{"id":226204,"date":"2022-01-11T16:10:31","date_gmt":"2022-01-11T16:10:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=226204"},"modified":"2022-01-11T16:15:37","modified_gmt":"2022-01-11T16:15:37","slug":"a-cruz-escondida-170","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-170\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Gl\u00f3ria recorda, \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o cativeiro \u00e0s m\u00e3os de terroristas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-226207\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/ACN-20211220-121735-irma-gloria-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4>Pedacinhos de C\u00e9u<\/h4>\n<p>Mal foi poss\u00edvel, ap\u00f3s ter sido libertada em Outubro, ao fim de quatro anos de cativeiro no acampamento de um grupo jihadista no Mali, a Ir. Gl\u00f3ria Narva\u00e9z Argoty regressou \u00e0 sua Col\u00f4mbia natal. Mal foi poss\u00edvel tamb\u00e9m, contou a sua hist\u00f3ria \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o sofrimento por que passou, as ora\u00e7\u00f5es que rezou. E confessou que espera com ansiedade pelo dia de regresso \u00e0 miss\u00e3o, para ajudar a construir \u201cpedacinhos de C\u00e9u\u201d junto dos mais pobres, dos mais necessitados\u2026<\/p>\n<p>A Ir. Gl\u00f3ria nunca poderia imaginar tudo o que lhe iria acontecer naquele dia 7 de Fevereiro de 2017, quando um grupo de homens armados invadiu a casa das Franciscanas de Maria Imaculada em Karangasso, no sul do Mali, onde vivia, e a levou como ref\u00e9m. Foi o in\u00edcio de um tempo de sofrimento, de ang\u00fastia, mas tamb\u00e9m de reflex\u00e3o. Durante uns intermin\u00e1veis quatro anos e oito meses, Gl\u00f3ria viveu cada dia, cada hora como se pudessem ser os \u00faltimos, desconhecendo os planos que os terroristas tinham para si. Agora, depois de ter sido libertada, a 9 de Outubro do ano passado, a religiosa decidiu contar tudo \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. E revela que nunca se deixou dominar pelo \u00f3dio nem pelo sentimento de vingan\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio. \u201cFoi uma oportunidade que Deus me deu para ver a minha vida, a minha resposta a Ele&#8230; uma esp\u00e9cie de \u00eaxodo.\u201d Praticamente sozinha no deserto, no meio de um acampamento jihadista, a Ir. Gl\u00f3ria descobriu uma serenidade que talvez n\u00e3o imaginasse ser poss\u00edvel. Cada novo dia foi uma oportunidade para agradecer a Deus. \u201cComo posso n\u00e3o Te louvar, aben\u00e7oar e agradecer, meu Deus, porque me encheste de paz perante insultos e maus-tratos?\u201d Foi na ora\u00e7\u00e3o que a Ir. Gl\u00f3ria conseguiu alguma serenidade, alguma for\u00e7a, em especial nos momentos mais duros, em que chegou a ser agredida pelos jihadistas. Uma vez, um dos l\u00edderes terroristas aborreceu-se por v\u00ea-la a rezar em voz alta. O terrorista n\u00e3o gostou e agrediu-a, insultando Deus: \u201cVamos ver se esse Deus te tira daqui\u2026\u201d Quando recorda esse epis\u00f3dio, a Ir. Gl\u00f3ria quase fica em l\u00e1grimas. \u201cEle falou comigo usando palavras muito duras, muito feias&#8230; A minha alma estremeceu com o que estava a dizer, enquanto os outros guardas [terroristas] se riam \u00e0s gargalhadas dos insultos. Aproximei-me dele e disse-lhe com toda a seriedade: \u2018Mostra mais respeito para com o nosso Deus. Ele \u00e9 o Criador\u2026 e magoa-me muito que fales Dele dessa maneira.\u2019\u201d Ent\u00e3o, os raptores entreolharam-se, como que tocados pela for\u00e7a desta simples, mas vigorosa afirma\u00e7\u00e3o, e um deles disse: \u201cEla tem raz\u00e3o. N\u00e3o fales assim do Deus dela. E calaram-se\u2026\u201d.<\/p>\n<h4>Trabalho mission\u00e1rio<\/h4>\n<p>As Irm\u00e3s Franciscanas de Maria Imaculada est\u00e3o no Mali h\u00e1 mais de 25 anos. Uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o das mulheres, com especial \u00eanfase na alfabetiza\u00e7\u00e3o, porque nesse pa\u00eds, para elas, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente inexistente. A rela\u00e7\u00e3o com a comunidade local era excelente e nada fazia prever o ataque. \u201cN\u00e3o havia port\u00f5es fechados, nem paredes. As fam\u00edlias acolhiam-nos em suas casas e partilhavam a sua comida connosco. Sempre houve simpatia\u201d, explica a Ir. Gl\u00f3ria na longa conversa com o jornalista Hern\u00e1n Cadena, da Funda\u00e7\u00e3o AIS na Col\u00f4mbia. Durante o tempo de cativeiro, a sua f\u00e9 e coragem foram postas \u00e0 prova. \u201cPediram-me para repetir partes das ora\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas, para usar roupas de estilo isl\u00e2mico, mas eu sempre fiz saber que nascera na f\u00e9 cat\u00f3lica, que cresci nessa religi\u00e3o, e que por nada no mundo mudaria, mesmo que isso custasse a minha vida\u2026\u201d Tudo isso, felizmente, j\u00e1 terminou. Desde Novembro que a Ir. Gl\u00f3ria Narva\u00e9z Argoty est\u00e1 na Col\u00f4mbia a descansar. No entanto, diz que n\u00e3o v\u00ea chegada a hora de voltar a fazer as malas para regressar \u00e0 miss\u00e3o, \u201conde Deus quiser\u2026\u201d O lugar pouco conta pois, como ela fez quest\u00e3o de dizer \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o que importa \u00e9 ajudar as popula\u00e7\u00f5es que mais sofrem procurando \u201ctransformar as suas comunidades num pedacinho de C\u00e9u\u201d.<\/p>\n<p>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Gl\u00f3ria recorda, \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o cativeiro \u00e0s m\u00e3os de terroristas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-226204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=226204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=226204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}