{"id":228728,"date":"2022-02-09T16:29:03","date_gmt":"2022-02-09T16:29:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=228728"},"modified":"2022-02-10T15:50:58","modified_gmt":"2022-02-10T15:50:58","slug":"igreja-saude-quando-nao-podia-estar-com-pacientes-estava-com-os-profissionais-de-saude-mas-fui-sempre-ao-hospital-capelao-do-hospital-do-litoral-alentejano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-saude-quando-nao-podia-estar-com-pacientes-estava-com-os-profissionais-de-saude-mas-fui-sempre-ao-hospital-capelao-do-hospital-do-litoral-alentejano\/","title":{"rendered":"Igreja\/Sa\u00fade: \u00abQuando n\u00e3o podia estar com pacientes, estava com os profissionais de sa\u00fade, mas fui sempre ao Hospital\u00bb &#8211; capel\u00e3o do Hospital do Litoral Alentejano"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Diogo Braz Perp\u00e9tuo recorda dias isolado e internado com Covid, onde foi tratado pela equipa que integrava<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_228730\" aria-describedby=\"caption-attachment-228730\" style=\"width: 1141px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-228730 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano.jpg\" alt=\"\" width=\"1141\" height=\"856\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano.jpg 1141w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-1080x810.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-980x735.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Hospital-do-Litoral-Alentejano-480x360.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1141px) 100vw, 1141px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-228730\" class=\"wp-caption-text\">DR<\/figcaption><\/figure>\n<p>Beja, 09 fev 222 (Ecclesia) \u2013 O padre Diogo Braz Perp\u00e9tuo, capel\u00e3o no Hospital do Litoral Alentejano, disse hoje que, apesar de a pandemia ter obrigado a procedimentos mais rigorosos com os pacientes e profissionais de sa\u00fade, nunca deixou de estar no estabelecimento hospitalar.<\/p>\n<p>\u201cMesmo no per\u00edodo mais cr\u00edtico da pandemia eu estive presente no Hospital, junto dos profissionais de sa\u00fade. Eu fazia visitas di\u00e1rias a todos os doentes, antes da pandemia, e necessariamente houve limita\u00e7\u00f5es por causa da propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Mesmo que eu n\u00e3o visitasse os doentes, eu fazia quest\u00e3o de estar presente no Hospital e visitava os profissionais\u201d, recorda o assistente espiritual \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Desse contato, o padre Diogo sublinha a proximidade e o conforto que procurava transmitir, \u201csinal de motiva\u00e7\u00e3o\u201d que passava \u00e0s equipas.<\/p>\n<p>\u201cRecordo-me de uma enfermeira, na unidade de Medicina Covid, que quando cheguei, e lhe perguntei se estava tudo bem, ela come\u00e7ou a chorar. Eu fiz uma ora\u00e7\u00e3o com ela, e disse-lhe para ter for\u00e7a. Ainda hoje ela diz-me que aquelas palavras foram muito importantes\u201d, refere.<\/p>\n<p>Capel\u00e3o h\u00e1 tr\u00eas anos no Hospital, que atende a popula\u00e7\u00e3o de Alc\u00e1cer do Sal, Gr\u00e2ndola, Odemira, Santiago do Cac\u00e9m e Sines, explica que a sua presen\u00e7a no ambiente hospitalar tem como objetivo \u201ctransmitir esperan\u00e7a\u201d e dar uma palavra amiga.<\/p>\n<p>\u201cMais do que transmitir \u00e9 sentir com as pessoas. Estrar com elas e ouvir as pessoas. O que tenho procurado fazer durante a pandemia \u00e9 escutar as pessoas. H\u00e1 uma grande necessidade de as pessoas falarem de si pr\u00f3prias, das suas experi\u00eancias\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o padre Diogo foi infetado com a Covid-19 e esteve internado, em isolamento, naquela unidade de sa\u00fade, tendo sido tratado pelos mesmos profissionais com quem trabalha diariamente.