{"id":221966,"date":"2021-11-18T17:58:30","date_gmt":"2021-11-18T17:58:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=221966"},"modified":"2021-11-18T18:19:19","modified_gmt":"2021-11-18T18:19:19","slug":"sao-4-entradas-para-a-praca-central-por-favor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sao-4-entradas-para-a-praca-central-por-favor\/","title":{"rendered":"\u201cS\u00e3o 4 entradas para a Pra\u00e7a Central, por favor\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Pedro Gil\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-221969\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676.jpg\" alt=\"\" width=\"1272\" height=\"677\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676.jpg 1272w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-400x213.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-1024x545.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-768x409.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-1080x575.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-980x522.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/01_Novas_Imagens_1271x676-480x255.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1272px) 100vw, 1272px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"mb-0\">Pra\u00e7a Central? Sim, o encontro aberto a todos para uma ampla conversa sobre cristianismo, sociedade e cultura, desta vez \u00e0 volta do sugestivo t\u00edtulo \u201cA dif\u00edcil arte da amizade social\u201d. Encontro acontece a 20 de novembro em Almada.<\/p>\n<p>Pra\u00e7a Central? Sim, o encontro aberto a todos para uma ampla conversa sobre cristianismo, sociedade e cultura, desta vez \u00e0 volta do sugestivo t\u00edtulo \u201cA dif\u00edcil arte da amizade social\u201d. Um tema com os p\u00e9s na terra. No pr\u00f3ximo dia 20 de novembro. Em Almada. A coisa promete. Abramos 4 entradas para compreender o que est\u00e1 em causa.<\/p>\n<p>O tema nasce da \u201c<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fratellit tutti<\/a>\u201d, texto do Papa sobre a fraternidade humana, onde se foi buscar o subt\u00edtulo: \u201cComo \u00e9 importante sonhar juntos!\u201d. Para muitos, \u201cfraternidade\u201d, \u201csolidariedade\u201d, \u201camizade\u201d, e todo um etc. de express\u00f5es semelhantes, s\u00e3o t\u00f3picos que j\u00e1 cansam. Palavras estafadamente gastas, a quem algu\u00e9m roubou o poder fresco e surpreendente de mudar vidas e sociedades.<\/p>\n<p>Por isso, a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 de compreens\u00edvel cautela e cepticismo: \u201coh n\u00e3o, mais do mesmo n\u00e3o!\u201d.<\/p>\n<p>Sem fazer \u201cspoiler\u201d, podemos saborear um aperitivo de 4 entradas que permita concluir com um suficiente, ainda que titubeante, \u201cse calhar, vai valer a pena\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1\u00aa entrada \u2013 \u201cFratelli tutti ergo filii tutti\u201d, ou melhor \u201cFratelli tutti quia filii tutti\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria e o quotidiano mostram que \u00e9 muito dif\u00edcil a fraternidade pacificada. H\u00e1 uma incontorn\u00e1vel fragilidade humana em cada pessoa, onde paradoxalmente coabitam um grande potencial de bem e uma estranha inclina\u00e7\u00e3o para o erro e at\u00e9 mal\u00edcia. Aquilo que algu\u00e9m j\u00e1 chamou mistura de barro e gra\u00e7a que \u00e9 cada um, s\u00f3 se resolve com um reconhecimento de que a fraternidade se baseia numa comum filia\u00e7\u00e3o. Ora a refer\u00eancia a um pai comum s\u00f3 transforma a fraternidade em amizade e benevol\u00eancia, se esse pai n\u00e3o for ausente ou mal\u00e9fico, mas vivo e pleno de poder de bondade e de cura. Um discurso sobre a paz \u00e9 tanto mais cred\u00edvel e transformador quanto mais se basear n\u00e3o nas for\u00e7as humanas, mas na poderosa for\u00e7a de bem que vem de um Deus bom. Faz, pois, todo o sentido que a \u201cFratelli tutti\u201d termine com uma ora\u00e7\u00e3o a Deus, e que a \u201cPra\u00e7a Central\u201d termine com uma eucaristia. N\u00e3o s\u00e3o um extra ou opcional: s\u00e3o a chave do euromilh\u00f5es da fraternidade.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa entrada \u2013 O perd\u00e3o: t\u00e3o dif\u00edcil e t\u00e3o necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Como gerir as ofensas que sofremos? Em especial quando v\u00eam n\u00e3o de estranhos mas das pessoas mais pr\u00f3ximas e de quem mais gostamos? E o outro lado: como havemos de fazer depois de termos magoado duramente pessoas que n\u00e3o dev\u00edamos ter ferido de modo nenhum? O tempo certamente cura muitas feridas, mas h\u00e1 feridas que s\u00f3 se curam com o perd\u00e3o oferecido e recebido. \u201cHoje \u00e9 f\u00e1cil cair na tenta\u00e7\u00e3o de voltar p\u00e1gina, dizendo que j\u00e1 passou muito tempo e \u00e9 preciso olhar para diante. Isso n\u00e3o, por amor de Deus! Sem mem\u00f3ria, nunca se avan\u00e7a; n\u00e3o se evolui sem uma mem\u00f3ria \u00edntegra e luminosa.