{"id":222684,"date":"2021-11-28T09:30:17","date_gmt":"2021-11-28T09:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=222684"},"modified":"2021-11-27T16:59:16","modified_gmt":"2021-11-27T16:59:16","slug":"sociedade-deficiencia-temos-otimas-leis-de-acessibilidade-falta-a-pratica-carmo-diniz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sociedade-deficiencia-temos-otimas-leis-de-acessibilidade-falta-a-pratica-carmo-diniz\/","title":{"rendered":"Sociedade\/Defici\u00eancia: \u00abTemos \u00f3timas leis de acessibilidade. Falta a pr\u00e1tica\u00bb &#8211; Carmo Diniz"},"content":{"rendered":"<p><em>As barreiras arquitet\u00f3nicas s\u00e3o um verdadeiro obst\u00e1culo ao acolhimento dos deficientes na Igreja. A coordenadora do Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia do Patriarcado de Lisboa fala do caminho que tem vindo a ser trilhado para a integra\u00e7\u00e3o de quem tem debilidade f\u00edsica ou mental<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_222687\" aria-describedby=\"caption-attachment-222687\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-222687 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-3-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-222687\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Miguel Rato<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>A cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia no Patriarcado Lisboa foi um grande passo em frente. no sentido do reconhecimento que esta \u00e9 uma realidade de que a Igreja n\u00e3o pode alhear-se, pelo contr\u00e1rio, tem mesmo de dar o exemplo e promover a inclus\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Sim, o servi\u00e7o foi criado no final de 2017, eu ainda n\u00e3o fazia parte do servi\u00e7o, juntei-me pouco mais tarde, mas foi um sinal muito forte da vontade da Igreja de incluir as pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Um dos princ\u00edpios base para a exist\u00eancia deste servi\u00e7o \u00e9 o de que a Igreja precisa de todos, deve contar com todos e ter lugar para todos. Esta inclus\u00e3o j\u00e1 se sente mais?<\/em><\/p>\n<p>Nota-se uma diferen\u00e7a muito grande.\u00a0Nos \u00faltimos anos tem havido uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande na vontade da inclus\u00e3o e no reconhecimento de que n\u00f3s como comunidade s\u00f3 estamos completos quando estiverem todos.\u00a0Hoje penso que se sente, quer na sociedade, e gra\u00e7as a Deus na Igreja tamb\u00e9m, que precisamos mesmo, mesmo de todos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Tem havido iniciativas ao longo dos anos, desde que o servi\u00e7o foi criado. Uma delas foi a cria\u00e7\u00e3o do guia &#8216;uma Igreja para todos&#8217;, para o acolhimento das pessoas com defici\u00eancia. Foi \u00fatil para as par\u00f3quias?<\/em><\/p>\n<p>Foi e continua a ser muito \u00fatil. O Guia n\u00e3o foi uma ideia original do servi\u00e7o em Lisboa, foi criado na arquidiocese de Madrid por um conjunto de pessoas com v\u00e1rios tipos de defici\u00eancia, a quem foi perguntado como \u00e9 que eles desejam ser tratados e o que \u00e9 que a Igreja pode fazer &#8211; neste caso \u00e9 em contexto paroquial, o que \u00e9 que a par\u00f3quia tem para oferecer e pode fazer. Foi dito e escrito na primeira pessoa, como \u00e9 que querem ser tratados, e chama a aten\u00e7\u00e3o para determinados pormenores. Porque\u00a0uma pessoa surda \u00e9 uma pessoa surda, n\u00e3o vale a pena falar mais alto, porque ela n\u00e3o vai ouvir.\u00a0Uma pessoa cega n\u00e3o se apercebe muitas vezes dos movimentos, e temos de avisar o que \u00e9 que est\u00e1 a acontecer \u00e0 volta, para ela se sentir tranquila e confort\u00e1vel, e podermos comunicar, sempre partindo do princ\u00edpio que o mais f\u00e1cil \u00e9 perguntar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na defici\u00eancia, \u00e9 em qualquer situa\u00e7\u00e3o: quando n\u00e3o sabemos como reagir, o mais f\u00e1cil \u00e9 perguntar &#8216;o que \u00e9 que precisa?&#8217;. Na defici\u00eancia devia-se aplicar muito mais, porque \u00e0s vezes estranhamos, afastamo-nos, em vez de perguntar \u2018o que \u00e9 que \u00e9 preciso?