{"id":225618,"date":"2022-01-05T09:00:32","date_gmt":"2022-01-05T09:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=225618"},"modified":"2022-01-03T15:09:13","modified_gmt":"2022-01-03T15:09:13","slug":"aveiro-o-anjo-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aveiro-o-anjo-de-natal\/","title":{"rendered":"Aveiro: O Anjo de Natal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-225619\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/anjo-natal-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Passou-se h\u00e1 muito tempo. O mil\u00e9nio ainda n\u00e3o tinha dobrado. Os telem\u00f3veis eram raros e pesados. O euro era apenas um sonho sem nome. A internet dava os primeiros passos.<\/p>\n<p>Na escola de teologia para leigos, eu explicava que a angelologia era o parente mais pobre da teologia no p\u00f3s-Vaticano II. Nada de significativo se tinha escrito nas \u00faltimas d\u00e9cadas, dizia eu, apesar de um livro do maior te\u00f3logo cat\u00f3lico, Karl Rahner, que tinha morrido uns dez anos antes. O pr\u00f3prio livro de Rahner era, sem d\u00favida um dos seus mais fraquinhos, porque ele, explicava eu na aula, sabia bem o que o seu conterr\u00e2neo Bultmann tinha dito: que n\u00e3o se posso acender a luz el\u00e9trica e ouvir r\u00e1dio e acreditar ao mesmo tempo em anjos e dem\u00f3nios. A ci\u00eancia, que \u00e9 um dom de Deus, tive de sublinhar, destruiu as antigas doutrinas do diabo, dos anjos e dos dem\u00f3nios, que, ali\u00e1s, eram secund\u00e1rias na teologia crist\u00e3.<\/p>\n<p>Uma aluna remexia-se na cadeira e a certa altura diz:<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Padre, se pensa que vou deixar de rezar ao meu anjo da guarda e que n\u00e3o ensino a ora\u00e7\u00e3o aos meus filhos, est\u00e1 bem enganado.<\/p>\n<p>Percebi logo que mais gente estava incomodada com as minhas explica\u00e7\u00f5es e adiantei que continuar\u00edamos a falar de anjos e dem\u00f3nios depois das f\u00e9rias do Natal. Era a \u00faltima aula antes do Natal e n\u00e3o queria que os meus alunos terminassem o per\u00edodo com um certo inc\u00f3modo quanto \u00e0s cren\u00e7as recebidas \u2013 algo muito frequente quando se estuda teologia. Por isso, lancei uma \u00faltima quest\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Reparem bem. E se pens\u00e1ssemos nos anjos como fun\u00e7\u00f5es de Deus? Lembram-se dos anjos que aparecem na B\u00edblia?<\/p>\n<p>Algu\u00e9m desatou a dizer nomes de anjos, mas um homem que pela idade podia ser meu pai disse logo:<\/p>\n<p>&#8211; Desses todos, s\u00f3 tr\u00eas interessam para a B\u00edblia: Gabriel, Rafael e Miguel.<\/p>\n<p>&#8211; Obrigado, disse eu ao senhor que mais tarde viria a ser di\u00e1cono permanente e acrescentei:<\/p>\n<p>&#8211; E qual a fun\u00e7\u00e3o de Gabriel?<\/p>\n<p>Quase responderam em coro que era \u201canunciar\u201d. Sugeri ent\u00e3o que reparassem nos anjos que seriam referidos na liturgia por esses dias e nas suas fun\u00e7\u00f5es, desejei Bom Natal e conclu\u00edmos a aula. Uma das alunas ainda me disse, quando j\u00e1 todos sa\u00edam:<\/p>\n<p>&#8211; Hoje estava para faltar \u00e0 aula porque queria ir ver como \u00e9 o centro comercial, mas ainda bem que n\u00e3o faltei. Sempre me interessou esta quest\u00e3o dos anjos, embora nem saiba bem em que pensar. Ou melhor, em que acreditar. E tamb\u00e9m me intriga porque \u00e9 que os anjos s\u00e3o sempre representados como jovens. N\u00e3o h\u00e1 anjos velhos?<\/p>\n<p>Fiquei contente com a partilha e a pergunta. Porque \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 anjos velhos? Porque \u00e9 que os anjos s\u00e3o sempre jovens? Ser\u00e3o um reflexo da eterna novidade de Deus? Por esses dias tinha aberto um grande espa\u00e7o comercial no centro da cidade de Aveiro e quase s\u00f3 se falava disso. Toda a gente queria visitar o centro que comercial que n\u00e3o era como os outros, porque as lojas tinham abertura para o ar livre. Era natural que os alunos da escola de leigos, vindos de v\u00e1rias partes da Diocese, quisessem dar um pulinho ao F\u00f3rum.