{"id":22382,"date":"2007-01-19T15:42:33","date_gmt":"2007-01-19T15:42:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/19\/setenta-vezes-sete-a-sua-importancia-no-campo-do-simbolico-2\/"},"modified":"2019-09-19T16:26:15","modified_gmt":"2019-09-19T15:26:15","slug":"setenta-vezes-sete-a-sua-importancia-no-campo-do-simbolico-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/setenta-vezes-sete-a-sua-importancia-no-campo-do-simbolico-2\/","title":{"rendered":"Setenta Vezes Sete: a sua import\u00e2ncia no campo do simb\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p> Em 1993\/1994, num momento em que me empenhava na busca de fundamentos te\u00f3ricos que sustentassem a reconhecida import\u00e2ncia comunicacional e pedag\u00f3gica dos elementos de ordem simb\u00f3lica no campo audiovisual, considerei como um instrumento de interesse para an\u00e1lise, a rubrica cat\u00f3lica da RTP, Setenta Vezes Sete, que por essa altura cumpria quinze anos de exist\u00eancia. Daqui brotou o corpus de um trabalho de natureza acad\u00e9mica em que quatro programas tem\u00e1ticos de Setenta Vezes Sete, dos anos oitenta e da autoria do Padre Ant\u00f3nio Rego e do jornalista Manuel Vilas-Boas, constitu\u00edram o n\u00facleo para uma aprofun-dada investiga\u00e7\u00e3o sobre a natureza do simb\u00f3lico e as suas potencialidades no campo educacional, com instrumentos de express\u00e3o audiovisual. Tal possibilitou a testagem daqueles programas \u2013 com aplica\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9ritos \u2013 o que revelou as suas grandes potencialidades de comunica\u00e7\u00e3o (para al\u00e9m de outras de natureza religiosa) contidas no tratamento audiovisual de temas como a Morte, o P\u00e3o, o Sil\u00eancio e a abordagem da ritualiza-\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da vida mon\u00e1stica, tal como se apresentava na Cartuxa de \u00c9vora, um programa premiado internacionalmente.  Esta aproxima\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter cient\u00edfico ao Programa veio revelar como Setenta Vezes Sete, sobretudo nas suas manifesta\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter tem\u00e1tico, envolvia complexas e importantes premissas, sublinhadas por investigadores de v\u00e1rias disciplinas, mas todos confluindo para a revaloriza\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico no que este possui de mais genu\u00edno: o c\u00f3smico, o on\u00edrico e o po\u00e9tico, ou seja, a epifania do mist\u00e9rio. Na verdade, para al\u00e9m das traves no dom\u00ednio da comunica\u00e7\u00e3o, est\u00e3o em jogo elementos decisivos no campo da antropologia e da psicologia que estimulam valores relacionados com o dinamismo organizador da imagina\u00e7\u00e3o e da criatividade, essa \u201chip\u00f3tese fecunda\u201d, como caracteriza o fil\u00f3sofo franc\u00eas Gaston Bachelard.   O facto de a rubrica se apresentar em contexto religioso enfatizava tamb\u00e9m a problem\u00e1tica referente \u00e0 viv\u00eancia da \u201cvia simb\u00f3lica\u201d no interior da pr\u00e1tica do cristianismo, na contemporaneidade, concretamente na Igreja Cat\u00f3lica. Por outro lado, pelo facto de estar em jogo um programa de televis\u00e3o, Setenta Vezes Sete era ocasi\u00e3o para se equacionar como a Igreja se relacionava com os media, \u00e0 \u00e9poca, tendo em conta o labor conciliar. No fundo, interessava saber como se articulava o simb\u00f3lico, vivido no interior da Igreja, expresso nos c\u00f3digos do discurso religioso televisivo.  Por tudo o que sinteticamente se enuncia verificamos estar perante programas que honram simultaneamente a Igreja e o operador televisivo que os produz, a RTP.   Carlos Capucho  Docente da UCP, doutorando em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1993\/1994, num momento em que me empenhava na busca de fundamentos te\u00f3ricos que sustentassem a reconhecida import\u00e2ncia comunicacional e pedag\u00f3gica dos elementos de ordem simb\u00f3lica no campo audiovisual, considerei como um instrumento de interesse para an\u00e1lise, a rubrica cat\u00f3lica da RTP, Setenta Vezes Sete, que por essa altura cumpria quinze anos de exist\u00eancia. 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