do seu trabalho. Trabalhavam, mas n\u00e3o com tanta gente que bateu \u00e0 sua porta.<\/p>\n<p>Foi um trabalho de forma\u00e7\u00e3o, de aumentar a organiza\u00e7\u00e3o para responder \u00e0s necessidades das pessoas que chegam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E a capacidade de resposta da C\u00e1ritas, at\u00e9 onde vai?<\/em><\/p>\n<p>A C\u00e1ritas Ucr\u00e2nia, com a guerra desde 2014, j\u00e1 trabalha muito nesta \u00e1rea. Aumentou a sua experi\u00eancia humanit\u00e1ria para fazer grandes opera\u00e7\u00f5es, grandes projetos. Existe capacidade, na Ucr\u00e2nia e com as C\u00e1ritas nos pa\u00edses vizinhos, mas a quest\u00e3o \u00e9 aumentar esta capacidade de forma veloz, para poder responder \u00e0s necessidades das pessoas com qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Vemos que muita gente, em Portugal, se tem mobilizado para enviar bens e para acolher refugiados. Que conselhos deixa para quem quer ajudar e n\u00e3o tem, talvez, tanta experi\u00eancia nestas situa\u00e7\u00f5es de crise? Qual \u00e9 a melhor forma de atuar<\/em>?<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, a maneira mais eficaz \u00e9 ajudar as pessoas, ajudar a C\u00e1ritas atrav\u00e9s de donativos em numer\u00e1rio. \u00c9 muito mais dif\u00edcil responder \u00e0s necessidades das pessoas quando j\u00e1 temos bens, que at\u00e9 podem n\u00e3o responder \u00e0s necessidades que as pessoas expressam.<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas na Ucr\u00e2nia, na Pol\u00f3nia, est\u00e1 a falar com as pessoas que t\u00eam necessidades, est\u00e1 a sistematiz\u00e1-las, para criar um programa que lhes responda. O projeto tem de ter os bens alinhados com as necessidades priorit\u00e1rias, se n\u00e3o for assim, os bens podem n\u00e3o ser \u00fateis para esse fim.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma quest\u00e3o muito importante, que \u00e9 a escassez de bens na Ucr\u00e2nia, neste momento, pelo que estamos a procurar os bens na Pol\u00f3nia, por exemplo. Compramos as coisas no mercado local e estamos a levar cami\u00f5es da Pol\u00f3nia para a Ucr\u00e2nia, isso \u00e9 j\u00e1 um custo log\u00edstico, tudo o que diz respeito ao transporte. Imagine-se levar coisas de Lisboa ou do Porto para Vars\u00f3via ou Lviv, esse \u00e9 um custo enorme. Pergunto-me: n\u00e3o seria melhor que esse dinheiro fosse gasto mais perto da assist\u00eancia? De onde acontece essa assist\u00eancia\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A guerra vai deixar consequ\u00eancias muito s\u00e9rias nas novas gera\u00e7\u00f5es, como acontece em todos os conflitos. \u00c9 preciso uma aten\u00e7\u00e3o especial, no imediato e no futuro, por parte de quem acolhe as crian\u00e7as que fogem da Ucr\u00e2nia<\/em>?<\/p>\n<p>As crian\u00e7as e n\u00e3o s\u00f3, \u00e9 um grande trauma para todas as pessoas que sofreram esta viol\u00eancia, os adultos tamb\u00e9m. De facto, os programas da C\u00e1ritas, em todos os pa\u00edses, t\u00eam como prioridade o apoio psicossocial. O nosso trabalho, em todos os programas que temos lan\u00e7ado at\u00e9 agora, tanto na Ucr\u00e2nia como nos pa\u00edses vizinhos, est\u00e1 focado no apoio psicossocial, \u00e9 muito importante acompanhar as crian\u00e7as, os adultos que t\u00eam sofrido este trauma muito grande, nas suas vidas. Temos de assegurar uma assist\u00eancia profissional para essas pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que os trabalhadores da C\u00e1ritas tenham forma\u00e7\u00e3o na primeira resposta de socorros psicossociais, para poder identificar os casos e poder referenci\u00e1-los \u00e0s pessoas mais apropriadas para a sua assist\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Na Ucr\u00e2nia est\u00e3o dois cardeais que foram enviados pelo Papa Francisco. Que import\u00e2ncia pode ter para a popula\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a de figuras como estes enviados do Papa num cen\u00e1rio de crise?