{"id":22577,"date":"2007-01-30T11:37:05","date_gmt":"2007-01-30T11:37:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/30\/viver-em-grande\/"},"modified":"2007-01-30T11:37:05","modified_gmt":"2007-01-30T11:37:05","slug":"viver-em-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-em-grande\/","title":{"rendered":"Viver em Grande"},"content":{"rendered":"<p>Quando se descobrem as raz\u00f5es de viver, o rumo dos dias, o sentido das d\u00e1divas constantes que a vida nos d\u00e1 e pede, atenuam-se as sombras. <!--more--> Nos \u00faltimos tempos, tem-me questionado tanto a leveza com que se fala da vida. Poucos a olham e a sentem como a primeira voca\u00e7\u00e3o do ser humano, na dimens\u00e3o dial\u00f3gica de uma chamada que pede resposta. Poucos a percebem como dom gratuito do Criador e Senhor da Vida e do amor daqueles que nos geraram, no meio de tantas dificuldades. A minha m\u00e3e gerou 7 filhos. Nos anos 40, em idade j\u00e1 avan\u00e7ada para a \u00e9poca, (tinha 42 anos) engravidou. Ainda me lembro da ousadia daquela mulher, de rosto sofrido e de alma ansiosa que, diante da proposta dos m\u00e9dicos para abortar, uma vez que estava em causa a sua vida, reuniu-nos e planificou o futuro dos adolescentes que n\u00f3s \u00e9ramos e disse-nos: n\u00e3o sou capaz de matar um filho. Deus vai tomar conta de mim e de voc\u00eas. N\u00e3o. N\u00e3o nos venham dizer que as situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia s\u00e3o raz\u00f5es para a morte da vida.  Com tantas alternativas ao discernimento, desde o planeamento familiar \u00e0 preven\u00e7\u00e3o (de situa\u00e7\u00f5es limite), n\u00e3o nos venham dizer que este caminho tem sentido \u00fanico. Convivo de perto com fam\u00edlias carenciadas, como tamb\u00e9m com m\u00e3es jovens que lutam intrepidamente para terem filhos. Os pobres sempre me evangelizaram, em termos de generosidade, de solidariedade e de amor. N\u00e3o ser\u00e1 que a raiz de todo este movimento que vai gerando uma cultura de morte est\u00e1, isso sim, num deficit profundo de amor, de abnega\u00e7\u00e3o, de f\u00e9 diante do mist\u00e9rio da vida? Acompanho pais de filhos deficientes profundos. S\u00f3 os ou\u00e7o falar dos filhos com ternura e expressar o amor duma forma que nos desafia, a n\u00f3s, que nos julgamos os normais\u2026 Na \u00faltima carta que recebi da m\u00e3e de uma deficiente profunda, ela dizia: &#8220;A Vania, meu tesouro, est\u00e1 a passar uma fase dif\u00edcil de repetidas convuls\u00f5es&#8221;.  Acompanho tetrapl\u00e9gicos e, depois de cada encontro, regresso a casa contagiada pelos seus projectos e sonhos de viver e a convic\u00e7\u00e3o de que t\u00eam uma miss\u00e3o para o mundo: despertar e animar a esperan\u00e7a! Ainda esta manh\u00e3, depois de estar com o Lu\u00eds, ele me dizia: &#8220;Tenho tanto que agradecer a Deus, porque o meu c\u00e9rebro n\u00e3o foi atingido&#8230; tenho uma m\u00e3e que me cuida e uma fam\u00edlia incr\u00edvel que s\u00e3o suporte da minha parte psicol\u00f3gica. No princ\u00edpio, ainda pensei: vou ser um peso. Hoje, como sempre, sinto-me um filho amado&#8221;. Bendita seja a hora em que nasci! Nunca agradecerei o suficiente \u00e0 minha m\u00e3e, por me ter permitido viver feliz, sentir as dificuldades da vida na minha juventude, perceber os sacrif\u00edcios que passaram por nossa causa. A vida \u00e9 dif\u00edcil! Dizem psic\u00f3logos e terapeutas. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a vida est\u00e1 cheia de oportunidades. Quando se descobrem as raz\u00f5es de viver, o rumo dos dias, o sentido das d\u00e1divas constantes que a vida nos d\u00e1 e pede, atenuam-se as sombras. Tenho nas m\u00e3os o \u00faltimo livro de Richard Carlson, \u00c9 mais f\u00e1cil do que parece, porque a vida n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil. S\u00f3 o t\u00edtulo interpela e desafia a folhear o livro. Alguns cap\u00edtulos despertam para algumas mudan\u00e7as que urge acontecerem em n\u00f3s. O cap\u00edtulo, \u2018Aprenda a dizer n\u00e3o\u2019, mobiliza-nos para uma aprendizagem de fundo: Aprenda a dizer sim \u00e0 vida! M. Am\u00e9lia Uma mulher feliz! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se descobrem as raz\u00f5es de viver, o rumo dos dias, o sentido das d\u00e1divas constantes que a vida nos d\u00e1 e pede, atenuam-se as sombras.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[206,314],"class_list":["post-22577","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-familia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22577\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}