\u2019 ou \u2018como \u00e9 que eu posso ajudar?\u2019.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Estranhamos, e \u00e0s vezes desconhecemos em absoluto\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u00c0s vezes desconhecemos, e\u00a0apesar de haver uma grande evolu\u00e7\u00e3o &#8211; e eu acredito que tem havido uma grande evolu\u00e7\u00e3o, quer na sociedade, quer na Igreja -, h\u00e1 aspetos que ainda n\u00e3o est\u00e3o presentes no nosso consciente.\u00a0Um deles tem a ver com a utiliza\u00e7\u00e3o das cadeiras de rodas.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A quest\u00e3o das barreiras arquitet\u00f3nicas \u00e9 aquela que salta logo, \u00e0 primeira vista&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Mas, antes de falar nas acessibilidades,\u00a0a consci\u00eancia de que a cadeira de rodas \u00e9 perten\u00e7a das pessoas, e n\u00e3o \u00e9 um objeto dispon\u00edvel para ser utilizado, \u00e9 uma consci\u00eancia que n\u00e3o existe.\u00a0Uma cadeira de rodas \u00e9 um objeto pessoal que ningu\u00e9m tem o direito de mexer, de empurrar, de tocar sequer, sem pedir autoriza\u00e7\u00e3o, da mesma maneira que eu n\u00e3o mexo nos pertences de outra pessoa que est\u00e1 ao p\u00e9 de mim. \u00c9 mesmo ofensivo, e n\u00e3o existe essa consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Muitas vezes quando estamos a tratar do tema das acessibilidades, os coment\u00e1rios das pessoas s\u00e3o &#8216;mas, n\u00f3s aqui n\u00e3o temos muitas pessoas com dificuldades de mobilidade&#8217;, ou &#8216;de vez em quando aparece uma cadeira de rodas, mas n\u00f3s damos um jeitinho&#8217;. N\u00e3o se d\u00e1 um jeitinho! Isso j\u00e1 est\u00e1 consagrado na Carta dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, as condi\u00e7\u00f5es t\u00eam de estar l\u00e1 antes das pessoas. N\u00e3o se d\u00e1 \u2018um jeitinho\u2019 na cadeira de rodas, \u00e9 ofensivo. \u00c9 como mexerem na minha carteira, \u00e9 um objeto pessoal.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_222688\" aria-describedby=\"caption-attachment-222688\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-222688\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-222688\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Miguel Rato<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Antes de passarmos \u00e0 parte arquitet\u00f3nica, h\u00e1 uma quest\u00e3o de viv\u00eancia da comunidade, que \u00e9 o acolhimento na catequese, nas Eucaristias e noutras celebra\u00e7\u00f5es. J\u00e1 h\u00e1 esta preocupa\u00e7\u00e3o de tornar a participa\u00e7\u00e3o aberta a todos e integrar todos nessa participa\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 alguma vontade, sim. Mas ainda n\u00e3o \u00e9 plena e encontra uma barreira muito grande, que \u00e9 o n\u00e3o saber o que fazer. \u00c0s vezes acontece, quando aparece uma crian\u00e7a na catequese com alguma necessidade especial, a catequista fica aflita, n\u00e3o sabe o que fazer, e com alguma facilidade consegue dizer &#8216;eu n\u00e3o vou aceitar esta pessoa na catequese&#8217;. Mas, isso \u00e9 rejeitar uma pessoa da Igreja, n\u00e3o se pode fazer! Percebo a dificuldade, e h\u00e1 casos mesmo complicados, que precisam de uma aten\u00e7\u00e3o especial, de um planeamento e que d\u00e3o mais trabalho, mas\u00a0dizer &#8216;n\u00e3o podemos receber esta pessoa na Igreja&#8217; quase que devia ser devia ser proibido! Mas entende-se, quando do outro lado est\u00e1 uma pessoa com muita vontade, que \u00e9 a catequista, que ajuda na Igreja voluntariamente, e de repente se v\u00ea perante um caso com o qual n\u00e3o consegue lidar\u2026 Nesse sentido,\u00a0a informa\u00e7\u00e3o, o conhecermos as tipologias da defici\u00eancia, sabermos o que \u00e9 que existe de materiais e solu\u00e7\u00f5es , \u00e9 muito importante. O conhecimento ajuda \u00e0 inclus\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Insistindo ainda na quest\u00e3o dos acessos. Foi das dificuldades que sentiu, da sua experi\u00eancia com o seu filho mais novo, deficiente profundo, que foi criado em 2018 o projeto &#8216;Rampas para Jesus&#8217;. Que balan\u00e7o faz desse projeto?