{"id":21968,"date":"2007-01-02T15:33:41","date_gmt":"2007-01-02T15:33:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/02\/o-senhor-volte-para-ti-os-seus-olhos-e-te-conceda-a-paz\/"},"modified":"2007-01-02T15:33:41","modified_gmt":"2007-01-02T15:33:41","slug":"o-senhor-volte-para-ti-os-seus-olhos-e-te-conceda-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-senhor-volte-para-ti-os-seus-olhos-e-te-conceda-a-paz\/","title":{"rendered":"\u00abO Senhor volte para ti os Seus olhos e te conceda a paz\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Aveiro na Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, e Dia Mundial da Paz <!--more--> 1- Ao iniciar convosco, irm\u00e3os e irm\u00e3s desta Igreja diocesana de Aveiro, o Ano de 2007, a minha primeira palavra e o meu cora\u00e7\u00e3o voltam-se para Deus, em jeito de s\u00faplica e em forma de ora\u00e7\u00e3o, como outrora fizera Mois\u00e9s a favor do Povo de Israel:  \u00abAben\u00e7oa-nos e protege-nos, Senhor. Faz brilhar sobre n\u00f3s a Tua luz. Volta para n\u00f3s os Teus olhos e concede-nos a paz.\u00bb ( Num. 6, 22-27).  \u201cDeus enviou-nos o Seu Filho\u201d (G\u00e1l. 4,4), Verbo eterno do Pai. \u201cNele estava a vida e a vida era a luz dos homens\u201d( Jo. 1,4-5). Ao Filho de Deus foi dado o nome de Jesus, como nos lembra o texto do Evangelho agora proclamado (Lc.2,20) . Filho de Deus e nascido de Mulher, Jesus \u201cestava sujeito \u00e0 Lei, para resgatar os que estavam sujeitos \u00e0 Lei e para nos tornar filhos adoptivos de Deus (G\u00e1l.4,5). Os textos lit\u00fargicos da Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus que hoje celebramos conduzem-nos, com a beleza e serenidade da mensagem da Palavra b\u00edblica, ao acolhimento e \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o deste mist\u00e9rio santo do Filho de Deus que, por Maria, Sua M\u00e3e, se fez nosso Irm\u00e3o e Salvador. A liturgia de hoje ajuda-nos a descobrir que as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus se transformam em b\u00ean\u00e7\u00e3os de paz, porque o Filho de Deus, de Quem h\u00e1 uma semana celebr\u00e1vamos o Natal, \u00e9 verdadeiramente o Pr\u00edncipe da paz.  2-A Igreja associa \u00e0 Solenidade lit\u00fargica de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz.  Na mensagem que nos enviou para este dia, o Santo Padre Bento XVI dirige ao mundo sauda\u00e7\u00f5es de paz e convida-nos a centrarmos o nosso pensamento e a nossa reflex\u00e3o na \u201cpessoa humana, cora\u00e7\u00e3o da paz\u201d. Ningu\u00e9m estranha que o Santo Padre fa\u00e7a chegar os seus votos de paz aos governantes e respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es e a todos os homens e mulheres de boa vontade. Todos compreendem, tamb\u00e9m, que ele pense com particular afecto \u201cem quantos se encontram em tribula\u00e7\u00e3o e em sofrimento e em quem vive amea\u00e7ado pela viol\u00eancia ou espezinhado na sua dignidade\u201d ( Mensagem, n.1). Talvez nos surpreenda que Bento XVI dirija os seus votos de paz \u201c\u00e0s crian\u00e7as que, com a sua inoc\u00eancia, enriquecem a Humanidade de bondade e de esperan\u00e7a\u201d e que \u201cpensando precisamente nas crian\u00e7as\u201d, tamb\u00e9m em v\u00f3s crian\u00e7as da Diocese de Aveiro, escolhesse como tema da sua mensagem \u201c a pessoa humana, cora\u00e7\u00e3o da paz\u201d (idem n.\u00ba2).  