{"id":231450,"date":"2022-03-08T11:06:00","date_gmt":"2022-03-08T11:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=231450"},"modified":"2022-03-08T11:06:00","modified_gmt":"2022-03-08T11:06:00","slug":"a-cruz-escondida-177","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-177\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Ucr\u00e2nia: A Igreja na linha da frente no apoio \u00e0s v\u00edtimas da guerra<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4>Os novos her\u00f3is<\/h4>\n<p>Todos os dias chegam novos relatos, hist\u00f3rias de padres e irm\u00e3s que, com a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, se transformaram em verdadeiros soldados da paz, ajudando, cuidando dos mais fr\u00e1geis, convertendo igrejas e conventos em \u2018bunkers\u2019 que acolhem e protegem as pessoas das bombas, da morte. Eles s\u00e3o os novos her\u00f3is de uma Igreja que nunca deixou de estar presente nos momentos mais dif\u00edceis da hist\u00f3ria ucraniana.<\/p>\n<p>A guerra na Ucr\u00e2nia come\u00e7ou na madrugada de 24 de Fevereiro. Dias antes de a invas\u00e3o das tropas russas ter come\u00e7ado, a Funda\u00e7\u00e3o AIS fez uma confer\u00eancia, via Internet, sobre a situa\u00e7\u00e3o muito problem\u00e1tica que j\u00e1 se estava a viver. E um dos convidados foi o Arcebispo Primaz da Igreja Greco-Cat\u00f3lica Ucraniana. As palavras de D. Sviatoslav Shevchuk s\u00e3o um ref\u00fagio neste tempo de trag\u00e9dia na Europa. Disse ele que, independentemente da evolu\u00e7\u00e3o dos acontecimentos, a Igreja iria continuar sempre junto do povo. Ele n\u00e3o podia adivinhar, ent\u00e3o, que a invas\u00e3o j\u00e1 estaria decidida, mas sabia que, se a guerra chegasse, como chegou, qual iria ser a resposta de padres e de irm\u00e3s perante a trag\u00e9dia que se pronunciava. E falou especialmente das regi\u00f5es de Donetsk e Luhansk, territ\u00f3rios ocupados desde 2014, situa\u00e7\u00e3o que, de alguma forma, foi o rastilho que justificou a invas\u00e3o. \u201cTenho de dizer que os padres que est\u00e3o l\u00e1 s\u00e3o os her\u00f3is do nosso tempo. Tenho de dizer isso! E vai continuar a ser assim. N\u00e3o vamos fugir. Vamos ficar com o nosso povo\u2026\u201d E ficaram. E a Funda\u00e7\u00e3o AIS, que est\u00e1 profundamente ligada \u00e0 vida da Igreja na Ucr\u00e2nia h\u00e1 mais de 40 anos, tem recebido in\u00fameros testemunhos dessa presen\u00e7a na linha da frente, no meio de ruas que se transformaram em campos de batalha, em igrejas e conventos que abriram as suas portas para acolher as popula\u00e7\u00f5es em fuga, especialmente idosos, mulheres e crian\u00e7as, pois os homens foram mobilizados para a guerra, para os combates. \u00c9 o caso do Pe. Pauline Roman Laba. Ele est\u00e1 em Browary, um sub\u00farbio da capital, Kiev. Laba assistiu aos primeiros ataques com m\u00edsseis \u00e0 capital ucraniana e transformou a cave da igreja num improvisado \u2018bunker\u2019. Quando falou para a Funda\u00e7\u00e3o AIS, estavam l\u00e1 cerca de oitenta pessoas. \u201cHoje acordei \u00e0s cinco da manh\u00e3 com um ataque de m\u00edsseis. Durante os primeiros ataques \u00e0 nossa localidade, sete pessoas morreram e cerca de 17 ficaram feridas. Durante o dia ouvi ataques a\u00e9reos \u00e0 cidade a\u00ed umas sete vezes\u2026 Muitas pessoas de Browary abandonaram as suas casas e partiram para a zona oeste do pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<h4><strong>\u201cRezem pela Ucr\u00e2nia\u2026\u201d<\/strong><\/h4>\n<p>S\u00e3o relatos que se assemelham aos dos jornalistas que partiram tamb\u00e9m para a Ucr\u00e2nia para contarem ao mundo os horrores da guerra. Mas Laba n\u00e3o \u00e9 rep\u00f3rter. \u00c9 apenas um dos muitos sacerdotes de que falava D. Sviatoslav Shevchuk. Na altura, quando o Padre Roman Laba ligou a c\u00e2mara do computador para gravar a sua mensagem, a Igreja tinha-se transformado tamb\u00e9m num lugar muito especial. \u201cMuitas pessoas vieram at\u00e9 \u00e0 nossa par\u00f3quia \u00e0 procura de ajuda e de ref\u00fagio, pois cri\u00e1mos abrigos de emerg\u00eancia na casa paroquial e na igreja que est\u00e1 ainda em constru\u00e7\u00e3o\u2026 Neste momento temos por aqui cerca de 80 pessoas, desde paroquianos a pessoas que vivem em pr\u00e9dios aqui na zona.\u201d A mensagem, de menos de dois minutos, terminou com um apelo. Um apelo que se repete em todas as outras mensagens que se dirigem ao mundo atrav\u00e9s da Funda\u00e7\u00e3o AIS: \u201cPor favor, rezem pela Ucr\u00e2nia. Muito obrigado!\u201d Infelizmente, desde a madrugada de 24 de Fevereiro que a guerra chegou, brutal, com uma dimens\u00e3o inesperada. Mas, na Ucr\u00e2nia, os padres e as irm\u00e3s continuam no seu posto, ao lado dos que mais sofrem, ao lado dos que choram, dos que viram o seu pa\u00eds ser invadido e o ch\u00e3o ficar manchado de sangue\u2026 A guerra, com o todo o seu horror, entrou-nos pela casa dentro na madrugada de quinta-feira, 24 de Fevereiro. Logo pela manh\u00e3 desse mesmo dia, com a urg\u00eancia imposta pelas circunst\u00e2ncias, a Funda\u00e7\u00e3o AIS anunciava que ia avan\u00e7ar tamb\u00e9m com um pacote de ajuda extraordin\u00e1ria no valor de 1 milh\u00e3o de euros. Uma ajuda para a Igreja da Ucr\u00e2nia. Uma ajuda para os her\u00f3is do nosso tempo.<\/p>\n<p>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n<p>SOS UCR\u00c2NIA<br \/>\n<em>\u201cEstamos prontos a acolher as pessoas nas igrejas e a dar-lhes comida e \u00e1gua\u201d<br \/>\n<\/em>IBAN: PT50 0269 0109 0020 0029 1608 8<br \/>\nMB Way 918 125 574<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_27075\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tyAoPoMWQNE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ucr\u00e2nia: A Igreja na linha da frente no apoio \u00e0s v\u00edtimas da guerra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-231450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}