<\/em><\/p>\n<p>Deus queira que o projeto continue muito tempo. Foi uma reflex\u00e3o que teve origem no acesso do nosso filho Bernardo \u00e0 Igreja, aos Sacramentos, \u00e0 catequese. Foi quando ele chegou \u00e0 idade de come\u00e7ar a catequese, j\u00e1 a pensar na primeira comunh\u00e3o, que fomos procurar e falei com v\u00e1rias pessoas sobre como \u00e9 que a Igreja olha para o percurso de uma pessoa com defici\u00eancia profunda, e sentimos a necessidade de juntar um conjunto de pessoas para pensar o que \u00e9 que \u00e9 uma Igreja inclusiva, para que \u00e9 que serve e como \u00e9 que se faz &#8211; s\u00e3o estas as tr\u00eas grandes perguntas do documento das &#8216;Rampas para Jesus&#8217;.<\/p>\n<p>Esse projeto neste momento foi integrado como proposta paroquial para a Diocese de Lisboa, tem estas tr\u00eas grandes perguntas, sugest\u00f5es e alguns recursos, para que cada Par\u00f3quia possa pensar, no seu contexto, o que \u00e9 que faz sentido. Tem muito material. N\u00e3o est\u00e1 pronto a utilizar, mas est\u00e1 pronto a desafiar \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da acessibilidade vem na sequ\u00eancia, mas parece-me que\u00a0todos n\u00f3s j\u00e1 experiment\u00e1mos o que \u00e9 andar nas ruas do nosso pa\u00eds com cadeiras de beb\u00e9. Se com uma cadeira de beb\u00e9 &#8211; que \u00e9 levezinha, porque os beb\u00e9s s\u00e3o por natureza mais leves do que as pessoas mais velhas \u2013 temos dificuldade em andar na cal\u00e7ada, subir passeios, contornar ve\u00edculos mal estacionados, percebemos&#8230; se as pessoas n\u00e3o chegam fisicamente aos lugares, mais dificilmente chegar\u00e3o aos conte\u00fados e ao cora\u00e7\u00e3o da Igreja,\u00a0portanto, \u00e9 preciso verificar as acessibilidades f\u00edsicas.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Foi por isso que em Cascais lan\u00e7aram o projeto da &#8216;Vigararia Acess\u00edvel&#8217;, em que um conjunto de par\u00f3quias fez o mapeamento dos espa\u00e7os para ajudar as pessoas com mobilidade reduzida a saber onde \u00e9 que se podem dirigir sem encontrar obst\u00e1culos. Foi dif\u00edcil fazer este trabalho? Est\u00e1 a ser alargado?<\/em><\/p>\n<p>Tivemos muitas ajudas e colabora\u00e7\u00f5es que tornaram este projeto, do meu ponto de vista pessoal, mais interessante e com mais proje\u00e7\u00e3o\u2026 Mas, ainda sobre o projeto &#8216;Rampas para Jesus&#8217;, resultou num grupo de pessoas que tem um representante em cada par\u00f3quia, pessoas que querem promover a inclus\u00e3o e que se re\u00fanem mensalmente para partilhar as suas a\u00e7\u00f5es. Uma delas pode ser a verifica\u00e7\u00e3o das acessibilidades.<\/p>\n<p>No Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia<strong>\u00a0<\/strong>tom\u00e1mos a iniciativa de come\u00e7ar a fazer o projeto da &#8216;Vigararia Acess\u00edvel&#8217;, para mapear o que j\u00e1 \u00e9 acess\u00edvel.\u00a0H\u00e1 edif\u00edcios e estruturas que j\u00e1 s\u00e3o acess\u00edveis, h\u00e1 outras que n\u00e3o s\u00e3o e podem ser, e outras que n\u00e3o s\u00e3o e n\u00e3o podem ser. N\u00f3s queremos sinalizar o que \u00e9 acess\u00edvel para que a pessoa possa ir tranquilamente a uma par\u00f3quia e saber que vai poder frequentar uma celebra\u00e7\u00e3o, ir ao cart\u00f3rio, ir \u00e0 capela mortu\u00e1ria ou frequentar a catequese. Isto em Cascais, e estamos a terminar Oeiras.<\/p>\n<p>Pedimos a colabora\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Cascais, que prontamente nos ajudou, e tivemos como parceiros a Associa\u00e7\u00e3o Salvador e a Associa\u00e7\u00e3o Novamente. Tivemos volunt\u00e1rios das duas associa\u00e7\u00f5es, um deles \u00e9 arquiteto e foi de uma grande ajuda.<\/p>\n<p>Tivemos tamb\u00e9m a colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Associa\u00e7\u00e3o Accessible Portugal, que trabalha no Turismo Inclusivo e tem um question\u00e1rio a ser preenchido do ponto de vista do utilizador, para todas as acessibilidades, n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsicas. Peg\u00e1mos no question\u00e1rio, no manual, e com o apoio t\u00e9cnico da presidente da Associa\u00e7\u00e3o, Ana Garcia, fomos visitar as igrejas paroquiais com este desejo de mapear o que \u00e9 acess\u00edvel.