{"id":23009,"date":"2007-02-21T11:09:37","date_gmt":"2007-02-21T11:09:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/21\/os-dias-de-penitencia-2\/"},"modified":"2007-02-21T11:09:37","modified_gmt":"2007-02-21T11:09:37","slug":"os-dias-de-penitencia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-dias-de-penitencia-2\/","title":{"rendered":"Os dias de penit\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Em Julho de 1984, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa estabeleceu as seguintes normas para o jejum e a abstin\u00eancia nas dioceses portuguesas  <!--more--> Em Julho de 1984, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, de acordo com o C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico (C\u00e2n. 1253), estabeleceu as seguintes normas para o jejum e a abstin\u00eancia nas Dioceses portuguesas: (&#8230;)  Os tempos penitenciais  2.Na pedagogia da Igreja, h\u00e1 tempos em que os crist\u00e3os s\u00e3o especialmente convidados \u00e0 pr\u00e1tica da penit\u00eancia: a Quaresma e todas as sextas-feiras do ano. A penit\u00eancia \u00e9 uma express\u00e3o muito significativa da uni\u00e3o dos crist\u00e3os ao mist\u00e9rio da Cruz de Cristo. Por isso, a Quaresma, enquanto primeiro tempo da celebra\u00e7\u00e3o anual da P\u00e1scoa, e a sexta-feira, enquanto dia da morte do Senhor, sugerem naturalmente a pr\u00e1tica da penit\u00eancia.   Jejum e abstin\u00eancia  3.O jejum \u00e9 a forma de penit\u00eancia que consiste na priva\u00e7\u00e3o de alimentos. Na disciplina tradicional da Igreja, a concretiza\u00e7\u00e3o do jejum fazia-se limitando a alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria a uma refei\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o se exclu\u00edsse que se pudesse tomar alimentos ligeiros \u00e0s horas das outras refei\u00e7\u00f5es.   Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fi\u00e9is poder\u00e3o cumprir o preceito do jejum privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira priva\u00e7\u00e3o ou penit\u00eancia.    4.A abstin\u00eancia, por sua vez, consiste na escolha de uma alimenta\u00e7\u00e3o simples e pobre. A sua concretiza\u00e7\u00e3o na disciplina tradicional da Igreja era a absten\u00e7\u00e3o de carne. Ser\u00e1 muito aconselh\u00e1vel manter-se esta forma de abstin\u00eancia, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma. Mas poder\u00e1 ser substitu\u00edda pela priva\u00e7\u00e3o de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou da especial prefer\u00eancia de cada um.   Contudo, devido \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sociais e do g\u00e9nero de alimenta\u00e7\u00e3o, aquela concretiza\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o bastar para praticar a abstin\u00eancia como acto penitencial. Lembrem-se os fi\u00e9is de que o essencial do esp\u00edrito de abstin\u00eancia \u00e9 o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimenta\u00e7\u00e3o simples e pobre e a ren\u00fancia ao luxo e ao esbanjamento. S\u00f3 assim a abstin\u00eancia ser\u00e1 priva\u00e7\u00e3o e se revestir\u00e1 de car\u00e1cter penitencial.   Determina\u00e7\u00f5es relativas ao jejum e \u00e0 abstin\u00eancia  5.O jejum e a abstin\u00eancia s\u00e3o obrigat\u00f3rios em Quarta-feira de Cinzas e em Sexta-feira Santa.   6.A abstin\u00eancia \u00e9 obrigat\u00f3ria, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que n\u00e3o coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penit\u00eancia reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.   7.O preceito da abstin\u00eancia obriga os fi\u00e9is a partir dos 14 anos completos.   O preceito do jejum obriga os fi\u00e9is que tenham feito 18 anos at\u00e9 terem completado os 59.   Aos que tiverem menos de 14 anos, dever\u00e3o os pastores de almas e os pais procurar atentamente form\u00e1-los no verdadeiro sentido da penit\u00eancia, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.   8.As presentes determina\u00e7\u00f5es sobre o jejum e a abstin\u00eancia apenas se aplicam em condi\u00e7\u00f5es normais de sa\u00fade, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observ\u00e2ncia.   Determina\u00e7\u00f5es relativas a outras penit\u00eancias  9.Nas sextas-feiras poder\u00e3o os fi\u00e9is cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penit\u00eancia como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penit\u00eancia reconhecidas pela tradi\u00e7\u00e3o, tais como a ora\u00e7\u00e3o e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espect\u00e1culo, etc.   10.No que respeita \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o cumprir o preceito penitencial atrav\u00e9s de exerc\u00edcios de ora\u00e7\u00e3o mais prolongados e generosos, tais como: o exerc\u00edcio da via-sacra, a recita\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio, a recita\u00e7\u00e3o de Laudes e V\u00e9speras da Liturgia das Horas, a participa\u00e7\u00e3o na Santa Eucaristia, uma leitura prolongada da Sagrada Escritura.   11.No que respeita \u00e0 esmola, poder\u00e3o cumprir o preceito penitencial atrav\u00e9s da partilha de bens materiais. Esta partilha deve ser proporcional \u00e0s posses de cada um e deve significar uma verdadeira ren\u00fancia a algo do que se tem ou a gastos dispens\u00e1veis ou sup\u00e9rfulos.   12.Os crist\u00e3os que escolherem como forma de cumprimento do preceito da penit\u00eancia uma participa\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria orientar\u00e3o o seu contributo penitencial para uma finalidade determinada, a indicar pelo Bispo diocesano.   13.Os crist\u00e3os depositar\u00e3o o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou atrav\u00e9s da C\u00faria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poder\u00e1 ser entregue no ofert\u00f3rio da Missa dominical, em dia para o efeito fixado.   As formas de penit\u00eancia n\u00e3o se excluem mas completem-se mutuamente  14.\u00c9 aconselh\u00e1vel que, no cumprimento do preceito penitencial, os crist\u00e3os n\u00e3o se limitem a uma s\u00f3 forma de penit\u00eancia, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a ora\u00e7\u00e3o e a esmola completam-se mutuamente, em ordem \u00e0 caridade. (Normas publicadas com data de 28 de Janeiro de 1985).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Julho de 1984, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa estabeleceu as seguintes normas para o jejum e a abstin\u00eancia nas dioceses portuguesas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,147,188,246,275,91],"class_list":["post-23009","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-direito-canonico","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23009\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}