{"id":22240,"date":"2007-01-15T10:08:11","date_gmt":"2007-01-15T10:08:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/15\/toda-a-vida-pede-amor-2\/"},"modified":"2007-01-15T10:08:11","modified_gmt":"2007-01-15T10:08:11","slug":"toda-a-vida-pede-amor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/toda-a-vida-pede-amor-2\/","title":{"rendered":"Toda a vida pede amor"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto na Vig\u00edlia do dia 12 de Janeiro <!--more--> <b>Toda a vida pede amor<\/b> A par\u00e1bola do Bom Samaritano que acabamos de escutar \u00e9 uma p\u00e1gina de extraordin\u00e1ria beleza e de alt\u00edssima espiritualidade, que \u201clan\u00e7a um feixe de luz sobre o mist\u00e9rio de Cristo\u201d(J.P.II) e o mist\u00e9rio do homem e da sua vida.  <b>O homem \u00e0 beira do caminho: \u00edcone das feridas do mundo moderno<\/b> Antes de mais, na hist\u00f3ria do homem que desce de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3, assaltado, ferido e abandonado entre a vida e a morte, podemos ler a hist\u00f3ria da humanidade sofredora: do homem com todas as feridas do corpo e do esp\u00edrito que desfiguram a sua humanidade; do homem violado nos seus direitos mais elementares; de todo o homem e mulher atingidos pela viol\u00eancia, pelos atentados \u00e0 vida, pela marginaliza\u00e7\u00e3o, pelo abandono, pela indiferen\u00e7a, pela solid\u00e3o. O homem ferido \u00e0 beira do caminho \u00e9 um \u00edcone onde podemos contemplar as feridas do mundo moderno, da humanidade contempor\u00e2nea.  <b>O Bom Samaritano, \u00edcone da Miseric\u00f3rdia revelada em Jesus<\/b> Com este pano de fundo podemos compreender melhor a par\u00e1bola do Bom Samaritano como um momento da revela\u00e7\u00e3o de Jesus e da sua miss\u00e3o. A par\u00e1bola leva-nos a contemplar o mist\u00e9rio do Amor misericordioso de Deus que resplandeceu em Jesus Cristo e nos visitou na nossa terra. No Seu caminhar entre os homens, em direc\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m, cidade da paix\u00e3o e da ressurrei\u00e7\u00e3o, o Filho de Deus apresenta-se como o Bom Samaritano, aquele que se encheu de compaix\u00e3o e se fez pr\u00f3ximo do homem ferido. Antes ainda de descrever os gestos concretos do samaritano, a par\u00e1bola fala da \u201ccompaix\u00e3o\u201d, isto \u00e9, da miseric\u00f3rdia, da ternura divina que encheu o seu cora\u00e7\u00e3o, a imensa ternura que Deus experimenta por cada homem. Trata-se de uma experi\u00eancia intensa que lhe faz ver o homem numa luz nova e verdadeira, que lhe faz descobrir o mist\u00e9rio da dignidade divina no homem ferido e abandonado: descobre-o como irm\u00e3o e faz-se pr\u00f3ximo dele. Uma verdadeira paix\u00e3o que se acendeu no seu cora\u00e7\u00e3o e o levou a entregar-se ao projecto de amor que Deus tem sobre os homens. Por isso, inclinou-se sobre o homem ferido e n\u00e3o o abandonou ao seu destino. Dedicou-lhe o seu tempo, a sua aten\u00e7\u00e3o, os seus cuidados, o seu dinheiro, a sua solidariedade. Cuidou dele, curou as suas feridas, restabeleceu-o na sua vida e na sua dignidade.  <b>\u201cVai e faz o mesmo\u201d: toda a vida pede amor<\/b> O caminho do mestre, o Bom Samaritano, \u00e9 tamb\u00e9m o caminho dos disc\u00edpulos, de um povo, da Igreja e da sua miss\u00e3o: \u201cvai e faz o mesmo tu tamb\u00e9m\u201d. \u00c9 um convite e um mandato a tornar-se pr\u00f3ximo no amor, no cuidado e no servi\u00e7o a todo o ser humano em cada idade e situa\u00e7\u00e3o da sua vida: no in\u00edcio da vida nascente, na inf\u00e2ncia, na adolesc\u00eancia, na juventude, na adultez e na velhice; na fam\u00edlia, na doen\u00e7a, na pobreza, na solid\u00e3o, no abandono, nas dificuldades de ordem material e espiritual\u2026 \u201cVai e faz o mesmo\u201d, porque \u201ca gl\u00f3ria de Deus \u00e9 o homem vivo\u201d (santo Ireneu). E toda a vida pede amor!  Pede amor a vida do homem ca\u00eddo, Aquele a quem Tu, \u00f3 Cristo, restituis a dignidade esquecida, ofendida ou negada; Pede amor a vida escondida das crian\u00e7as no seio materno, E aquela vida cheia de alegria, de risos e simplicidade De todas as crian\u00e7as, daqueles pequenitos que Tu acolhes com ternura, \u00d3 Cristo; Pedem amor as mulheres gr\u00e1vidas em situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de sofrimentos, ansiedades e ang\u00fastias; Pedem amor os jovens, porventura errantes e desorientados, com as suas esperan\u00e7as, os seus sonhos e as suas inquieta\u00e7\u00f5es, neste tempo em que \u00e9 dif\u00edcil orientar-se e dar um projecto belo \u00e0 sua vida; Pedem amor as fam\u00edlias, que constroem a sua vida com dificuldades, e que perante o espectro do desemprego clamam por solidariedade e justi\u00e7a social; Pedem amor os idosos, os doentes, os portadores de defici\u00eancia e os s\u00f3s, aqueles que vivem uma solid\u00e3o esquecida por aqueles que os rodeiam; Pede amor a pobreza envergonhada do nosso tempo\u2026 Toda a vida pede amor\u2026 Pede amor a nossa vida, A vida de cada um de n\u00f3s,  Para partirmos, como bons samaritanos da vida, ao encontro do nosso irm\u00e3o. \u201cVai e faz o mesmo tu tamb\u00e9m\u201d: Cada pessoa, cada grupo, cada comunidade deve perguntar-se o que fez e o que pode fazer para p\u00f4r em marcha alguma iniciativa prof\u00e9tica como consoladora mensagem de esperan\u00e7a em favor da vida humana.  <b>Ora\u00e7\u00e3o pela Vida<\/b> \u201c\u00d3 Maria, Aurora do mundo novo, M\u00e3e dos viventes, Confiamo-Vos a causa da vida. Olhai, \u00f3 M\u00e3e, para o n\u00famero sem fim De crian\u00e7as a quem \u00e9 impedido nascer; De pobres para quem se torna dif\u00edcil viver; De homens e mulheres v\u00edtimas de inumana viol\u00eancia; De idosos e doentes assassinados pela indiferen\u00e7a Ou por uma suposta compaix\u00e3o. Fazei com que todos aqueles que cr\u00eaem no Vosso Filho, Saibam anunciar, com desassombro e amor, O Evangelho da Vida aos homens do nosso tempo. Alcan\u00e7ai-lhes a gra\u00e7a de o acolher como um dom sempre novo; A alegria de o celebrar, com gratid\u00e3o, Em toda a sua exist\u00eancia; E a coragem para o testemunhar com laboriosa tenacidade, Para constru\u00edrem, com todos os homens de boa vontade, A civiliza\u00e7\u00e3o da Verdade e do Amor,  Para louvor e gl\u00f3ria de Deus Criador\u201d. \u00c1men! (Papa Jo\u00e3o Paulo II, Evangelium Vitae)   +Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, 12 de Janeiro de 2006 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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