<\/p>\n<p>A escola de teologia para leigos e agentes pastorais funcionava numa sala anexa ao Centro Universit\u00e1rio, pelo que, depois das aulas, que eram em per\u00edodo p\u00f3s-laboral, costumava tomar um caf\u00e9 ou comer qualquer coisa no bar frequentado por jovens universit\u00e1rios. Num das mesas, quatro jovens conversavam com entusiasmos sobre tecnologias. Eram estudantes ou investigadores de Eletr\u00f3nica e Telecomunica\u00e7\u00f5es. Um deles chamou-me para me juntar \u00e0 conversa.<\/p>\n<p>&#8211; Venha c\u00e1, sr. Padre, veja se anima o Z\u00e9, que est\u00e1 triste como a noite.<\/p>\n<p>Todos se riram com a descri\u00e7\u00e3o que hoje poderia ser tomada como racista. O Z\u00e9 era angolano, casado, com filhos, e estava mesmo triste. Uma tristeza de saudades da fam\u00edlia. De saber que passaria o Natal longe dos seus e do seu pa\u00eds. Com bolsa do seu pa\u00eds, fazia um mestrado ou talvez uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em telecomunica\u00e7\u00f5es com emprego garantido numa empresa angolana de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sugeri ao Z\u00e9 que n\u00e3o passasse o Natal sozinho. Ali\u00e1s, estava afixado no placard do Centro Universit\u00e1rio um convite para a Ceia de Natal dos alunos estrangeiros ou sozinhos da academia aveirense. A ceia do ano anterior tinha-se tornado famosa porque o diretor do Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, que era padre e professor de M\u00fasica na Universidade de Aveiro, sentado ao piano, ia perguntando aos alunos de onde eram e logo tocava de improviso uma melodia do seu pa\u00eds. Um sucesso de acolhimento e boa disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A conversa dos alunos retomou o assunto das tecnologias. Um deles partilhou que fazia parte de um projeto de uma esp\u00e9cie de \u201cp\u00e1ginas amarelas da internet\u201d, um servi\u00e7o para saber o que se podia encontrar na grande teia, que \u201cestava a crescer exponencialmente\u201d, \u201csem ningu\u00e9m mandar nela\u201d, uma \u201canarquia saud\u00e1vel\u201d, \u201csem centros nem poderes\u201d. Tudo express\u00f5es da conversa.<\/p>\n<p>&#8211; Chama-se Servi\u00e7o de Apontadores Portugueses. SAP. Mas um colega meu diz que \u00e9 preciso acrescentar \u201cOnline\u201d para ficar SAPO, disse o universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fiquei fascinado com o assunto e conversamos mais um pouco pela noite dentro. Fiquei a saber que na Universidade havia uma sala onde alguns alunos chegavam a passar duas, tr\u00eas, cinco e at\u00e9 dez horas seguidas a \u201cconversar online\u201d com qualquer outra pessoa que tanto podia estar na cadeira ou lado como no outro lado do mundo.<\/p>\n<p>A conversa n\u00e3o terminou sem um dos estudantes me perguntar algo que, no contexto do dia e da aula, foi uma estranha coincid\u00eancia:<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 padroeiros para tudo, n\u00e3o h\u00e1?<\/p>\n<p>&#8211; Sim, h\u00e1 santos padroeiros para quase tudo. Mas n\u00e3o pense que os sei de cor. Talvez encontre alguma lista de padroeiros nessa coisa da internet\u2026<\/p>\n<p>&#8211; Quem \u00e9 o padroeiro das telecomunica\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>&#8211; Ah\u2026 por acaso, n\u00e3o \u00e9 um santo. \u00c9 um anjo, Gabriel \u2013 disse eu.<\/p>\n<p>Pensando na aula anterior, reparei que, perante estudantes de ci\u00eancias religiosas, tinha dado a entender que essa coisa dos anjos estava ultrapassada. E agora, diante de especialistas em tecnologias, estava a afirmar a a\u00e7\u00e3o de um anjo. Ser\u00e1 que os anjos desapareceram com a luz el\u00e9trica e a r\u00e1dio e regressam com a internet?<\/p>\n<p>A conversa terminou pouco depois, o grupo dispersou-se e, quando eu abandonava o Centro Universit\u00e1rio, algu\u00e9m corre no meu encal\u00e7o. Era o Z\u00e9.