{"id":21940,"date":"2007-01-01T23:50:52","date_gmt":"2007-01-01T23:50:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/01\/01\/cultivar-a-arvore-da-paz\/"},"modified":"2007-01-01T23:50:52","modified_gmt":"2007-01-01T23:50:52","slug":"cultivar-a-arvore-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultivar-a-arvore-da-paz\/","title":{"rendered":"Cultivar a \u00c1rvore da Paz"},"content":{"rendered":"<p>A liturgia de hoje introduz-nos em 2007 com uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de paz: \u201cO Senhor te aben\u00e7oe e proteja\u2026 O Senhor dirija para ti o olhar do Seu rosto e te conceda a paz\u201d (Num 6,22s). Assim, no in\u00edcio do Ano Novo, a Igreja faz mem\u00f3ria da b\u00ean\u00e7\u00e3o que Deus dirigia ao povo de Israel, assegurando-lhe presen\u00e7a, protec\u00e7\u00e3o e paz. \u00c9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o que atravessou os s\u00e9culos e que, na plenitude do tempo, se tornou vis\u00edvel e experiment\u00e1vel na pessoa de Jesus, o Filho de Deus, nascido de Maria, feito homem como n\u00f3s e para n\u00f3s (cf. Gal 4,4-7). Ele \u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o viva e pessoal de Deus \u00e0 humanidade, com o dom da verdadeira paz. \u00c9 para esta \u201cb\u00ean\u00e7\u00e3o divina, feita carne humana\u201d em Jesus Cristo, que hoje nos voltamos, revivendo a f\u00e9 e o amor dos pastores que v\u00e3o ao Seu encontro, O reconhecem como o Salvador e, como tal, O anunciam com alegria e louvor a Deus. O seu louvor \u00e9 participa\u00e7\u00e3o e eco do canto dos anjos: \u201cGl\u00f3ria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados\u201d. \u00c9 neste contexto que a Igreja dedica o in\u00edcio do novo ano \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz e o Santo Padre oferece uma Mensagem aos crist\u00e3os e a todos os homens de boa vontade: \u201cA pessoa humana, cora\u00e7\u00e3o da paz\u201d. N\u00e3o me \u00e9 poss\u00edvel, nesta circunst\u00e2ncia, resumir o amplo e denso discurso do Papa Bento XVI. Limitar-me-ei a reflectir e concretizar alguns aspectos mais pertinentes ao nosso quotidiano e ao nosso contexto s\u00f3cio-cultural.  <b>Repensar os fundamentos da casa do homem no mundo<\/b> Os acontecimentos vividos em 2001 com o ataque terrorista em Nova York e todos os que se lhe seguiram, sobretudo no M\u00e9dio Oriente, abalaram os fundamentos da consci\u00eancia humana e desencadearam recorda\u00e7\u00f5es de momentos tr\u00e1gicos do recente passado europeu. Tais factos obrigam a repensar os fundamentos da casa do homem neste mundo. E a perguntar-se com o salmista: \u201cQuando os fundamentos s\u00e3o abalados, que pode e deve fazer o justo?\u201d (Sl 11, 3). Sobre que fundamentos est\u00e1 constru\u00edda a conviv\u00eancia entre os homens e entre os povos? Sobre o poder t\u00e9cnico, econ\u00f3mico e pol\u00edtico ou sobre a dignidade e o reconhecimento dos direitos humanos e da justi\u00e7a? Sobre convic\u00e7\u00f5es e concep\u00e7\u00f5es fundamentais do homem e da fam\u00edlia humana, partilhadas por todos, ou sobre meros consensos prec\u00e1rios e provis\u00f3rios? Qual o eixo e o cora\u00e7\u00e3o que d\u00e3o sentido \u00e0 hist\u00f3ria dos homens e aos quais esta deve servir? \u00c9 neste contexto que ganha actualidade e urg\u00eancia a mensagem do Papa. Bento XVI n\u00e3o se limita a acentuar os pontos de fric\u00e7\u00e3o ou de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 paz no nosso planeta. Vai mais fundo, \u00e0s ra\u00edzes profundas da paz, inscritas na natureza do ser humano. Todas as estrat\u00e9gias pol\u00edticas, todos os equil\u00edbrios diplom\u00e1ticos invocam algo mais: aquela realidade de luz e discernimento que \u00e9 a pessoa humana. Eis uma concep\u00e7\u00e3o da paz que ultrapassa a concep\u00e7\u00e3o demasiado redutora e concentrada no tema dos conflitos armados.   <b>Cultivar e fazer crescer a \u00e1rvore da paz<\/b> Para nos permitir contemplar a beleza e a amplid\u00e3o do tema, o Papa usa uma met\u00e1fora muito bela e feliz: \u201ca \u00e1rvore da paz\u201d cujo cultivo requer uma espec\u00edfica \u201cecologia da paz\u201d. Com confian\u00e7a e esperan\u00e7a, faz-nos compreender que \u00e9 poss\u00edvel cultivar e fazer crescer esta \u00e1rvore a partir de uma vis\u00e3o correcta e ampla da pessoa humana, frente a outras vis\u00f5es redutoras do seu valor e da sua dignidade. Assim, a \u00e1rvore da paz lan\u00e7a as suas ra\u00edzes na dignidade de cada pessoa humana, criada \u00e0 imagem de Deus; eleva o seu tronco nos direitos e deveres fundamentais de todos os homens; e adquire diversas ramifica\u00e7\u00f5es em todos os \u00e2mbitos da vida humana em que desabrocham as flores e os frutos mais belos da paz. Mas, para isso, precisa de se alimentar continuamente das ra\u00edzes. \u201cO homem e a mulher criados \u00e0 imagem de Deus\u201d \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o suprema da dignidade transcendente e incondicional de cada ser humano, que nunca foi ultrapassada por qualquer outra no decurso da hist\u00f3ria e da cultura. Foi esta convic\u00e7\u00e3o que levou um dia o cardeal Cardijn a dizer: \u201cA pessoa do trabalhador vale mais que todo o ouro do mundo\u201d! \u00c9 esta convic\u00e7\u00e3o que impede reduzir o ser humano a uma coisa, a um objecto, \u00e0 merc\u00ea da instrumentaliza\u00e7\u00e3o seja de quem for. Pela sua dignidade, a pessoa humana n\u00e3o \u00e9 algo dispon\u00edvel; quer dizer, n\u00e3o pode estar submetida \u00e0 lei do mais forte: econ\u00f3mica, pol\u00edtica ou tecnologicamente. A dignidade da pessoa humana n\u00e3o se atribui a algu\u00e9m; reconhece-se. N\u00e3o \u00e9 dada; respeita-se. Est\u00e1 inscrita no interior de todo o ser humano. Por isso, o Papa prop\u00f5e uma nova gram\u00e1tica da paz, uma gram\u00e1tica transcendente, inscrita na pr\u00f3pria natureza do ser humano \u201ccomo o conjunto de regras do agir individual e das rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas entre as pessoas, segundo a justi\u00e7a e a solidariedade\u201d.  <b>Toda a ofensa \u00e0 pessoa \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 paz<\/b> Quem n\u00e3o sabe respeitar o outro, nunca saber\u00e1 o que \u00e9 a paz. Este respeito n\u00e3o se improvisa. Nasce do profundo do cora\u00e7\u00e3o e vive dum exerc\u00edcio cont\u00ednuo, quotidiano: de um estilo de vida que olha os outros com aten\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o quer servir-se deles mas antes servi-los, para crescer juntos em rela\u00e7\u00f5es mais verdadeiras e mais humanas, mais dignas para todos. A paz no respeito pela pessoa \u00e9, pois, um h\u00e1bito espiritual, uma marca que se traz dentro e irradia em tudo o que fazemos; uma virtude feita de rectid\u00e3o interior, de honestidade na escolha dos fins e dos meios em ordem \u00e0 ac\u00e7\u00e3o, alimentada constantemente pela vontade firme de n\u00e3o fazer mal a ningu\u00e9m, respeitando os direitos de todos, sobretudo dos mais necessitados. \u201cToda a ofensa \u00e0 pessoa \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 paz; e toda a amea\u00e7a \u00e0 paz \u00e9 uma ofensa \u00e0 verdade da pessoa e de Deus\u201d. Educar para a estima e para o amor universal por toda e cada pessoa humana \u00e9, pois, a grande motiva\u00e7\u00e3o que torna poss\u00edvel, necess\u00e1rio e belo o empenho pela paz.  <b>A ecologia da paz requer o cuidado e a protec\u00e7\u00e3o do filho em gesta\u00e7\u00e3o e da m\u00e3e<\/b> Estamos dispostos a empenharmo-nos por aqueles valores essenciais do ser humano que est\u00e3o ligados \u00e0 ecologia da paz? A amea\u00e7a \u00e0 paz e \u00e0 conviv\u00eancia civil entre os homens, entre os povos e entre as culturas n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 nos conflitos armados e no terrorismo. Est\u00e1 tamb\u00e9m, de modo mais subtil mas n\u00e3o menos incisivo, nas \u201cmortes silenciosas provocadas pela fome, pelo aborto, pela experimenta\u00e7\u00e3o sobre os embri\u00f5es e pela eutan\u00e1sia\u201d. Esta \u00e9 uma das passagens-chave da mensagem de Bento XVI, que interpela particularmente a nossa consci\u00eancia perante o pr\u00f3ximo referendo sobre o aborto. Est\u00e1 em quest\u00e3o o direito \u00e0 vida como verdadeira pedra angular no caminho do progresso moral da humanidade. Uma certa cultura emergente experimenta como que uma alergia perante a afirma\u00e7\u00e3o da inviolabilidade da vida humana nascente. Mas a ecologia da paz implica uma ecologia da vida do ser humano. Uma elementar coer\u00eancia com o empenho pela defesa da vida vegetal e animal comporta a exig\u00eancia de determinados fins e meios que sejam respeitadores e protectores da vida humana j\u00e1 iniciada. Verificamos com satisfa\u00e7\u00e3o que aumenta a sensibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 protec\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es dignas da maternidade, \u00e0 igualdade de todos os seres humanos, \u00e0 defesa e protec\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Tamb\u00e9m