{"id":228323,"date":"2022-02-06T09:30:09","date_gmt":"2022-02-06T09:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=228323"},"modified":"2022-02-07T10:35:26","modified_gmt":"2022-02-07T10:35:26","slug":"medicina-do-futuro-tem-de-passar-muito-pela-reabilitacao-e-cuidados-cronicos-antonio-medina-de-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/medicina-do-futuro-tem-de-passar-muito-pela-reabilitacao-e-cuidados-cronicos-antonio-medina-de-almeida\/","title":{"rendered":"Medicina do futuro \u00abtem de passar muito pela reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados cr\u00f3nicos\u00bb &#8211; Ant\u00f3nio Medina de Almeida"},"content":{"rendered":"<p><em>Diretor da Faculdade de Medicina da Cat\u00f3lica faz o balan\u00e7o dos primeiros meses do novo curso, que se prop\u00f5e formar m\u00e9dicos \u201cabertos ao mundo\u201d e \u201cpr\u00f3ximos\u201d dos doentes<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_184651\" aria-describedby=\"caption-attachment-184651\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-184651 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1263\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-395x260.jpg 395w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-768x505.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-1536x1010.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-1080x710.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-1280x842.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-980x645.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-3-480x316.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-184651\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Joana Gon\u00e7alves\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Que balan\u00e7o \u00e9 j\u00e1 poss\u00edvel fazer do arranque do novo curso de medicina da Cat\u00f3lica, agora que terminou o primeiro semestre de aulas? Est\u00e1 a corresponder \u00e0s expectativas de alunos e professores, e tamb\u00e9m ao que esperava como diretor da faculdade<\/em>?<\/p>\n<p>Devo dizer que este arranque do curso foi recebido com grande entusiasmo por parte de todos, com grande \u00edmpeto. Com os alunos, tivemos sorte \u2013 e tamb\u00e9m foram selecionados para tal -, s\u00e3o um grupo muito motivado, muito empenhado, com grande dedica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 ao curso e ao seu ensino, mas tamb\u00e9m \u00e0 faculdade. Como se deve imaginar, um projeto novo destes tem sempre muitas arestas a limar e os alunos t\u00eam sido fundamentais a identificar esses pequenos problemas log\u00edsticos do dia a dia, ajudando-nos a resolv\u00ea-los.<\/p>\n<p>O que tem sido surpreendente, sobretudo, \u00e9 a ades\u00e3o dos alunos \u00e0s metodologias de ensino. Aplicamos metodologias de ensino um bocadinho diferentes do convencional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>S\u00e3o mais pr\u00e1ticas, por assim dizer?<\/em><\/p>\n<p>Sim. As metodologias convencionais favorecem muito o ensino passivo, os alunos est\u00e3o numa sala de aulas ou num anfiteatro, ouvem, ret\u00eam, depois estudam. N\u00f3s, aqui, fazemos quase o contr\u00e1rio: apresentamos problemas aos alunos, pedimos que eles pr\u00f3prios identifiquem quais v\u00e3o ser os objetivos de aprendizagem daquele problema. Depois, v\u00e3o passar um dia ou dias a fazer a sua investiga\u00e7\u00e3o, o seu trabalho de campo, investigar como \u00e9 que pode resolver o problema \u2013 e s\u00e3o problemas muito pr\u00e1ticos, por exemplo: \u201cO Jo\u00e3o foi a \u00c1frica numa miss\u00e3o, voltou com diarreia e desidratado\u201d. Com base neste problema, os alunos t\u00eam de explorar o que causa diarreia em \u00c1frica, o que \u00e9 que causa desidrata\u00e7\u00e3o no corpo, que efeitos produz e como \u00e9 que se pode tratar. Eles come\u00e7am, desde o primeiro ano, a perceber como \u00e9 que o corpo humano funciona, desta maneira muito pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Que rea\u00e7\u00e3o t\u00eam recebido dos alunos? Est\u00e3o satisfeitos com a aposta feita?<\/em><\/p>\n<p>Tem sido muito interessante, porque ao princ\u00edpio \u00e9 um bocadinho assustador, estamos habituados a que nos digam o que temos de aprender. \u00c9 o m\u00e9todo de ensino tradicional. N\u00f3s, agora, estamos a pedir aos alunos que sejam eles pr\u00f3prios a decidir o que t\u00eam de aprender.