{"id":22239,"date":"2007-01-14T19:53:12","date_gmt":"2007-01-14T19:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/14\/sede-sentinelas-da-dignidade-e-do-futuro-da-vida\/"},"modified":"2007-01-14T19:53:12","modified_gmt":"2007-01-14T19:53:12","slug":"sede-sentinelas-da-dignidade-e-do-futuro-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sede-sentinelas-da-dignidade-e-do-futuro-da-vida\/","title":{"rendered":"Sede sentinelas da dignidade e do futuro da vida"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto, no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima <!--more--> SEDE SENTINELAS DA DIGNIDADE E DO FUTURO DA VIDA  Bendita \u00e9s Tu e bendito o fruto do Teu ventre!   O Evangelho de hoje oferece \u00e0 nossa contempla\u00e7\u00e3o o mist\u00e9rio gozoso da Visita\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora \u00e0 prima Isabel. \u00c9 o mist\u00e9rio da comunica\u00e7\u00e3o e do acolhimento m\u00fatuo entre duas mulheres gr\u00e1vidas e entre tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es (Isabel mais idosa, Maria mais jovem e os filhos nascituros). Cada uma destas mulheres traz consigo um segredo dif\u00edcil de comunicar e, ao mesmo tempo, dif\u00edcil de conter escondido: o segredo mais \u00edntimo e mais profundo que uma mulher pode experimentar no plano f\u00edsico-ps\u00edquico \u2013a espera de um filho. Maria dirige-se \u201capressadamente\u201d ao encontro de Isabel, n\u00e3o s\u00f3 para a ajudar mas tamb\u00e9m para receber ajuda. Quando as duas mulheres se encontram, d\u00e1-se uma explos\u00e3o de alegria.   Isabel ouve a sauda\u00e7\u00e3o de Maria e logo o menino saltou no seu seio. A partir dum baixo-relevo da Santa Casa de Loreto, podemos contemplar o afectuoso abra\u00e7o e uma sauda\u00e7\u00e3o cheia de ternura e de profundo entusiasmo, como que dizendo: \u201cCoragem! Compreendo-te. N\u00e3o tenhas medo! Tamb\u00e9m eu estou pronta para ter um filho\u201d. Isabel sente-se compreendida no mais \u00edntimo e o seu temor transforma-se em alegria. Ao mesmo tempo, compreende o segredo de Maria: \u201cbendita \u00e9s tu e bendito o fruto do teu ventre\u201d ou, de outro modo, \u201cbendita tu e bendito o Senhor que se manifesta no fruto do teu ventre\u201d! Tamb\u00e9m Maria se sente compreendida, acolhida, reconhecida, amada. E, das motiva\u00e7\u00f5es humanas, passam \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o da f\u00e9 que as une e ao louvor pelos dons que Deus realiza nelas e atrav\u00e9s delas. Contemplam a sua miss\u00e3o de mulheres e de m\u00e3es e a dos seus filhos \u00e0 luz do grande des\u00edgnio de Deus em favor da humanidade. Eis pois duas mulheres que se encontram na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o da vida e do servi\u00e7o \u00e0 humanidade.  Contemplar a maravilha e o mist\u00e9rio da vida humana nascente  Este quadro da visita\u00e7\u00e3o \u00e9 um convite a contemplar e meditar a maravilha e o mist\u00e9rio da vida humana nascente. Quem n\u00e3o v\u00ea aqui reflectida, de algum modo, aquela experi\u00eancia singular que os pais vivem quando geram um filho? Desde a profunda emo\u00e7\u00e3o, quando a m\u00e3e se apercebe da gravidez, ao acompanhamento da gesta\u00e7\u00e3o em que sente o bater do cora\u00e7\u00e3o e os primeiros movimentos da crian\u00e7a, at\u00e9 ao misto de ansiedade e esperan\u00e7a na proximidade do parto; e por fim, o sentimento de maravilha e deslumbramento quando pegam nele, o contemplam e se confrontam com o seu rosto \u00fanico, que cresceu escondido no seio materno e agora veio \u00e0 luz do mundo. Embora sabendo que \u00e9 fruto da sua fertilidade e do seu amor, os pais acolhem o filho como um dom que \u00e9 confiado \u00e0 sua solicitude, e n\u00e3o como uma coisa ou um objecto de que s\u00e3o propriet\u00e1rios e de que podem dispor arbitrariamente. Qual o segredo \u00faltimo desta nova vida orientada a desabrochar na flor da consci\u00eancia e na gl\u00f3ria da liberdade? \u00c0 luz da f\u00e9 crist\u00e3, a gera\u00e7\u00e3o do ser humano lan\u00e7a ra\u00edzes no mist\u00e9rio de Deus Criador, fonte de toda a vida. N\u00e3o \u00e9 mero produto do acaso irracional e sem sentido da evolu\u00e7\u00e3o. Traz em si a marca de criatura \u201c\u00e0 imagem de Deus\u201d. \u201cCada menino que nasce, traz-nos o sorriso de Deus e convida-nos