{"id":21889,"date":"2006-12-27T11:10:44","date_gmt":"2006-12-27T11:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/27\/a-paz-dom-e-missao\/"},"modified":"2006-12-27T11:10:44","modified_gmt":"2006-12-27T11:10:44","slug":"a-paz-dom-e-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-paz-dom-e-missao\/","title":{"rendered":"A paz, dom e miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Santar\u00e9m para o Dia Mundial da Paz 2007 <!--more--> Ao come\u00e7ar um novo ano desejo enviar a todos os diocesanos os meus votos sinceros de paz e de felicidade. Nesta quadra do Natal e do Ano Novo, a esperan\u00e7a e o sonho de um futuro melhor tornam-se mais conscientes e manifestam-se com mais for\u00e7a. O sonho comanda a vida, canta um poeta e sentimos todos n\u00f3s. Quando sonhamos temos projectos e est\u00edmulos para viver com gosto e empenho. Se deixarmos de sonhar vegetamos, arrastamo-nos pela passagem do tempo e perdemos o encanto pela vida e as for\u00e7as para lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es. Nesta mensagem do Ano Novo desejava partilhar a convic\u00e7\u00e3o de que, se todos nos esfor\u00e7armos por tornar realidade os sonhos que expressamos no Ano Novo, o mundo avan\u00e7a certamente na paz e na fraternidade, na justi\u00e7a e na liberdade. Ou seja: devemos associar aos votos o empenho em contribuir para a sua realiza\u00e7\u00e3o.  Entre os votos que exprimem o sonho do Ano Novo sobressai a preocupa\u00e7\u00e3o pela paz. A paz que todos desejamos \u00e9 entendida num sentido rico: N\u00e3o \u00e9 apenas a paz enquanto rejei\u00e7\u00e3o da guerra mas numa perspectiva positiva e ampla de constru\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia universal dos povos, assente no conhecimento e no di\u00e1logo m\u00fatuos, no cordial relacionamento das pessoas, na toler\u00e2ncia e na ajuda rec\u00edprocas. Que este desejo nos incentive ao acolhimento mais aberto e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o mais af\u00e1vel com todos os que nos rodeiam. Outra express\u00e3o caracter\u00edstica da passagem de ano \u00e9 a festa como manifesta\u00e7\u00e3o da alegria por mais um ano vivido e expectativa de viver outro. A vida merece ser celebrada com festas. \u00c9 o maior dom que nos \u00e9 dado, \u00e9 o mist\u00e9rio que sempre nos maravilha. As festas deveriam traduzir o conv\u00edvio feliz e o relacionamento amigo entre as pessoas. A celebra\u00e7\u00e3o da vida abre-nos \u00e0 beleza e \u00e0 grandeza da pessoa humana, \u00e0 responsabilidade da exist\u00eancia, \u00e0 necessidade de sentido que proporcione rumo e valores. Se a vida \u00e9 preenchida por banalidades e constru\u00edda sobre a preocupa\u00e7\u00e3o superficial pela fachada exterior de cada um (o que veste, o que compra, o que mostra), como se observa frequentemente, ent\u00e3o h\u00e1 muito pouco para celebrar. Constitui tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o t\u00edpica do come\u00e7o do novo ano o balan\u00e7o do ano que findou e as previs\u00f5es para o futuro. Podemos encontrar aqui outra caracter\u00edstica da pessoa humana: o desejo e a necessidade de aprender com a vida, de fazer mais e melhor cada ano que passa. Que a divisa de S\u00e3o Francisco Xavier \u201cmais, mais, mais\u201d seja para n\u00f3s um convite a progredirmos cada ano que passa. Este ano o Papa Bento XVI lembra-nos uma condi\u00e7\u00e3o muito actual e oportuna para alcan\u00e7ar a paz: \u201co respeito da vida e da liberdade religiosa de cada um. O respeito do direito \u00e0 vida em todas as suas fases estabelece um ponto firme de import\u00e2ncia decisiva: a vida \u00e9 um dom de que o sujeito n\u00e3o tem completa disponibilidade. Igualmente, a afirma\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 liberdade religiosa p\u00f5e o ser humano em rela\u00e7\u00e3o com um Princ\u00edpio transcendente que o furta ao arb\u00edtrio do homem. O direito \u00e0 vida e \u00e0 livre express\u00e3o da pr\u00f3pria f\u00e9 em Deus n\u00e3o est\u00e1 nas m\u00e3os do homem (Mensagem de Ano Novo 2007, 4). Para n\u00f3s portugueses vem muito a prop\u00f3sito a considera\u00e7\u00e3o destes pilares da paz: o respeito pela vida e pela liberdade religiosa. Que o debate p\u00fablico sobre a vida das crian\u00e7as geradas no seio materno, que entre n\u00f3s agora se realiza, nos esclare\u00e7a sobre o encanto do dom da vida que todos devemos acolher, proteger e criar condi\u00e7\u00f5es para que possa nascer e crescer feliz. A vida e a liberdade religiosa t\u00eam uma dimens\u00e3o sagrada que todos devemos defender com empenho.  Feliz Ano Novo 2007.   <i>Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Santar\u00e9m para o Dia Mundial da Paz 2007<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,165,180,206,267],"class_list":["post-21889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-de-santarem","tag-familia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21889\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}