<\/p>\n<blockquote><p>A maior li\u00e7\u00e3o da minha doen\u00e7a foi perceber o quanto \u00e9 importante estarmos presentes na vida dos outros. Uma das minhas maiores necessidades era conversar e n\u00e3o ter com quem o fazer. Senti a solid\u00e3o e o desejo de partilha do que estava a viver\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Hoje ao visitar os doentes, o capel\u00e3o hospitalar entende que \u201creceber uma visita \u00e9 algo muito reconfortante\u201d e sabe o significado de ser procurado por familiares que procuram informa\u00e7\u00f5es dos doentes internados.<\/p>\n<p>\u201cAntes da pandemia os doentes recebiam com frequ\u00eancia a visita dos familiares. Hoje quase que est\u00e1 normalizado, mas no per\u00edodo mais cr\u00edtico, quem visitava os doentes eram os profissionais de sa\u00fade, que estavam no Hospital, e tamb\u00e9m o capel\u00e3o\u201d, conta, ao lembrar o aumento de telefonemas que recebeu de muitas pessoas desconhecidas a precisar de ajuda.<\/p>\n<p>Natural do Brasil, do estado do Espirito Santo, o padre Diogo Braz Perp\u00e9tuo est\u00e1 em Portugal h\u00e1 sete anos e de forma natural recorda ter come\u00e7ado a trabalhar no hospital numa partilha de trabalho com o p\u00e1roco de Santiago do Cac\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 uma miss\u00e3o nova, muito desafiadora, com a qual tenho aprendido muito nestes anos, porque \u00e9 uma miss\u00e3o exigente, mas \u00e9 algo que gosto muito\u201d, regista.<\/p>\n<p>N\u00e3o isento de algum sofrimento tamb\u00e9m para o capel\u00e3o, o sacerdote afirma que o seu envolvimento com o trabalho di\u00e1rio faz parte da sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEstou muito presente nos Cuidados Paliativos e ali n\u00e3o nos devemos envolver demasiado com os doentes e fam\u00edlias mas isso \u00e9 imposs\u00edvel. Pessoas que acompanhei h\u00e1 tr\u00eas anos atr\u00e1s, continuam no meu cora\u00e7\u00e3o. Quando entrei o hospital, acompanhei um paciente com cancro no pulm\u00e3o e at\u00e9 hoje eu lembro-me das suas \u00faltimas palavras. H\u00e1 familiares que acompanhei que visitam o Hospital e v\u00e3o \u00e0 missa, sem serem praticantes, mas querem ouvir uma palavra e saudar-me\u201d, explica.<\/p>\n<p>O capel\u00e3o do Hospital do Litoral Alentejano afirma ainda a import\u00e2ncia de se reconhecer o trabalho que os profissionais de sa\u00fade realizam.<\/p>\n<p>\u201cA sociedade deve reconhecer o grande valor do trabalho na sa\u00fade. S\u00f3 quem trabalha dentro dos hospitais, quem acompanhou esta avalanche sabe realmente o valor que devemos dar as profissionais de sa\u00fade. Foram her\u00f3is que mesmo esgotados e cansados, davam o melhor de si e precisamos agradecer o seu trabalho\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O Papa Francisco publicou uma mensagem para o Dia Mundial do Doente, que se assinala no dia 11 de fevereiro, onde defende um acesso universal a servi\u00e7os de sa\u00fade, recordando milh\u00f5es de pessoas exclu\u00eddas socialmente nos cinco continentes.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 ainda um longo caminho a percorrer para garantir a todos os doentes, mesmo nos lugares e situa\u00e7\u00f5es de maior pobreza e marginaliza\u00e7\u00e3o, os cuidados de sa\u00fade de que necessitam e, tamb\u00e9m, o devido acompanhamento pastoral\u201d, adverte o padre Diogo Braz Perp\u00e9tuo.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Diogo Braz Perpetuo recorda dias isolado e internado com Covid, onde foi tratado pela equipa que 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