{"id":21978,"date":"2007-01-03T10:41:35","date_gmt":"2007-01-03T10:41:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/03\/migracoes-e-pastoral-da-familia\/"},"modified":"2007-01-03T10:41:35","modified_gmt":"2007-01-03T10:41:35","slug":"migracoes-e-pastoral-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migracoes-e-pastoral-da-familia\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es e Pastoral da Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>O que as fam\u00edlias migrantes esperam da Igreja \u00e9 o an\u00fancio do Evangelho do amor e da fam\u00edlia <!--more--> Aquilo que todas as fam\u00edlias, incluindo as de migrantes, esperam e t\u00eam o direito de esperar da parte da Igreja \u00e9 o an\u00fancio do Evangelho do amor e da fam\u00edlia. Isto quer dizer que o dom maior que Deus oferece \u00e0s fam\u00edlias \u00e9 a dignidade e a santidade do amor que est\u00e1 presente nos la\u00e7os conjugais e familiares: o amor entre homem e mulher, o amor entre pais e filhos, o amor entre irm\u00e3os.  <b>Ajudar a que a separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o corte a comunh\u00e3o<\/b> A migra\u00e7\u00e3o, na maioria dos casos, separa fisicamente as fam\u00edlias. Esta separa\u00e7\u00e3o \u00e9 um risco para a comunh\u00e3o e a estabilidade familiar, sem d\u00favida. Mas pode ser tamb\u00e9m uma experi\u00eancia que reforce os la\u00e7os familiares. A dist\u00e2ncia &#8211; e todo o sofrimento que ela produz &#8211; pode ser uma prova\u00e7\u00e3o que aprofunda e purifica a rela\u00e7\u00e3o. A proximidade, s\u00f3 por si, n\u00e3o garante o calor da afectividade. No entanto, a separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica provoca especiais dificuldades e convida \u00e0 solicitude pastoral da Igreja por estas fam\u00edlias. Deve ela &#8211; em especial os agentes da pastoral familiar &#8211; acompanhar, c\u00e1 e l\u00e1, os casais e as fam\u00edlias separadas pela dist\u00e2ncia imposta pela necessidade de migrar em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, geralmente ditada precisamente pelo amor \u00e0 fam\u00edlia, em particular a educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Acompanh\u00e1-los para que n\u00e3o desanimem perante as dificuldades, para que fortale\u00e7am o amor m\u00fatuo e continuem unidos e em comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 volta do amor \u00e0 fam\u00edlia que certamente ditou a necessidade de migrar, para que permane\u00e7am em comunh\u00e3o de f\u00e9 e de ora\u00e7\u00e3o\u2026 O desej\u00e1vel \u00e9, com certeza, que a unidade conjugal e familiar se reconstitua o mais rapidamente. Entretanto, \u00e9 necess\u00e1rio oferecer todos os meios \u00e0s fam\u00edlias migrantes para que os membros distanciados permane\u00e7am em comunica\u00e7\u00e3o e em comunh\u00e3o &#8211; o que hoje \u00e9 facilitado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis, nomeadamente entre par\u00f3quias e dioceses. Este \u00e9 um dos servi\u00e7os pastorais que as par\u00f3quias podem e devem oferecer com alegria e imagina\u00e7\u00e3o aos migrantes: o amor entre os esposos, entre pais e filhos, entre irm\u00e3os, \u00e9 um dom permanente de Deus que nada neste mundo, nem a separa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, far\u00e1 perigar, se estivermos atentos e formos criativos.  <b>A inclus\u00e3o nas comunidades paroquiais e outras<\/b> No campo da solicitude da Igreja pelas fam\u00edlias, h\u00e1 um conjunto de iniciativas que visam concretamente as fam\u00edlias migrantes, como seja a catequese dos mais novos (dada por catequistas especialmente preparados), a inclus\u00e3o de formas pr\u00f3prias de celebra\u00e7\u00e3o na liturgia habitual das comunidades chamadas, tamb\u00e9m deste modo, a acolher os migrantes, a integra\u00e7\u00e3o de imigrantes nos \u00f3rg\u00e3os coordenadores e animadores da vida paroquial e diocesana, a orienta\u00e7\u00e3o da pastoral de jovens e das voca\u00e7\u00f5es para os migrantes mais novos\u2026 &#8211; s\u00e3o alguns exemplos de atitudes de uma pastoral familiar paroquial atenta e acolhedora.  <b>Apelo aos movimentos de espiritualidade e apostolado familiar<\/b> Outro desafio que os migrantes colocam \u00e0 pastoral familiar diz respeito aos movimentos conjugais e familiares. Temo-los bem vivos e empenhados na ades\u00e3o de novos membros. Alguns promovem at\u00e9 uma din\u00e2mica mission\u00e1ria e n\u00e3o raro vemos membros generosos a partir em miss\u00e3o familiar para territ\u00f3rios distantes. \u00c9 necess\u00e1rio que estes movimentos se dediquem com especial solicitude \u00e0s fam\u00edlias migrantes &#8211; ou familiares que se encontram distantes da sua fam\u00edlia &#8211; acolhendo-os, apoiando-os, evangelizando-os. Os movimentos familiares devem recorrer \u00e0 sua flexibilidade e criatividade para irem ao encontro dos migrantes. Hoje, para fazer miss\u00e3o, j\u00e1 quase n\u00e3o \u00e9 preciso ir longe: eles vieram ter connosco, est\u00e3o a\u00ed, \u00e0 dist\u00e2ncia de um quarteir\u00e3o, ou at\u00e9 do andar do pr\u00e9dio. Em vez de tomar o avi\u00e3o, basta, muitas vezes, tocar na campainha de uma casa bem pr\u00f3xima. E a\u00ed est\u00e3o fam\u00edlias migrantes, geralmente separadas, a gritar (com gritos que s\u00f3 a f\u00e9 e a caridade bem enraizadas conseguem ouvir) por ajuda fraterna, t\u00e3o f\u00e1cil de dar, pois na maior parte das vezes, basta abrir a porta e deixar entrar, escutar, partilhar um ch\u00e1, aproximar o cora\u00e7\u00e3o\u2026  Estes s\u00e3o alguns dos muitos desafios que os migrantes colocam a uma pastoral familiar aberta e criativa. <i>Pe. Jos\u00e9 Jo\u00e3o Aires Lobato Vig\u00e1rio Geral Diocese Set\u00fabal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que as fam\u00edlias migrantes esperam da Igreja \u00e9 o an\u00fancio do Evangelho do amor e da fam\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[127,181,193,199,206,246,258],"class_list":["post-21978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-catequese","tag-diocese-de-setubal","tag-educacao","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-liturgia","tag-migracoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}