{"id":22226,"date":"2007-01-13T11:10:07","date_gmt":"2007-01-13T11:10:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/13\/referendo-ao-aborto\/"},"modified":"2007-01-13T11:10:07","modified_gmt":"2007-01-13T11:10:07","slug":"referendo-ao-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/referendo-ao-aborto\/","title":{"rendered":"Referendo ao Aborto"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Bispo de Angra <!--more--> Os portugueses s\u00e3o chamados mais uma vez a se pronunciarem, em referendo, sobre a quest\u00e3o do aborto. Embora para a Igreja o direito \u00e0 vida n\u00e3o seja mat\u00e9ria de referendo, temos de participar no debate, para esclarecer o que realmente est\u00e1 em causa. E n\u00e3o podemos deixar de ir \u00e0s urnas. Votar \u00e9 sempre uma obriga\u00e7\u00e3o grave. Raramente se justifica a absten\u00e7\u00e3o, muito menos, neste caso do referendo sobre o aborto. N\u00e3o sendo uma quest\u00e3o meramente religiosa, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o simplesmente pol\u00edtica ou partid\u00e1ria. \u00c9 uma quest\u00e3o de humanidade e de civiliza\u00e7\u00e3o.  A pergunta do referendo \u00e9 algo capciosa. Induz facilmente ao \u201csim\u201d. Mas n\u00f3s cat\u00f3licos devemos votar \u201cn\u00e3o\u201d. O que est\u00e1 realmente em causa n\u00e3o \u00e9 a \u00abdespenaliza\u00e7\u00e3o\u00bb, mas sim a \u00abliberaliza\u00e7\u00e3o legalizada\u00bb da pr\u00e1tica do aborto. \u00abO ser humano est\u00e1 todo presente, desde o in\u00edcio da vida, quando ele \u00e9 apenas embri\u00e3o. Esta \u00e9 hoje uma certeza confirmada pela Ci\u00eancia: todas as caracter\u00edsticas e potencialidades do ser humano est\u00e3o presentes no embri\u00e3o\u00bb. (CEP, Nota Pastoral, 2006\/10\/19).   A assim chamada \u00abinterrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez\u00bb \u00e9 a interrup\u00e7\u00e3o de uma vida humana. Moralmente, n\u00e3o podemos concordar com uma lei, que,  despenalizando uma das partes envolvidas, condena \u00e0 pena de morte um ser inocente e indefeso.   Ningu\u00e9m quer condenar ningu\u00e9m. O que se pretende \u00e9 garantir o direito \u00e0 vida dos nascituros. \u00abO aborto n\u00e3o \u00e9 um direito da mulher\u2026 Desde que uma vida foi gerada no seu seio, \u00e9 outro ser humano\u00bb (Ibid), que um Estado de Direito tem a obriga\u00e7\u00e3o de proteger e defender. Por isso, dizemos \u201cn\u00e3o\u201d ao aborto.  A lei tem um efeito pedag\u00f3gico. Plasma as mentalidades e os costumes. Uma lei permissiva abre caminho \u00e0 liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Os constrangimentos da lei ajudam a criar a mentalidade de que o aborto \u00e9 uma grave desordem moral, que se deve evitar a todo o custo: elimina uma vida humana e p\u00f5e em causa a sa\u00fade e bem-estar da mulher.  Todos queremos o melhor para a mulher. Ent\u00e3o, poupemo-la do drama do aborto, que, em qualquer circunst\u00e2ncia, deixa sequelas indel\u00e9veis para toda a vida.  N\u00e3o se pode confundir a quest\u00e3o do direito \u00e0 vida, com as situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas de gravidezes indesejadas e do aborto clandestino. H\u00e1 outros caminhos para combater o \u00ababorto clandestino\u00bb. Passam \u00abpor um planeamento equilibrado da fecundidade e por um apoio decisivo \u00e0s mulheres para quem a maternidade \u00e9 dif\u00edcil\u00bb (Ibid.). Isso \u00e9 que \u00e9 sinal de \u00abprogresso\u00bb e de \u00abmodernidade\u00bb.  Diz-se que o aborto \u00e9 uma quest\u00e3o de consci\u00eancia. E est\u00e1 certo. Como em tudo. Nenhum Partido ou Governo podem substituir a nossa consci\u00eancia. Um cidad\u00e3o  cat\u00f3lico procura formar a pr\u00f3pria consci\u00eancia, em conson\u00e2ncia com a f\u00e9 que professa, tal como \u00e9 interpretada pelo ensinamento perene da Igreja, que sempre defendeu o direito \u00e0 vida, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu termo natural. \u00c9 de toda a coer\u00eancia que um cat\u00f3lico vote \u201cn\u00e3o\u201d, no referendo ao aborto.  + Ant\u00f3nio de Sousa Braga, Bispo de Angra  Angra, 04 de Janeiro de 2007. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,169,172],"class_list":["post-22226","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22226\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}