a reconhecer que a vida \u00e9 dom Seu, a acolher com amor e a guardar sempre e em cada momento\u201d (Bento XVI). Qualquer homem ou mulher de boa vontade, mesmo n\u00e3o crente, intui que na vida humana que nasce, h\u00e1 um valor sagrado, que inspira respeito e pode ser captado \u00e0 luz da raz\u00e3o. Um n\u00e3o crente, como Umberto Eco, afirma: \u201cJulgo que o nascimento de uma crian\u00e7a \u00e9 uma coisa maravilhosa, um milagre natural que devemos aceitar\u201d! E, na mesma l\u00f3gica, um outro fil\u00f3sofo italiano, Norberto Bobbio, laico e socialista, afirma que a defesa da vida humana, antes e depois de nascer, \u00e9 \u201cuma causa progressista, democr\u00e1tica e reformista\u201d, que n\u00e3o deve ser deixada s\u00f3 aos crentes.  O acolhimento, o cuidado e a protec\u00e7\u00e3o do filho em gesta\u00e7\u00e3o e da m\u00e3e que o gera   Verificamos com satisfa\u00e7\u00e3o que aumenta a sensibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 protec\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es dignas da maternidade, \u00e0 igualdade de todos os seres humanos, \u00e0 defesa e protec\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Tamb\u00e9m cresce em todo o mundo a rejei\u00e7\u00e3o da pena de morte e da tortura. Mas, paradoxalmente, assistimos \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o crescente do aborto que provoca a morte silenciosa de um ser humano silencioso, indefeso e inocente. Porqu\u00ea esta desvaloriza\u00e7\u00e3o da vida humana nascente, na escala de valores? Como foi poss\u00edvel \u00e0 nossa cultura, que tanto se reclama de humanista, p\u00f4r a liberdade humana contra a vida humana? Porqu\u00ea esta distin\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria entre os seres humanos nascidos e os nascituros em gesta\u00e7\u00e3o? Porque n\u00e3o paramos em contempla\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre o momento luminoso do in\u00edcio da vida humana que hoje as novas t\u00e9cnicas p\u00f5em diante dos nossos olhos? Porqu\u00ea o contraste impressionante entre o grande interesse pela ecologia da natureza e o pouco interesse pela ecologia da vida do ser humano em embri\u00e3o? S\u00e3o interroga\u00e7\u00f5es que d\u00e3o que pensar! O fen\u00f3meno do aborto como chaga social \u00e9 sintoma de um mal-estar mais profundo de cultura e de civiliza\u00e7\u00e3o, da pr\u00f3pria sociedade. Alastra uma vis\u00e3o materialista que reduz o conceito de vida humana a um mero produto ou material biol\u00f3gico; e uma vis\u00e3o pragm\u00e1tico-utilitarista que remete por completo a sensibilidade moral para as fronteiras dos custos, do bem-estar, do conforto etc. E, ent\u00e3o, a nossa sociedade torna-se simultaneamente fr\u00e1gil (face aos problemas da vida) e \u201cdura\u201d (nas solu\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas) em fun\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica utilitarista e competitiva. N\u00e3o ignoramos, nem podemos ignorar que, muitas vezes, a decis\u00e3o de abortar \u00e9 fruto de grandes sofrimentos e ang\u00fastias (sem excluir as press\u00f5es), que \u00e9 um verdadeiro drama para muitas mulheres. Mas pensamos que a um drama n\u00e3o se responde com outro drama: o de destruir uma vida humana que desabrocha e que \u00e9 o elo mais fraco em todo este processo. A resposta verdadeiramente humana e humanista a este drama \u00e9 um projecto solid\u00e1rio e galvanizador de todos os recursos da sociedade civil e do Estado, para oferecer todo o cuidado, acolhimento e protec\u00e7\u00e3o de ordem social, econ\u00f3mica e psicol\u00f3gica tanto ao filho em gesta\u00e7\u00e3o como \u00e0 m\u00e3e que o gera. N\u00e3o podemos considerar um sem o outro; e muito menos p\u00f4r um contra o outro. A liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, embora disfar\u00e7ada sob a forma jur\u00eddica de despenaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a resposta digna e condigna. \u00c9 uma fuga em frente, para n\u00e3o atacar o problema nas suas ra\u00edzes. N\u00e3o \u00e9 caminho de progresso, de futuro e de liberdade. Tudo isto exige um sobressalto e uma mobiliza\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias para uma Nova Alian\u00e7a entre Liberdade, Vida e Amor \u2013 indissoluvelmente unidos \u2013 e para uma ac\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria. Como diz o poeta latino-americano \u00d3scar Campana:                                  Se n\u00e3o h\u00e1 caminho que nos leve, \t\t         Nossas m\u00e3os o abrir\u00e3o; \t\t         E haver\u00e1 lugar para as crian\u00e7as, \t                     Para a vida e a verdade, \t\t         E o lugar ser\u00e1 de todos \t\t         Em justi\u00e7a e liberdade. \t\t         Se algu\u00e9m se anima, avise, \t\t         Seremos dois para come\u00e7ar!  