{"id":226273,"date":"2022-01-12T12:41:21","date_gmt":"2022-01-12T12:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=226273"},"modified":"2022-01-12T12:41:21","modified_gmt":"2022-01-12T12:41:21","slug":"saber-aprender-a-esperar-numa-fila","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-esperar-numa-fila\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A esperar numa fila"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Na Festa do Baptismo de Jesus dei-me conta de um detalhe que me passou sempre despercebido: para ser baptizado, Jesus esperou numa fila. E a curiosidade deste detalhe n\u00e3o \u00e9 tanto pensar que Jesus se iguala a qualquer um de n\u00f3s e, por isso, espera numa fila como os outros. O detalhe \u00e9 somente: \u201cesperar numa fila\u201d. N\u00e3o tinha telem\u00f3vel para tirar do bolso e andar pelas redes sociais que seria o gesto da maior parte de n\u00f3s. Poder\u00e1 \u201cesperar numa fila\u201d ter algum significado para a nossa vida profunda?<\/p>\n<figure id=\"attachment_226274\" aria-describedby=\"caption-attachment-226274\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-226274\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"995\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-392x260.jpg 392w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-1024x679.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-768x509.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-1080x716.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-1280x849.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-980x650.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/hal-gatewood-Nzb4LBsctyQ-unsplash-480x318.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-226274\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Hal Gatewood em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando sai um novo iPhone \u00e9 impressionante ver a quantidade de pessoas que n\u00e3o se importa de passar um dia inteiro numa fila que parte da entrada de uma loja da Apple, em Nova Iorque por exemplo, e segue pelas ruas da cidade. Tamb\u00e9m quando come\u00e7amos o per\u00edodo de vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid em Portugal, nas primeiras vezes a fila era enorme e n\u00e3o havia outro rem\u00e9dio sen\u00e3o esperar. As motiva\u00e7\u00f5es destes dois exemplos s\u00e3o muito diferentes, mas a raz\u00e3o para esperarmos na fila e suportarmos tudo o que essa espera implicava \u00e9 a mesma: h\u00e1 coisas que possuem um grande valor para n\u00f3s e vale a pena esperar por elas. Que valor possu\u00eda aquela espera na fila para Jesus? A novidade daquilo que Jo\u00e3o estava a fazer? A cara das pessoas quando voltavam daquele momento que despertava a curiosidade em viv\u00ea-lo? Saberia Jesus aquilo que Lhe esperava quando chegasse a Sua vez, de tal modo que valesse a pena esperar? N\u00e3o sabemos.<\/p>\n<p>Num mundo em Grande Acelera\u00e7\u00e3o desde os anos 1950, e com os servi\u00e7os cada vez mais imediatos, independentemente do lugar de origem da nossa encomenda, se antes diz\u00edamos \u2014 \u201cesperar \u00e9 uma grande virtude\u201d,\u2014 no mundo actual, essa frase ganha novos contornos. As pessoas queixam-se do desperd\u00edcio de tempo quando est\u00e3o numa fila, mas s\u00f3 se justifica se o valor daquilo que est\u00e3o \u00e0 espera supera o que essa espera lhes custa. Na verdade, h\u00e1 quem tenha desenvolvido o tema da \u201c<a href=\"https:\/\/davidmaister.com\/wp-content\/themes\/davidmaister\/pdf\/PsycholgyofWaitingLines751.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Psicologia de Esperar numa Fila<\/a>\u201d como o psic\u00f3logo americano David Maister.<\/p>\n<p>A psicologia de \u201cEsperar numa Fila\u201d possui oito pontos de an\u00e1lise dos quais gostaria de usar sete para reflectir sobre a situa\u00e7\u00e3o de Jesus antes de ser baptizado.<\/p>\n<h3>1. Tempo ocupado \u00e9 mais curto do que tempo desocupado<\/h3>\n<p>O fil\u00f3sofo americano William James dizia que <em>\u00abo t\u00e9dio resulta de estar atento \u00e0 passagem do tempo.\u00bb<\/em> \u00c9 como olhar para a massa cozer. Se olharmos para a massa dentro da panela parece que nunca mais coze, mas se come\u00e7armos a p\u00f4r a mesa e a arrumar a cozinha, parece que coze num instante. No relato n\u00e3o se entende se Jesus levou alguma coisa para fazer enquanto esperava para ser baptizado, mas dado o contexto, custa-me imaginar algu\u00e9m a oferecer-Lhe um folheto sobre o que Jo\u00e3o Baptista estava a fazer, o tempo s\u00f3 poderia ser ocupado em <em>observa\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<h3>2. As pessoas querem \u00e9 come\u00e7ar que est\u00e3o a esperar<\/h3>\n<p>Quando num restaurante nos servem as bebidas antes de trazerem os pratos pedidos, o objectivo \u00e9 dar-nos a sensa\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 come\u00e7\u00e1mos aquilo que, na verdade, ainda estamos \u00e0 espera \u2014 o prato principal\u2014, dando a sensa\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o do tempo de espera. N\u00e3o estou a ver que algu\u00e9m tenha dado uma roupa branca para que Jesus se pudesse trocar (\u00e0 frente de toda a gente), de modo a preparar-se para o Seu baptismo. O come\u00e7o s\u00f3 poderia ser <em>interior.