{"id":230615,"date":"2022-03-02T16:28:48","date_gmt":"2022-03-02T16:28:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=230615"},"modified":"2022-03-02T16:30:45","modified_gmt":"2022-03-02T16:30:45","slug":"saber-aprender-a-lidar-com-a-replica-depois-do-choque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-lidar-com-a-replica-depois-do-choque\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A lidar com a r\u00e9plica depois do choque"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O fim do mundo como n\u00f3s o conhecemos come\u00e7ou com as redes sociais. A inten\u00e7\u00e3o era boa, mas o resultado est\u00e1 a isolar-nos cada vez mais do mundo. Muitos tentam usar ainda as redes sociais para fins positivos e acho que fazem bem porque se o Titanic do nosso contacto com a realidade est\u00e1 a afundar-se, ao menos haja algu\u00e9m que d\u00ea algum sentido positivo ao desfecho final. A Meta (que antes era Facebook) num an\u00fancio comercial do <em>Superbowl<\/em> (futebol americano) lan\u00e7a o fim do mundo real como se fosse uma coisa boa escapar dele. \u00c9 o fim do contacto com a realidade f\u00edsica para nos imergir numa realidade virtual que gerar\u00e1 um choque cognitivo sem precedentes na nossa hist\u00f3ria. A solu\u00e7\u00e3o passar\u00e1 por parar, respirar bem fundo e reconstruir o nosso relacionamento com o mundo natural.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_71134\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/unIwOy4yEIs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<figure id=\"attachment_230632\" aria-describedby=\"caption-attachment-230632\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-230632 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/darius-bashar-o72kVqUV-94-unsplash.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-230632\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Darius Bashar em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Num dos epis\u00f3dios de \u201cSonhos El\u00e9ctricos\u201d inspirados em hist\u00f3rias do escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Phillip K. Dick, adaptadas numa s\u00e9rie da Amazon Prime, uma mulher-pol\u00edcia num futuro tecnol\u00f3gico recebe como presente umas f\u00e9rias numa realidade virtual ainda em fase de desenvolvimento, mas que explora os maiores desejos interiores \u00e0 pessoa. Nesse mundo virtual, essa mulher \u00e9 um homem, fundador de uma empresa de tecnologia de ponta em\u2026 Realidade Virtual. Por isso, nesse mundo, ele cria um aparelho, tamb\u00e9m em fase de desenvolvimento, que nos transporta para um mundo futurista onde tudo \u00e9 mais avan\u00e7ado e perfeito. Logo, na pr\u00e1tica, qual \u00e9 a realidade f\u00edsica e a virtual entre estes dois mundos onde num, aquele ser humano (para usar uma express\u00e3o sem g\u00e9nero) \u00e9 homem, e no outro \u00e9 mulher? Tudo chega a um ponto em que no mundo em que \u00e9 homem, algu\u00e9m pensa com ele que n\u00e3o existem mundos perfeitos e que o sofrimento que ele vive pelo assassinato da mulher talvez seja a raz\u00e3o de desejar que o mundo futurista, onde \u00e9 mulher, seja um mundo com menos dor e mais felicidade. Ele tem de escolher, e escolhe o mundo mais realista onde \u00e9 homem. Acontece que, de facto, o mundo real era aquele onde ele \u00e9 mulher e acaba por entrar em pris\u00e3o cognitiva ao mundo virtual onde se imergiu, de tal modo que quebr\u00e1-lo arrisca-se a uma morte cerebral. A realidade virtual que a Meta promove n\u00e3o tem este tipo de realismo, mas outro que afecta o nosso interior.<\/p>\n<p>Mark Zuckerberg explica num artigo inaugural que \u2014 <em>\u00aba qualidade que define o metaverso ser\u00e1 o sentimento de presen\u00e7a \u2014 como se estiv\u00e9ssemos l\u00e1, junto da outra pessoa ou num outro lugar. Sentir-se verdadeiramente presente com outra pessoa \u00e9 o sonho \u00faltimo da tecnologia social.\u00bb<\/em> \u2014 Um \u201csonho el\u00e9ctrico\u201d onde existem mundos virtuais que se afastam da realidade f\u00edsica dura de todos os dias e onde nos sentimos afastados uns dos outros. Zuckerberg diz ainda que \u2014 <em>\u00abneste futuro poder\u00e1s teleportar-te instantaneamente como um holograma para o escrit\u00f3rio sem necessidade de transporte, ou para um concerto com os amigos, ou para a sala de estar com os pais para p\u00f4r a conversa em dia.\u00bb<\/em> Por detr\u00e1s desta aparente abordagem \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o mais ecol\u00f3gica, ou conectiva, est\u00e3o s\u00e9rias quest\u00f5es meta-f\u00edsicas.