{"id":22385,"date":"2007-01-19T15:46:01","date_gmt":"2007-01-19T15:46:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/19\/temas-setenta-vezes-sete-2\/"},"modified":"2019-09-19T17:00:25","modified_gmt":"2019-09-19T16:00:25","slug":"temas-setenta-vezes-sete-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/temas-setenta-vezes-sete-2\/","title":{"rendered":"Temas 70&#215;7"},"content":{"rendered":"<p>O programa 70&#215;7, em 25 anos, completou mais de 1250 emiss\u00f5es. Eu tive o privil\u00e9gio de ser colaborador desde as primeiras emiss\u00f5es e a responsabilidade de ser coordenador geral do programa, durante mais de dez anos, entre Setembro de 1992 e Maio de 2003.<\/p>\n<p>Enquanto trabalhei no 70&#215;7, nunca faltaram temas para abordar. O problema esteve sempre na escolha e no \u00e2ngulo de abordagem. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es essenciais era divulgar as \u201cboas pr\u00e1ticas\u201d dos movimentos e das comunidades crist\u00e3s e promover o di\u00e1logo da Igreja com o mundo contempor\u00e2neo. A Igreja acolhe movimentos conservadores e progressistas. O programa n\u00e3o excluiu ningu\u00e9m, mas deu uma aten\u00e7\u00e3o especial aos crist\u00e3os que se empenham, com todos os homens de boa vontade, na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais justo e solid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Olhando para tr\u00e1s, verifico que muitos programas, talvez a maioria, s\u00e3o reportagens feitas junto de institui\u00e7\u00f5es (Miseric\u00f3rdias, Caritas diocesanas, centros sociais e paroquiais ou congrega\u00e7\u00f5es religiosas) comprometidas no apoio aos mais pobres e marginalizados: crian\u00e7as abandonadas, m\u00e3es solteiras, prostitutas, deficientes, presos, pessoas sem abrigo, doentes de sida, alco\u00f3licos, toxicodepen-dentes, imigrantes e desempregados. Todos os que trabalharam no 70&#215;7, puderam testemunhar a solidariedade sem limites de muitas pessoas que, em nome da sua f\u00e9, d\u00e3o a vida pelos mais fracos.<\/p>\n<p>O programa promove o conhecimento do cristianismo como fonte da nossa identidade cultural. Sem perder a sua marca, 70&#215;7 sempre foi um espa\u00e7o para o di\u00e1logo com o mundo contempor\u00e2neo, o mundo da pol\u00edtica, da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade, da cultura, da ci\u00eancia e da arte. Neste sentido, ouviu crentes e n\u00e3o crentes e mostrou a import\u00e2ncia do religioso na obra de alguns escritores: Antero de Quental, Jos\u00e9 R\u00e9gio, Miguel Torga, Sebasti\u00e3o da Gama, Almada Negreiros, Vitorino Nem\u00e9-sio, Rui Cinatti e Sofia de Mello Breyner, entre outros. Nunca fugimos \u00e0 discuss\u00e3o dos problemas e desafios da actualidade, \u00e0 luz dos valores crist\u00e3os. Abord\u00e1mos, sem complexos, o aborto, o planeamento familiar, a educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, a eutan\u00e1sia\u2026 N\u00e3o houve temas interditos, mesmo quando tocavam em assuntos mais delicados como, por exemplo, o celibato dos padres, a ordena\u00e7\u00e3o de homens casados, o papel da mulher na Igreja ou a religi\u00e3o e a guerra. O facto de haver cat\u00f3licos com perspectivas diferentes sobre alguns destes temas n\u00e3o nos inibiu de os tratar. 70&#215;7 \u00e9 um programa cat\u00f3lico, mas n\u00e3o \u00e9 sect\u00e1rio.<\/p>\n<p>Desde o primeiro ano de emiss\u00f5es, deu aten\u00e7\u00e3o ao di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter-religioso. O di\u00e1logo aberto e construtivo com crist\u00e3os, judeus e mu\u00e7ulmanos continuou depois do aparecimento do programa \u201cCaminhos\u201d, o primeiro programa televisivo para as outras confiss\u00f5es religiosas. N\u00e3o se conhece com rigor o perfil dos espectadores de 70&#215;7. Mas recebemos reac\u00e7\u00f5es de cat\u00f3licos pouco praticantes e at\u00e9 de n\u00e3o crentes que se interessam pelo fen\u00f3meno religioso, abordado com abertura de esp\u00edrito. As reac\u00e7\u00f5es deram-nos for\u00e7a para continuar. Est\u00e3o de parab\u00e9ns todos aqueles que constru\u00edram o 70&#215;7, a come\u00e7ar pelo Pe Ant\u00f3nio Rego e pelo Manuel Villas-Boas.<\/p>\n<p>Este projecto tem merecido o aplauso de alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o social, foi objecto de uma tese de mestrado e j\u00e1 ganhou pr\u00e9mios internacionais. Ao celebrar os 25 anos do 70&#215;7, atrevo-me a pedir a alguns respons\u00e1veis da Igreja que se interessem mais por este programa hist\u00f3rico, que faz parte do nosso patrim\u00f3nio cultural. \u00c0 RTP sugiro que volte a oferecer ao p\u00fablico, atrav\u00e9s do canal \u201cMem\u00f3ria\u201d, algumas emiss\u00f5es do programa mais antigo da televis\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro Ex-Coordenador Geral de 70&#215;7<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa 70&#215;7, em 25 anos, completou mais de 1250 emiss\u00f5es. Eu tive o privil\u00e9gio de ser colaborador desde as primeiras emiss\u00f5es e a responsabilidade de ser coordenador geral do programa, durante mais de dez anos, entre Setembro de 1992 e Maio de 2003. Enquanto trabalhei no 70&#215;7, nunca faltaram temas para abordar. 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