{"id":22713,"date":"2007-02-06T12:04:05","date_gmt":"2007-02-06T12:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/02\/06\/bons-cuidados-paliativos-para-respeitar-os-doentes\/"},"modified":"2007-02-06T12:04:05","modified_gmt":"2007-02-06T12:04:05","slug":"bons-cuidados-paliativos-para-respeitar-os-doentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bons-cuidados-paliativos-para-respeitar-os-doentes\/","title":{"rendered":"Bons cuidados paliativos para respeitar os doentes"},"content":{"rendered":"<p>Edna Gon\u00e7alves, directora da Unidade de Cuidados Continuados do Instituto Portugu\u00eas de Oncologia, no Porto, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA de uma das ideias centrais da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Doente: os doentes terminais e os chamados \u201cincur\u00e1veis\u201d devem ser tratados com aten\u00e7\u00e3o e com todos os meios necess\u00e1rios para respeitar a sua dignidade.   <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; Qual \u00e9 o lugar dos cuidados paliativos na nossa sociedade? Edna Gon\u00e7alves (EG) &#8211;<\/i> Esta \u00e9 uma \u00e1rea onde todos temos de investir muit\u00edssimo e foi, desde sempre, uma \u00e1rea esquecida, a come\u00e7ar pelas Faculdades de Medicina, e \u00e9 preciso evoluir muito. Em Portugal, h\u00e1 algumas unidades de cuidados paliativos, mas muito poucas, at\u00e9 porque noutros pa\u00edses h\u00e1 muito mais. A medicina, mesmo no sentido de dar medicamentos, tem muito a fazer, porque noutros locais a abordagem \u00e9 diferente daquela da medicina curativa: aqui n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel curar, mas diminuir o sofrimento utilizando todas as t\u00e9cnicas, desde a medica\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o.  <i>AE &#8211; E \u00e9 necess\u00e1rio criar unidades independentes? EG &#8211;<\/i> Do meu ponto de vista, faz todo o sentido que existam unidades de cuidados paliativos nos hospitais, mas tamb\u00e9m fora deles. Estes cuidados s\u00e3o prestados a doentes com grande sofrimento e, mesmo na situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a n\u00e3o cur\u00e1vel, h\u00e1 problemas muito intensos que s\u00e3o agudos e que implicam uma abordagem s\u00f3 poss\u00edvel nos hospitais de agudos. Nesta perspectiva de al\u00edvio de sintomas, os hospitais t\u00eam um longo caminho a percorrer. O doente cr\u00f3nico, contudo, tem momentos em que os sintomas s\u00e3o menos intensos e est\u00e1 mais controlado. A\u00ed o ideal \u00e9 estar em casa e haver equipas de cuidados paliativos que procurem que os doentes estejam o melhor poss\u00edvel. Quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estar em casa e os sintomas n\u00e3o s\u00e3o muito agudos, h\u00e1 espa\u00e7o para um hospital de doentes cr\u00f3nicos ou numa unidade de cuidados paliativos menos intensivas.  <i>AE &#8211; A aus\u00eancia de cuidados paliativos facilita a tenta\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia? EG &#8211;<\/i> Sim, est\u00e1 provado que nos s\u00edtios onde h\u00e1 melhores cuidados paliativos diminuem os pedidos de eutan\u00e1sia. Mesmo num doente em fase terminal, quando conseguimos aliviar muitos dos sintomas f\u00edsicos, ps\u00edquicos e sociais, n\u00e3o se pede a eutan\u00e1sia, porque os doentes querem \u00e9 viver. O objecto de trabalho dos cuidados paliativos \u00e9 o al\u00edvio do sofrimento: quando o conseguimos, como acontece muitas vezes, aqueles que dizem que n\u00e3o querem viver acabam por deixar de pedir para morrer. H\u00e1 uma ideia errada de que usar morfina vai matar os doentes ou acelerar a morte, mas os cuidados paliativos, por princ\u00edpio, s\u00e3o contra a eutan\u00e1sia e contra o encarni\u00e7amento terap\u00eautico: o objectivo \u00e9 aceitar a morte, como um acontecimento que n\u00e3o antecipamos nem atrasamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edna Gon\u00e7alves, directora da Unidade de Cuidados Continuados do Instituto Portugu\u00eas de Oncologia, no Porto, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA de uma das ideias centrais da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Doente: os doentes terminais e os chamados \u201cincur\u00e1veis\u201d devem ser tratados com aten\u00e7\u00e3o e com todos os meios necess\u00e1rios para respeitar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,166,187],"class_list":["post-22713","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-do-doente","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22713"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22713\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}