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-228184\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-390x260.jpeg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-390x260.jpeg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-768x512.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-1080x720.jpeg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-1280x853.jpeg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-980x653.jpeg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6-480x320.jpeg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Foto-Agencia-Ecclesia-HM-Faculdade-de-Medicina-UCP-6.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Enquanto nas primeiras sess\u00f5es havia algum medo e muita inseguran\u00e7a, tem-se vindo a desenvolver cada vez mais a confian\u00e7a dos alunos com este m\u00e9todo. N\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o muito mais aut\u00f3nomos, como t\u00eam uma grande capacidade de decis\u00e3o daquilo que t\u00eam de aprender ou n\u00e3o, como \u00e9 que t\u00eam de trabalhar em grupo e individualmente. Entram tamb\u00e9m com muita confian\u00e7a no m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Quando falamos com os alunos &#8211; e temos tido os per\u00edodos de avalia\u00e7\u00e3o dos blocos curriculares, na faculdade -, o balan\u00e7o tem sido muito positivo, com muito entusiasmo. Os alunos sentem-se muito mais envolvidos no pr\u00f3prio dia a dia do ensino e naquilo que eles podem desenvolver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O curso come\u00e7ou em setembro, com 50 alunos. Mant\u00e9m-se a inten\u00e7\u00e3o de duplicar este n\u00famero no pr\u00f3ximo ano letivo?<\/em><\/p>\n<p>As indica\u00e7\u00f5es que temos da Ag\u00eancia para a Acredita\u00e7\u00e3o [A3ES] eram come\u00e7ar com 50 alunos no primeiro ano e aumentar progressivamente at\u00e9 100 alunos, ao longo dos primeiros tr\u00eas anos. Essa ser\u00e1 a nossa capacidade limite. Espero, para o ano que vem, poder receber cerca de 70 a 75 alunos e depois, no terceiro ano de candidaturas, poder receber 100. Tudo depende, claro, das avalia\u00e7\u00f5es que a Ag\u00eancia vai fazendo, como faz parte de qualquer primeiro curso.<\/p>\n<p>Este primeiro grupo tem sido muito bom, porque \u00e9 pequeno, conseguimos conhecer-nos bem, ter uma grande coes\u00e3o interna, e tamb\u00e9m estabelecemos com mais calma toda uma cultura educativa e at\u00e9 a cultura que se respira de entusiasmo, pelo entusiasmo de criar um projeto novo, todos juntos, na faculdade. Com alunos e professores, numa proximidade muito maior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este \u00e9 um curso diferente tamb\u00e9m por ser ministrado em ingl\u00eas. Este ano j\u00e1 tiveram muitos alunos estrangeiros? Esperam aumentar esse n\u00famero<\/em>?<\/p>\n<p>Tivemos algumas candidaturas estrangeiras, neste ano letivo, das quais temos uma aluna. Esperamos que este ano possamos ter mais alunos internacionais.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o da l\u00edngua inglesa, para al\u00e9m de poder disponibilizar o curso a um leque maior do que s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o nacional ou dos pa\u00edses lus\u00f3fonos, tamb\u00e9m tem como objetivo poder preparar os nossos alunos para serem m\u00e9dicos no mundo inteiro. Indo \u00e0 mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Doente, em que refere a import\u00e2ncia de a sa\u00fade estar dispon\u00edvel a todos, isso \u00e9 uma coisa muito importante para n\u00f3s: preparar os alunos para que possam tratar todas as popula\u00e7\u00f5es e estar mais abertos ao mundo. Isso come\u00e7a, obviamente, pela capacidade de comunica\u00e7\u00e3o e a l\u00edngua inglesa, sendo falada em muitos pa\u00edses e at\u00e9 em muitos pa\u00edses menos privilegiados do que o nosso, pode dar-lhes uma abertura para tratar mais pessoas do que estando restritos \u00e0 l\u00edngua portuguesa. \u00c9 muito importante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para o pr\u00f3ximo ano letivo est\u00e3o previstas novidades ou altera\u00e7\u00f5es? Tencionam, por exemplo, aumentar o apoio social aos alunos que n\u00e3o tenham possibilidade de pagar as propinas, que s\u00e3o muito elevadas, mas tenham capacidade provada para frequentar o curso<\/em>?