{"id":22448,"date":"2007-01-23T11:40:38","date_gmt":"2007-01-23T11:40:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/23\/40-anos-da-universidade-catolica-portuguesa\/"},"modified":"2007-01-23T11:40:38","modified_gmt":"2007-01-23T11:40:38","slug":"40-anos-da-universidade-catolica-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/40-anos-da-universidade-catolica-portuguesa\/","title":{"rendered":"40 anos da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00e3o de origem medieval, a Universidade foi, na Europa, matricialmente cat\u00f3lica, mesmo quando fundada pelo poder real. Em termos de Universidade, e ap\u00f3s a Reforma Pombalina, a Igreja foi sucessivamente limitada no exerc\u00edcio da sua actividade, de modo que, no fim do s\u00e9culo XIX, o seu reduto estava limitado \u00e0 Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra. Com a extin\u00e7\u00e3o desta, em 1911, e transformada em Faculdade de Letras, o seu corpo docente foi parcialmente admitido no quadro da nova Faculdade.  Com um campo limitado, consta que no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XIX, o Cardeal Neto expressara o projecto de instituir no Semin\u00e1rio de Santar\u00e9m uma escola universit\u00e1ria mas tal n\u00e3o foi poss\u00edvel concretizar. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, as organiza\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas come\u00e7am a reflectir sobre a realidade do ensino em Portugal e a caminhar para a funda\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Cat\u00f3lica e para o Centro Cat\u00f3lico Portugu\u00eas. Este re\u00fane, pela primeira vez, o Congresso Nacional &#8211; em Lisboa (1919) &#8211; para apresentar o seu projecto de ac\u00e7\u00e3o onde o militante Ant\u00f3nio Pereira Forjaz (Professor da Faculdade de Ci\u00eancias de Lisboa) lan\u00e7a a ideia de se criar uma escola universit\u00e1ria de inspira\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica.  A ideia ficou a germinar e no II Congresso &#8211; tr\u00eas anos mais tarde &#8211; o ent\u00e3o Pe. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira apresentou uma proposta desenvolvida sobre a urgente cria\u00e7\u00e3o desta institui\u00e7\u00e3o que o congressista designou por Instituto Cat\u00f3lico Portugu\u00eas. A hierarquia da Igreja ficou a pensar no projecto. Na Pastoral Colectiva de 1930, os bispos definiam o que seria esse instituto que visionavam como &#8220;um estabelecimento de alta cultura intelectual, que sirva para educar e formar um escol de mentalidade cat\u00f3lica&#8221;. Pouco depois era criado no Patriarcado o Instituto Cat\u00f3lico Portugu\u00eas que, &#8220;n\u00e3o obstante a sua personalidade jur\u00eddica, n\u00e3o chegou a exercer alguma actividade sens\u00edvel&#8221; (Laikos &#8211; Revista do Secretariado Nacional para o Apostolado dos Leigos -, Ano VII, Julho-Dezembro de 1984).   <b>Nascimento da UCP<\/b> Passos mais longos foram dados na d\u00e9cada de quarenta com o labor da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa (ACP). Nas Semanas Sociais realizadas naquela d\u00e9cada do s\u00e9culo anterior, a ACP estudou os problemas sociais de ent\u00e3o e testou o seu &#8220;escol universit\u00e1rio&#8221;. E acrescenta: &#8220;O cardeal Cerejeira afirmou &#8211; em sentido real ou figurado &#8211; que aquelas semanas eram uma universidade cat\u00f3lica, embora ainda por institucionalizar&#8221; (Laikos &#8211; Revista do Secretariado Nacional para o Apostolado dos Leigos -, Ano VII, Julho-Dezembro de 1984). De facto, ao n\u00edvel institucional, apenas nascera, com exerc\u00edcio activo, o Instituto Beato Miguel de Carvalho, fundado em Braga (1934), pela Companhia de Jesus.  A ideia nunca morreu e, em v\u00e1rios congressos e Semanas de Teologia, o assunto foi sempre debatido. A 29 de Junho de 1967 foi lan\u00e7ada &#8211; pelo Cardeal Cerejeira &#8211; a primeira pedra do futuro edif\u00edcio universit\u00e1rio, em Lisboa, ainda que a primeira escola desta institui\u00e7\u00e3o viesse a ser a Faculdade de Filosofia de Braga, considerada a primeira realiza\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) pelo decreto Lusitanorum Nobil\u00edssima Gens (13 de Outubro de 1967). Este documento tamb\u00e9m previa a erec\u00e7\u00e3o da sede central em Lisboa &#8211; conforme exprime uma declara\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Episcopal para a Universidade Cat\u00f3lica (1968) &#8211; e anunciou o in\u00edcio dos cursos da Faculdade de Teologia. Ao mesmo tempo, proviam-se os titulares dos principais cargos acad\u00e9micos (directivos, administrativos e docentes), &#8220;designando vice-reitor, com exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es de reitor, o prof. Doutor Pe. Jos\u00e9 Patroc\u00ednio Bacelar e Oliveira (nomea\u00e7\u00e3o ratificada pela Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica a 14 de Abril de 1969)&#8221; &#8211; Franco, A.L. de Sousa; &#8220;O Reconhecimento Oficial da Universidade Cat\u00f3lica&#8221;, in Didaskalia, 1, 2 (1971) 367-398.  <b>Crescimento e afirma\u00e7\u00e3o<\/b> A Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, reconhecida oficialmente pelo Decreto-Lei n\u00ba 307\/71, de 15 de Julho, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o criada ao abrigo do artigo XX da Concordata entre Portugal e a Santa S\u00e9, de 7 de Maio de 1940. &#8220;A sua liberdade e autonomia resultam deste diploma&#8221; (Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; 1\u00aa S\u00e9rie &#8211; N\u00ba 89 de 17 de Abril de 1990) Nasceu e cresceu&#8230; Apareceram v\u00e1rios centros: Centro Regional do Porto; Centro Regional da Beiras (p\u00f3los de Viseu e Figueira da Foz) e Centro Regional de Braga. Mais recentemente, em 1999, a Escola Superior de Biotecnologia do Centro Regional do Porto abriu uma extens\u00e3o nas Caldas da Rainha e, em 2000, a Faculdade de Engenharia instalou-se num novo campus universit\u00e1rio no concelho de Sintra. Segundo o Reitor da institui\u00e7\u00e3o, Manuel Braga da Cruz, a Universidade Cat\u00f3lica formou &#8220;dezenas de milhares de jovens que ocupam posi\u00e7\u00f5es de grande relevo, tanto na vida nacional como na vida internacional&#8221;. Ao n\u00edvel teol\u00f3gico &#8220;contribu\u00edmos para uma qualifica\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica do clero&#8221; e, entre os membros deste, &#8220;est\u00e1 um Pr\u00e9mio Nobel da Paz: D. Carlos Ximenes Belo&#8221;. A UCP j\u00e1 &#8220;deu in\u00fameros acad\u00e9micos&#8221;. E finaliza: &#8220;o contributo dado para o desenvolvimento do pa\u00eds \u00e9 enorme&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00e3o de origem medieval, a Universidade foi, na Europa, matricialmente cat\u00f3lica, mesmo quando fundada pelo poder real. 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