{"id":22844,"date":"2007-02-12T13:31:27","date_gmt":"2007-02-12T13:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/12\/portugal-precisa-de-melhores-cuidados-paliativos\/"},"modified":"2007-02-12T13:31:27","modified_gmt":"2007-02-12T13:31:27","slug":"portugal-precisa-de-melhores-cuidados-paliativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-precisa-de-melhores-cuidados-paliativos\/","title":{"rendered":"Portugal precisa de melhores cuidados paliativos"},"content":{"rendered":"<p>A aposta nos centros de cuidados paliativos em Portugal ainda se encontra muito no &#8220;princ\u00edpio&#8221; e longe do que seria desej\u00e1vel. O alerta foi deixado ontem pelo Pe. V\u00edtor Feytor Pinto, coordenador nacional da Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade (CNPS). &#8220;Em Portugal ainda estamos no princ\u00edpio, ao n\u00edvel das Institui\u00e7\u00f5es, nos cuidados paliativos, apesar de haver muita gente mobilizada&#8221;, alertou, para destacar que estes cuidados s\u00e3o essenciais para responder &#8220;aos sofrimentos&#8221; dos doentes incur\u00e1veis e em fase terminal. No Dia Mundial do Doente, este respons\u00e1vel referiu que a aposta no acompanhamento da fase final da vida nasce da necessidade de dar &#8220;qualidade de vida calma, serena e suficientemente humana&#8221; a essas pessoas. O Pe. Feytor Pinto lembrou que a doen\u00e7a \u00e9 &#8220;um limite humano&#8221; que, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode ser ultrapassado, exigindo um acompanhamento muito pr\u00f3ximo. Bento XVI, na sua mensagem para esta jornada, considera que os doentes terminais e os chamados \u201cincur\u00e1veis\u201d devem ser tratados com aten\u00e7\u00e3o e com todos os meios necess\u00e1rios para respeitar a sua dignidade. \u201cA Igreja apoia os doentes incur\u00e1veis e terminais, pedindo pol\u00edticas sociais justas que ajudem a eliminar as causas de muitas doen\u00e7as e pedindo uma aten\u00e7\u00e3o cada vez maior para com aqueles que est\u00e3o a morrer e para os doentes que n\u00e3o t\u00eam nenhuma cura dispon\u00edvel\u201d, refere o texto. O Papa sustenta que \u00e9 preciso \u201ccolocar o acento t\u00f3nico, mais uma vez, na necessidade de centros de cuidados paliativos, que ofere\u00e7am ao doente uma cura integral, seja do ponto de vista humano, seja espiritual\u201d. Este, acrescenta, \u201c\u00e9 um direito de todos os seres humanos que deve ser defendido\u201d. A Igreja estabeleceu esta efem\u00e9ride na data em que se comemora a apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, em Lourdes, a 11 de Fevereiro de 1858. Este ano o Dia mundial do doente teve como centro a cidade de Seul, na Coreia do Sul, com a presen\u00e7a do delegado papal, o Cardeal Javier Lozano Barragan. O coordenador do CNPS presidiu a uma celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica na capela do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Na sua homilia, o Pe. Feytor Pinto citou Jo\u00e3o Paulo II para frisar que a sa\u00fade &#8220;\u00e9 um estado de harmonia integral&#8221;. Nesse sentido, \u00e9 essencial, quando a dificuldade &#8220;bater \u00e0 nossa porta&#8221;, ser capaz de a ultrapassar &#8220;sentindo-nos bem e capazes de ajudar os outros&#8221;. Lembrando que &#8220;Deus n\u00e3o quer a doen\u00e7a de ningu\u00e9m&#8221;, este respons\u00e1vel destacou que o sofrimento, do ponto de vista cat\u00f3lico, pode ter um significado &#8220;redentor&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aposta nos centros de cuidados paliativos em Portugal ainda se encontra muito no &#8220;princ\u00edpio&#8221; e longe do que seria desej\u00e1vel. O alerta foi deixado ontem pelo Pe. 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