cresce em todo o mundo a rejei\u00e7\u00e3o da pena de morte e da tortura, como ainda agora acabamos de constatar na morte do ex-ditador iraquiano. Mas, paradoxalmente, assistimos \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o crescente do aborto que provoca a morte silenciosa de um ser humano indefeso e inocente. Porqu\u00ea esta desvaloriza\u00e7\u00e3o da vida humana nascente, na escala de valores? Como foi poss\u00edvel \u00e0 nossa cultura, que se reclama humanista, p\u00f4r a liberdade humana contra a vida humana? Porqu\u00ea esta distin\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria entre os seres humanos nascidos e os nascituros em gesta\u00e7\u00e3o? Porque n\u00e3o paramos em contempla\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre o momento luminoso do in\u00edcio da vida humana que hoje as novas t\u00e9cnicas p\u00f5em diante dos nossos olhos? Porque \u00e9 que as leis humanas parecem interessar-se mais pela protec\u00e7\u00e3o de certas esp\u00e9cies vegetais (como o cortar determinada \u00e1rvore) ou animais (como os ovos de cegonha) do que do ser humano em embri\u00e3o ou feto? O fen\u00f3meno do aborto como chaga social \u00e9 sintoma de um mal-estar mais profundo de cultura e de civiliza\u00e7\u00e3o, da pr\u00f3pria sociedade. Alastra uma vis\u00e3o materialista que reduz o conceito de vida humana a um mero produto ou material biol\u00f3gico; e uma vis\u00e3o pragm\u00e1tico-utilitarista que remete por completo a sensibilidade moral para as fronteiras dos custos, do bem-estar, do conforto etc. E, ent\u00e3o, a nossa sociedade torna-se simultaneamente fr\u00e1gil e \u201cdura\u201d em fun\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica utilitarista e competitiva. N\u00e3o ignoramos que, muitas vezes, a decis\u00e3o de abortar \u00e9 fruto de grandes sofrimentos e ang\u00fastias (sem excluir as press\u00f5es), que \u00e9 um verdadeiro drama para muitas mulheres. Mas pensamos que a um drama n\u00e3o se responde com outro drama: o de destruir uma vida humana que desabrocha e que \u00e9 o elo mais fraco em todo este processo. A resposta verdadeiramente humana e humanista a este drama \u00e9 um projecto solid\u00e1rio e galvanizador de todos os recursos da sociedade civil e do Estado, para oferecer todo o cuidado, acolhimento e protec\u00e7\u00e3o de ordem social, econ\u00f3mica e psicol\u00f3gica tanto ao filho em gesta\u00e7\u00e3o como \u00e0 m\u00e3e que o gera. A liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, sob a forma encapotada de despenaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a resposta digna e condigna. \u00c9 uma fuga em frente, para n\u00e3o atacar o problema nas suas ra\u00edzes. N\u00e3o \u00e9 caminho de progresso e de futuro. Tudo isto exige um sobressalto das consci\u00eancias para uma ac\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria. Como diz o poeta latino-americano \u00d3scar Campana:                           Se n\u00e3o h\u00e1 caminho que nos leve, \t\t         Nossas m\u00e3os o abrir\u00e3o; \t\t         E haver\u00e1 lugar para as crian\u00e7as, \t                 Para a vida e a verdade, \t\t         E o lugar ser\u00e1 de todos \t\t         Em justi\u00e7a e liberdade. \t\t         Se algu\u00e9m se anima, avise, \t\t         Seremos dois para come\u00e7ar!  Que este apelo do poeta desperte, na sociedade e nas comunidades crist\u00e3s, o empenho para dar apoio concreto \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e proporcionar acolhimento aos beb\u00e9s que nascem em situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis. Feliz Ano de Paz para todos, sob a protec\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, Rainha da Paz! + Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia de hoje introduz-nos em 2007 com uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de paz: \u201cO Senhor te aben\u00e7oe e proteja\u2026 O Senhor dirija para ti o olhar do Seu rosto e te conceda a paz\u201d (Num 6,22s). Assim, no in\u00edcio do Ano Novo, a Igreja faz mem\u00f3ria da b\u00ean\u00e7\u00e3o que Deus dirigia ao povo de Israel, assegurando-lhe [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,120,154,165,177,189,206,207,246,256,314],"class_list":["post-21940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-direitos-humanos","tag-familia","tag-fatima","tag-liturgia","tag-meio-ambiente","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21940\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}