{"id":225635,"date":"2022-01-08T09:00:29","date_gmt":"2022-01-08T09:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=225635"},"modified":"2022-01-03T15:44:02","modified_gmt":"2022-01-03T15:44:02","slug":"portalegre-castelo-branco-que-as-rabanadas-lhe-facam-bom-proveito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portalegre-castelo-branco-que-as-rabanadas-lhe-facam-bom-proveito\/","title":{"rendered":"Portalegre-Castelo Branco: Que as rabanadas  lhe fa\u00e7am bom proveito!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_225638\" aria-describedby=\"caption-attachment-225638\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-225638 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/natal-portalegre-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-225638\" class=\"wp-caption-text\">Foto: C. M. Castelo Branco<\/figcaption><\/figure>\n<p>Estamos em tempo de muitos pios paren\u00e9ticos, e bem, eu tenho colaborado. Uns a puxar \u00e0 f\u00e9, \u00e0 raz\u00e3o, \u00e0 convic\u00e7\u00e3o, \u00e0 solidariedade, \u00e0 partilha, \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Outros a esticar mais para o lado do sil\u00eancio contemplativo, o que n\u00e3o quer dizer que seja convite para se ficar a olhar para o c\u00e9u, vivendo de bra\u00e7os cruzados. Todos real\u00e7am este acontecimento \u00fanico da Hist\u00f3ria que reclama gratid\u00e3o e acolhimento respons\u00e1vel, bem como gera clima de ternura pessoal, familiar e social. Por isso, no meio de tantas e tantas exorta\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m da sociedade civil, a frase em t\u00edtulo pode parecer atrevida, insinuar falta de respeito ou at\u00e9 mau gosto, sobretudo vindo de quem vem. N\u00e3o \u00e9, \u00e9 um mimo estrat\u00e9gico para ver se consigo provocar o amigo leitor a ler este espirro semanal em jeito de interpela\u00e7\u00e3o natal\u00edcia. Fa\u00e7o-o para fugir ao que, por estes dias, muita gente diz, rediz, volta a dizer e diz de novo. Hoje, por\u00e9m, esgueiro-me desses dizeres habituais e venho desejar a todos que as rabanadas, e supostos anexos, claro, estimulem o apetite de cada um e todos fa\u00e7am muito bom proveito!<\/p>\n<p>Ivan Pavlov, quando o chocalho alentejano ainda n\u00e3o era patrim\u00f3nio mundial e nem ele conhecia tais arjozes, com o toque duma simples sineta fazia crescer \u00e1gua na boca aos cachorros, sem que houvesse comida por perto. As luzes, can\u00e7\u00f5es, montras, publicidades, do\u00e7arias, pit\u00e9us, correrias chaplinianas por aqui e acol\u00e1 em compras de coisas e loisas, tudo faz dizer e ouvir as express\u00f5es \u201cBoas Festas\u201d \u201cFeliz Natal\u201d, \u201cFeliz Natal\u201d, \u201cBoas Festas\u201d. Parecem reflexos condicionados! Quero crer que, em muitos casos, o conhecimento da causa dos festejos sente lonjuras de dist\u00e2ncia. Muita coisa real e imagin\u00e1ria invadiu o ambiente de Natal, envolve excessivamente as pessoas, descentraliza, inverte as prioridades. H\u00e1 muita coisa boa, com certeza, mas dispens\u00e1vel. H\u00e1 que ter a coragem de resistir \u00e0s press\u00f5es sociais e comerciais. \u00c0s press\u00f5es da publicidade, \u00e0 beleza da embalagem, \u00e0 atraente apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de comprar s\u00f3 por comprar. H\u00e1 que ter a coragem de dar o grito de Ipiranga ao jeito de Tarzan, e, l\u00e1, ao entrar no shopping, no hipermercado ou seja no que for, ser capaz de dizer como n\u00e3o sei quem: \u201cEna, p\u00e1, que tanta coisa boa de que eu n\u00e3o preciso!\u201d<\/p>\n<p>As festas t\u00eam sempre um motivo e s\u00e3o necess\u00e1rias. Fazem parte da natureza humana. \u00c9 bom que se fa\u00e7am e que tenham tudo quanto \u00e9 necess\u00e1rio para que aconte\u00e7am, festa \u00e9 festa. No entanto, \u00e9 preciso viver as festas da vida de forma a fazer da vida uma festa. Sobretudo as que s\u00e3o referenciais ou at\u00e9 estruturantes na vida das pessoas, das fam\u00edlias e da pr\u00f3pria sociedade. Adulter\u00e1-las ou perder-lhes o verdadeiro sentido faz com que muitos n\u00e3o gozem as festas da vida mas sejam gozados por elas. O grave sintoma a esclarecer este diagn\u00f3stico \u00e9, no fim da festa, depois de nada de \u00fatil ter resultado, sentir algu\u00e9m expressar um profundo desabafo de felicidade por elas j\u00e1 terem acabado, tal foi o trabalho, o stress e os aborrecimentos que lhe causaram!