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, um grupo de investigadores liderado por Brian Primack da Universidade de Pittsburgh publicou um <a href=\"https:\/\/www.ajpmonline.org\/article\/S0749-3797(17)30016-8\/fulltext\">estudo<\/a>; com quase 400 cita\u00e7\u00f5es (\u00e9 muito para t\u00e3o pouco tempo) onde concluiu que os jovens adultos com elevado uso das redes sociais parecem sentir-se socialmente mais isolados do que os seus pares que usam bastante menos. Em Janeiro de 2022, com C\u00e9sar Escobar-Viera, Primack <a href=\"https:\/\/www.childpsych.theclinics.com\/article\/S1056-4993(21)00067-5\/fulltext\">rev\u00ea<\/a>; a rela\u00e7\u00e3o entre as redes sociais, a depress\u00e3o e a ansiedade, e a correla\u00e7\u00e3o \u00e9 clara. Mas reconhece, tamb\u00e9m, que essa correla\u00e7\u00e3o pode ser usada para identificar aqueles que mostram sinais perigosos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sa\u00fade mental e agir a tempo de os ajudar a superar o que est\u00e3o a viver.<\/p>\n<p>E para al\u00e9m da sa\u00fade mental das pessoas, as redes sociais conseguem manipula\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel da sociedade como as recentemente reportadas num <a href=\"https:\/\/demtech.oii.ox.ac.uk\/research\/posts\/industrialized-disinformation\/\">relat\u00f3rio<\/a>; de um grupo de investigadores da Universidade de Oxford que concluiu como os <em>social media<\/em> manipulam a opini\u00e3o p\u00fablica de tal modo que se tornaram uma amea\u00e7a crescente \u00e0s democracias em todo o mundo.<\/p>\n<p>Quando oi\u00e7o em ora\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is agradecimentos pelo que as redes sociais permitem fico com arrepios, mas estou ciente de fazer parte de um grupo restrito de pessoas que possui muitas reservas relativamente \u00e0 sua potencialidade por aquilo que os estudos t\u00eam revelado. Mas consegue-se conceber o mundo sem os <em>social media<\/em>? Neste momento, o fim das redes sociais poderia sujeitar o mundo a um \u201c<em>choque de termina\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, uma express\u00e3o do escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Neal Stephenson e t\u00edtulo do seu mais recente livro (<em>Termination Shock<\/em>) e que criou, tamb\u00e9m, a express\u00e3o <em>metaverso<\/em> no seu livro <em>Snow Crash<\/em> de 1992. Segundo a ideia de Stephenson, o \u201cchoque de termina\u00e7\u00e3o\u201d consiste em questionar quais seriam as consequ\u00eancias de desligarmos o sistema depois de estar em andamento h\u00e1 algum tempo. E no caso das redes sociais, poderiam ser devastadoras?<\/p>\n<p>Todas as pessoas que as usam poderiam sofrer da sua inexist\u00eancia por muito da sua exist\u00eancia ser passada nesse mundo. Por isso, acabar com as redes sociais poderia tornar-se um choque maior do que o choque social que essas j\u00e1 criaram. Mas o metaverso ainda n\u00e3o chegou e prevejo que seja uma \u201cr\u00e9plica\u201d do choque de manipula\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e das massas que as redes sociais j\u00e1 criou. Creio que um recome\u00e7o do nosso relacionamento com o mundo natural seja a ponte mais segura para assegurar que as nossas fun\u00e7\u00f5es cognitivas se mantenham saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Queiramos ou n\u00e3o, a nossa cogni\u00e7\u00e3o \u00e9, tamb\u00e9m, o suporte de uma vida espiritual profunda. A realidade virtual que o metaverso prop\u00f5e pode ajudar muitas pessoas acamadas, ou com grandes dificuldades a encontrar algum sentido para as suas vidas e conforto, mas n\u00e3o sei se n\u00e3o estar\u00e1 a iludir o esp\u00edrito e a incapacitar-nos para lidar com os sofrimentos da vida que s\u00e3o bem reais. Como aquela mulher-pol\u00edcia, o resultado pode ser a escolha de uma vida vegetativa ligada \u00e0 virtualidade. A plena realiza\u00e7\u00e3o da distopia do <em>Matrix<\/em>, onde Deus \u00e9 mais uma op\u00e7\u00e3o de entretenimento.<\/p>\n<p>No contacto com o mundo natural, Deus manifesta-se pela imers\u00e3o que fazemos na grandeza do mundo f\u00edsico real \u00e0 nossa volta. Ningu\u00e9m \u00e9 dono desse mundo. Ningu\u00e9m definiu um algoritmo sobre o que se pode ou n\u00e3o fazer. O mundo real \u00e9 uma narrativa aberta, cheia de surpresas e novidade, fascinante e intrigante. Ser\u00e1 o renovar do nosso relacionamento com a natureza que nos ajudar\u00e1 a saber aprender a lidar com a r\u00e9plica do metaverso, depois do choque das redes sociais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-230615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}