{"id":219215,"date":"2021-10-16T09:00:09","date_gmt":"2021-10-16T08:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=219215"},"modified":"2021-10-17T20:58:37","modified_gmt":"2021-10-17T19:58:37","slug":"pre-publicacao-livro-postumo-recupera-voz-profetica-de-alfredo-bruto-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pre-publicacao-livro-postumo-recupera-voz-profetica-de-alfredo-bruto-da-costa\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9-Publica\u00e7\u00e3o: Livro p\u00f3stumo recupera voz \u00abprof\u00e9tica\u00bb de Alfredo Bruto da Costa"},"content":{"rendered":"<p><em>Obra, com pref\u00e1cios de Ant\u00f3nio Guterres e cardeal Jos\u00e9 Tolentino de Mendon\u00e7a, aborda luta contra a pobreza a partir da f\u00e9 crist\u00e3<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-219201 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001.jpg\" alt=\"\" width=\"1852\" height=\"1234\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001.jpg 1852w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1852px) 100vw, 1852px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Lisboa, 16 out 2021 (Ecclesia) \u2013 A C\u00e1ritas Portuguesa e o F\u00f3rum Abel Varzim v\u00e3o lan\u00e7ar este domingo uma obra p\u00f3stuma de Alfredo Bruto da Costa, que aborda a luta contra a pobreza numa \u201creflex\u00e3o \u00e9tica\u201d, a partir da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cComo os profetas, a voz de Alfredo Bruto da Costa foi tamb\u00e9m uma voz solit\u00e1ria, contracorrente, carregada de urg\u00eancia e de futuro. Ele n\u00e3o foi apenas mais um cat\u00f3lico no espa\u00e7o pol\u00edtico, universit\u00e1rio ou social: com esse el\u00e3 prof\u00e9tico era um s\u00edmbolo de um catolicismo p\u00fablico que sempre se apresentou como um servi\u00e7o aos \u00faltimos\u201d, escreve o cardeal portugu\u00eas D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, no pref\u00e1cio do livro \u2018\u00abO que fizeste do teu irm\u00e3o?\u00bb Um olhar de f\u00e9 sobre a pobreza no mundo\u2019.<\/p>\n<p>O colaborador do Papa recorda o antigo presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz (CNJP) como \u201cs\u00edmbolo de um cristianismo enraizado na m\u00edstica nua do evangelho e na doutrina social da Igreja, cultivando uma liberdade prof\u00e9tica de pensamento e de palavra\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs leigos devem conhecer a fundo, como ele conhecia, as p\u00e1ginas vivas do cristianismo, aquelas que mais nos desinstalam e desassossegam, aquelas que mais intensamente comprometem na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus\u201d, acrescenta o cardeal portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A obra conta tamb\u00e9m com pref\u00e1cio de Ant\u00f3nio Guterres, secret\u00e1rio-geral da ONU, para quem estes escritos \u201cconstituem um \u00faltimo e valioso legado do enorme saber e da profunda experi\u00eancia\u201d de Alfredo Bruto da Costa.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel portugu\u00eas recorda um amigo e \u201ccidad\u00e3o empenhado nas causas mais nobres\u201d, relan\u00e7ando que \u201ca ele e a Manuela Silva se deve o pensamento que esteve na origem da cria\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00ednimo garantido\u201d.<\/p>\n<p>O novo livro, indica Ant\u00f3nio Guterres, \u201ccontribuir\u00e1 para perpetuar a voz autorizada de Alfredo Bruto da Costa e a sua vis\u00e3o muito pr\u00f3pria sobre a sociedade, os seus problemas e os mais vulner\u00e1veis dos seus membros\u201d.<\/p>\n<p>Bruto da Costa faleceu a 11 de novembro de 2016, com 78 anos de idade; antigo ministro e presidente da CNJP, promoveu diversos estudos e investiga\u00e7\u00f5es sobre a pobreza em Portugal, em defesa da dignidade humana e da justi\u00e7a social, assumindo-se como estudioso da Doutrina Social da Igreja.<\/p>\n<p>O livro foi conclu\u00eddo pelo autor, antes da sua morte, e revisto posteriormente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-219200 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-351x260.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-351x260.jpg 351w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-1024x759.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-768x569.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-1536x1138.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-1080x800.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-1280x949.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-980x726.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1-480x356.