{"id":22238,"date":"2007-01-14T16:36:28","date_gmt":"2007-01-14T16:36:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/14\/ser-familia-imigrante\/"},"modified":"2007-01-14T16:36:28","modified_gmt":"2007-01-14T16:36:28","slug":"ser-familia-imigrante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ser-familia-imigrante\/","title":{"rendered":"Ser fam\u00edlia imigrante"},"content":{"rendered":"<p>VII ENCONTRO DE ANIMADORES S\u00d3CIO-PASTORAIS DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES F\u00e1tima, 12, 13 e 14 de Janeiro de 2007   \u201cSer Fam\u00edlia em Terra Estrangeira\u201d  <i>Conclus\u00f5es<\/i>  Para assinalar o 93\u00ba Dia Mundial do Migrante e Refugiado, realizou-se o VII Encontro de Animadores S\u00f3cio-Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es. Reuniu em F\u00e1tima (Casa Francisco e Jacinta Marto) 50 representantes de 12 Dioceses, que trabalham em Secretariados da Mobilidade Humana, Caritas Diocesanas ou outros Centros de apoio \u00e0s fam\u00edlias migrantes.  \u201cSer Fam\u00edlia em Terra Estrangeira\u201d foi o tema em debate, cumprindo a sugest\u00e3o do Papa Bento XVI na Mensagem para este dia e na sequ\u00eancia do V Encontro Mundial das Fam\u00edlias (Val\u00eancia, Julho de 2006).   A exibi\u00e7\u00e3o, seguida de debate, do filme \u201cWaiting for Europe\u201d (CRIM Produ\u00e7\u00f5es), actualmente em estreia por diferentes localidades de Portugal, assim como a presen\u00e7a de imigrantes de Cabo Verde, Brasil e Ucr\u00e2nia com as suas hist\u00f3rias de vida, foram um contributo importante para perceber a beleza e dramaticidade da actual mobilidade de povos em Portugal e na Europa.  Os participantes lan\u00e7aram um olhar particular sobre a mobilidade actual nos A\u00e7ores, em contexto nacional.  <b>Constata\u00e7\u00f5es<\/b>  &#8211; A sociedade e o mundo das migra\u00e7\u00f5es precisa da vis\u00e3o humanizante e sobrenatural da fam\u00edlia pois s\u00f3 nesse \u201ccentro nevr\u00e1lgico da sociedade\u201d (Bento XVI) a pessoa se pode desenvolver integralmente.  &#8211; Nas dioceses onde acontecem eficazes parcerias entre as estruturas da Igreja que trabalham com as migra\u00e7\u00f5es, e destas com o Estado e com a sociedade civil, notam-se resultados mais vis\u00edveis no servi\u00e7o \u00e0s fam\u00edlias migrantes e na sensibiliza\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s.  &#8211; Regista-se a realidade nacional de que 75% dos actuais fluxos migrat\u00f3rios acontecem, n\u00e3o por via laboral, mas antes pelo aumento do recurso ao canal legal do reagrupamento familiar.  &#8211; A f\u00e9 e a religiosidade s\u00e3o factores de estabilidade na integra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, na transmiss\u00e3o dos valores da vida, do amor, da identidade, da cultura, da educa\u00e7\u00e3o e no sua traject\u00f3ria de vida em terra estrangeira.  &#8211; S\u00f3 atrav\u00e9s do servi\u00e7o efectivo \u00e0 fam\u00edlia \u00e9 poss\u00edvel uma vis\u00e3o global e humanista dos movimentos migrat\u00f3rios, assim como a preven\u00e7\u00e3o e combate a comportamentos de exclus\u00e3o.   &#8211; H\u00e1 comunidades que j\u00e1 manifestam uma particular aten\u00e7\u00e3o aos menores e \u00e0s fam\u00edlias com situa\u00e7\u00f5es de irregularidade, mas \u00e9 preciso ir mais longe.  <b>Propostas<\/b>  &#8211; Flexibilizar o instituto jur\u00eddico do reagrupamento familiar no que diz respeito \u00e0s exig\u00eancias da habita\u00e7\u00e3o, dos meios de subsist\u00eancia com vista \u00e0 elegibilidade dos candidatos ainda a viver fora ou j\u00e1 em Portugal;  &#8211; Acolher activamente, sem preconceito, as novas situa\u00e7\u00f5es familiares entre os migrantes: fam\u00edlias monoparentais, uni\u00f5es de facto, c\u00f4njuges s\u00f3s, matrim\u00f3nios mistos (culturais e religiosos);  &#8211; Estender a rede dos Consulados a todos os pa\u00edses de origem dos imigrantes, favorecendo a transpar\u00eancia no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e unificando procedimentos