<\/em><\/p>\n<p>Acho que a mensagem \u00e9 muito importante. A proximidade do Santo Padre e dos seus representantes \u00e9 muito fundamental neste momento. N\u00f3s em cada telefonema temos de comunicar a proximidade. A proximidade de cada C\u00e1ritas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia. E os diretores est\u00e3o a apreciar esta comunica\u00e7\u00e3o em que a gente n\u00e3o foi esquecida. E eu estou a sentir de Portugal uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, das pessoas de boa vontade para ajudar este povo que est\u00e1 a sofrer tanto.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Um dos enviados do Papa, disse \u00e0 Renascen\u00e7a que gostava de chegar a Kiev. Dada a experi\u00eancia e conhecimento da C\u00e1ritas do terreno ser\u00e1 poss\u00edvel ao Cardeal Konrad Krajewski concretizar a sua inten\u00e7\u00e3o? Ele nesta altura encontra-se em LVIV&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Sim. Tem de se organizar muito bem este tipo de viagem. \u00c9 muito perigoso e \u00e9 importante a negocia\u00e7\u00e3o de todo o caminho de Lviv para Kiev para assegurar que todos os atores est\u00e3o conscientes de que temos uma pessoa em viagem. E tamb\u00e9m a mesma coisa com as pessoas que est\u00e3o a tentar fugir. Estamos a ver que estes corredores humanit\u00e1rios s\u00e3o bastante complexos e bastante dif\u00edceis de negociar e depois de respeitar. Ent\u00e3o \u00e9 muito importante que este corredor para levar o cardeal de Lviv para Kiev seja muito seguro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_231940\" aria-describedby=\"caption-attachment-231940\" style=\"width: 391px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/john_coughlin.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-231940\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/john_coughlin-391x260.jpg\" alt=\"\" width=\"391\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/john_coughlin-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/john_coughlin-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/john_coughlin.jpg 649w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-231940\" class=\"wp-caption-text\">John Coughlin<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Falou dos corredores humanit\u00e1rios. Como se chega \u00e0s pessoas que n\u00e3o conseguem fugir &#8211; idosos, pessoas com defici\u00eancia, tantos casos\u2026 Os corredores humanit\u00e1rios s\u00e3o essenciais para evitar o abandono destas popula\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>Acho que funciona da mesma forma que em Portugal. A C\u00e1ritas fica perto das pessoas mais vulner\u00e1veis e \u00e9 a mesma coisa que est\u00e1 a acontecer na Ucr\u00e2nia. Estamos a tentar alcan\u00e7ar as pessoas que t\u00eam problemas. Pessoas mais velhas, pessoas com defici\u00eancia, pessoas com problemas de mobilidade. \u00c9 esse o trabalho da C\u00e1ritas. Ir de casa em casa onde temos identificado pessoas que precisam de ajuda especial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E\u00a0depois de avan\u00e7os e recuos \u00e9 poss\u00edvel acreditar na efic\u00e1cia dos momentos de cessar-fogo e abertura de corredores humanit\u00e1rios? <\/em><\/p>\n<p>Temos visto o caso de Mariupol. Espero que as negocia\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a acontecer fa\u00e7am com que tenhamos um cessar-fogo para a gente poder transitar e poder ir at\u00e9 um posto mais seguro. Temos de rezar por isso e como diz o Santo Padre n\u00e3o podemos esquecer a humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como v\u00ea a atua\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, especificamente, no que diz respeito ao acolhimento dos refugiados? Se a situa\u00e7\u00e3o se agravar, pensa que o clima de contesta\u00e7\u00e3o pode aumentar, nos pa\u00edses que recebem estas pessoas?