{"id":23150,"date":"2007-02-27T11:10:28","date_gmt":"2007-02-27T11:10:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/27\/professar-a-fe-vencendo-tentacoes\/"},"modified":"2007-02-27T11:10:28","modified_gmt":"2007-02-27T11:10:28","slug":"professar-a-fe-vencendo-tentacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/professar-a-fe-vencendo-tentacoes\/","title":{"rendered":"<i>Professar a F\u00e9 vencendo tenta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal do Bispo da Guarda <!--more--> 1. Estamos a iniciar a Quaresma e hoje subimos o primeiro degrau  nesta   nossa  caminhada para a P\u00e1scoa. Caminhada que n\u00f3s desejamos seja para progredir na forma\u00e7\u00e3o da nossa F\u00e9, seja para viver a convers\u00e3o e a Penit\u00eancia, seja principalmente para recentrar a nossa vida em Cristo morto e ressuscitado. Neste esfor\u00e7o por renovar a F\u00e9 em caminhada quaresmal, sabemos que n\u00e3o estamos sozinhos e por sua vez a nossa verdadeira convers\u00e3o a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho tem que dar frutos de partilha fraterna que tamb\u00e9m h\u00e1-de ser ren\u00fancia em favor dos outros, principalmente os mais necessitados. Hoje os textos b\u00edblicos escutados chamam a nossa aten\u00e7\u00e3o para a profiss\u00e3o da F\u00e9 e para as dificuldades que ela tem de enfrentar, incluindo as tenta\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 sujeita. \t 2. Os textos b\u00edblicos hoje proclamados na nossa assembleia dominical  come\u00e7am por nos colocar perante a realidade da Profiss\u00e3o de F\u00e9. Assim o Livro do Deuter\u00f3nimo diz-se o que \u00e9 e como se faz a Profiss\u00e3o da F\u00e9 do Povo de Deus do antigo Testamento no \u00fanico Deus e Senhor do mundo e da hist\u00f3ria. A Profiss\u00e3o de F\u00e9 n\u00e3o consiste tanto em enunciar um conjunto de verdades sobre Deus e sobre a salva\u00e7\u00e3o do mundo e dos homens e mulheres de todos os tempos, como sobretudo em recordar  cada um a si pr\u00f3prio e aos outros a hist\u00f3ria das suas rela\u00e7\u00f5es com Deus. \u00c9 isso o que se passa com a profiss\u00e3o de F\u00e9 do Povo de Deus do Antigo Testamento. Recorda-se a ida de Jos\u00e9 para o Egipto e com ele toda a sua fam\u00edlia; recordam-se os tempos da opress\u00e3o e da persegui\u00e7\u00e3o, mas sobretudo a interven\u00e7\u00e3o libertadora de Deus atrav\u00e9s de Mois\u00e9s para a aventura do \u00caxodo; recordam-se os sinais e os prod\u00edgios com que o bra\u00e7o libertador de Deus se fez anunciar; recorda-se a entrada na terra prometida sempre debaixo da protec\u00e7\u00e3o divina  e finalmente a gratid\u00e3o cultural expressa na oferta dos primeiros frutos da terra. Tamb\u00e9m a nossa F\u00e9 enra\u00edza numa rela\u00e7\u00e3o  pessoal forte de cada um de n\u00f3s com Deus revelado  em Jesus Cristo. Jesus Cristo que n\u00f3s queremos confessar na sua condi\u00e7\u00e3o divina do Senhor; Jesus Cristo que ressuscitou dos mortos como prim\u00edcias da ressurrei\u00e7\u00e3o universal e da total transforma\u00e7\u00e3o do mundo em Reino de Deus. Esta rela\u00e7\u00e3o forte com Jesus Cristo na F\u00e9  conduz \u00e0 salva\u00e7\u00e3o eterna, como diz S. Paulo, mas tamb\u00e9m e primeiro que tudo produz na nossa vida quotidiana abundantes frutos de Justi\u00e7a. Isto significa que um dos crit\u00e9rios para avaliar a autenticidade da nossa F\u00e9 em Deus Pai e em Jesus Cristo Seu Filho, na for\u00e7a do Esp\u00edrito,  s\u00e3o os frutos de Justi\u00e7a e caridade que existem  ou n\u00e3o existem no nosso viver de cada dia. \u00c9 esta tamb\u00e9m uma avalia\u00e7\u00e3o que queremos fazer de n\u00f3s mesmos ao longo da Quaresma.  De uma coisa estamos certos, sintonizando  com o ap\u00f3stolo S.  