Urge recolocar a pessoa humana, a sua dignidade essencial, a sua voca\u00e7\u00e3o e a sua miss\u00e3o no centro de um humanismo integral, onde a constru\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o da paz sejam o necess\u00e1rio caminho que prepara e abre um \u201cfuturo sereno para as novas gera\u00e7\u00f5es\u201d (idem, n.1). A pessoa humana \u00e9 o alicerce s\u00f3lido de um mundo sustentado na \u201craz\u00e3o e n\u00e3o na irracionalidade\u201d, afirma O Santo Padre com renovada, l\u00facida e persistente determina\u00e7\u00e3o (idem, n.3). \tConstruir a paz, ser pac\u00edfico segundo as bem-aventuran\u00e7as, n\u00e3o nos permite silenciar a voz da vida, o clamor dos fr\u00e1geis ou o olhar suplicante dos condenados, nem nos deixa alheios \u00e0s l\u00e1grimas dos que sofrem, ao abandono dos esquecidos, e \u00e0 tristeza dos ignorados e exclu\u00eddos da nossa sociedade. Construir a paz \u00e9 acolher um dom e cumprir uma miss\u00e3o: \u00e9 fazer desabrochar no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa \u201c a capacidade de viverem uns ao lado dos outros, tecendo rela\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a e de solidariedade\u2026A paz \u00e9 dom de Deus mas \u00e9, tamb\u00e9m, tarefa humana (idem, n.2).\u201d Criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (G\u00e9n.1,27), o indiv\u00edduo humano possui a dignidade de pessoa e como tal \u00e9 chamado a viver uma alian\u00e7a sagrada com o seu Criador e uma efectiva comunh\u00e3o com as outras pessoas. Aqui se radica uma \u201cl\u00f3gica moral\u201d e um paradigma \u00e9tico qual \u201c gram\u00e1tica escrita no cora\u00e7\u00e3o do homem pelo seu Criador\u201d e expressa em directrizes do direito natural \u201cacolhidas para realizar fielmente o projecto universal divino inscrito na natureza do ser humano\u201d (idem, n.\u00ba3).  3- A paz que encontra o seu cora\u00e7\u00e3o na pessoa humana exige que se estabele\u00e7a uma \u201c clara fronteira entre o que \u00e9 dispon\u00edvel e o que n\u00e3o \u00e9, e alerta-nos para que ningu\u00e9m ouse dispor da pessoa humana arbitrariamente \u201c (idem.4). Isto n\u00e3o significa coarctar direitos mas sim respeit\u00e1-los. \u00c9 no respeito pelos direitos de todos que se enra\u00edza e cresce, se alicer\u00e7a e constr\u00f3i, se fundamenta e desenvolve a paz. Ao longo dos s\u00e9culos, a paz teve sempre uma sustentabilidade fr\u00e1gil e recebeu amea\u00e7as permanentes. Acresce, hoje, a este end\u00e9mica fragilidade uma certa indiferen\u00e7a face \u00e0quilo que constitui a verdadeira natureza do homem, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 sua morte natural. \t\tO ano que hoje se inicia vai oferecer-nos m\u00faltiplas, importantes e indeclin\u00e1veis oportunidades de colocar a paz, a esperan\u00e7a, a defesa da vida e o pr\u00f3prio destino e futuro da fam\u00edlia humana no seu cora\u00e7\u00e3o natural e insubstitu\u00edvel, que \u00e9 a pessoa humana. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se percebermos que cada pessoa humana \u00e9 peregrina da verdade que est\u00e1 no \u00edntimo da sua pr\u00f3pria consci\u00eancia. Uma consci\u00eancia esclarecida, respons\u00e1vel, bem formada e coerente com a sua f\u00e9.  A Igreja n\u00e3o pode calar esta verdade que recebeu do Verbo eterno, do Filho de Deus, vida e luz para a Humanidade, como nos lembra o Santo Padre Bento XVI. A Igreja n\u00e3o se cansar\u00e1 nunca de ser promotora da paz, o que implica necessariamente ser defensora corajosa e determinada da vida, da dignidade, da transcend\u00eancia e dos valores inalien\u00e1veis da pessoa humana. Sustentados pela ora\u00e7\u00e3o insistente e perseverante a favor da vida e da paz, os crentes sabem que a vida s\u00f3 se defende e promove a paz s\u00f3 se consegue e constr\u00f3i com \u201c o cora\u00e7\u00e3o cheio de coragem, de bondade e de esperan\u00e7a\u201d (idem, n.