{"id":22996,"date":"2007-02-19T18:21:25","date_gmt":"2007-02-19T18:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/19\/carnaval-cinzas-e-quaresma\/"},"modified":"2007-02-19T18:21:25","modified_gmt":"2007-02-19T18:21:25","slug":"carnaval-cinzas-e-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carnaval-cinzas-e-quaresma\/","title":{"rendered":"Carnaval, Cinzas e Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>Pr\u00f3ximos dias s\u00e3o marcados pelo in\u00edcio do tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa, no calend\u00e1rio da Igreja Cat\u00f3lica <!--more--> Olhando para o calend\u00e1rio, rapidamente se percebe que \u00e9 a P\u00e1scoa quem rege o Carnaval: a P\u00e1scoa \u00e9 celebrada no primeiro Domingo da lua cheia ap\u00f3s o Equin\u00f3cio da Primavera, no hemisf\u00e9rio Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Mar\u00e7o, sempre 47 dias antes da P\u00e1scoa, ou seja, ap\u00f3s o s\u00e9timo Domingo que antecede o Domingo de P\u00e1scoa.  <b>Carnaval<\/b> O Carnaval \u00e9 uma festividade popular colectiva, c\u00edclica e agr\u00e1ria. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pag\u00e3s greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o s\u00e9c. VII a.C. e VI d.C. A Igreja viria a alterar e adaptar pr\u00e1ticas pr\u00e9-crist\u00e3s, relacionando o per\u00edodo carnavalesco com a Quaresma. Uma pr\u00e1tica penitencial preparat\u00f3ria \u00e0 P\u00e1scoa, com jejum come\u00e7ou a definir-se a partir de meados do s\u00e9culo II; por volta do s\u00e9culo IV, o per\u00edodo quaresmal caracterizava-se como tempo de penit\u00eancia e renova\u00e7\u00e3o interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstin\u00eancia Tertuliano, S\u00e3o Cipriano, S\u00e3o Clemente de Alexandria e o Papa Inoc\u00eancio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Cat\u00f3lica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espect\u00e1culos de car\u00e1cter c\u00f3mico.  No s\u00e9c. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolu\u00e7\u00e3o do Carnaval, imprimindo uma mudan\u00e7a est\u00e9tica ao introduzir o baile de m\u00e1scaras, quando permitiu que, em frente ao seu pal\u00e1cio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros aleg\u00f3ricos, corridas de corcundas, lan\u00e7amento de ovos, \u00e1gua e farinha e outras manifesta\u00e7\u00f5es populares. Sobre a origem da palavra Carnaval n\u00e3o h\u00e1 unanimidade entre os estudiosos, mas as hip\u00f3teses \u201ccarne vale\u201d (adeus carne!) ou de \u201ccarne levamen\u201d (supress\u00e3o da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o in\u00edcio do per\u00edodo da Quaresma. A pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o de Entrudo, ainda muito utilizada entre n\u00f3s, vem do latim \u201cintroitus\u201d e apresenta o significado de dar entrada, come\u00e7o, em rela\u00e7\u00e3o a esse tempo lit\u00fargico.   <b>Cinzas<\/b> No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrup\u00e7\u00e3o das coisas e das pessoas. Este rito \u00e9 um dos mais representativos dos sinais e gestos simb\u00f3licos do caminho quaresmal. Nos primeiros s\u00e9culos, apenas cumprem este rito da imposi\u00e7\u00e3o da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconcilia\u00e7\u00e3o no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, \u00e0s portas da P\u00e1scoa. Vestem h\u00e1bito penitencial, imp\u00f5em cinza na sua pr\u00f3pria cabe\u00e7a, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de convers\u00e3o. A partir do s\u00e9culo XI, quando desaparece o grupo de penitentes como institui\u00e7\u00e3o, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os crist\u00e3os no princ\u00edpio da Quaresma. As cinzas, s\u00edmbolo da morte e do nada da criatura em rela\u00e7\u00e3o a seu Criador, obt\u00eam-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras aben\u00e7oados no ano anterior, na celebra\u00e7\u00e3o do Domingo de Ramos.  <b>Quaresma<\/b> O termo Quaresma deriva do latim &#8220;quadragesima dies&#8221;, ou seja, quadrag\u00e9simo dia. \u00c9 o per\u00edodo do ano lit\u00fargico que dura 40 dias: come\u00e7a na quarta-feira de cinzas e termina na missa &#8220;in Coena Domini&#8221; (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.  O sexto Domingo, que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 Semana Santa, \u00e9 chamado &#8220;Domingo de Ramos&#8221;, &#8220;de passione Domini&#8221;. Desse modo, reduzindo o tempo &#8220;de passione&#8221; aos quatro dias que precedem a P\u00e1scoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a venera\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Cristo a partir da sua entrada messi\u00e2nica em Jerusal\u00e9m.  Uma pr\u00e1tica penitencial preparat\u00f3ria para a P\u00e1scoa, com jejum, come\u00e7ou a surgir a partir de meados do s\u00e9culo II; outras refer\u00eancias a um tempo pr\u00e9-pascal aparecem no Oriente, no in\u00edcio do s\u00e9culo IV, e no Ocidente no final do mesmo s\u00e9culo. Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse per\u00edodo, estavam na fase final da sua prepara\u00e7\u00e3o os catec\u00famenos que, durante a vig\u00edlia pascal, haveriam de receber o Baptismo.  Por volta do s\u00e9culo IV, o per\u00edodo quaresmal caracterizava-se como tempo de penit\u00eancia e renova\u00e7\u00e3o interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstin\u00eancia, marcas que ainda hoje se mant\u00eam.  Na Liturgia, este tempo \u00e9 marcado por paramentos e vestes roxas, pela omiss\u00e3o do &#8220;Gl\u00f3ria&#8221; e do &#8220;Aleluia&#8221; na celebra\u00e7\u00e3o da Missa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00f3ximos dias s\u00e3o marcados pelo in\u00edcio do tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa, no calend\u00e1rio da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[246,275,91,308],"class_list":["post-22996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22996\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}