Paulo: Todo aquele que invocar o nome do Senhor ser\u00e1  salvo, o que significa que a Salva\u00e7\u00e3o de Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo \u00e9 para todos, n\u00e3o havendo, por isso lugar, para qualquer acep\u00e7\u00e3o de pessoas na inten\u00e7\u00e3o e na pr\u00e1tica do mesmo Deus. Hoje para n\u00f3s n\u00e3o est\u00e1 a ser f\u00e1cil viver a F\u00e9 como para Jesus tamb\u00e9m n\u00e3o foi f\u00e1cil cumprir a Sua Miss\u00e3o; Miss\u00e3o que o pr\u00f3prio Pai lhe confiou. O Evangelho de hoje resume as dificuldades que Jesus encontrou para cumprir a sua Miss\u00e3o. Teve de superar muitas tenta\u00e7\u00f5es, como n\u00f3s crist\u00e3os e comunidades crist\u00e3s tamb\u00e9m temos de saber enfrentar e vencer as tenta\u00e7\u00f5es do mundo actual. O relato de S. Lucas sobre as tenta\u00e7\u00f5es que hoje escut\u00e1mos aponta-nos para as grandes dificuldades que  o mundo de ent\u00e3o colocava  a Jesus no desempenho da Sua miss\u00e3o. Assim, Jesus depois de passar 40 dias sem comer, sentiu fome, o que \u00e9 absolutamente normal para qualquer ser humano. A tenta\u00e7\u00e3o materialista de dar resposta \u00e0 Sua situa\u00e7\u00e3o de grande necessidade com  o p\u00e3o comum teve assim toda a sua raz\u00e3o de ser. Parecia mais que leg\u00edtimo e mesmo justo que Jesus pudesse satisfazer a sua fome  de  40 dias em que esteve sem tomar alimento com o recurso  a este p\u00e3o comum. Mas Ele encontrou em si mesmo for\u00e7a para, com o seu gesto de recusa, apontar  para novos horizontes da exist\u00eancia humana, porque, como Ele respondeu ao tentador, &#8220;nem s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem&#8221;. A tenta\u00e7\u00e3o do poder e do dom\u00ednio sobre o mundo e sobre os seres  humanos foi outra. &#8220;Tudo isto te darei, se prostrado me adorares&#8221; \u2013 diz o tentador. Jesus reuniu for\u00e7as, mais uma vez, para superar esta tenta\u00e7\u00e3o, dizendo &#8220;Deus super omnis&#8221;, isto \u00e9 que s\u00f3 ao Senhor Deus adorar\u00e1s e s\u00f3 a Ele prestar\u00e1s culto. E num outro quadro Jesus sentiu a tenta\u00e7\u00e3o do comum dos mortais que \u00e9 instrumentalizar Deus e a Religi\u00e3o colocando-os ao servi\u00e7o de interesses pessoais ou de grupos. Esta tenta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o perdeu nenhuma da sua actualidade, na sociedade de hoje, Jesus supera-a fazendo tamb\u00e9m a seu profiss\u00e3o de F\u00e9 na absoluta liberdade de Deus. \t 3. Tal como n\u00e3o foi f\u00e1cil para Jesus cumprir a Sua Miss\u00e3o naquele lugar e naquele momento hist\u00f3rico concreto, inserido na cultura do seu povo e do seu tempo, tamb\u00e9m para n\u00f3s, hoje e na cultura onde estamos inseridos, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil professar e viver a F\u00e9. De facto vivemos hoje numa cultura cujas ra\u00edzes s\u00e3o profundamente crist\u00e3s e impregnadas de muitas tradi\u00e7\u00f5es religiosas seculares e mesmo milenares, mas que est\u00e3o a ser muito abaladas. E abaladas pela introdu\u00e7\u00e3o de novos h\u00e1bitos, de novos crit\u00e9rios de comportamento que muitas vezes n\u00e3o dignificam ou mesmo n\u00e3o respeitam as pessoas na sua aut\u00eantica verdade. Fazer a profiss\u00e3o de F\u00e9 nas circunst\u00e2ncias actuais implica necessariamente dar nova vida a um mundo descristianizado, afastado da pr\u00e1tica crist\u00e3, no qual, muitas vezes, as \u00fanicas refer\u00eancias crist\u00e3s s\u00e3o de ordem cultural, sejam as prociss\u00f5es dos passos ou da Semana Santa, seja o amentar das almas, sejam as via-sacras p\u00fablicas, sejam as festas populares dos Santos ou outras. E mesmo estas refer\u00eancias crist\u00e3s \u2013 de ordem cultural continuam muito sujeitas \u00e0 eros\u00e3o, isto \u00e9, sujeitas a utiliza\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es desligadas da sua raiz, que, de facto, \u00e9 o Mist\u00e9rio de Cristo. A Quaresma, de que hoje estamos a celebrar o 1\u00ba Domingo, \u00e9 tempo especialmente prop\u00edcio para nos perguntarmos como crist\u00e3os e como comunidades crist\u00e3s sobre as formas de tornar a mensagem crist\u00e3 acess\u00edvel \u00e0s novas culturas, isto \u00e9 aos  novos modelos actuais da intelig\u00eancia e da sensibilidade. A Quaresma   \u00e9 tempo de exame de consci\u00eancia, para nos perguntarmos sobre as novas formas de fazer compreender Cristo e a Sua Mensagem ao esp\u00edrito moderno,  que se apresenta grandemente orgulhoso com as suas extraordin\u00e1rias descobertas e realiza\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m com sinais de  profundas humilha\u00e7\u00f5es por n\u00e3o conseguir resolver os problemas fundamentais das pessoas e assim lhes n\u00e3o poder transmitir raz\u00f5es que consigam fortalecer a esperan\u00e7a no futuro da fam\u00edlia humana.  