{"id":221742,"date":"2021-11-19T09:00:05","date_gmt":"2021-11-19T09:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=221742"},"modified":"2021-11-16T10:17:06","modified_gmt":"2021-11-16T10:17:06","slug":"lusofonias-luzerna-lusa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-luzerna-lusa\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Luzerna lusa"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Luzerna e Lugano<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-221743\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Lusofonias-Suica-19-11-2021-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aterrei em Zurique numa manh\u00e3 fria de s\u00e1bado. Esperava-me o P. Alo\u00edsio Ara\u00fajo, coordenador da pastoral das comunidades lus\u00f3fonas na Su\u00ed\u00e7a. Fomos colegas de carteira nos long\u00ednquos anos 80, quando est\u00e1vamos a estudar Filosofia em Braga. Aqui nos reencontramos, quase quarenta anos depois. Levou-me at\u00e9 Luzerna, onde a pastoral lus\u00f3fona tem a sua sede. E come\u00e7ou logo a maratona que faz correr o P. Alo\u00edsio todos os fins de semana, pois \u00e9 o Padre da Miss\u00e3o Cat\u00f3lica da Su\u00ed\u00e7a Central. Fizemo-nos \u00e0 estrada e, 25 kms depois, l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s a celebrar festivamente a missa com a comunidade que se re\u00fane em Schenkon. Uma meia centena de pessoas, na sua maioria jovens, com algumas crian\u00e7as na linha da frente. Evocaram-se os defuntos das fam\u00edlias presentes, pois no fim de semana dos Santos n\u00e3o houve ali celebra\u00e7\u00e3o. O domingo come\u00e7ou cedo com a Missa em Baar, a 30 kms de viagem. Encontramos mais uma comunidade viva para uma celebra\u00e7\u00e3o simp\u00e1tica. Depois, fizemo-nos novamente \u00e0 estrada para a segunda Eucaristia, na Igreja de Emmen, em Luzerna. Chegamos cedo e pudemos visitar todas as salas de catequese. Esta \u00e9 uma realidade muito viva entre os portugueses, pois h\u00e1 muitas centenas de crian\u00e7as e adolescentes que t\u00eam a sua caminhada catequ\u00e9tica em l\u00edngua lusa. A tarde ainda seria longa, pois far\u00edamos uma viagem de 50 kms para celebrar Missa em Erstfeld, quase \u00e0 entrada do grande t\u00fanel de S. Gotardo. Ali encontramos uma comunidade de uma vintena de pessoas. S\u00f3 n\u00e3o celebramos (mas visitamos) a comunidade de Ibach, situada a 50 kms de Luzerna, j\u00e1 no Cant\u00e3o de Schwyz, aquele que deu o nome ao pa\u00eds. Escusado ser\u00e1 dizer que, para al\u00e9m da riqueza destas celebra\u00e7\u00f5es e encontros, os olhos se enchem da beleza da paisagem. O lago dos Quatro Cant\u00f5es, as casas que o ladeiam ou os chal\u00e9s a trepar as montanhas, p\u00f5e-nos como que diante de um pres\u00e9pio. E, a toda a volta, h\u00e1 picos de montanha j\u00e1 pintados de branco pela neve.<\/p>\n<p>Regressados a casa, em Luzerna, foi tempo de descansar de um domingo intenso e preparar tudo para rumar at\u00e9 Lugano, a emblem\u00e1tica capital da Su\u00ed\u00e7a Italiana. S\u00e3o 170 kms de sonho, tal a beleza de ladear os lagos, entrar no t\u00fanel de S. Gotardo, passar em Bellinzona e chegar a Lugano. Bellinzona \u00e9 uma cidade muito antiga, patrim\u00f3nio da humanidade. Basta subir a um dos tr\u00eas castelos para poder apreciar uma paisagem de sonho, com a cidade aos p\u00e9s, com as suas sete Igrejas, tr\u00eas castelos e a muralha. Ao longe, todos os picos est\u00e3o brancos de neve. Esta paragem de almo\u00e7o encheu os olhos e carregou as baterias para que o Retiro dos Padres Lus\u00f3fonos come\u00e7asse \u00e0 noite, no belo convento das Irm\u00e3s de S. Br\u00edgida da Su\u00e9cia. A realidade da anima\u00e7\u00e3o pastoral lus\u00f3fona da Su\u00ed\u00e7a \u00e9 muito plural: tem padres, di\u00e1conos permanentes, irm\u00e3s e Leigos. S\u00e3o origin\u00e1rios de Portugal, Brasil, Angola, It\u00e1lia, M\u00e9xico e Argentina.<\/p>\n<p>O regresso a Luzerna permitiu a passagem por Schwyz e a participa\u00e7\u00e3o na ora\u00e7\u00e3o de v\u00e9speras dos monges do Mosteiro de Einsiedeln, fundado no s\u00e9c. X. Momento alto \u00e9 a vinda de uma vintena de beneditinos desde o coro ao fundo da Igreja onde h\u00e1 uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora Negra. Ali cantam, diariamente, o \u2018Salve Regina\u2019. \u00c9 neste grande e emblem\u00e1tico Mosteiro que todos os anos, no Pentecostes, as comunidades lus\u00f3fonas fazem a sua Peregrina\u00e7\u00e3o, acompanhados da imagem de N. Sra de F\u00e1tima. Congregam cerca de 20 mil pessoas.<\/p>\n<p>No fim de semana, participei em duas sess\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o de jovens para o Crisma. S\u00e3o cerca de 60, s\u00f3 aqui nas 5 comunidades animadas pelo P. Alo\u00edsio. Tudo terminaria com a celebra\u00e7\u00e3o das Missas. E, para honrar S\u00e3o Martinho houve castanhas e jeropiga, vindas de solo luso.<\/p>\n<p>Apesar do frio, ficam nos olhos os passeios, diurnos e nocturnos, por esta antiga cidade de Luzerna. O lago domina a paisagem. Por todos os lados, os picos exp\u00f5em a neve que j\u00e1 por l\u00e1 cai, salientando-se o Monte Pilates, o mais alto da regi\u00e3o. A famosa Kapellbrucke (Ponte da Capela, que atravessa o Rio Reuss) \u00e9 um monumento do s\u00e9culo XIV, que todos os turistas se sentem obrigados a atravessar, vendo as pinturas que l\u00e1 est\u00e3o gravadas.<\/p>\n<p>Regressei a Roma de cora\u00e7\u00e3o cheio por ter encontrado e confraternizado com estas comunidades e estes padres que, por terras da Su\u00ed\u00e7a v\u00e3o construindo as suas vidas e vivendo com coragem e compromisso a sua F\u00e9.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-221742-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lusofonias-suica-19-11-2021.mp3?_=1\" \/><a 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