<\/p>\n<p>Isso \u00e9 um ponto muito importante. J\u00e1 este ano conseguimos, pela generosidade da Universidade Cat\u00f3lica, duas bolsas de apoio social e tamb\u00e9m uma bolsa de apoio social, com m\u00e9rito acad\u00e9mico, do professor Eduardo Coelho, e outra bolsa para o aluno que tenha tido mais experi\u00eancia em voluntariado, previamente a entrar no curso de Medicina, dada pelo Banco Santander.<\/p>\n<p>Espero ter, no ano que vem, mais bolsas destas, obviamente ligadas ao m\u00e9rito e que tamb\u00e9m ajudem os alunos com menos capacidades financeiras a estudar. Estamos a desenvolver um programa, tanto com o Banco Santander como com outras entidades, para estas bolsas de apoio social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O curso arrancou em plena pandemia, o contexto em que vivemos trouxe desafios acrescidos ao ensino da Medicina? Levou-vos a alterar alguma coisa do que j\u00e1 tinham previsto fazer e ensinar?<\/em><\/p>\n<p>Entre n\u00f3s, docentes e dire\u00e7\u00e3o da faculdade, fazemos sempre a gra\u00e7a de que somos o \u00fanico curso no mundo que foi montado totalmente por zoom. Realmente, toda a prepara\u00e7\u00e3o foi feita durante a pandemia. Recebemos a aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Acredita\u00e7\u00e3o em outubro de 2019 e em mar\u00e7o de 2020, quando come\u00e7amos todos os preparativos, est\u00e1vamos em pandemia. Portanto, tudo isto foi feito e preparado remotamente. Tivemos a sorte, ou a prote\u00e7\u00e3o divina, de podermos abrir as aulas presencialmente e temos conseguido fazer isso com muita efic\u00e1cia, muita seguran\u00e7a. Os alunos aderem completamente \u00e0s nossas regras de seguran\u00e7a \u2013 uso de m\u00e1scara, distanciamento, lavagem de m\u00e3os, etc. Claro que, tendo 50 alunos num edif\u00edcio preparado para 600, conseguimos ter espa\u00e7o suficiente para estar em seguran\u00e7a e temos tido muito poucos casos de Covid. Fazemos uma testagem regular, encorajamos os alunos a reportar sintomas e todos est\u00e3o vacinados. Isso gera muita confian\u00e7a, a verdade \u00e9 que ao longo destes meses tivemos poucos momentos de stress por causa da Covid, com estas regras.<\/p>\n<p>Claro que nos tivemos de adaptar e temos toda a possibilidade de permitir que os alunos confinados possam seguir as aulas remotamente. Temos todas as salas de aulas e audit\u00f3rios ligados com c\u00e2maras, por zoom, sendo poss\u00edvel que palestrantes, professores ou alunos se liguem remotamente. Isso tem sido usado, esporadicamente, para pessoas em confinamento e tem funcionado muito bem. Isso v\u00ea-se, sobretudo, quando olhamos para as avalia\u00e7\u00f5es \u2013 j\u00e1 acabamos as duas primeiras unidades curriculares \u2013 e elas correram muito bem, n\u00e3o s\u00f3 com boas notas mas tamb\u00e9m com grande uniformidade. Isso \u00e9 muito encorajador para o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Hospital da Luz \u00e9 o vosso parceiro cl\u00ednico principal \u2013 \u00e9 o hospital universit\u00e1rio. Como \u00e9 que est\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o com o Hospital Beatriz \u00c2ngelo, em Loures, que em janeiro deixou de ser uma PPP (Parceria P\u00fablico Privada) gerida pelo Grupo Luz? Mant\u00e9m-se como \u201chospital associado\u201d da vossa faculdade, ou passar a ser do Estado mudou alguma coisa<\/em>?<\/p>\n<p>N\u00e3o, a altera\u00e7\u00e3o desta administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou nada. Tivemos um acordo com o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Hospital Beatriz \u00c2ngelo, separadamente do acordo que temos com o Grupo Luz Sa\u00fade. Portanto, esse acordo mant\u00e9m-se e vamos come\u00e7ar a desenvolver conversas com a nova administra\u00e7\u00e3o para o planeamento. O acordo \u00e9 com o Hospital Beatriz \u00c2ngelo, independentemente da gest\u00e3o superior do Grupo Luz Sa\u00fade ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_184650\" aria-describedby=\"caption-attachment-184650\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-184650\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-388x260.