{"id":228021,"date":"2022-02-02T14:22:39","date_gmt":"2022-02-02T14:22:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=228021"},"modified":"2022-02-02T14:22:39","modified_gmt":"2022-02-02T14:22:39","slug":"saber-aprender-a-contemplar-perguntas-sem-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-contemplar-perguntas-sem-medo\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A contemplar perguntas sem medo"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que as pessoas t\u00eam medo de que a ci\u00eancia lhes retire a f\u00e9 ou diminua o que sentem sobre a cria\u00e7\u00e3o de Deus s\u00f3 por a compreenderem melhor? Quando ao fim de 30 anos de catolicismo, um grande amigo partilha-me ter perdido a f\u00e9 por causa da ci\u00eancia, compreende-se a raz\u00e3o da quest\u00e3o que coloquei. Por outro lado, quando depositamos a nossa confian\u00e7a no progresso cient\u00edfico, quer dizer que deix\u00e1mos de confiar na ac\u00e7\u00e3o de Deus? Por exemplo, um outro grande amigo tinha um problema grave no p\u00e2ncreas, e quando soubemos da situa\u00e7\u00e3o geraram-se v\u00e1rias correntes de ora\u00e7\u00e3o a pedir a Deus por ele. Ele precisava urgentemente de ser operado. Quando finalmente foi poss\u00edvel realiz\u00e1-la, al\u00e9m de ter corrido imensamente bem, os m\u00e9dicos verificaram n\u00e3o haver rasto de qualquer met\u00e1stase, oferecendo esperan\u00e7a. Semanas depois, come\u00e7ou a sentir-se menos bem e h\u00e1 dias acabou por partir para o Pai. Ser\u00e3o os nossos limites raz\u00e3o para desconfiar da ci\u00eancia e at\u00e9 de Deus?<\/p>\n<figure id=\"attachment_228022\" aria-describedby=\"caption-attachment-228022\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-228022 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1001\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-1280x854.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/towfiqu-barbhuiya-oZuBNC-6E2s-unsplash-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-228022\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Towfiqu barbhuiya em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Numa correspond\u00eancia que li na revista <em>Nature<\/em> de setembro de 2019, o fil\u00f3sofo de ci\u00eancia Stephen Webster do <em>Imperial College of London<\/em> falava da necessidade de encontrarmos tempo para contemplar atrav\u00e9s de tr\u00eas ideais pr\u00e1ticos: retic\u00eancia, intimidade e inoc\u00eancia. Achei estranho estes ideais.<\/p>\n<p>Ser <em>reticente<\/em> \u00e9 fazer uma pausa para apreciar o que fizemos. O pr\u00f3prio Darwin dizia que depois de um longo tempo, o ser humano pode criticar o seu trabalho com se tivesse sido outra pessoa a faz\u00ea-lo. Ser <em>\u00edntimo<\/em> em rela\u00e7\u00e3o ao que fazemos significa ir para al\u00e9m daquilo que s\u00e3o os instrumentos que usamos e os dados que obtemos. Implica envolvermo-nos com o objecto de estudo de tal como que se torna um sujeito para n\u00f3s. Ser <em>inocente<\/em> significa que o centro daquilo que fazemos n\u00e3o \u00e9 o reconhecimento ou o dinheiro, mas o valor das pr\u00f3prias ideias, mantendo-nos abertos a novas perspectivas e abordagens \u00e0 compreens\u00e3o do mundo ao nosso redor. N\u00e3o \u00e9 da pausa, intimidade e genuinidade que vive aquele que n\u00e3o deixa o horizonte f\u00edsico limitar o metaf\u00edsico?<\/p>\n<p>A metaf\u00edsica como palavra que expressa o que est\u00e1 para al\u00e9m (meta-) da f\u00edsica \u00e9 um campo do saber humano explorado pela filosofia que se relaciona com a natureza da realidade. N\u00e3o podemos separar qualquer pensamento de Deus do modo como concebemos o mundo atrav\u00e9s de uma reflex\u00e3o metaf\u00edsica. Por\u00e9m, como Deus precede o momento em que nasceu a consci\u00eancia humana e at\u00e9 a exist\u00eancia do mundo, a metaf\u00edsica ter\u00e1 sempre dificuldade em apreender a ideia de Deus. Pois, n\u00e3o encontra pontos de apoio sens\u00edveis no corpo, acess\u00edveis ao pensamento f\u00edsico, mas somente apreende atrav\u00e9s da mente e essa \u00e9 subjectiva. E como as pessoas podem ter pensamentos e vis\u00f5es diferentes sobre a realidade, ligar ci\u00eancia e Deus estar\u00e1 sempre sujeito a essa subjectividade que desafia a compreens\u00e3o universal da realidade. Por exemplo, neste contexto, a pergunta sobre a prova cient\u00edfica (das ci\u00eancias naturais) da exist\u00eancia de Deus est\u00e1 mal formulada porque a <em>percep\u00e7\u00e3o<\/em> que temos de Deus \u00e9 metaf\u00edsica e as ci\u00eancias naturais lidam apenas com a -f\u00edsica. Por isso, ao contr\u00e1rio do que habitualmente se pensa, a ci\u00eancia e a f\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o duas estradas alternativas para pensar Deus, mas uma (ci\u00eancia) est\u00e1 ao n\u00edvel da <em>interpreta\u00e7\u00e3o<\/em> do caminho enquanto a outra (f\u00e9) est\u00e1 ao n\u00edvel da <em>percep\u00e7\u00e3o<\/em>. Por exemplo, quando surgiu a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica interpret\u00e1mos que a incerteza faz parte da realidade das \u00ednfimas coisas, e percepcion\u00e1mos esperar que a toda a hora podem estar a criar-se coisas novas neste universo (<em>creatio continua<\/em>), mesmo que n\u00e3o nos demos conta disso.