\u00a0O objetivo \u00e9 garantir que em cada par\u00f3quia existe uma igreja acess\u00edvel, e que os servi\u00e7os principais da par\u00f3quia tamb\u00e9m s\u00e3o acess\u00edveis. N\u00e3o conseguimos visitar todas as igrejas da vigararia de Cascais, mas visit\u00e1mos as paroquiais, e quando as paroquiais n\u00e3o eram acess\u00edveis procur\u00e1mos, dentro dessa par\u00f3quia, sinalizar uma que fosse acess\u00edvel nestas quatro dimens\u00f5es: local de culto &#8211; por causa das celebra\u00e7\u00f5es -, cart\u00f3rio, capelas mortu\u00e1rias e salas de catequese.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_222689\" aria-describedby=\"caption-attachment-222689\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-222689\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-222689\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Miguel Rato<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>A ideia \u00e9 alargar isso a outras vigararias?<\/em><\/p>\n<p>A ideia \u00e9 alargar vigararia a vigararia. Se voluntariamente as pr\u00f3prias vigararias se quiserem organizar e fazer, temos todos os mecanismos para isso, porque existe j\u00e1 uma experi\u00eancia acumulada, existe a ferramenta t\u00e9cnica de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Termin\u00e1mos o projeto de Cascais e mape\u00e1mos. Esse mapa est\u00e1 dispon\u00edvel no Patriarcado de Lisboa, na aplica\u00e7\u00e3o das Missas de Lisboa, e tamb\u00e9m no separador dedicado \u00e0 Pastoral da Defici\u00eancia. Quer a Associa\u00e7\u00e3o Salvador, quer a Associa\u00e7\u00e3o Novamente quiseram continuar connosco neste mapeamento, j\u00e1 fizemos as visitas todas na vigararia de Oeiras, falta-nos o relat\u00f3rio e seguir para a pr\u00f3xima vigararia.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Estamos a falar de v\u00e1rios tipos de acessibilidade. H\u00e1 uma especificamente que desperta a aten\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia auditiva. Sabemos que o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, por exemplo, ou a Bas\u00edlica dos Congregados, em Braga, promovem celebra\u00e7\u00f5es com interpreta\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Gestual Portuguesa. \u00c9 importante que a Igreja saiba dar o exemplo, a este n\u00edvel?<\/em><\/p>\n<p>Era muito importante. Era mesmo muito importante<strong>.<\/strong>\u00a0O Santu\u00e1rio de F\u00e1tima est\u00e1 a fazer um trabalho extraordin\u00e1rio\u2026<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>At\u00e9 pela visibilidade que depois tem, mesmo para quem nunca tinha pensado nisso\u2026<\/em><\/p>\n<p>Sim, pensar que h\u00e1 pessoas que compreendem de outra maneira e est\u00e3o aqui ao meu lado, a rezar\u2026<\/p>\n<p>A n\u00edvel nacional, o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima est\u00e1 na lideran\u00e7a destas iniciativas e tem um conjunto de int\u00e9rpretes, em forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, at\u00e9 para desenvolver gestos que s\u00e3o pr\u00f3prios da liturgia, da B\u00edblia.\u00a0A L\u00edngua Gestual Portuguesa (LGP) e a l\u00edngua portuguesa funcionam de forma diferente, t\u00eam origens diferentes, o que faz com que n\u00e3o seja f\u00e1cil a tradu\u00e7\u00e3o das palavras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil encontrar a palavra certa para traduzir a B\u00edblia, imaginamos interpretar conceitos teol\u00f3gicas ou b\u00edblicos em gestos\u2026<\/em><\/p>\n<p>Sim, e\u00a0em F\u00e1tima come\u00e7a-se a trabalhar neste \u00e2mbito, no desenvolvimento de gestos pelas pessoas surdas.\u00a0\u00c9 sempre a pr\u00f3pria pessoa que compreende o conceito e desenvolve o gesto, n\u00e3o \u00e9 imposto.<\/p>\n<p>Em Lisboa, temos uma \u00fanica par\u00f3quia com int\u00e9rpretes de LGP, que faz a interpreta\u00e7\u00e3o da Missa de domingo, \u00e0s 10h00. \u00c9 a Par\u00f3quia de Telheiras, na igreja de Nossa Senhora da Porta do C\u00e9u. Foi o prior que tomou a iniciativa, contratou os int\u00e9rpretes, porque se viu confrontado com o caso de uma fam\u00edlia que tinha uma crian\u00e7a surda. E tem esta vontade de poder desenvolver e poder ter uma comunidade de pessoas surdas, que fa\u00e7am um percurso na f\u00e9, de catequese.