{"id":228544,"date":"2022-02-08T10:19:48","date_gmt":"2022-02-08T10:19:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=228544"},"modified":"2022-02-08T10:19:48","modified_gmt":"2022-02-08T10:19:48","slug":"lusofonias-angola-por-um-futuro-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-angola-por-um-futuro-melhor\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Angola, por um futuro melhor"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-228546\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"997\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-768x510.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-1080x718.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-1280x851.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-980x651.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-Angola-11-02-2022-480x319.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Manuel Imbamba \u00e9 o presidente da Confer\u00eancia Episcopal de Angola e S. Tom\u00e9 (CEAST) e, por isso, as suas palavras s\u00e3o pesadas e contam. A interven\u00e7\u00e3o na sess\u00e3o de Abertura da Assembleia Plen\u00e1ria, realizada em Benguela de 1 a 7 de Fevereiro, foi muito mediatizada e largamente difundida nas redes sociais. Ele n\u00e3o se moderou nas palavras e disse com todas as letras que a situa\u00e7\u00e3o da pobreza em Angola continua assustadora. E deu um exemplo cl\u00e1ssico: h\u00e1 cada vez mais gente a procurar comida nos contentores de lixo e nos caixotes \u00e0s portas dos supermercados. Amplificando um grito que chega do sul do pa\u00eds, atingido por uma seca prolongada, D. Imbamba chamou a aten\u00e7\u00e3o para a fome que est\u00e1 a dizimar as popula\u00e7\u00f5es locais, sobretudo as mais pobres que vivem s\u00f3 da actividade agro-pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A Assembleia pareceu tomar o ritmo de velocidade de cruzeiro, com as reuni\u00f5es, a ordena\u00e7\u00e3o do Bispo Auxiliar de Benguela e algumas visitas e inaugura\u00e7\u00f5es, mais eis que veio a Sess\u00e3o de Conclus\u00e3o com a t\u00e3o esperada Mensagem Final.<\/p>\n<p>Em ano de elei\u00e7\u00f5es, este tema era incontorn\u00e1vel e tinha de ser central. Os Bispos distanciaram-se de op\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias afirmando que a Igreja n\u00e3o tem candidatos favoritos, apenas pretende apoiar o processo eleitoral para que ven\u00e7a a democracia e o povo ganhe na escolha dos melhores governantes. A palavra de ordem \u00e9 \u2018transpar\u00eancia\u2019 e o processo eleitoral, desde o recenseamento do povo at\u00e9 \u00e0 contagem dos votos, tem de ser claro, n\u00e3o dando margem para nenhuma esp\u00e9cie de d\u00favidas. Os Bispos lembram \u00e0s popula\u00e7\u00f5es a import\u00e2ncia de se inscreverem e votarem. Pedem a presen\u00e7a de observadores internacionais, a fim de afastar para bem longe toda e qualquer suspeita de fraude eleitoral. E, para que a democracia se cimente, h\u00e1 que definir com clareza e rapidez o calend\u00e1rio das elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, um processo eterna e estrategicamente adiado desde a j\u00e1 long\u00ednqua independ\u00eancia.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds tamb\u00e9m est\u00e1 retratada nesta Mensagem da CEAST. H\u00e1 alertas constantes e claros para a fome que vitima muita gente, particularmente no sul de Angola. Os Bispos pedem aos governantes a humildade que \u00e9 necess\u00e1ria para o reconhecimento da gravidade da situa\u00e7\u00e3o e, desta forma, decretarem o estado de emerg\u00eancia que ajudar\u00e1 a resolver este drama ainda sem fim \u00e0 vista.<\/p>\n<p>D. Belmiro Chissengueti, Bispo de Cabinda e porta-voz da CEAST, falou da m\u00e1 pol\u00edtica econ\u00f3mica do pa\u00eds que investe mais em importa\u00e7\u00f5es do que na produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o nacional de bens de primeira necessidade, desde a \u00e1gua engarrafada at\u00e9 \u00e0 farinha de milho ou mandioca. Esta aposta ajudaria a resolver boa parte dos problemas que vitimam as popula\u00e7\u00f5es mais fragilizadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda na Mensagem uma preocupa\u00e7\u00e3o expressa pelo aumento galopante do desemprego que ajuda a interpretar os altos \u00edndices de viol\u00eancia que se praticam em Angola. O mesmo se diga da degrada\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos e costumes.<\/p>\n<p>A reconcilia\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 outro dos grandes desafios para que os Bispos apelam. H\u00e1 que melhorar o di\u00e1logo entre os partidos e a sociedade civil, apostando em din\u00e2micas que unam as pessoas e aumentem o \u00edndice de confian\u00e7a nos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Os pobres \u2013 segundo a CEAST \u2013 s\u00f3 ser\u00e3o ajudados se a corrup\u00e7\u00e3o for combatida com sucesso. Esta tem de ser uma das prioridades dos governantes, sejam eles quais forem. A liberdade de informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exige uma imprensa despartidarizada.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica, sempre atenta \u00e0 vida das popula\u00e7\u00f5es, ergueu a sua voz para que Angola rasgue caminhos de felicidade e n\u00e3o d\u00ea mais lugar \u2013 como teme D. Imbamba \u2013 ao \u2018not\u00f3rio desespero e \u00e0 perda de f\u00e9 no futuro\u2019.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-228544-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-angola-11-02-2022.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-angola-11-02-2022.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/lusofonias-angola-11-02-2022.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-228544","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228544\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}