<\/p>\n<p>Centralizar as festas natal\u00edcias \u00e9 ir ao essencial, \u00e9 ter Cristo no centro, n\u00e3o o consumismo, a indiferen\u00e7a, a folia pela folia, a correria, o stress. Se verificarem, todos os sinais festivos do Natal apontam para isso e nesse sentido se devem explorar. A \u00e1rvore de Natal \u00e9 um dos s\u00edmbolos mais populares das celebra\u00e7\u00f5es natal\u00edcias. Normalmente, \u00e9 um pinheirinho, presentemente mais artificial que natural. O pinheiro \u00e9 uma \u00e1rvore que sempre se mant\u00e9m verde, mesmo no inverno. Desde longe que, no inverno, alguns povos usavam como decora\u00e7\u00e3o as \u00e1rvores, simbolizando que, ao final dessa esta\u00e7\u00e3o, o sol iria reaparecer e as plantas voltariam a renascer. Elas simbolizam a vida, e a verdadeira vida \u00e9 Cristo que nasce para que tenhamos a vida, a verdadeira Vida. Costuma enfeitar-se o pinheirinho com outros s\u00edmbolos. As bolinhas, de v\u00e1rias tipos, cores e materiais, representam os frutos das \u00e1rvores, s\u00edmbolos da abund\u00e2ncia. Os sinos associam-se \u00e0 alegria do an\u00fancio festivo do nascimento de Jesus. A Estrela conduz-nos a Cristo, como aconteceu com os Reis Magos. A verdadeira estrela que orienta a pr\u00f3pria humanidade na cultura do encontro com Deus e com os outros \u00e9 Cristo. As velas simbolizam a f\u00e9, a luz de Cristo que a todos ilumina pelos caminhos da vida. O Pres\u00e9pio, \u201csinal admir\u00e1vel\u201d que se olha \u201ccom assombro e deslumbramento\u201d, \u201c\u00e9 um convite a \u00absentir\u00bb, a \u00abtocar\u00bb a pobreza que escolheu, para si mesmo, o Filho de Deus na sua encarna\u00e7\u00e3o, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para o seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Bel\u00e9m e leva at\u00e9 \u00e0 Cruz, e um apelo ainda a encontr\u00e1-lo e servi-lo, com miseric\u00f3rdia, nos irm\u00e3os e irm\u00e3s mais necessitados\u201d. Ele fala \u00e0 nossa vida, representa as circunst\u00e2ncias e o cen\u00e1rio do nascimento de Jesus. A ceia de Natal \u00e9 o s\u00edmbolo da confraterniza\u00e7\u00e3o e da uni\u00e3o das fam\u00edlias, em Cristo, com a troca de presentes a recordar as ofertas dos Reis Magos ao Menino Jesus. O Pai-Natal traz ao pensamento a tradi\u00e7\u00e3o do bispo S\u00e3o Nicolau cuja bondade o levava a procurar os pobres para lhes fazer doa\u00e7\u00f5es que lhes fazia chegar pelas chamin\u00e9s das casas. Tudo converge para real\u00e7ar a pessoa e a mensagem de Jesus, a verdadeira luz do mundo. O Papa Francisco apela a que, \u201cpor favor\u201d, \u201cn\u00e3o vivamos um Natal falso\u201d, um \u201cNatal comercial\u201d, mas que nos deixemos \u201cenvolver pela proximidade de Deus\u201d, uma proximidade compassiva, terna, \u201cenvolvida pela atmosfera natal\u00edcia que a arte, a m\u00fasica, os cantos e as tradi\u00e7\u00f5es fazem chegar ao cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A todos formulo votos sinceros de Feliz Natal. Que na noite ou dia de Natal, em ambiente de ternura e intimidade familiar, se possa parar e olhar para o Pres\u00e9pio, escutando o Deus Menino que se revela \u201cn\u00e3o como quem est\u00e1 no alto para dominar, mas como Aquele que se inclina, pequeno e pobre, companheiro de caminho, para servir\u201d.<\/p>\n<p>Que as rabanadas a todos lhes fa\u00e7am bom proveito! Fica-nos a m\u00e1goa de saber que h\u00e1 dois milh\u00f5es de portugueses em risco de pobreza e muitas patologias sociais e familiares a fazerem sofrer uns e outros. Ai se todos entend\u00eassemos o que significa o Natal que celebramos! Como tudo seria diferente! Mantenhamos a Esperan\u00e7a!<\/p>\n<p><em>D. Antonino Dias<\/em><br \/>\n<em>Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":225638,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[789],"class_list":["post-225635","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-contos-de-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=225635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225635\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=225635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=225635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=225635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}