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o, Z\u00e9. O que se passa? Vai \u00e0 ceia de Natal do Centro Universit\u00e1rio, n\u00e3o vai?<\/p>\n<p>&#8211; Sim, vou, como lhe prometi. Estou triste por estar sozinho c\u00e1, mas ainda mais por n\u00e3o ter not\u00edcias da minha fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Explicou-me ent\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o via a mulher e os tr\u00eas filhos h\u00e1 mais de tr\u00eas meses. De quinze em quinze dias telefonava. Mas nem sempre as comunica\u00e7\u00f5es funcionavam. \u201cEst\u00e1 a ver porque \u00e9 que o meu pa\u00eds precisa de t\u00e9cnicos de telecomunica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o est\u00e1? \u2013 disse-me a certa altura da conversa. E explicou-me ainda que telefonar era muito caro e que a bolsa nem sempre chegava a horas. N\u00e3o era preciso ser muito perspicaz para perceber o que se passava:<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea n\u00e3o tem dinheiro para telefonar \u00e0 sua fam\u00edlia, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>&#8211; Isso mesmo.<\/p>\n<p>&#8211; Tome l\u00e1. Telefone \u00e0 vontade e se conseguir enviar uma pequena prenda aos seus filhos\u2026 &#8211; N\u00e3o completei a frase, interrompido pelo agradecimento por eu lhe ter dado dois mil escudos.<\/p>\n<p>Chegou o dia de Natal. Numa par\u00f3quia dos sub\u00farbios da cidade de Aveiro, a celebra\u00e7\u00e3o estava cheia. No meio da assembleia de rostos conhecidos, uma idosa de cabelos muito brancos. Parecia-me muito feliz e fiquei surpreendido quando, no final da celebra\u00e7\u00e3o, foi ter comigo \u00e0 sacristia. Nunca a tinha visto por ali.<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Padre, hoje \u00e9 um dia muito feliz para mim. Um novo natal, um dia de ressurrei\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>&#8211; Sim, disse eu, pensando que a Encarna\u00e7\u00e3o do Natal tem em vista a Ressurrei\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, mas n\u00e3o deveria ser esse o ponto.<\/p>\n<p>&#8211; Sabe, hoje o meu neto j\u00e1 passou o Natal em casa. Esteve no hospital, \u00e0s portas da morte, quase morria estrangulado na janela do jipe novo do meu filho. Mas recuperou como que por milagre. Toda a fam\u00edlia est\u00e1 feliz.<\/p>\n<p>Dito isto, a senhora p\u00f4s-me qualquer coisa no bolso do casaco que eu estava a vestir depois de me desparamentar e saiu da sacristia.<\/p>\n<p>Ao chegar a casa, pus a m\u00e3o no bolso para ver o que a senhora l\u00e1 tinha posto. Encontrei uma nota de dois mil escudos. A nota que eu tinha dado para alegrar o Natal de algu\u00e9m que estava longe da sua fam\u00edlia regressara por meio de algu\u00e9m que tinha visto a alegria regressar \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>No domingo seguinte, Dia da Sagrada Fam\u00edlia, regressando \u00e0 mesma comunidade, esperava ver a senhora para lhe agradecer o dinheiro. N\u00e3o estava l\u00e1. No final da missa, perguntei a tr\u00eas ou quatro pessoas se conheciam a senhora idosa que me tinha vindo falar no dia de Natal. Ningu\u00e9m a conhecia. Ningu\u00e9m sabia de nada. Fiquei perplexo. S\u00f3 me vinha \u00e0 cabe\u00e7a este pensamento:<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 anjos, sim. E podem ser velhos.<\/p>\n<p><em>Jorge Pires Ferreira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":225619,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[789],"class_list":["post-225618","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-contos-de-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=225618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225618\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=225618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=225618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=225618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}