{"id":218979,"date":"2021-10-12T17:06:34","date_gmt":"2021-10-12T16:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=218979"},"modified":"2021-10-12T17:06:34","modified_gmt":"2021-10-12T16:06:34","slug":"a-cruz-escondida-158","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-158\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Viol\u00eancia terrorista amea\u00e7a sobreviv\u00eancia dos Crist\u00e3os no Burquina Fasso \u201cUma Igreja de m\u00e1rtires\u201d<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-218980 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Burquina-Fasso-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era grave mas piorou em 2019. Desde ent\u00e3o, a amea\u00e7a jihadista tem levado cada vez mais pessoas a abandonar as suas casas, fugindo do terror. H\u00e1 muitas aldeias sem ningu\u00e9m. O fantasma do medo, da viol\u00eancia dos grupos armados, est\u00e1 a atingir a comunidade crist\u00e3. A realidade \u00e9 brutal: Igrejas fechadas, par\u00f3quias vazias. Do Burquina Fasso chegam-nos pedidos de ajuda\u2026<\/p>\n<p>\u201cExistem terroristas que, com armas na m\u00e3o, pretendem for\u00e7ar todo o continente africano a tornar-se isl\u00e2mico.\u201d O Padre Pierre Claver, que acompanhou uma equipa da Funda\u00e7\u00e3o AIS ao Burquina Fasso no in\u00edcio do ano passado, descrevia assim a situa\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3 no norte do pa\u00eds: \u201cQuerem introduzir a lei da \u2018sharia\u2019. Mas existem tamb\u00e9m outros que est\u00e3o a usar o Isl\u00e3o como pretexto para promover os seus interesses financeiros ou criminosos\u201d. Perante esta amea\u00e7a, as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o escondem um sentimento de orfandade. As autoridades revelam-se impotentes para se oporem aos terroristas e isso agrava a trag\u00e9dia que se vive nesta regi\u00e3o de \u00c1frica, quase despercebida aos olhos do mundo. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave que os pr\u00f3prios sacerdotes muitas vezes escondem-se no anonimato para preservarem a sua seguran\u00e7a quando falam da viol\u00eancia dos grupos jihadistas, da amea\u00e7a aos crist\u00e3os. \u201cDas 75 aldeias da minha par\u00f3quia, apenas 10 ainda s\u00e3o habitadas. Todas as pessoas foram embora. Como as aldeias foram abandonadas, grande parte do territ\u00f3rio est\u00e1 agora nas m\u00e3os de terroristas\u201d, denunciava h\u00e1 alguns meses \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS um sacerdote da Diocese de Kaya. Tamb\u00e9m ele teve de fugir com a comunidade crist\u00e3 devido \u00e0s amea\u00e7as contra a sua par\u00f3quia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Um milh\u00e3o de deslocados<\/h3>\n<p>Calcula-se que cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas est\u00e3o deslocadas internamente no Burquina Fasso por causa do terrorismo. Desde 2019, mais de mil pessoas foram mortas. Mais de uma dezena de padres, sete congrega\u00e7\u00f5es religiosas e cerca de duas centenas de coordenadores pastorais tiveram que abandonar os locais onde se encontravam em miss\u00e3o por quest\u00f5es de seguran\u00e7a. Perante esta realidade, durante a visita ao pa\u00eds em Fevereiro de 2020, a Funda\u00e7\u00e3o AIS perguntou ao Padre Pierre Claver Belemsigri como via o futuro imediato para o Burquina Fasso. A sua resposta \u00e9 um grito contra a viol\u00eancia e o medo. \u201c\u00c9 preciso haver um despertar nacional e uma resist\u00eancia popular. As armas por si s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Lamentavelmente, o mundo n\u00e3o parece ter entendido que o nosso pa\u00eds corre o risco de desaparecer se n\u00e3o nos unirmos contra os terroristas, em ora\u00e7\u00e3o e solidariedade.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Espalhar o terror<\/h3>\n<p>O Padre Boniface Ouedraogo, ec\u00f3nomo da Diocese de Ouahigouya, fala num ambiente de enorme inseguran\u00e7a. \u201cTanto l\u00edderes das comunidades crist\u00e3s, bem como familiares de padres ou de pessoas consagradas, s\u00e3o alvo de raptos e assass\u00ednios com o objectivo de se espalhar o terror e de converter \u00e0 for\u00e7a as popula\u00e7\u00f5es para o isl\u00e3o radical\u201d. A situa\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os \u201c\u00e9 extremamente preocupante\u201d no Burquina Fasso assim como em quase toda a regi\u00e3o do Sahel, confirma tamb\u00e9m Rafael D\u2019Aqui. Segundo este respons\u00e1vel pelos projectos em \u00c1frica da Funda\u00e7\u00e3o AIS, est\u00e1 a assistir-se a uma mudan\u00e7a estrat\u00e9gica por parte dos grupos jihadistas, que \u201cmudaram para o Sahel\u201d o plano para a instala\u00e7\u00e3o de um Califado Isl\u00e2mico. \u201cE o seu objetivo \u2013 afirma D\u2019Aqui \u2013 \u00e9 eliminar todos os vest\u00edgios do Ocidente, isto \u00e9, educa\u00e7\u00e3o, liberdade religiosa, e assim por diante\u2026\u201d O Burquina Fasso \u00e9 apenas um dos pa\u00edses que constituem o chamado Sahel, uma faixa de territ\u00f3rio que vai da Maurit\u00e2nia at\u00e9 \u00e0 Eritreia. Para Rafael D\u2019Aqui, o ano de 2019 veio confirmar os piores press\u00e1gios. \u201cDurante o ano de 2019, a Igreja no Burquina Fasso foi abalada por terr\u00edveis ataques terroristas, transformando-se numa verdadeira \u2018Igreja de m\u00e1rtires\u2019\u201d, diz o respons\u00e1vel da Funda\u00e7\u00e3o AIS. E o mundo parece ignorar o que se passa nesta regi\u00e3o de \u00c1frica.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia terrorista amea\u00e7a sobreviv\u00eancia dos Crist\u00e3os no Burquina Fasso \u201cUma Igreja de m\u00e1rtires\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-218979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218979\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}