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c0s vezes basta esse primeiro passo, numa par\u00f3quia, para depois se ir replicando\u2026<\/em><\/p>\n<p>Sim, Braga \u00e9 um exemplo. Tamb\u00e9m come\u00e7ou por tomar a iniciativa de ter int\u00e9rpretes contratados, o grupo chegou, pediu catequese e tem feito um percurso muito bonito. Ali\u00e1s, antes do confinamento, foram crismadas 15 pessoas, que continuam a catequese de adultos e a fazer o seu caminho.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Tem havido este esfor\u00e7o, por parte da Igreja, de se ir adaptando\u2026<\/em><\/p>\n<p>Deixe-me s\u00f3 dizer que, neste momento, \u00e9 muito complicado para um surdo confessar-se, sem recurso \u00e0 escrita ou a um int\u00e9rprete\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 casos, a n\u00edvel internacional, em que os sacerdotes t\u00eam aprendido a L\u00edngua Gestual, porque aqui um int\u00e9rprete \u00e9 invi\u00e1vel, em termos do Sacramento\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 um recurso, mas \u00e9 complexo, sim\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Falamos tamb\u00e9m das situa\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia intelectual, sobretudo quando ela \u00e9 profunda. H\u00e1 sensibilidade para esse trabalho? \u00c9 poss\u00edvel fazer um acompanhamento espiritual?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel. O meu filho Bernardo confessa-se, n\u00e3o fala, e tem catequese. \u00c9 poss\u00edvel e \u00e9 recomend\u00e1vel. Se a Igreja est\u00e1 preparada? Como sociedade n\u00e3o sei se estamos preparados, assim de repente, para receber uma pessoa com defici\u00eancia intelectual e responder imediatamente. Como n\u00e3o \u00e9 comum, pode acontecer tamb\u00e9m n\u00e3o ser f\u00e1cil a rea\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, ali\u00e1s, sempre valorizou muito a quest\u00e3o do uso da raz\u00e3o e nestas situa\u00e7\u00f5es isso \u00e9 muito questionado, porque n\u00e3o estamos familiarizados\u2026 Mas percebe-se que h\u00e1 um caminho a fazer?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 um caminho a fazer e a pr\u00f3pria Igreja tem feito um caminho grande. Se formos ver o novo Diret\u00f3rio para a Catequese, h\u00e1 quatro pontos clar\u00edssimos, pedindo que as pessoas com defici\u00eancia sejam catequistas. J\u00e1 o Papa Bento XVI dizia que\u00a0n\u00e3o se deve negar os sacramentos a uma pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Se formos ver o tema da raz\u00e3o e da vontade, estamos todos juntos na f\u00e9 e estamos no mesmo barco, acompanhados. \u00c9 na comunh\u00e3o dos Santos que resolvemos essa quest\u00e3o da vontade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O pr\u00f3prio Papa Francisco, em 2020, insistiu nessa ideia\u2026<\/em><\/p>\n<p>Volta a insistir. Da nossa reflex\u00e3o pessoal, que tamb\u00e9m vem destas leituras, quando \u00e9 para o nosso filho Bernardo se confessar, ele n\u00e3o vai sozinho. N\u00e3o vai em sentido f\u00edsico, porque, de facto, sozinho n\u00e3o vai, mas tamb\u00e9m n\u00e3o vai sozinho \u00e0 Confiss\u00e3o, \u00e0 Comunh\u00e3o: somos n\u00f3s que o levamos. Se eu me responsabilizo e levo o meu filho a comungar, tenho de estar eu pr\u00f3pria preparada, dispon\u00edvel para isso. Na Confiss\u00e3o, o pensamento \u00e9 o mesmo, foi combinado.<\/p>\n<p>Nestes casos, da defici\u00eancia intelectual, tem de haver proximidade. O Papa Francisco fala disso, tamb\u00e9m<strong>:\u00a0<\/strong>a proximidade faz toda a diferen\u00e7a. Conhecer os casos, conhecer a fam\u00edlia, perceber as necessidades, e depois aprender a lidar.<\/p>\n<p>Voltamos ao princ\u00edpio: perguntando o que \u00e9 preciso, n\u00f3s tamb\u00e9m sabemos adequar a nossa resposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Faz diferen\u00e7a, na vida destas crian\u00e7as e destes jovens, ter este acompanhamento?