{"id":230494,"date":"2022-03-02T10:02:40","date_gmt":"2022-03-02T10:02:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=230494"},"modified":"2022-03-02T10:12:43","modified_gmt":"2022-03-02T10:12:43","slug":"a-cruz-escondida-176","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-176\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Haguinta Muradian viveu a guerra no enclave de Nagorno-Karabakh<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-230505\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ACN-armenia-20211201-120456-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4>\u201cChor\u00e1mos todos os dias\u2026\u201d<\/h4>\n<p>A guerra que op\u00f4s, no final de Setembro de 2020, a Arm\u00e9nia ao Azerbaij\u00e3o no enclave de Nagorno-Karabakh, durou menos de dois meses, mas provocou um profundo rasto de sangue e morte. Calcula-se que tenham perdido a vida mais de cinco mil pessoas e grande parte da popula\u00e7\u00e3o viu-se for\u00e7ada a fugir. Agora, num encontro promovido pela Funda\u00e7\u00e3o AIS em Fran\u00e7a, a Ir. Haguinta Muradian recorda o sofrimento desses dias t\u00e3o duros\u2026<\/p>\n<p>A Ir. Haguinta Muradian, a viver na Arm\u00e9nia h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, participou este ano em mais uma edi\u00e7\u00e3o da Noite dos Testemunhos, uma iniciativa do secretariado franc\u00eas da Funda\u00e7\u00e3o AIS, e trouxe consigo a mem\u00f3ria dos 44 dias dolorosos, entre Setembro e Outubro de 2020, em que a comunidade crist\u00e3 de Artsakh, territ\u00f3rio tamb\u00e9m conhecido como Nagorno-Karabakh, sofreu uma humilhante derrota face ao ex\u00e9rcito do Azerbeij\u00e3o.\u00a0 Esta religiosa, que pertence \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Arm\u00e9nias Cat\u00f3licas da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, falou sobre \u201ca dura realidade\u201d de uma guerra que n\u00e3o poupou ningu\u00e9m, nem sequer os civis. Mais de 120 mil pessoas fugiram das suas casas, muitas procurando abrigo na Arm\u00e9nia. O apoio a essas fam\u00edlias passou a ser uma prioridade para as irm\u00e3s, que desenvolvem neste pequeno pa\u00eds um dos primeiros do mundo a assumir o Cristianismo como religi\u00e3o oficial, um trabalho not\u00e1vel junto de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s e idosos. A casa de Tashir, no norte da Arm\u00e9nia, onde vive actualmente a Ir. Haguinta Muradian, foi adaptada para receber pessoas fugidas da guerra, especialmente \u201ccrian\u00e7as e m\u00e3es cujos maridos e filhos estavam a combater na fronteira\u201d. A irm\u00e3 recorda com nitidez como todos se acolhiam na capela para rezar, a tal ponto que \u201cs\u00f3 se ouvia o som das contas do ter\u00e7o a deslizar entre os dedinhos inocentes das crian\u00e7as, com l\u00e1grimas silenciosas a correr pelos seus rostos&#8230;\u201d O relato da irm\u00e3 permite imaginar o sofrimento de quem sabia que familiares e amigos estavam na guerra, que a qualquer momento podiam ser feridos ou mesmo mortos, como aconteceu, ali\u00e1s, com um jovem, aluno das irm\u00e3s, de apenas 19 anos de idade, que \u201cmorreu heroicamente\u201d em combate.<\/p>\n<h4>Luto e l\u00e1grimas<\/h4>\n<p>Foi um tempo de prova\u00e7\u00e3o. \u201cChor\u00e1mos todos os dias, foram 44 dias muito duros\u201d, explicou a irm\u00e3 na iniciativa da Funda\u00e7\u00e3o AIS de Fran\u00e7a.\u00a0 \u201cJuntamente com as crian\u00e7as dos centros de Gyumri e Tashir, quer\u00edamos ajudar os soldados que conhec\u00edamos, escrevendo-lhes cartas de encorajamento e preparando para eles roupas quentes, meias tricotadas pelas irm\u00e3s e prometendo-lhes as nossas ora\u00e7\u00f5es todos os dias. As crian\u00e7as ficaram entusiasmadas e eu recebi um v\u00eddeo da linha da frente onde pod\u00edamos ver os soldados a abrir os seus embrulhos. Quando mostrei o v\u00eddeo \u00e0s crian\u00e7as, elas ficaram muito comovidas e n\u00f3s tamb\u00e9m&#8230;\u201d, recordou ainda a religiosa. O balan\u00e7o da guerra foi muito duro para a comunidade crist\u00e3. Havia muitos jovens. Calcula-se que ter\u00e3o morrido mais de 3800 soldados com 18 e 19 anos de idade. E mais 2100 est\u00e3o ainda dados como desaparecidos. \u201cMorreram heroicamente, deixando as suas m\u00e3es de luto e em l\u00e1grimas amargas\u201d, disse a irm\u00e3, n\u00e3o escondendo a como\u00e7\u00e3o. As consequ\u00eancias da guerra n\u00e3o terminaram com o fim das hostilidades. S\u00e3o feridas ainda abertas. \u201cAp\u00f3s o cessar-fogo, muitas fam\u00edlias regressaram a Artsakh e encontraram as suas casas destru\u00eddas. Algumas fam\u00edlias optaram mesmo por incendiar a sua pr\u00f3pria casa antes de fugir, o que revela qu\u00e3o profundos eram o seu sofrimento e ang\u00fastia\u201d, relata a religiosa. \u201cHoje, continuamos a apoiar as fam\u00edlias deslocadas das regi\u00f5es de Artsakh ocupadas pelo Azerbaij\u00e3o at\u00e9 que se encontre uma solu\u00e7\u00e3o permanente para elas terem o seu lar\u201d, disse ainda a Ir. Muradian, pedindo as nossas ora\u00e7\u00f5es por este pa\u00eds. O apoio \u00e0s fam\u00edlias crist\u00e3s que perderam tudo na guerra \u00e9 uma das prioridades da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Vamos ajudar a Ir. Haguinta na sua miss\u00e3o?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Haguinta Muradian viveu a guerra no enclave de Nagorno-Karabakh<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-230494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230494\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}