{"id":222447,"date":"2021-11-24T11:45:54","date_gmt":"2021-11-24T11:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=222447"},"modified":"2021-11-24T11:47:49","modified_gmt":"2021-11-24T11:47:49","slug":"saber-aprender-a-focar-na-imaginacao-em-vez-da-corporacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-focar-na-imaginacao-em-vez-da-corporacao\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A focar na imagina\u00e7\u00e3o em vez da corpora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o COP26 existe um grande risco para a opini\u00e3o p\u00fablica: desviar a aten\u00e7\u00e3o. Pensar sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas deixa de ser not\u00edcia at\u00e9 ao pr\u00f3ximo evento ou cat\u00e1strofe. Por\u00e9m, n\u00e3o deixa de ser curioso que, por mais que pensemos em mudar os estilos de vida com iniciativas como a <a href=\"https:\/\/plataformadeacaolaudatosi.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plataforma de Ac\u00e7\u00e3o <em>Laudato Si\u2019<\/em><\/a>, h\u00e1 um dom\u00ednio fundamental da ac\u00e7\u00e3o humana que tem-se falado pouco: a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_222448\" aria-describedby=\"caption-attachment-222448\" style=\"width: 1296px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-222448\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"861\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash.jpg 1296w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-768x510.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-1080x718.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-1280x850.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-980x651.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/agence-olloweb-Z2ImfOCafFk-unsplash-480x319.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-222448\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Agence Olloweb em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>No recente livro <em>\u201dSaving Us\u201d<\/em> (n\u00e3o traduzido ainda) da climat\u00f3loga Katharine Hayhoe <a href=\"https:\/\/www.combonianos.pt\/alem-mar\/opiniao\/4\/630\/dar-lugar-ao-tempo-da-fe-para-mudar-o-clima\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apercebi-me<\/a>; de como as corpora\u00e7\u00f5es que dominam o tecido econ\u00f3mico s\u00e3o uma das grandes respons\u00e1veis pela crise ambiental. Mas essa an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 nova. J\u00e1 em 1999, um dos maiores eco-te\u00f3logos do s\u00e9culo XX, o Pe. Thomas Berry, sacerdote Passionista, no seu livro <em>\u201dThe Great Work\u201d<\/em> (tamb\u00e9m n\u00e3o traduzido para portugu\u00eas) referia que \u2014 <em>\u00abas corpora\u00e7\u00f5es tomaram posse da consci\u00eancia humana de modo a evocar as compuls\u00f5es mais profundas na direc\u00e7\u00e3o do consumo ilimitado. Esta invas\u00e3o da consci\u00eancia humana trouxe efeitos que envenenam toda a vida moral e cultural da sociedade, assim como empobrece a Terra. Apesar disso, as corpora\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sicas \u00e0 vida contempor\u00e2nea que o prop\u00f3sito central da educa\u00e7\u00e3o actual (\u2026) \u00e9 preparar os jovens para trabalhos no interior do contexto corporativo.\u00bb<\/em> Ao ler isto, abri os olhos.<\/p>\n<p>Se pensar nas \u00faltimas vezes que falei aos meus alunos sobre a utilidade daquilo que estavam a aprender com a minha disciplina de <a href=\"https:\/\/www.fnac.pt\/Transmissao-de-Calor-Uma-Abordagem-Teorica-Pratica-Marta-Oliveira-Panao\/a9448715#omnsearchpos=4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Transmiss\u00e3o de Calor<\/a>, a maior parte dos exemplos (sen\u00e3o quase a totalidade) referia-me a empresas, corpora\u00e7\u00f5es. E quando penso em disciplinas no curso de Engenharia Mec\u00e2nica como Motores T\u00e9rmicos, reconhe\u00e7o a sua import\u00e2ncia, mas n\u00e3o estaremos a formar para continuar a queimar combust\u00edveis f\u00f3sseis? \u00c9 claro que corro o risco de fazer uma leitura demasiado simplista daquilo que uma disciplina representa no percurso formativo de um Engenheiro, mas questiono cada vez mais qual o papel da <em>imagina\u00e7\u00e3o<\/em> na aproxima\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o como resposta \u00e0 crise ambiental. E n\u00e3o sou o \u00fanico.<\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo Peter Sutoris <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2021\/may\/24\/climate-change-crisis-culture-politics-technology\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reflectia<\/a>; no <em>The Guardian<\/em> como por mais tecnologia \u201climpa\u201d que possamos desenvolver (e isso \u00e9 excelente), o problema da narrativa que centra a solu\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais no desenvolvimento tecnol\u00f3gico est\u00e1 no enfoque em rela\u00e7\u00e3o aos sintomas, n\u00e3o \u00e0s causas. Para Sutoris, podemos corrigir os danos ambientais com a tecnologia, mas a tecnologia n\u00e3o corrige as atitudes mentais. Por isso afirma que <em>\u00abesta \u00e9 uma crise da cultura e da pol\u00edtica, n\u00e3o da ci\u00eancia e da tecnologia. Acreditar que podemos inovar e conceber solu\u00e7\u00f5es que nos tirem deste sarilho \u00e9 falhar a li\u00e7\u00e3o-chave do Antropoceno &#8211; a de que lidar com os processos \u00e0 escala planet\u00e1ria apela \u00e0 humildade, n\u00e3o \u00e0 arrog\u00e2ncia.