\u201d \u201cO perd\u00e3o n\u00e3o implica esquecimento. Antes, mesmo que haja algo que de forma alguma pode ser negado, relativizado ou dissimulado, todavia podemos perdoar. Mesmo que haja algo que jamais deve ser tolerado, justificado ou desculpado, todavia podemos perdoar. Mesmo quando houver algo que por nenhum motivo devemos permitir-nos esquecer, todavia podemos perdoar. O perd\u00e3o livre e sincero \u00e9 uma grandeza que reflete a imensid\u00e3o do perd\u00e3o divino. Se o perd\u00e3o \u00e9 gratuito, ent\u00e3o pode-se perdoar at\u00e9 a quem resiste ao arrependimento e \u00e9 incapaz de pedir perd\u00e3o.\u201d (Fratelli Tutti, 249-250). Na Pra\u00e7a Central intervir\u00e1 o cardeal Sean O\u2019Malley o rosto da Igreja que mais e melhor enfrentou os casos de abusos e que acompanhou muitas v\u00edtimas nos dif\u00edceis processos de cura e reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa entrada \u2013 A amabilidade, essa \u201ctecnologia\u201d futurista<\/strong><\/p>\n<p>Temos pressa, n\u00e3o h\u00e1 vagar para salamaleques. Muitos pensam que h\u00e1 adornos l\u00edricos que s\u00f3 gente ociosa e que n\u00e3o \u00e9 deste mundo pode dar-se ao luxo de ter e neles desperdi\u00e7ar o seu tempo. \u201cS\u00e3o Paulo designa um fruto do Esp\u00edrito Santo com a palavra grega\u00a0chrestotes\u00a0(Gal\u00a05, 22), que expressa um estado de \u00e2nimo n\u00e3o \u00e1spero, rude, duro, mas benigno, suave, que sustenta e conforta. A pessoa que possui esta qualidade ajuda os outros, para que a sua exist\u00eancia seja mais suport\u00e1vel, sobretudo quando sobrecarregados com o peso dos seus problemas, urg\u00eancias e ang\u00fastias. \u00c9 um modo de tratar os outros, que se manifesta de diferentes formas: amabilidade no trato, cuidado para n\u00e3o magoar com as palavras ou os gestos, tentativa de aliviar o peso dos outros. Sup\u00f5e dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam, desprezam.\u201d (Fratelli Tutti 223). \u00c9 talvez f\u00e1cil a amabilidade de circunst\u00e2ncia, o \u201cboa tarde\u201d de caf\u00e9 e o \u201ccom licen\u00e7a\u201d de elevador. Mas tentemos aplicar essas sugest\u00f5es a uma assembleia de cond\u00f3minos, a uma reuni\u00e3o de partilhas, aos debates parlamentares, e \u00e0 conversa de caf\u00e9 \u00e0 sa\u00edda de um \u201cBenfica-Sporting\u201d. D\u00e1 para sentir o car\u00e1cter revolucion\u00e1rio da \u201ctecnologia\u201d da amabilidade. Da\u00ed o interesse, por exemplo, da participa\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a Central do tema da \u201cescuta activa\u201d abordado pela Rute Agulhas e da \u201cconversa nas redes sociais\u201d pela Rita Fevereiro.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa entrada \u2013 Uma recheada \u201cficha t\u00e9cnica\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Embora com come\u00e7o \u00e0s 9.00 e fim \u00e0s 20.00 h\u00e1 tempo para uma manh\u00e3 com 3 sess\u00f5es gerais sucessivas, e a tarde com 2 blocos seguidos de 4 sess\u00f5es paralelas rematada pela Eucaristia; e\u00a0 a interven\u00e7\u00e3o de 49 oradores de v\u00e1rios perfis e experi\u00eancias de vida que, em confer\u00eancias, em debates, em mini-confer\u00eancias, v\u00e3o conversar sobre ideias, testemunhos e sugest\u00f5es, de forma a que a \u201cdif\u00edcil arte\u201d da amizade social, entre as suas sombras e os seus sonhos, se torne mais realiz\u00e1vel.<\/p>\n<p>Toda a informa\u00e7\u00e3o se pode encontrar no site\u00a0<a href=\"https:\/\/cnal.org.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.cnal.org.pt<\/a>, da Confer\u00eancia das Associa\u00e7\u00f5es de Apostolado dos Leigos, cuja comiss\u00e3o organizadora \u00e9 composta por Jo\u00e3o Cordovil Cardoso, Jo\u00e3o Sousa, Ros\u00e1rio Lupi Bello, Elsa Fran\u00e7a, J\u00falio Mar\u00edn, Sim\u00e3o Mira, Mafalda Rebelo, Ant\u00f3nio Fonseca, Jos\u00e9 Diogo Ferreira Martins, Paulo Rocha, Ricardo Perna. O assistente religioso \u00e9 o P. Lu\u00eds Marinho.<\/p>\n<p><em>Publicado em <a href=\"https:\/\/pontosj.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pontosj.pt\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Gil\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":221967,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-221966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=221966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221966\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/221967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=221966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=221966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=221966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}