{"id":22152,"date":"2007-01-10T14:39:59","date_gmt":"2007-01-10T14:39:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/10\/ser-familia-em-terra-estrangeira-4\/"},"modified":"2007-01-10T14:39:59","modified_gmt":"2007-01-10T14:39:59","slug":"ser-familia-em-terra-estrangeira-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ser-familia-em-terra-estrangeira-4\/","title":{"rendered":"Ser Fam\u00edlia em Terra Estrangeira"},"content":{"rendered":"<p>VII Encontro de Animadores S\u00f3cio-Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es, em F\u00e1tima, lan\u00e7a olhar sobre a condi\u00e7\u00e3o migrante no feminino <!--more--> \u201cSer Fam\u00edlia em Terra Estrangeira\u201d \u00e9 o tema em debate no VII Encontro de Animadores S\u00f3cio-Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es, que decorre em F\u00e1tima entre os dias 12 e 14 de Janeiro. Organizado pela Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es, pela Caritas Portuguesa e pela Ag\u00eancia Ecclesia, e apoiado pelas Comiss\u00f5es Episcopais da Mobilidade Humana e da Ac\u00e7\u00e3o Social, estar\u00e3o presentes t\u00e9cnicos e volunt\u00e1rios que trabalham directamente com a popula\u00e7\u00e3o migrante, assim como profissionais de outras \u00e1reas que acolham a problem\u00e1tica das migra\u00e7\u00f5es como priorit\u00e1ria.   \u00c9 tamb\u00e9m objectivo deste encontro assinalar, em Portugal, o 93\u00ba Dia Mundial do Migrante e Refugiado promovido pela Igreja, \u00e0 luz da mensagem escrita por Bento XVI. O Encontro conta tamb\u00e9m com apresenta\u00e7\u00f5es de Jos\u00e9 Vila\u00e7a (assessor jur\u00eddico do F\u00f3rum de Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas para a Imigra\u00e7\u00e3o), Adriana Sabino (Direc\u00e7\u00e3o Regional das Comunidades da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores), Rui Marques (Alto-comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas) e o Pe. Jos\u00e9 Lobato (perito em Pastoral Familiar, da Diocese de Set\u00fabal). Numa mesa redonda, apresentar\u00e3o os seus testemunhos fam\u00edlias imigrantes de \u00c1frica, Brasil e Europa de Leste a viver entre n\u00f3s.  No segundo dia do encontro os participantes v\u00e3o tamb\u00e9m visionar o filme \u201cWaiting for Europe\u201d &#8211; \u00c0 Espera da Europa, realizado por Christine Reeh, \u00e9 o mais recente filme sobre as migra\u00e7\u00f5es. Rodado em Portugal, Espanha e Bulg\u00e1ria, aborda a problem\u00e1tica da imigra\u00e7\u00e3o feminina para Portugal, centrando a sua aten\u00e7\u00e3o numa jovem, V\u00e2nia, que veio da Bulg\u00e1ria para viver em Portugal \u00e0 procura da sua independ\u00eancia e de realizar o sonho de uma vida melhor. V\u00e2nia, passa por medos, decep\u00e7\u00f5es, esperan\u00e7as e isolamento, enquanto tenta encontrar respostas para as grandes decis\u00f5es da vida.  A explora\u00e7\u00e3o das mulheres, as condi\u00e7\u00f5es dos imigrantes e as barreiras sociais, econ\u00f3micas e culturais \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da comunidade imigrante s\u00e3o alguns dos temas em destaque no debate que se seguir\u00e1 ap\u00f3s a transmiss\u00e3o do filme. Um &#8220;olhar profundo sobre a perspectiva feminina da imigra\u00e7\u00e3o na Europa&#8221;, que pretende levar \u00e0 reflex\u00e3o sobre a Europa de hoje, a coexist\u00eancia da diversidade religiosa, cultural e de cidadania nas cidades europeias e a cria\u00e7\u00e3o de sistemas de defesa das culturas minorit\u00e1rias.  <b>Um trajecto intimista<\/b> Natural da Alemanha, Christine Reeh vive em Portugal h\u00e1 10 anos. Esta realizadora aposta em document\u00e1rios baseados em personagens fortes, tratando-os quase como actores e re-encena a realidade, trabalhando com luzes, enquadramentos e movimentos planificados. Desta forma, os seus document\u00e1rios est\u00e3o mais perto da fic\u00e7\u00e3o.  Para \u201cWaiting for Europe\u201d \u2013 \u00c0 Espera da Europa, Christine Reeh acompanhou durante dois anos V\u00e2nia e a sua fam\u00edlia, quer em Portugal, quer em Espanha, ou mesmo na Bulg\u00e1ria. Na Bulg\u00e1ria, por exemplo, onde a equipa portuguesa passou 21 dias (desde realizadora, director de fotografia, produtor executivo, assistentes, etc.) todos prescindiram do seu Natal familiar e passagem de ano para estarem em conv\u00edvio com a fam\u00edlia de Vania. S\u00f3 assim, com esta interac\u00e7\u00e3o, o filme entrou t\u00e3o dentro da fam\u00edlia b\u00falgara.   S\u00f3 atrav\u00e9s da intimidade e da cumplicidade das personagens, \u00e9 poss\u00edvel fazer cinema documental criativo, assim acredita Christine Reeh. O seu pr\u00f3ximo projecto \u00e9 um document\u00e1rio criativo sobre a f\u00e9 e sobre a vida de uma enfermeira de origem angolana F\u00e1tima, que com o apoio de institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas presta aux\u00edlio m\u00e9dico aos estrangeiros e portugueses que vivem nas ruas de Lisboa. Para Christine n\u00e3o seria poss\u00edvel esta dedica\u00e7\u00e3o sem f\u00e9, por isso tem vindo a recolher imagens do trabalho de F\u00e1tima enquanto enfermeira, pretendendo abordar a energia solid\u00e1ria da f\u00e9, n\u00e3o s\u00f3 da f\u00e9 cat\u00f3lica, mas da f\u00e9 em qualquer religi\u00e3o.  Os quatro filmes anteriores de Christine Reeh s\u00e3o reveladores da sua forma de trabalhar. No \u201cMundo Silencioso\u201d aprendeu a linguagem gestual para apreender a vida de um surdo e conviveu com pessoas com defici\u00eancia; no \u201cFio dos Limites\u201d conviveu com Simone que tem paralisia cerebral desde crian\u00e7a; em \u201cOlhar por Dentro\u201d conviveu com uma crian\u00e7a cega do Alentejo e nos \u201cFragmentos de um Tempo Lento\u201d filmou na Cruz Vermelha os antigos feridos da Guerra colonial (alguns em cama h\u00e1 40 anos) e ainda os acidentados graves do IP5. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VII Encontro de Animadores S\u00f3cio-Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es, em F\u00e1tima, lan\u00e7a olhar sobre a condi\u00e7\u00e3o migrante no feminino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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