\u00bb<\/em> Uma humildade que dever\u00edamos desenvolver come\u00e7ando por reconhecer que algo falta \u00e0 educa\u00e7\u00e3o se queremos ajudar as gera\u00e7\u00f5es futuras a superar os desafios ambientais que identificamos no presente.<\/p>\n<p>Por todo o mundo, a educa\u00e7\u00e3o continua a fornecer trabalhadores para o tecido econ\u00f3mico com o intuito de aumentar a produtividade das corpora\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 manter a m\u00e1quina corporativa oleada, em vez de a questionar para a renovar a partir do seu interior. E aqui surge a dicotomia. As corpora\u00e7\u00f5es que nos fornecem os bens e servi\u00e7os que garantem a nossa sobreviv\u00eancia e estilos de vidas, s\u00e3o as mesmas cujo <em>modus operandi<\/em> centrado no lucro coloca em causa a nossa sobreviv\u00eancia pelos danos ambientais causados. Uma das solu\u00e7\u00f5es seria cultivar mais a imagina\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos mais novos em vez de min\u00e1-la reduzindo a educa\u00e7\u00e3o a instru\u00e7\u00e3o. As escolas e universidades deveriam formar os seus alunos estimulando que imaginem um mundo diferente do que o actual. Mas o problema n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 do lado das institui\u00e7\u00f5es que oferecem forma\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m do lado de quem a recebe.<\/p>\n<p>Recentemente, um aluno partilhou-me que n\u00e3o via qualquer utilidade na minha disciplina e essa era a raz\u00e3o principal por n\u00e3o conseguir passar nos exames. Com a falta de entusiasmo, at\u00e9 pode estudar muito, mas acaba por tirar pouco proveito disso. Comecei por dizer-lhe o habitual, isto \u00e9, que n\u00e3o sabemos o que iremos precisar de saber no futuro quando estivermos a trabalhar, e o que parece in\u00fatil hoje pode ser essencial amanh\u00e3. Por\u00e9m, os seus olhos abriram-se apenas quando lhe disse \u2014 <em>\u00abmas sabes, qualquer disciplina, incluindo esta, faz parte da bagagem cultural do engenheiro\u00bb<\/em> \u2014 e dei-lhe o exemplo de um CEO que conhecia de uma empresa na Figueira da Foz que apesar da sua \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o ser os materiais, era incr\u00edvel a sua capacidade de discutir assuntos relacionados com a Transmiss\u00e3o de Calor. Este epis\u00f3dio ilustra que muitos alunos, sem se aperceberem, trabalham a sua forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria como se fossem uma Intelig\u00eancia Artificial &#8211; por uma aprendizagem \u201ceficiente\u201d para passar no exame. Ora, nem tudo o que imaginamos \u00e9 eficiente, mas sem o desenvolvimento dessa imagina\u00e7\u00e3o, tudo o que pode representar uma solu\u00e7\u00e3o demorar\u00e1 o tempo que n\u00e3o temos.<\/p>\n<p>O conhecido economista E.F. Schumacher tinha a vis\u00e3o de que \u201co pequeno \u00e9 belo\u201d (<em>Small is beautiful<\/em>), significando que as respostas mais profundas e os programas econ\u00f3micos mais vi\u00e1veis no futuro s\u00e3o os que t\u00eam uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a terra. Por\u00e9m, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel desenvolver essa rela\u00e7\u00e3o sem desenvolver, simultaneamente, a nossa imagina\u00e7\u00e3o. Da\u00ed o valor de saber aprender a focar mais o que ensinamos na imagina\u00e7\u00e3o do que naquilo que \u00e9 \u00fatil \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o. Cada aluno que entra na fase final da sua forma\u00e7\u00e3o para a vida profissional deveria sentir o impulso interior a questionar \u2014 <em>que mundo imagino amanh\u00e3?<\/em> \u2014 e aprender tudo com base nessa abertura imensa diante de si. \u00c9 uma atitude mental que n\u00e3o se reduz a uma formula\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, ou a um princ\u00edpio f\u00edsico, mas mostra como o pensamento profundo \u00e9 t\u00e3o importante quanto o cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Nesse sentido, em <em>\u201cThe Great Work\u201d<\/em>, Thomas Berry reflecte tamb\u00e9m sobre a o sentido universal daquilo que se aprende numa Universidade, dizendo que \u2014 <em>\u00abtemos de dizer que o universo \u00e9 uma comunh\u00e3o de sujeitos, n\u00e3o uma colec\u00e7\u00e3o de objectos. Precisamente nesta \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com todo o universo podemos ultrapassar a fixa\u00e7\u00e3o mental dos nossos tempos expressa pela divis\u00e3o radical que fazemos entre o humano e o para-al\u00e9m-de-humano. (\u2026) Esta experi\u00eancia de comunh\u00e3o \u00e9, acredito, universal. Pode ser observada na reac\u00e7\u00e3o imediata de quase toda a gente que simplesmente olha para o oceano na madrugada ou no p\u00f4r-do-sol, ou se volta para os c\u00e9us \u00e0 noite com todas as estrelas a brilhar(\u2026).\u00bb<\/em> \u00c9 sobre este olhar de comunh\u00e3o que chegou o tempo das universidades serem repensadas e redescobrir a imagina\u00e7\u00e3o como a base de uma forma\u00e7\u00e3o profissional e humana mais criativa e profunda.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o 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