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-388x260.jpg 388w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-768x515.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-1536x1030.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-1080x725.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-1280x859.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-980x657.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2-480x322.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-184650\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Joana Gon\u00e7alves\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Os acordos com as unidades de sa\u00fade das Miseric\u00f3rdias (hospitais, unidades de cuidados continuados e reabilita\u00e7\u00e3o), s\u00e3o tamb\u00e9m uma mais-valia?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que sim. N\u00e3o podemos ignorar que\u00a0a medicina do futuro passa n\u00e3o s\u00f3 pela medicina aguda, e aquela que classicamente identificamos como medicina de urg\u00eancia, cuidados intensivos e cirurgias, mas tamb\u00e9m tem de passar muito por medicina de reabilita\u00e7\u00e3o e de cuidados cr\u00f3nicos. Essa \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o cada vez mais prevalente e importante, e temos de expor e preparar os alunos para essas realidades. S\u00e3o popula\u00e7\u00f5es que at\u00e9 agora, de certa maneira, tiveram menos acesso a cuidados de sa\u00fade e que agora come\u00e7am a ter cada vez mais, e \u00e9 muito importante que os m\u00e9dicos do futuro tenham consci\u00eancia dessa necessidade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A pandemia veio mostrar que a situa\u00e7\u00e3o, por exemplo nos lares de idosos, deve chamar mais a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de cuidados de sa\u00fade. O progressivo aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida faz com que o olhar que a sociedade tem sobre essas institui\u00e7\u00f5es tenha de integrar mais oferta, como disse, de cuidados cr\u00f3nicos de sa\u00fade?<\/em><\/p>\n<p>Concordo inteiramente. Eu acho que\u00a0estamos a crescer em consci\u00eancia, como sociedade, da import\u00e2ncia que s\u00e3o os cuidados de sa\u00fade preventivos e continuados. E quando digo continuados falo at\u00e9 em pessoas que n\u00e3o tenham nenhuma doen\u00e7a agudamente ativa, tenham v\u00e1rias doen\u00e7as cr\u00f3nicas ou at\u00e9 nem tenham muitas patologias, mas sejam s\u00f3 debilitados por causa da idade e fragilidade e que precisam de medicina de cuidados e de preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es, isso \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p>A medicina de preven\u00e7\u00e3o e de cuidados continuados vai-se tornar cada vez mais importante na nossa sociedade, com o aumento da esperan\u00e7a de vida e da cronicidade das doen\u00e7as.\u00a0Se olharmos, por exemplo, para doen\u00e7as oncol\u00f3gicas, para cancros que talvez aqui h\u00e1 duas gera\u00e7\u00f5es &#8211; n\u00e3o \u00e9 h\u00e1 muito tempo, h\u00e1 50 ou 60 anos &#8211; eram consideradas universalmente fatais, e hoje em dia uma grande propor\u00e7\u00e3o dos tumores que diagnosticamos ou s\u00e3o cur\u00e1veis, ou transformam-se em doen\u00e7as cr\u00f3nicas. E esse tipo de cronicidade de doen\u00e7as requer uma abordagem completamente diferente da medicina.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Vamos falar da mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente, que se assinala a 11 de fevereiro. O Papa lembra que &#8220;o doente \u00e9 sempre mais importante do que a sua doen\u00e7a&#8221;, e que por isso mesmo &#8220;qualquer abordagem terap\u00eautica n\u00e3o pode prescindir da escuta do paciente&#8221;. \u00c9 importante valorizar, em termos de forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos, esta dimens\u00e3o relacional? O vosso curso est\u00e1 a ter isso em aten\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Isso \u00e9 fundamental. Hoje em dia, com toda a tecnologia de informa\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stica que temos, desde programas inform\u00e1ticos a rob\u00f4s, a algorritmos que nos ajudam a diagnosticar e identificar tratamentos, cada vez mais temos de ter a consci\u00eancia de que