<\/p>\n<p>Os momentos concretos da vida e as experi\u00eancias que fazemos parecem estar longe destes racioc\u00ednios complexos associados \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e f\u00e9. E se a nossa literacia cient\u00edfica ou teol\u00f3gica\/religiosa n\u00e3o for a melhor, menos interessante se torna pensar nestas coisas. O risco que corremos pela pregui\u00e7a intelectual \u2014 perdoem-me \u2014 \u00e9 reduzirmos a profundidade de significado da realidade revelada por este di\u00e1logo de saberes, a uma vis\u00e3o superficial do entrela\u00e7ar entre ci\u00eancia e f\u00e9, de tal modo que recorremos ao sentimento quando experimentamos a tens\u00e3o presente nesta rela\u00e7\u00e3o. Por exemplo, quando criticam a nossa f\u00e9 com ci\u00eancia, ou quando se critica a ci\u00eancia com a f\u00e9.<\/p>\n<p>Na forma\u00e7\u00e3o em idade escolar, damos mais valor \u00e0 parte cient\u00edfica por causa da base f\u00edsica, do que \u00e0 parte teol\u00f3gica por causa da base metaf\u00edsica associada \u00e0 vis\u00e3o do mundo que varia entre as pessoas. Normalmente ligamos as duas coisas com a filosofia, mas essa pode gerar um discurso com um grau elevado de elabora\u00e7\u00e3o que a pessoa pouco habituada perde-se. Ser\u00e1 poss\u00edvel encontrar um modo mais abrangente e sens\u00edvel de ajudar cada um a crescer na literacia cient\u00edfica e na teol\u00f3gica relacionada com a f\u00e9, independentemente daquilo em que cr\u00ea?<\/p>\n<p>A tr\u00eas pr\u00e1ticas ideais contemplativas b\u00e1sicas que referi \u2014 retic\u00eancia, intimidade e inoc\u00eancia \u2014 podem abrir um espa\u00e7o interior para crescermos nesta estrada da vida feita de compreens\u00e3o (ci\u00eancia) e amor (f\u00e9) ao mundo criado. Quando algo parece gerar um conflito interior proveniente de uma disson\u00e2ncia entre ci\u00eancia e f\u00e9, franzimos o sobrolho porque achamos que alguma coisa n\u00e3o est\u00e1 certa. \u00c9 o sinal claro para parar e reconhecer que diante de n\u00f3s se abre uma porta para aprender alguma coisa de novo. A retic\u00eancia impede que tiremos conclus\u00f5es precipitadas.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o conhecemos bem uma pessoa sabemos que uma intimidade maior pode mudar completamente a nossa perspectiva sobre ela. Quantas pessoas que nos pareciam arrogantes, deixaram de o ser quando as conhecemos melhor e compreendemos o sofrimento que as levava a ter determinadas atitudes. Com o mundo n\u00e3o \u00e9 diferente. Temos medo da chuva porque fugimos dela. Temos medo da floresta porque raramente l\u00e1 caminhamos. Temos medo do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico porque n\u00e3o percebemos patavina daquilo e temos vergonha que os outros saibam disso. A intimidade com o mundo abre-nos humildemente \u00e0 possibilidade de conhecer coisas novas.<\/p>\n<p>O olhar daquele que genuinamente tem uma grande sede de saber e interessa-se pelas coisas \u00e9 de uma inoc\u00eancia incompar\u00e1vel. \u00c9 um olhar aberto, humedecido e fascinado. \u00c9 um olhar feliz. E quem n\u00e3o pode olhar, pode ouvir ou sentir com a mesma inoc\u00eancia pelas apuradas capacidades da escuta atenta e do tacto atrav\u00e9s das quais nos sentimos por essas acolhidos, aceites e amados.<\/p>\n<p>\u00c9 tudo muito bonito, mas Jesus poderia alguma vez ter nascido de uma virgem? \u00c9 com quest\u00f5es como esta que muitos \u201ciluministas\u201d tentam usar ci\u00eancia para ridicularizar a f\u00e9. \u2014 Se Deus \u00e9 t\u00e3o bom por que raz\u00e3o o meu filho morreu num desastre natural? Quer isso dizer que Deus salva uns e n\u00e3o salva outros? Muita tinta escorreu pela caneta dos fil\u00f3sofos e te\u00f3logos, ou muito teclam nos dias que correm, mas ser\u00e1 sempre dif\u00edcil construir o texto ou a ideia perfeita que faz um esclarecimento universal sobre estes assuntos. Ser\u00e1 raz\u00e3o para desistir da procura e cada um vai \u00e0 sua vida?<\/p>\n<p>Um ribeiro que nasce na montanha e desagua no mar deixa um rasto de vida por onde passa o seu leito. Mas o leito n\u00e3o passa, naturalmente, por toda e qualquer parte. Est\u00e1 limitado pelo sulco escavado na terra e segue um caminho, mas a vida que gera n\u00e3o se limita e propaga-se a partir das suas margens. Quando n\u00e3o existem limites, como num deserto, n\u00e3o se distinguem caminhos, e se n\u00e3o fosse o Sol estar\u00edamos absolutamente perdidos. Quando nos fazem perguntas com a pretens\u00e3o de questionar as nossas convic\u00e7\u00f5es, importa reconhecer que nos movemos atrav\u00e9s dos nossos limites e n\u00e3o devemos recear as perguntas dif\u00edceis, mas saber aprender a contempl\u00e1-las com retic\u00eancia, intimidade e inoc\u00eancia. Pois, h\u00e1 perguntas que n\u00e3o servem para gerar respostas, mas vida.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-228021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228021"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228021\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}