{"id":22850,"date":"2007-02-12T16:14:34","date_gmt":"2007-02-12T16:14:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/12\/homens-do-mar-partilham-a-sua-fe\/"},"modified":"2007-02-12T16:14:34","modified_gmt":"2007-02-12T16:14:34","slug":"homens-do-mar-partilham-a-sua-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homens-do-mar-partilham-a-sua-fe\/","title":{"rendered":"Homens do mar partilham a sua f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>O Apostolado do Mar realizou este fim de semana um retiro destinado a todos quantos se envolvem nesta realidade, \u201csejam eles pescadores, fam\u00edlias ou comunidades piscat\u00f3rias\u201d, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Padre Carlos Noronha, director da Obra Nacional do Apostolado do Mar (ONAM).   Cerca de 500 pessoas participaram no encontro que tinha por objectivo \u201crezar a partir da Palavra de Deus\u201d, refere o director, pois \u201cexistem outros momentos ao longo do ano para se reflectir nos problemas\u201d. E adianta que estes encontros s\u00e3o simultaneamente muito importantes pois tratam-se de \u201cencontros espirituais, onde todos se encontram para p\u00f4r em comum a reflex\u00e3o\u201d, afirma o Pe. Carlos Noronha. Ao longo do ano, o apostolado do mar, dividido em grupos re\u00fane sobre as directrizes que estabelecem para o seu trabalho e \u201co retiro \u00e9 ponto de encontro de todo o trabalho que se vai fazendo\u201d.  Este ano sob o lema \u201c\u00c0 tua palavra lan\u00e7arei as redes\u201d, os participantes pretenderam \u201creflectir, para posteriormente sermos n\u00f3s a lan\u00e7ar as redes aos outros na comunidade a que pertencemos\u201d. Este ano a ONAM pretende \u201cenquadrar a rede como sinal da dimens\u00e3o prof\u00e9tica e como oportunidade de resposta \u00e0 miss\u00e3o\u201d, refere o director.  \u201c\u00c9 a f\u00e9 que nos salva\u201d, regista Maria dos Santos, proveniente da Nazar\u00e9, local de pescadores. \u201cMuitas vezes ficamos \u00e0 espera dos que v\u00eam do mar, mas j\u00e1 n\u00e3o voltam\u201d, recorda. Enquanto se espera \u201creza-se\u201d, regista. Entre pescadores e atrav\u00e9s de conversas, descobriu o Apostolado do Mar, e reconhece este espa\u00e7o como muito importante.  \u201cO grande sentido deste encontro \u00e9 manifestar a presen\u00e7a da Igreja junto destas pessoas que trabalham no mar, que vivem horas complicadas no seu trabalho, mas que s\u00e3o pessoas de muita f\u00e9\u201d, assinala o director do ONAM. Os pescadores n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico grupo laboral de risco mas t\u00eam na sua profiss\u00e3o uma grande incerteza, \u201cpois se \u00e9 certo que se sai com mar calmo e pode ter-se grandes dificuldades para regressar, porque a natureza \u00e9 mesmo assim, apesar dos muitos estudos que se fa\u00e7am\u201d. Talvez por isso as pessoas que trabalham no mar \u201ctenham muita f\u00e9\u201d, assinala o Pe Carlos Noronha. \u201cPode n\u00e3o ser uma f\u00e9 contextualizada no templo e com uma express\u00e3o p\u00fablica, mas com uma f\u00e9 profunda\u201d.   Ant\u00f3nio Silva, pescador de Set\u00fabal, chegou ao Apostolado do Mar por conhecimento da fam\u00edlia. Reconhece que estes encontros \u201cs\u00e3o tamb\u00e9m uma forma de partilha dos receios e dos medos que enfrentam no mar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Apostolado do Mar realizou este fim de semana um retiro destinado a todos quantos se envolvem nesta realidade, \u201csejam eles pescadores, fam\u00edlias ou comunidades piscat\u00f3rias\u201d, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Padre Carlos Noronha, director da Obra Nacional do Apostolado do Mar (ONAM). 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