<\/em><\/p>\n<h3>3. A ansiedade alonga a sensa\u00e7\u00e3o de espera<\/h3>\n<p>Quando estamos numa fila de espera, mas existem v\u00e1rias, e a do lado come\u00e7a a andar mais do que a nossa, a ansiedade aumenta. E quantas vezes n\u00e3o mud\u00e1mos de fila para essa parar e a fila onde est\u00e1vamos come\u00e7ar a andar? Mais ansiedade ainda. \u00c9 a chamada Lei de Erma Bombeck (humorista americana) \u2014 <em>\u00aba outra fila anda sempre mais depressa.\u00bb<\/em> N\u00e3o estou a ver que houvessem v\u00e1rias filas para o baptismo no Jord\u00e3o, por isso, Jesus s\u00f3 poderia enfrentar o aumento de ansiedade com o aumento do <em>desejo<\/em>.<\/p>\n<h3>4. Tempos de espera incertos s\u00e3o maiores do que os certos<\/h3>\n<p>O que custa mais \u00e0 ansiedade quando estamos numa fila de espera \u00e9 o tempo incerto que pode demorar cada pessoa atendida. Quando vamos p\u00f4r uma carta no correio e aguardamos pela nossa vez, uns podem demorar muito, outros menos e se alguma pessoa que esteja \u00e0 nossa frente tem um monte de cartas na m\u00e3o, ou se \u00e9 idoso e pretende realizar uma opera\u00e7\u00e3o que envolve tecnologia, <em>\u201dai minha m\u00e3ezinha.\u201d<\/em> O baptismo, neste aspecto era simples. Uma pessoa chegava, Jo\u00e3o baptizava e a pessoa sa\u00eda. Logo, seria de esperar um tempo certo. Mas o que fazer quando \u00e9 incerto?<\/p>\n<h3>5. Esperas inexplic\u00e1veis s\u00e3o maiores do que as explic\u00e1veis<\/h3>\n<p>Pensando no exemplo anterior, se uma pessoa tem um monte de cartas pode ser que sejam os ordenados das pessoas que emprega. E se uma pessoa idosa envolve um atendimento que a obriga a usar tecnologia para a qual tem menos destreza, quem sabe se um dia o mesmo n\u00e3o acontecer\u00e1 connosco? A <em>imagina\u00e7\u00e3o<\/em> oferece explica\u00e7\u00f5es que nos podem ajudar a criar hist\u00f3rias para \u201cexplicar\u201d os momentos de tempos incertos de espera. Quem sabe que hist\u00f3rias n\u00e3o ter\u00e1 Jesus imaginado enquanto esperava.<\/p>\n<h3>6. Esperas injustas s\u00e3o maiores do que as justas<\/h3>\n<p>Quando temos a sensa\u00e7\u00e3o de que algu\u00e9m passa \u00e0 nossa frente, aumentando o nosso tempo de espera, \u00e9 natural ficarmos irritados. \u00c9 injusto. Mas se existe um sistema de senhas, esperamos e sentimos ser justo porque n\u00e3o chegou ainda a nossa vez. \u00c9 poss\u00edvel que tenha havido algu\u00e9m que se tivesse metido \u00e0 frente de Jesus para se baptizar, mas&#8230; como n\u00e3o dar a vez a algu\u00e9m que deseja tanto baptizar-se? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil lidar com estas situa\u00e7\u00f5es, nem com as pessoas que atendem o telem\u00f3vel interrompendo a conversa que est\u00e1vamos a ter com elas, sobretudo, nos momentos em que \u00e9ramos n\u00f3s a falar. Descobrimos que n\u00e3o somos uma prioridade, \u00e9 injusto como quem passa \u00e0 frente numa fila, mas seguramente que Jesus foi <em>paciente<\/em>.<\/p>\n<h3>7. Esperar com outros custa menos<\/h3>\n<p>Imagina a situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e1s sozinho numa sala \u00e0 espera que o m\u00e9dico te atenda. Custa. Por\u00e9m, quando esperas com algu\u00e9m podes sempre meter conversa e isso parece encurtar o tempo de espera. Na fila, Jesus estava com outras pessoas. Conhecia muitas delas, provavelmente, e pelo que o Evangelho nos conta, \u00e9 quase imposs\u00edvel n\u00e3o imaginar Jesus a meter conversa com uma ou outra pessoa. Esperar numa fila pode estimular a nossa capacidade de estabelecer <em>relacionamentos.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00abN\u00e3o tenho tempo ou paci\u00eancia para esperar tirar qualquer benef\u00edcio psicol\u00f3gico de estar numa fila.\u00bb<\/em> \u2014 Talvez. A vida \u00e9 feita de escolhas porque somos livres de acolher cada momento esperado ou inesperado.<\/p>\n<p>Jesus seguramente observava, escutava, interiorizava, desejava, respirava profundamente, imaginava, exercia paci\u00eancia, relacionava,&#8230; esperava. No final do tempo de espera escuta o Pai que em vez de lhe dizer coisas mirabolantes, diz a todos que O ama. O grande valor de esperar numa fila est\u00e1 mais naquilo que podemos construir enquanto esperamos do que no pr\u00e9mio final ao fim do tempo de espera. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil reconhec\u00ea-lo, mas o que custa experimentar?<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-226273","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226273\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=226273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=226273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}