Que este apelo do poeta desperte, na sociedade e nas comunidades crist\u00e3s, o empenho para dar apoio concreto \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e proporcionar acolhimento aos beb\u00e9s que nascem em situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis.  Com humildade, mas com firmeza, continuaremos a propor o valor imenso da vida humana. A defesa da vida com os meios da paz, com a convic\u00e7\u00e3o e o testemunho, com os meios duma democracia plural \u00e9 uma d\u00edvida de honra para com o avan\u00e7o da nossa civiliza\u00e7\u00e3o em ordem a um humanismo integral e solid\u00e1rio. A todos v\u00f3s confio, pois, um mandato: Sede sentinelas da dignidade e do futuro da vida humana em todas as suas fases e circunst\u00e2ncias, desde o seu primeiro instante at\u00e9 ao seu ocaso! N\u00e3o tenhais medo nem vergonha de ser paladinos da simpatia, da estima e do amor por toda a vida humana!  Santa M\u00e3e do Redentor e M\u00e3e espiritual da humanidade:  A Ti dirigimos com confian\u00e7a a nossa ora\u00e7\u00e3o, para que se desenvolva nas consci\u00eancias, sobretudo no nosso continente europeu, o sagrado respeito pela vida de cada ser humano, em todas as suas fases, desde o seu primeiro instante at\u00e9 ao seu ocaso. O Evangelho diz-nos que, \u00e0 Tua sauda\u00e7\u00e3o, o menino saltou de alegria no seio de Isabel.  N\u00f3s interrogamo-nos diante de Ti: saltam de alegria os meninos da Europa no seio de suas m\u00e3es?  Saltam todos de alegria com a esperan\u00e7a da vida que vem de um amor que os acolhe, de uma ternura que os recebe? Que recebe inclusive aqueles que poderiam nascer com dificuldade, em situa\u00e7\u00f5es penosas para a fam\u00edlia? Est\u00e1 presente nos meninos da Europa, que est\u00e3o no ventre materno, esta esperan\u00e7a de que n\u00f3s estamos a preparar para eles um futuro de amor, de acolhimento, de paz? \u00c9 isto o que perturba o nosso \u00e2nimo, \u00f3 Maria, ao pensarmos nesta Europa que envelhece, nesta sociedade farta mas desencantada, que tem medo de viver e dar vida. Faz, \u00f3 M\u00e3e, com que este salto de alegria no seio materno seja para todos um salto de esperan\u00e7a e confian\u00e7a de que existe uma humanidade boa, s\u00e3 e corajosa; de que existem pais e m\u00e3es capazes de receber os filhos com amor; de que, onde h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, h\u00e1 tamb\u00e9m comunidades crist\u00e3s e sociedades dispostas a cuidar do futuro daqueles que est\u00e3o para vir \u00e0 luz do mundo. Faz, \u00f3 Maria, com que a Europa n\u00e3o olhe s\u00f3 para o passado, n\u00e3o pense s\u00f3 na sobreviv\u00eancia de um mundo de idosos; mas que dirija os seus olhos, com alegria, confian\u00e7a e generosidade, para um futuro cheio de novas vidas humanas. E, por isso, ensina-nos, \u00f3 Maria, a viver com serenidade a nossa vida; a fazer com alegria os sacrif\u00edcios quotidianos, a aceitar alegremente as pequenas ren\u00fancias que temperam o corpo e o esp\u00edrito e d\u00e3o sabor \u00e0 exist\u00eancia; a ser solid\u00e1rios com todos os que sofrem as ang\u00fastias da vida. Confiamo-nos a Ti, queremos deixar-nos conduzir por Ti; e o Teu Cora\u00e7\u00e3o terno e materno, o Teu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o nos inspirar\u00e1 a amar, proteger, defender e servir a vida, a paz e a justi\u00e7a em toda a humanidade. \u00c1men!  + Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, 13 de Janeiro de2007 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto, no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,120,154,168,177,203,206,207,256],"class_list":["post-22239","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-europa","tag-familia","tag-fatima","tag-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22239\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}