burocr\u00e1ticos;  &#8211; Concretizar, entre as fam\u00edlias de imigrantes, a igualdade de tratamento e de acesso aos mesmos direitos de todas as fam\u00edlias portuguesas;  &#8211; Acompanhar a institui\u00e7\u00e3o do bilinguismo na educa\u00e7\u00e3o, numa aten\u00e7\u00e3o activa \u00e0 segunda gera\u00e7\u00e3o das comunidades imigrantes;  &#8211; Dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias numerosas na popula\u00e7\u00e3o migrante, n\u00e3o permitindo que o acolhimento do valor da vida seja motivo de penaliza\u00e7\u00e3o e sobrecarga fiscal;  &#8211; Ir ao encontro daqueles que se encontram desprovidos da rede familiar, nomeadamente por parte das estruturas da Igreja: os sem abrigo, os reclusos, os irregulares, os deportados, os estudantes, os \u00f3rf\u00e3os, os idosos, entre outros;  &#8211; Promover \u201ccontratos de acolhimento\u201d das comunidades migrantes na Sociedade, porque os imigrantes n\u00e3o s\u00e3o bra\u00e7os de trabalho, mas pessoas com afectos, com projectos de vida individual e familiar;  &#8211; Instituir equipas de acolhimento e integra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias migrantes na comunidade local, com uma particular aten\u00e7\u00e3o aos filhos de imigrantes, e consolidar nas par\u00f3quias, movimentos de espiritualidade (especialmente familiar) e outras estruturas eclesiais de forma\u00e7\u00e3o o acolhimento \u00e0s fam\u00edlias migrantes respeitando a sua identidade e itiner\u00e1rio de f\u00e9 na proposta lit\u00fargica, catequ\u00e9tica e sacramental;  &#8211; Criar um grupo de trabalho para estudar a constitui\u00e7\u00e3o de uma plataforma que represente a voz da Igreja na salvaguarda do direito a viver em fam\u00edlia e desenvolva ac\u00e7\u00f5es concretas de acompanhamento dos casos que ofendem a dignidade familiar;  &#8211; Dar a conhecer aos movimentos e estruturas de Pastoral Familiar da Igreja a Carta dos Direitos da Fam\u00edlia, proposta pelo S\u00ednodo dos Bispos (1980) e proclamada h\u00e1 24 anos, no que concerne \u00e0s fam\u00edlias migrantes;   Os participantes acolhem com optimismo as recentes mudan\u00e7as na &#8220;lei de imigra\u00e7\u00e3o&#8221; em prol do valor da fam\u00edlia migrante e de particulares situa\u00e7\u00f5es excepcionais de irregularidade, desejando, para breve, a regulamenta\u00e7\u00e3o da mesma.   Os participantes est\u00e3o convencidos de que \u201co exerc\u00edcio de viver em fam\u00edlia, atrav\u00e9s da viabiliza\u00e7\u00e3o do reagrupamento familiar do n\u00facleo da fam\u00edlia imigrante, constitui um expoente e medida da humanidade de uma pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o de imigrantes\u201d.  Neste encontro, recordaram-se todos os que trabalham no apoio \u00e0s fam\u00edlias migrantes, nomeadamente o Presidente da Caritas Portuguesa, Eug\u00e9nio Fonseca, cujo estado de sa\u00fade o impediu de estar presente. Por todos oramos, para que o trabalho de cada um e em comunidade possa acolher e integrar cada pessoa, cada fam\u00edlia.  Neste encontro foi anunciada, em confer\u00eancia de imprensa, a realiza\u00e7\u00e3o do V F\u00f3rum das Migra\u00e7\u00f5es da Caritas Europa em Portugal. Decorrer\u00e1 entre os dias 20 e 22 de Setembro de 2007, coincidindo com a Presid\u00eancia Portuguesa da Comunidade Europeia. \u201cConstruir pontes ou barreiras\u201d, ser\u00e1 o tema em debate neste F\u00f3rum.   F\u00e1tima, 14 de Janeiro de 2007  <i>Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es Caritas Portuguesa  Ag\u00eancia Ecclesia<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VII ENCONTRO DE ANIMADORES S\u00d3CIO-PASTORAIS DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES F\u00e1tima, 12, 13 e 14 de Janeiro de 2007 \u201cSer Fam\u00edlia em Terra Estrangeira\u201d Conclus\u00f5es Para assinalar o 93\u00ba Dia Mundial do Migrante e Refugiado, realizou-se o VII Encontro de Animadores S\u00f3cio-Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es. 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