o papel do m\u00e9dico &#8211; do profissional de sa\u00fade, n\u00e3o s\u00f3 do m\u00e9dico &#8211; \u00e9 estar ao lado do doente, acompanh\u00e1-lo e servir de suporte, consolo. Claro que tem de ser tecnicamente bom, isso n\u00e3o \u00e9 prescind\u00edvel, mas tamb\u00e9m \u00e9 muito importante saber comunicar e explicar ao doente o que \u00e9 que passa. N\u00e3o h\u00e1 nada pior do que um m\u00e9dico que possa pedir mil exames e prescrever mil tratamentos, mas que abandona o doente e n\u00e3o o acompanha nesse caminho. Nesse contexto\u00a0temos uma grande preocupa\u00e7\u00e3o em poder formar os nossos alunos para serem m\u00e9dicos que acompanham os doentes.<\/p>\n<p>Temos aulas de comunica\u00e7\u00e3o desde o primeiro ano, os nosso alunos este ano j\u00e1 tiveram contacto com doentes simulados \u2013 volunt\u00e1rios, desde reformados a profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas e alunos de medicina, que s\u00e3o os nossos doentes simulados e que v\u00eam \u00e0 nossa faculdade fazer consultas simuladas com os nossos alunos. Para j\u00e1 s\u00e3o consultas simples, em que estamos a ensinar coisas b\u00e1sicas &#8211; desde como \u00e9 que um m\u00e9dico se apresenta ao doente, d\u00e1 as boas vindas, como \u00e9 que aborda os problemas &#8211; e que v\u00e3o aumentando de complexidade ao longo do curso, para os m\u00e9dicos conseguirem estabelecer esta rela\u00e7\u00e3o de empatia e de comunica\u00e7\u00e3o com o doente. No fundo \u00e9 da\u00ed que vem n\u00e3o s\u00f3 o diagn\u00f3stico como o tratamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A mensagem do Papa destaca os avan\u00e7os da ci\u00eancia m\u00e9dica, embora lamente que as vacinas contra a Covid ainda n\u00e3o cheguem a todos. Como m\u00e9dico sente-se interpelado por esta mensagem, e pelas v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es que o Papa tem feito relacionadas com o acesso \u00e0 sa\u00fade e os cuidados com os mais fr\u00e1geis?<\/em><\/p>\n<p>Sim. Esta mensagem do Papa &#8211; como de resto todas s\u00e3o &#8211; \u00e9 particularmente atual e realista sobre aquilo que se passa no mundo, mas at\u00e9 dentro do nosso pa\u00eds. Uma leitura superficial faz com que pensemos que ele est\u00e1 a olhar sobretudo para o que acontece em pa\u00edses menos privilegiados, do terceiro mundo, mas o que acontece ali \u00e9 o mesmo que acontece c\u00e1. Talvez n\u00e3o especificamente com as vacinas, porque gra\u00e7as \u00e0 boa organiza\u00e7\u00e3o que tivemos do sistema de vacina\u00e7\u00e3o est\u00e3o acess\u00edveis a todos, mas os cuidados de sa\u00fade n\u00e3o est\u00e3o. O acesso \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 facilmente acess\u00edvel a todos, e todos reconhecemos que o sistema nacional de sa\u00fade &#8211; e nisto incluo todos os hospitais p\u00fablicos, privados, miseric\u00f3rdias, centros de reabilita\u00e7\u00e3o, etc &#8211; n\u00e3o \u00e9 uniforme no pa\u00eds e n\u00e3o est\u00e1 acess\u00edvel a toda a gente. Essa \u00e9 uma falha que temos de lutar muito para colmatar. E at\u00e9 dentro da nossa pr\u00f3pria consulta, nos doentes individuais, vemos que a informa\u00e7\u00e3o e o acesso a cuidados sanit\u00e1rios, economicamente a medicamentos e a transportes, varia muito entre doentes. Essas partes log\u00edsticas de transportes, cuidados em casa e saneamento s\u00e3o coisas que parecem que est\u00e3o fora, mas que t\u00eam um impacto enorme sobre a sa\u00fade, e essas desigualdades s\u00e3o importantes e t\u00eam de ser abordadas, encaradas e resolvidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>No geral, como \u00e9 que avalia a forma como o pa\u00eds tem respondido \u00e0 pandemia?<\/em><\/p>\n<p>S\u00f3 podemos elogiar a forma como respondemos \u00e0 pandemia, desde a organiza\u00e7\u00e3o que tivemos, primeiro nas vacinas. Em mar\u00e7o de 2020 tivemos uma rea\u00e7\u00e3o muito cautelosa e r\u00e1pida em isolar-nos para prevenir a contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com o v\u00edrus, e a\u00ed &#8211; sobretudo a regi\u00e3o sul, a regi\u00e3o norte sofreu mais &#8211; n\u00e3o tivemos um esfor\u00e7o t\u00e3o grande nos hospitais. Mas depois, em dezembro 2020 e janeiro de 2021, era dif\u00edcil evitar, ainda assim tivemos um recrutamento e empenho dos servi\u00e7os de sa\u00fade not\u00e1vel para resolver e dar resposta ao grande afluxo de doentes, e ao mesmo tempo uma organiza\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel das vacina\u00e7\u00f5es, que continuamos a ver hoje em dia. Continuamos a ter muitos casos novos de Covid, mas com uma taxa muito baixa de hospitaliza\u00e7\u00e3o e cuidados intensivos comparativamente com o que t\u00ednhamos em janeiro (2021), e isso deve-se muito \u00e0s vacinas.