<\/em><\/p>\n<p>Face a esta crise tem sido muito positiva a atua\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia. At\u00e9 agora as decis\u00f5es t\u00eam sido muito ben\u00e9ficas e v\u00e3o em boa dire\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m os pa\u00edses t\u00eam aberto as suas portas e est\u00e3o a trabalhar muito bem para ajudar ao acolhimento das pessoas. \u00c9 muito dif\u00edcil prever como vai ser a situa\u00e7\u00e3o dentro de seis meses, um ano. Temos de ver como evolui o conflito porque estamos a falar de mais de dois milh\u00f5es de pessoas que est\u00e3o a chegar. Ent\u00e3o o acolhimento pode ter bastantes constrangimentos ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Receia um conflito alargado no tempo?<\/em><\/p>\n<p>Espero que n\u00e3o, claro. Esperamos que os l\u00edderes destes pa\u00edses cheguem \u00e0 paz porque n\u00e3o sei como seria o mundo, onde \u00e9 que iria parar este mundo\u2026<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Com outras crises aprendemos que, depois de algumas semanas de aten\u00e7\u00e3o intensa, os media e a opini\u00e3o p\u00fablica tendem a esquecer as emerg\u00eancias humanit\u00e1rias e a procurar outros focos de aten\u00e7\u00e3o. Teme que isso aconte\u00e7a na Ucr\u00e2nia e pa\u00edses vizinhos?<\/em><\/p>\n<p>Sim, acho que \u00e9 importante que n\u00e3o esque\u00e7amos os conflitos e os desastres de outras partes do mundo. Mesmo em 2021 na Ucr\u00e2nia chegamos a ter menos de metade do total do projeto previsto. Sabemos que as C\u00e1ritas no mundo t\u00eam menos doa\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 importante que possamos responder a estas crises, talvez mais esquecidas. Por exemplo na Eti\u00f3pia n\u00e3o estamos em condi\u00e7\u00f5es para chegar ao or\u00e7amento previsto. Se falarmos das Filipinas j\u00e1 se esqueceu o grande tuf\u00e3o que houve. Tamb\u00e9m em Tonga tivemos o tsunami. Como \u00e9 que a C\u00e1ritas pode responder com as limita\u00e7\u00f5es financeiras de cada um? Temos de n\u00e3o esquecer, temos de mobilizar as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O desinteresse da Comunica\u00e7\u00e3o Social por essas situa\u00e7\u00f5es reflete negativamente nos apoios solid\u00e1rios que s\u00e3o fundamentais para a C\u00e1ritas?<\/em><\/p>\n<p>Sim. Estamos a ver uma certa tend\u00eancia em que as C\u00e1ritas possam angariar fundos atrav\u00e9s da aten\u00e7\u00e3o dada pelos media. Ent\u00e3o se as pessoas veem na televis\u00e3o ou ouvem na r\u00e1dio que existe uma crise, isso \u00e9 importante. \u00c9 importante n\u00f3s falarmos dessas crises, nas par\u00f3quias, nas comunidades cat\u00f3licas. \u00c9 fundamental mobilizarmo-nos para uma solidariedade global.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Que mensagem deixa para todos os que sofrem nesta guerra?<\/em><\/p>\n<p>Eu diria algo muito b\u00e1sico e refor\u00e7aria o que diz o Santo Padre. N\u00e3o podemos perder a esperan\u00e7a. Acho que \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o bastante simples, mas \u00e9 fundamental n\u00e3o perder a esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel das emerg\u00eancias da \u00abCaritas Internationalis\u00bb aponta prioridades na ajuda \u00e0 Ucr\u00e2nia e diz temer pelas popula\u00e7\u00f5es, quando os holofotes medi\u00e1ticos se desligarem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":231943,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[125,631],"class_list":["post-231938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-caritas","tag-ucrania"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231938"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231938\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}