<\/em><\/p>\n<p>Faz toda a diferen\u00e7a. Para quem tem f\u00e9, faz toda a diferen\u00e7a, n\u00e3o tenho d\u00favidas nenhumas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_222685\" aria-describedby=\"caption-attachment-222685\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-222685\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/ecclesia-24nov-5.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-222685\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Miguel Rato<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Olhando para a sociedade, em geral, o que faz mais falta a n\u00edvel da sensibiliza\u00e7\u00e3o, da a\u00e7\u00e3o, dos discursos, para que a quest\u00e3o da defici\u00eancia tenha a aten\u00e7\u00e3o que merece?<\/em><\/p>\n<p>Vou ser muito direta:\u00a0foi feito um grande caminho de tomada de consci\u00eancia, na sociedade. Hoje em dia, temos algum pudor em recusar a defici\u00eancia, temos a consci\u00eancia de que n\u00e3o se afastam as pessoas, elas n\u00e3o devem estar num s\u00edtio \u00e0 parte, temos \u00f3timas leis de acessibilidade. Temos um pensamento bastante evolu\u00eddo, em rela\u00e7\u00e3o ao tema da inclus\u00e3o. Falta a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>As pessoas chegam e n\u00e3o t\u00eam uma rampa para entrar, ou n\u00e3o t\u00eam um elevador, porque foi mais caro, durante as obras; ou n\u00e3o t\u00eam int\u00e9rpretes, porque se parte do princ\u00edpio de que as pessoas surdas n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1\u2026\u00a0H\u00e1 sempre alguma desculpa, alguma raz\u00e3o, alguma justifica\u00e7\u00e3o para n\u00e3o se fazer.\u00a0N\u00f3s j\u00e1 temos o pensamento, falta-nos a pr\u00e1tica. Falta muito a pr\u00e1tica, sermos consequentes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 citei, h\u00e1 pouco, sobre os Direitos Humanos das Pessoas com Defici\u00eancia, que as condi\u00e7\u00f5es t\u00eam de estar antes das pessoas: quando vou organizar um evento, quando estou a planear um edif\u00edcio, j\u00e1 tenho as leis que me obrigam a garantir as acessibilidades &#8211; e n\u00e3o estamos s\u00f3 nas acessibilidades f\u00edsicas, porque h\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o, a compreens\u00e3o. \u00c9 preciso levar isso mesmo \u00e0 pr\u00e1tica, porque sen\u00e3o ficamos parados, as pessoas n\u00e3o aparecem e dizemos: \u201cah, mas n\u00e3o h\u00e1 muitas pessoas\u201d. Claro, elas est\u00e3o em casa, j\u00e1 t\u00eam a experi\u00eancia frustrada de ter tentado participar e n\u00e3o o conseguir fazer.\u00a0Temos muito, muito para passar \u00e0 pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Acho que neste pensamento falta um pormenor que pode fazer toda a diferen\u00e7a, pela positiva: \u00e9 melhor estarmos todos.\u00a0N\u00f3s estamos melhor se estivermos mesmo todos.\u00a0N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de direitos, nem estamos aqui em movimentos ativistas: n\u00f3s\u00a0precisamos das pessoas com defici\u00eancia, ficamos melhor se estivermos todos juntos, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 cuidar das necessidades b\u00e1sicas, \u00e9 \u201cviver com\u201d. Viver com as pessoas, todas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As barreiras arquitet\u00f3nicas s\u00e3o um verdadeiro obst\u00e1culo ao acolhimento dos deficientes na Igreja. A coordenadora do Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia do Patriarcado de Lisboa fala do caminho que tem vindo a ser trilhado para a integra\u00e7\u00e3o de quem tem debilidade f\u00edsica ou mental<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":222687,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[],"class_list":["post-222684","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=222684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222684\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/222687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=222684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=222684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=222684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}