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso deixar de dar uma palavra especial sobre a rea\u00e7\u00e3o do povo portugu\u00eas, que \u00e9 t\u00e3o ou mais admir\u00e1vel do que a organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os centrais: aderimos em massa \u00e0quilo que nos foi pedido, tanto a n\u00edvel de sacrif\u00edcios &#8211; ficar em casa, trabalhar em casa e ter filhos em casa &#8211; como a n\u00edvel de ades\u00e3o a coisas que a muitas pessoas assusta, como as vacinas, mas que aderimos e estamos a ter o resultado que temos agora, em que apesar de termos muitas infe\u00e7\u00f5es, temos poucas complica\u00e7\u00f5es da Covid.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_184653\" aria-describedby=\"caption-attachment-184653\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-184653\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonio-almeida.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-184653\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Joana Gon\u00e7alves\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Tivemos uma concentra\u00e7\u00e3o dos recursos de sa\u00fade no combate \u00e0 Covid, o que \u00e9 natural numa situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Fal\u00e1vamos h\u00e1 pouco da inten\u00e7\u00e3o da UCP de vir a formar no futuro em m\u00e9dia 100 novos m\u00e9dicos por ano. Imagino que a maior parte, apesar da forma\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, queira ficar em Portugal. O pa\u00eds precisa, de facto, de mais m\u00e9dicos?<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o sempre n\u00fameros muito dif\u00edceis de analisar.\u00a0O que temos de analisar, mais do que se h\u00e1 m\u00e9dicos suficientes aqui ou ali, \u00e9 se os cuidados s\u00e3o suficientes para a popula\u00e7\u00e3o, e quando vemos not\u00edcias e a realidade das listas de espera para cirurgias, consultas e at\u00e9 mesmo para as urg\u00eancias hospitalares, \u00e9 muito claro que precisamos de mais recursos.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que 100 m\u00e9dicos por ano n\u00e3o v\u00e3o resolver esse problema, que \u00e9 tamb\u00e9m infraestrutural, e \u00e9 um problema de todos os pa\u00edses, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 portugu\u00eas. Pass\u00e1mos a ter uma popula\u00e7\u00e3o mais envelhecida e com doen\u00e7as mais cr\u00f3nicas e come\u00e7\u00e1mos a ter doen\u00e7as novas, como a Covid &#8211; que vamos continuar a ter,\u00a0vai ser uma carga adicional -, e temos de ajustar os nossos servi\u00e7os de sa\u00fade a isso, n\u00f3s como todo o mundo ocidental.<\/p>\n<p>Os cuidados de sa\u00fade que temos de dar t\u00eam de ser maiores, temos de aumentar a dimens\u00e3o, e isso passa por ter mais m\u00e9dicos, mas tamb\u00e9m mais enfermeiros, mais camas, mais infraestrutura. Portanto, sim, acho que os nossos 100 m\u00e9dicos por ano v\u00e3o contribuir, mas sobretudo o que eu gostava era que o nosso contributo fosse para a medicina nacional, o ensino da medicina, para aumentar a colabora\u00e7\u00e3o entre faculdades, para estudar os m\u00e9todos de ensino e vermos como \u00e9 que podemos ensinar e formar melhores m\u00e9dicos a n\u00edvel nacional. Essa \u00e9 a maior aposta que temos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretor da Faculdade de Medicina da Cat\u00f3lica faz o balan\u00e7o dos primeiros meses do novo curso, que se prop\u00f5e formar m\u00e9dicos \u201cabertos ao mundo\u201d e \u201cpr\u00f3ximos\u201d dos doentes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":184651,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[],"class_list":["post-228323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228323\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}