Ao procurarmos viver e aprofundar a nossa f\u00e9 no contexto cultural da actualidade cheio de muitas contradi\u00e7\u00f5es como  todos os dias constatamos, queremos, antes de mais, assumir com coragem as nossas responsabilidades de cidad\u00e3os e de crist\u00e3os.  E entre essas responsabilidades n\u00f3s vemos  o necess\u00e1rio contributo da F\u00e9 em Jesus Cristo morto e ressuscitado para restituir a cada ser humano a sua dignidade de criatura &#8220;\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus&#8221;, subtraindo-o, quanto poss\u00edvel, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica de se considerar  independente do criador. \u00c9 esta sem d\u00favida a grande tenta\u00e7\u00e3o do mundo actual secularizado que continua a pretender levar a sua autonomia at\u00e9 ao limite desumanizante de negar o pr\u00f3prio Deus. Este \u00e9 o grande drama do nosso tempo e a verdadeira raiz da crise das culturas na actualidade. A nossa profiss\u00e3o de F\u00e9 no meio de um  mundo assim \u00e9 tamb\u00e9m dizer \u00e0s pessoas onde est\u00e1 a raiz do seu valor e da sua dignidade \u2013 est\u00e1 em serem imagem e semelhan\u00e7a de Deus; e que as culturas ser\u00e3o tanto mais humanas e humanizantes quanto mais conseguirem traduzir esta dimens\u00e3o transcendente dos seres humanos. A nossa Profiss\u00e3o de F\u00e9, num mundo assim, envolve tamb\u00e9m a coragem de intervir socialmente e na opini\u00e3o p\u00fablica para denunciar e tentar corrigir formas de cultura que agridem sentimentos e dimens\u00f5es da pessoa humana que s\u00e3o fundamentais. Temos que saber dizer \u00e0s pessoas que  elas n\u00e3o foram criadas \u00e0 imagem da cultura ou das culturas do seu tempo, portanto n\u00e3o podem ser prisioneiras de modelos de comportamento humano e social que lhes est\u00e3o a ser impostos por essas culturas e frequentemente em contradi\u00e7\u00e3o com as suas aspira\u00e7\u00f5es mais profundas.  E a raz\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o as culturas que determinam  a natureza do ser humano, mas sim precisamente o contr\u00e1rio; a natureza humana \u00e9 que \u00e9 a medida da cultura e constitui a condi\u00e7\u00e3o para que  o homem e a mulher nunca sejam prisioneiros de nenhuma das suas culturas, mas afirmem sempre a sua dignidade  pessoal, sabendo viver de acordo com a verdade profunda do seu ser. Ao pretendermos professar a nossa F\u00e9 no palco da vida social da actualidade para servi\u00e7o ao mundo e \u00e0s pessoas que o habitam, temos de evitar ceder tamb\u00e9m n\u00f3s a qualquer das seguintes duas tenta\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 adaptarmos o nosso comportamento aos modelos sociais e \u00e0 mentalidade dominantes s\u00f3 para sermos modernos, actualizados, prejudicando, assim a fidelidade aos valores da F\u00e9 e a valores humanos fundamentais. A outra \u00e9 pretendermos continuar agarrados \u00e0s linguagens do passado sobre a F\u00e9, querendo ignorar que a hist\u00f3ria avan\u00e7a  e que as realidades humanas  actuais que a nossa F\u00e9 tem de saber iluminar de forma significativa s\u00e3o diferentes das do passado. S\u00f3 a catequese integrada na forma\u00e7\u00e3o permanente da F\u00e9 nos pode ajudar a superar com \u00eaxito estas duas tenta\u00e7\u00f5es, como Cristo tamb\u00e9m soube vencer as tenta\u00e7\u00f5es no deserto. \t\t\t\t\t Guarda, 25 de Fevereiro de 2007, <i>+Manuel da Rocha Fel\u00edcio, Bispo da Guarda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal do Bispo da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,168,206,275,91,308],"class_list":["post-23150","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-familia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23150\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}