{"id":22521,"date":"2007-01-25T14:57:38","date_gmt":"2007-01-25T14:57:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/25\/vocacao-a-vida-2\/"},"modified":"2007-01-25T14:57:38","modified_gmt":"2007-01-25T14:57:38","slug":"vocacao-a-vida-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vocacao-a-vida-2\/","title":{"rendered":"Voca\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o do Bispo de Viseu na ESEV <!--more--> 1.\tA Igreja concorda com o artigo 24\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa \u2013 A vida humana \u00e9 inviol\u00e1vel \u2013 e tem da vida uma concep\u00e7\u00e3o maximalista no seu arco total, desde o princ\u00edpio ao fim, isto \u00e9, desde a concep\u00e7\u00e3o \u00e0 morte natural, quanto \u00e0 dignidade, ao valor, ao respeito, aos direitos e \u00e0s oportunidades. Assim, considera a vida humana inviol\u00e1vel e considera crimes, por serem atentados \u00e0 vida e \u00e0 dignidade de um ser humano, todos os abusos, tais como: experimenta\u00e7\u00e3o em qualquer fase da vida, desde que seja ofensiva \u00e0 sua totalidade e dignidade e lesiva do seu bem pr\u00f3prio e do seu patrim\u00f3nio gen\u00e9tico; utiliza\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es como \u201cmeios\u201d para qualquer fim, cient\u00edfico ou terap\u00eautico; tortura; homic\u00eddio; suic\u00eddio; pena de morte; aborto; eutan\u00e1sia, etc. 2.\tAs ci\u00eancias humanas e biol\u00f3gicas, as mais diversas tecnologias, a deontologia m\u00e9dica, as reflex\u00f5es filos\u00f3ficas e jur\u00eddicas\u2026 avan\u00e7aram tanto sobre os direitos, liberdades e garantias; sobre a grandeza, dignidade e qualidade da vida humana que, qualquer retrocesso \u00e9 atrasar, de forma injusta, grosseira e b\u00e1rbara os conhecimentos e avan\u00e7os da humanidade que devem ser uma mais valia e um contributo para o bem de todos os homens e para o desenvolvimento, justo e solid\u00e1rio da humanidade. 3.\tA situa\u00e7\u00e3o actual da baixa da natalidade, da despropor\u00e7\u00e3o social entre as crian\u00e7as, jovens e os mais idosos, da descaracteriza\u00e7\u00e3o da Europa e do mundo ocidental, do desequil\u00edbrio que isto vai provocar nos empregos, na seguran\u00e7a social, etc. faz urgir necessidades e solu\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias aos prop\u00f3sitos deste referendo que outros pa\u00edses, mais evolu\u00eddos, j\u00e1 est\u00e3o a implementar, exigindo um apoio \u00e0 maternidade e um incremento da natalidade. 4.\t\u00c9 papel do Estado procurar criar, com legisla\u00e7\u00e3o correcta e pedag\u00f3gica, os equil\u00edbrios, os valores e os bens sociais, defendendo a vida, a liberdade e os direitos de todos os cidad\u00e3os, sendo, de todos eles, a garantia da igualdade, na procura da justi\u00e7a. A Igreja n\u00e3o pode concordar nem aceitar que seja o Estado, violando a Constitui\u00e7\u00e3o, a prover e a promover a pr\u00e1tica dos atentados \u00e0 vida, sejam eles no in\u00edcio, no meio ou no fim da exist\u00eancia. 5.\tN\u00e3o est\u00e1 em causa a penaliza\u00e7\u00e3o da mulher, pois a Igreja n\u00e3o pede, nunca pedir\u00e1, que algu\u00e9m seja penalizado. Est\u00e1 em causa a imoralidade e a gravidade dos atentados \u00e0 vida humana que, por educa\u00e7\u00e3o, por apoio social, por miss\u00e3o substitutiva se for necess\u00e1rio, o Estado deve tudo fazer para evitar, com leis pedag\u00f3gicas que promovam a salvaguarda do bem comum. Ali\u00e1s, este \u00e9 a \u00fanica justifica\u00e7\u00e3o do Estado e, nunca se promove o bem comum eliminando seres humanos que, em qualquer momento do seu desenvolvimento existencial, t\u00eam o mesmo direito de qualquer outro cidad\u00e3o. 6.\tSomente em conflito de valores se pode aceitar a priva\u00e7\u00e3o da vida de algu\u00e9m (aborto terap\u00eautico ou justa defesa). Fora estas situa\u00e7\u00f5es limite, \u00e9 a vida que se deve procurar defender e promover. Neste caso, a vida dos 2: m\u00e3e e filho. Ali\u00e1s, falando da IVG, devem ver-se 4 pessoas em ac\u00e7\u00e3o: m\u00e3e e pai, pessoa a quem recorrem e beb\u00e9. Nunca uma sociedade pode defender a aplica\u00e7\u00e3o da lei do mais forte que, felizmente, foi, h\u00e1 muito, ultrapassada e banida da nossa civiliza\u00e7\u00e3o e cultura. 7.\tA Igreja est\u00e1, pois, do lado da vida, sem ter uma posi\u00e7\u00e3o vitalista e n\u00e3o pode negar-se nunca a defend\u00ea-la, fazendo sempre mais e melhor para promover uma vida sadia, equilibrada e feliz. Interromper a vida, quer dizer, matar a vida \u00e0s 10, \u00e0s 20, \u00e0s 30 semanas ou ao nascer, ou aos 5 ou aos 10 anos, tem a mesma gravidade \u00e9tica e objectiva \u2013 \u00e9 uma vida que existia e deixa de existir por ac\u00e7\u00e3o violenta de algu\u00e9m que a fez terminar. Para a ci\u00eancia, para a \u00e9tica, para a Igreja, para a lei moral e, seria bom que o fosse para o Estado e para cada pessoa, a vida humana n\u00e3o depende de idade, peso, tamanho ou produtividade\u2026 Toda a vida humana \u00e9 um bem, \u00e9 um dom, \u00e9 um valor. Ela \u00e9 \u00fanica, irrepet\u00edvel e inviol\u00e1vel, sempre\u2026 Ningu\u00e9m de n\u00f3s estaria vivo se lhe tivessem interrompido a vida \u00e0s primeiras 10 semanas\u2026 A ningu\u00e9m \u00e9 dado determinar ou julgar que este ou aquele deve morrer, ainda que n\u00e3o goste dele ou ele tenha feito muito mal\u2026 Ao contr\u00e1rio, cada um de n\u00f3s \u00e9 chamado a ser um defensor, um promotor e um artista no cuidar e tratar a vida, pessoal ou de outrem.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o do Bispo de Viseu na ESEV<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,154,168,184,193,203,267,285],"class_list":["post-22521","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-viseu","tag-educacao","tag-europa","tag-natal","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22521\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}