\u00ba17). Conforta-me pessoalmente, como servidor do Evangelho das bem-aventuran\u00e7as, esta palavra do Santo Padre e d\u00e1 renovado alento \u00e0s motiva\u00e7\u00f5es profundas e \u00e0s convic\u00e7\u00f5es firmes que apresentei na mensagem que vos dirigi, no passado dia 8 de Dezembro, dia da minha entrada na Diocese, ao desejar que o meu minist\u00e9rio episcopal seja um minist\u00e9rio pautado pela bondade, pela esperan\u00e7a e pela comunh\u00e3o. Desejo vivamente que este esp\u00edrito e estes sentimentos de bondade, de esperan\u00e7a, de comunh\u00e3o e de paz se transformem em motiva\u00e7\u00f5es pastorais e em convic\u00e7\u00f5es de f\u00e9 de todas as comunidades crist\u00e3s, dos sacerdotes, di\u00e1conos, consagrados e consagradas, das fam\u00edlias crist\u00e3s e dos fi\u00e9is da Diocese de Aveiro, para que sejamos uma Igreja, \u00e2ncora de esperan\u00e7a e de comunh\u00e3o e farol de luz, de fraternidade e de paz para crentes e n\u00e3o crentes. Pertence-nos ser criativos nos caminhos pedag\u00f3gicos que percorremos ao servi\u00e7o da pessoa humana como cora\u00e7\u00e3o da paz, impregnando de esp\u00edrito de bondade e de esperan\u00e7a os nossos itiner\u00e1rios educativos, os nossos percursos catequ\u00e9ticos, as nossas programa\u00e7\u00f5es pastorais, os nossos contributos evangelizadores, os nossos gestos prof\u00e9ticos e os nossos testemunho crist\u00e3os pessoais e comunit\u00e1rios.  4-A coragem com que defendermos a vida; a lucidez com que mediarmos os conflitos; o caminho que percorrermos para aproximar os desavindos; a disponibilidade com que acolhermos quem nos procura; a capacidade de perdoarmos sem medida nem c\u00e1lculos; o exerc\u00edcio da compaix\u00e3o da reconcilia\u00e7\u00e3o e da miseric\u00f3rdia; o gosto, o encanto e a alegria das bem-aventuran\u00e7as; o \u00e2nimo evangelizador e o testemunho da generosidade e da fidelidade dos nossos sacerdotes, di\u00e1conos e consagrados; o exemplo das fam\u00edlias crist\u00e3s, santu\u00e1rios de vida e comunidades de amor, em que se reflecte o rosto de um amor feliz e fecundo constituem um dom aben\u00e7oado e insubstitu\u00edvel que a Igreja oferece \u00e0 Humanidade. S\u00f3 assim pode crescer no mundo \u201ca \u00e1rvore da paz\u201d.    No oceano imenso da necessidade e da urg\u00eancia de paz, quer a Igreja de Aveiro respondendo ao apelo do Santo Padre nesta Mensagem \u201cfazer-se ao largo\u201d, com Deus ao leme, para que cada homem e mulher, cada idoso, jovem ou crian\u00e7a seja cora\u00e7\u00e3o da paz e cada fam\u00edlia, cada m\u00e3e e cada pai sejam sempre ber\u00e7o da vida, acolhida com generosidade tantas vezes her\u00f3ica e com respeito sempre sagrado.   5-Ao jeito de S. Francisco de Assis, o incans\u00e1vel construtor da ecologia da paz, o contemplativo da natureza e da vida e o cantor dos dons e das criaturas de Deus, tamb\u00e9m eu sinto vontade de rezar, em nome de cada um dos diocesanos desta amada Igreja diocesana de Aveiro. \u00abFaz-me, Senhor, instrumento de paz, da Tua paz. Para que em cada pessoa humana eu veja um irm\u00e3o e sinta um cora\u00e7\u00e3o de paz.  Mostra-me, M\u00e3e, Senhora e Rainha da paz, o Teu Filho, Pr\u00edncipe e Caminho da paz. Ensina-me, M\u00e3e, a ser firme nas convic\u00e7\u00f5es, coerente no testemunho crist\u00e3o e corajoso na promo\u00e7\u00e3o da paz, na defesa da vida e no an\u00fancio do Evangelho das bem-aventuran\u00e7as.   Concede-me, Santa Joana Princesa, Irm\u00e3 e Padroeira, neste ano que hoje come\u00e7a e que desejo feliz e aben\u00e7oado para todos, o segredo do sil\u00eancio, o valor da ora\u00e7\u00e3o, o caminho da santidade e a capacidade empreendedora e pastoral para fazer desta Cidade e Diocese escola e santu\u00e1rio de mensageiros da paz, de servidores do Evangelho da Vida e de verdadeiros disc\u00edpulos de Cristo, Filho de Deus e Pr\u00edncipe da paz.  Amen.               Feliz e aben\u00e7oado Ano de 2007.  <i>+Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Aveiro na Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, e Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,165,170,206,246,267,303,314],"class_list":["post-21968","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-de-aveiro","tag-familia","tag-liturgia","tag-natal","tag-santuarios","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21968\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}