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Capa_QFTI_v5-page-001-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/a>Alfredo Bruto da Costa admite que este \u00e9 \u201cum livro diferente\u201d, para quem o viu como cientista social, apresentando \u201cuma reflex\u00e3o \u00e9tica e, mais particularmente, uma tentativa de confrontar a pobreza no mundo com as exig\u00eancias da f\u00e9 crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>O texto lamenta um \u201ccerto desfasamento\u201d entre \u201co lugar da pobreza (nos seus diversos significados) na mensagem evang\u00e9lica e, por outro, o entendimento que a esse respeito parece ter a maior parte dos crist\u00e3os e at\u00e9 a prega\u00e7\u00e3o corrente nas comunidades crist\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p>A obra aborda quest\u00f5es ligadas ao \u201ccar\u00e1ter universal da Boa Nova\u201d anunciada por Jesus, como Messias, e a sua liga\u00e7\u00e3o com a pobreza, n\u00e3o entendida como um estado econ\u00f3mico e social, mas como \u201cuma realidade de outra ordem, uma condi\u00e7\u00e3o interior de natureza religiosa\u201d.<\/p>\n<p>Bruto da Costa escreve sobre a liga\u00e7\u00e3o entre o direito da propriedade privada e o princ\u00edpio do destino universal dos bens da terra, a partir do pensamento social crist\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNos des\u00edgnios de Deus, a terra e tudo o que ela cont\u00e9m t\u00eam um destino. Ou seja, n\u00e3o se encontram abandonados, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de quem melhor e mais depressa consiga apoderar-se da maior quantidade poss\u00edvel desses bens\u201d, precisa.<\/p>\n<p>O autor lamenta que a \u201cgrande maioria dos crist\u00e3os\u201d n\u00e3o veja na pobreza \u201cum problema de injusti\u00e7a grave\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o em que nos encontramos sugere, diria que imp\u00f5e, a todos os crist\u00e3os e a todos os homens e mulheres de boa vontade, uma reflex\u00e3o s\u00e9ria sobre os limites do \u00abter\u00bb\u201d, escreve.<\/p>\n<p>A obra prop\u00f5e uma \u201cgrande mudan\u00e7a de mentalidade\u201d e sublinha que \u201ca pobreza n\u00e3o existe por acaso\u201d nem \u00e9 \u201cum fen\u00f3meno inevit\u00e1vel ou inexplic\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da obra \u2018\u00abQue fizeste do teu irm\u00e3o?\u00bb Um olhar de f\u00e9 sobre a pobreza no mundo\u2019 vai ser feita por Guilherme d\u2019Oliveira Martins, a partir das 16h30, na Sala da Extra\u00e7\u00f5es da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa (Largo Trindade Coelho), institui\u00e7\u00e3o em que Alfredo Bruto da Costa foi provedor.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o \u00e9 promovida pela C\u00e1ritas Portuguesa, o F\u00f3rum Abel Varzim e a Miseric\u00f3rdia de Lisboa, com transmiss\u00e3o online atrav\u00e9s da p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caritasportuguesa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a> da C\u00e1ritas Portuguesa e da <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/agenciaecclesia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia ECCLESIA<\/a>.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e8e6e6;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><em>Pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Este \u00e9 um livro diferente. Cont\u00e9m, fundamentalmente, uma reflex\u00e3o <em>\u00e9tica<\/em> e, mais particularmente, uma tentativa de confrontar a <em>pobreza no mundo<\/em> com as exig\u00eancias da <em>f\u00e9 crist\u00e3<\/em>. Naturalmente, muito do que digo acerca da escala planet\u00e1ria tamb\u00e9m se aplica ao nosso pa\u00eds e \u00e0 Europa. De igual modo, nesta reflex\u00e3o, embora fundamentalmente \u00e9tica e crist\u00e3, n\u00e3o deixo de recorrer ao contributo pertinente da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero, com isto, dizer que as mat\u00e9rias aqui tratadas sejam irrelevantes para o combate \u00e0 pobreza. Antes, pelo contr\u00e1rio. \u00c9 certo que esse combate requer ac\u00e7\u00f5es, medidas e pol\u00edticas. Mas requer, tamb\u00e9m, mudan\u00e7as <em>institucionais<\/em>, as quais, por sua vez, dependem de mudan\u00e7as <em>culturais <\/em>e<em> comportamentais,<\/em> bem como do <em>quadro de valores<\/em> dominante nas sociedades nacionais e mundial. <em>A maioria das ac\u00e7\u00f5es e das pol\u00edticas que se p\u00f5em em pr\u00e1tica s\u00e3o concebidas no pressuposto de que o contexto sociocultural e o