{"id":228265,"date":"2022-02-04T11:44:04","date_gmt":"2022-02-04T11:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=228265"},"modified":"2022-02-04T11:44:04","modified_gmt":"2022-02-04T11:44:04","slug":"das-fraquezas-a-forca-o-itinerario-pedagogico-divino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/das-fraquezas-a-forca-o-itinerario-pedagogico-divino\/","title":{"rendered":"Das fraquezas, a for\u00e7a: o itiner\u00e1rio pedag\u00f3gico divino"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Manuel Ribeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em>\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-228266 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>A Palavra de Deus lan\u00e7a-nos perante o sofrimento e a dor do homem. A equa\u00e7\u00e3o da vida faz-nos, inevitavelmente, reflectir sobre o sofrimento, sobre a dor, sobre o abandono, sobre o descredito, sobre a amargura e o desgosto da vida e do acto de viver. S\u00e3o tantos os \u2018porqu\u00eas\u2019 que colocamos &#8230; tantas perguntas que ficam \u2013 aparentemente \u2013 sem resposta. Na verdade, quando eu coloco estes \u2018porqu\u00eas\u2019 eu j\u00e1 estou a rezar. Sim, a rezar. A rezar porque me reconhe\u00e7o como criatura, porque me inquieto com o sentido que a minha vida est\u00e1 a tomar, porque n\u00e3o compreendo porque Deus se esquece de mim e, com isso, se abandona de mim, me faz caminhar s\u00f3, desamparado e errante.<\/p>\n<p>Para o homem de hoje, que procura controlar tudo e prever tudo, \u00e9-lhe dif\u00edcil olhar para Deus. Simplesmente ele diz: \u201cn\u00e3o compreendo a dor, n\u00e3o compreendo o sofrimento, Deus n\u00e3o existe\u201d. O homem de hoje tem imensa dificuldade em viver a dor, em viver a nega\u00e7\u00e3o ou a rejei\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, ele pensa que se a vida n\u00e3o for \u201cfestas e guitarradas\u201d e\/ou se n\u00e3o for a realiza\u00e7\u00e3o de tudo quanto quer, ent\u00e3o este homem prefere morte \u00e0 luta. \u00c9 caso para dizer que \u00e9 um cobarde, um frouxo, um inst\u00e1vel. Uma pessoa assim nunca descobriu o sentido da vida, nem o sentido da sua pr\u00f3pria vida. Temo que hajam muitas pessoas que ainda n\u00e3o tenham descoberto o seu pr\u00f3prio prop\u00f3sito e a sua miss\u00e3o nesta vida que \u00e9 caminho em direc\u00e7\u00e3o ao Criador, que \u00e9 \u2018regresso\u2019 ao seio de Deus, que \u00e9 peregrinar seguindo a \u201cEstrela que vem do oriente\u201d.<\/p>\n<p>Ao lermos com aten\u00e7\u00e3o o cap\u00edtulo 10 de Job, vers\u00edculos 1 a 10, constatamos que Job, tendo perdido tudo, n\u00e3o tendo nada e tendo sido desprezado por todos, volta-se para Deus. Deus n\u00e3o se torna indiferente perante a nossa dor ou a nossa alegria. Antes, se associa e nos envolve em todos os instantes e momentos da nossa vida. Na verdade, o homem s\u00f3 encontra paz quando se abandona nas m\u00e3os de Deus. \u00c9 isto mesmo que Job ter\u00e1 de aprender. Se estou agora em sofrimento, se agora estou abatido ou deprimido, tudo \u00e9 para mim dor e, o pior, eu n\u00e3o sei o porqu\u00ea. A minha alma torna-se num po\u00e7o de tristeza. Mas uma coisa sei: tudo ponho nas Tuas m\u00e3os. Temos de re-aprender a l\u00f3gica de Deus: Deus n\u00e3o \u00e9 il\u00f3gico ou irracional! A quest\u00e3o de fundo, \u00e9 entender que as nossas categorias de l\u00f3gica e de racionalidade n\u00e3o s\u00e3o as categorias de Deus. Antes, elas s\u00e3o bem mais limitadas e bem mais finitas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s categorias de Deus. \u00c9 importante perceber isto. Mas ent\u00e3o fica a pergunta: o que significa tudo isto? Onde se quer chegar com estas considera\u00e7\u00f5es e afirma\u00e7\u00f5es? Voltemo-nos novamente para o texto sagrado: \u201cJob respondeu ao SENHOR e disse: \u00abSei que podes tudo e que nada te \u00e9 imposs\u00edvel. Quem \u00e9 que obscurece assim o des\u00edgnio divino, com palavras sem sentido? De facto, eu falei de coisas que n\u00e3o entendia, de maravilhas que superavam o meu saber. Eu dizia: &#8216;Escuta- me, deixa-me falar! Vou interrogar-te e Tu me responder\u00e1s.&#8217; Os meus ouvidos tinham ouvido falar de ti, mas agora v\u00eaem-te os meus pr\u00f3prios olhos. Por isso, retracto-me e fa\u00e7o penit\u00eancia, cobrindo-me de p\u00f3 e de cinza\u00bb\u201d (Job 42, 1-6).<\/p>\n<p>O primeiro plano de Deus para connosco n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o terminar com o \u2018nosso\u2019 e \u2018meu\u2019 plano. Depois de quebrar, de partir tudo, de estilha\u00e7ar tudo, Deus faz o seu projecto com as Suas m\u00e3os. Tudo isto nos recorda o Livro dos G\u00e9nesis: \u201cO SENHOR Deus formou o homem do p\u00f3 da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo\u201d (Gen 2, 7). Deus volta a fazer do nosso entulho um projecto definitivo e pleno. Que belo! Como pode Deus amar-nos assim? Querer-nos tanto e expor-se tanto por cada um de n\u00f3s? Estas quest\u00f5es assolam-nos o cora\u00e7\u00e3o e respondem (a muitos!) \u2018porqu\u00eas\u2019 da nossa vida. Tenhamos a coragem de confiar em Deus e n\u00b4Ele nos confiarmos!<\/p>\n<p><em>Manuel Ribeiro, Padre<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Manuel Ribeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":228266,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-228265","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228265","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228265"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228265\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/228266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}