padr\u00e3o de desigualdade se mant\u00eam inalterados<\/em>. Isto acontece, designadamente, por duas raz\u00f5es. A primeira est\u00e1 na fort\u00edssima solicita\u00e7\u00e3o que os governos de hoje sentem por parte de problemas imediatos, de curto prazo, que, por vezes, esgotam todo o potencial de interven\u00e7\u00e3o dos governantes. \u00c9 sabido que medidas de curto prazo n\u00e3o afectam estruturas. A segunda \u00e9 que, por uma raz\u00e3o ou outra, os governantes e os actores sociais em geral parecem ter retirado a promo\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as culturais do rol das suas tarefas e responsabilidades. S\u00e3o estas as <em>limita\u00e7\u00f5es de partida<\/em> da maior parte das iniciativas, p\u00fablicas e particulares. \u00c9 sobretudo desse <em>contexto<\/em> que este livro se ocupa.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem alguma hesita\u00e7\u00e3o que decido publicar este texto. Sou um crist\u00e3o comum, que, como os demais crist\u00e3os comuns, vive no meio do mundo. Sempre tive uma profiss\u00e3o em moldes id\u00eanticos aos de qualquer outro cidad\u00e3o. Cursei engenharia, tenho trabalhado em assuntos econ\u00f3micos e sociais, tenho exercido alguma doc\u00eancia universit\u00e1ria e investigado sobretudo em dom\u00ednios relacionados com a pobreza. Como disse, ganhei algum conhecimento da pobreza, na perspectiva das ci\u00eancias sociais. Por\u00e9m, nos dom\u00ednios da teologia, dos estudos b\u00edblicos ou da pastoral, tenho sido um simples curioso (talvez um pouco mais do que isso) e o pouco que sei resulta de um estudo disperso e autodid\u00e1ctico.<\/p>\n<p>Assim sendo, poder\u00e1 o leitor querer saber a raz\u00e3o por que ouso escrever sobre um tema como este. Confesso que n\u00e3o tenho resposta pronta, mas ocorre-me que de estranhar seria, antes, que um crist\u00e3o se n\u00e3o interessasse por esses aspectos do problema. Como disse, o assunto vem-me ocupando ao longo de algumas d\u00e9cadas, ora na perspectiva cient\u00edfica, ora na pol\u00edtica, na \u00e9tica ou na b\u00edblico-teol\u00f3gica. Admito que essa reflex\u00e3o possa ter alguma utilidade para os crist\u00e3os em geral e, porventura, tamb\u00e9m para quem, n\u00e3o sendo crist\u00e3o, se preocupe por estas quest\u00f5es. O leitor dir\u00e1 se assim \u00e9.<\/p>\n<p>Possivelmente, o n\u00facleo central da motiva\u00e7\u00e3o para registar e publicar estas reflex\u00f5es estar\u00e1 num certo desfasamento, porventura apenas aparente, que verifico entre o que me parece ser, por um lado, <em>o lugar da pobreza (nos seus diversos significados) na mensagem evang\u00e9lica<\/em> e, por outro, <em>o entendimento que a esse respeito parece ter a maior parte dos crist\u00e3os e at\u00e9 a prega\u00e7\u00e3o corrente nas comunidades crist\u00e3s.<\/em> Refiro-me \u00e0 prega\u00e7\u00e3o <em>corrente<\/em>. Quanto ao Magist\u00e9rio da Igreja, seria grosseiramente incorrecto dizer o mesmo. Pelo contr\u00e1rio, como o leitor ter\u00e1 ensejo de verificar nas in\u00fameras cita\u00e7\u00f5es que encontrar\u00e1 ao longo deste livro, de documentos do Magist\u00e9rio, sobretudo de Padres da Igreja, de Papas e do Conc\u00edlio Vaticano II.<\/p>\n<p>O leitor poder\u00e1 desconfiar de que a linha de pensamento que tento aqui desenvolver esteja enviesada por um ponto de vista antecipadamente escolhido, servindo os textos b\u00edblicos para pretensamente o justificar e fundamentar. De facto, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil escolher meia d\u00fazia de cita\u00e7\u00f5es de textos b\u00edblicos para defender este ou aquele ponto de vista, levando a \u00e1gua ao nosso moinho. Devo, por isso, esclarecer que o verdadeiro teste da fundamenta\u00e7\u00e3o do que digo estar\u00e1 na medida em que a interpreta\u00e7\u00e3o dos textos b\u00edblicos e magisteriais que apresento se insira na <em>mensagem global do Evangelho<\/em>. Empenhadamente, convido o leitor a proceder a essa verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Alfredo Bruto da Costa,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>\u2018\u00abO que fizeste do teu irm\u00e3o?\u00bb Um olhar de f\u00e9 sobre a pobreza no mundo\u2019<\/i><br \/>\n<i>(P\u00e1ginas 24 e 25)\u00a0<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortogr\u00e1fico)<\/em><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra, com pref\u00e1cios de Ant\u00f3nio Guterres e cardeal Jos\u00e9 Tolentino de Mendon\u00e7a, aborda luta contra a pobreza a partir da f\u00e9 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