{"id":21888,"date":"2006-12-27T11:07:38","date_gmt":"2006-12-27T11:07:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/27\/taize-uma-historia-de-sucesso\/"},"modified":"2006-12-27T11:07:38","modified_gmt":"2006-12-27T11:07:38","slug":"taize-uma-historia-de-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/taize-uma-historia-de-sucesso\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9, uma hist\u00f3ria de sucesso"},"content":{"rendered":"<p>Pela 29\u00aa vez, a Comunidade ecum\u00e9nica re\u00fane no final do ano milhares de jovens crist\u00e3os de toda a Europa. Conhe\u00e7a as ra\u00edzes deste fasc\u00ednio que n\u00e3o desaparece com o tempo <!--more--> <b>Uma vida em comunidade<\/b>  Tudo come\u00e7ou em 1940, quando o irm\u00e3o Roger, com 25 anos de idade, deixou o seu pa\u00eds de origem, a Su\u00ed\u00e7a, para ir viver em Fran\u00e7a, pa\u00eds de sua m\u00e3e. Quando era mais novo, tinha estado imobilizado durante v\u00e1rios anos devido a uma tuberculose pulmonar. Durante esta longa doen\u00e7a, tinha amadurecido em si o chamamento para criar uma comunidade onde a simplicidade e a bondade do cora\u00e7\u00e3o seriam vividas como realidades essenciais do Evangelho.  No momento em que come\u00e7ou a Segunda Guerra mundial, teve a certeza de que, tal como a sua av\u00f3 tinha feito durante a Primeira Guerra mundial, deveria vir imediatamente em ajuda daqueles que atravessavam a dura prova\u00e7\u00e3o da guerra. A pequena aldeia de Taiz\u00e9, onde se fixou, ficava muito pr\u00f3xima da linha de demarca\u00e7\u00e3o que cortava a Fran\u00e7a em duas partes: estava bem situado para acolher refugiados fugidos da guerra. Amigos de Lyon ficaram reconhecidos por poderem indicar a aldeia de Taiz\u00e9 aos que tinham necessidade de ref\u00fagio.  Em Taiz\u00e9, por um m\u00f3dico pre\u00e7o, o irm\u00e3o Roger tinha comprado uma casa, abandonada desde \u00e0 muitos anos, com as suas depend\u00eancias. Pediu a uma das suas irm\u00e3s, Genevi\u00e8ve, para vir ajudar no acolhimento. Entre os refugiados a quem deram abrigo, havia tamb\u00e9m judeus. Os meios materiais eram pobres. Sem \u00e1gua corrente, iam buscar \u00e1gua pot\u00e1vel ao po\u00e7o da aldeia. A comida era modesta, em particular as sopas feitas com farinha de trigo comprada num moinho vizinho a baixo pre\u00e7o.  Por respeito para com aqueles que acolhiam, o irm\u00e3o Roger rezava sozinho. Frequentemente ia cantar para longe de casa, no bosque. Para que alguns dos refugiados, judeus ou agn\u00f3sticos, n\u00e3o ficassem constrangidos, Genevi\u00e8ve explicava a todos que era melhor que, quem quisesse, rezasse sozinho no seu quarto.  Os pais do irm\u00e3o Roger, sabendo que o seu filho e a irm\u00e3 se estavam a expor, pediram a um amigo da fam\u00edlia, um oficial franc\u00eas reformado, para olhar por eles, o que ele fez com dilig\u00eancia. No Outono de 1942, ele avisou-os de que tinham sido descobertos e de que todos deveriam partir sem demora. O irm\u00e3o Roger p\u00f4de voltar em 1944: nessa altura, n\u00e3o voltou sozinho; alguns irm\u00e3o tinha-se entretanto reunido a ele e, em conjunto, tinham come\u00e7ado uma vida comum que continuou assim em Taiz\u00e9.  <b>Uma \u00abpar\u00e1bola de comunidade\u00bb<\/b> Em 1945, um jovem da regi\u00e3o fundou uma associa\u00e7\u00e3o para cuidar das crian\u00e7as que a guerra tinha deixado sem fam\u00edlia. Prop\u00f4s aos irm\u00e3os acolherem alguns em Taiz\u00e9. Uma comunidade de homens n\u00e3o podia receber crian\u00e7as. Ent\u00e3o o irm\u00e3o Roger pediu a sua irm\u00e3 Genevi\u00e8ve para voltar a Taiz\u00e9 para se ocupar delas e tornar-se sua m\u00e3e. Aos domingos, os irm\u00e3os acolhiam tamb\u00e9m os prisioneiros de guerra alem\u00e3es, internados num campo pr\u00f3ximo de Taiz\u00e9.  Aos poucos, alguns jovens vieram juntar-se aos primeiros irm\u00e3os, e, no dia de P\u00e1scoa de 1949, comprometeram-se em conjunto numa vida de celibato, comunit\u00e1ria, de uma grande simplicidade, para toda a vida.  Hoje, a comunidade de Taiz\u00e9 re\u00fane uma centena de irm\u00e3os, cat\u00f3licos e de diversas origens evang\u00e9licas, vindos de mais de vinco cinco pa\u00edses. Atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, a comunidade procura ser um sinal concreto de reconcilia\u00e7\u00e3o entre os crist\u00e3os divididos e os povos separados.  Os irm\u00e3os ganham a sua vida pelo pr\u00f3prio trabalho. N\u00e3o aceitam qualquer donativo. Nesse mesmo sentido, se um irm\u00e3o recebe uma heran\u00e7a familiar, a comunidade oferece-a aos mais pobres.  Ainda nos anos 50, alguns irm\u00e3os foram viver para lugares desfavor\u00e1veis do mundo, para serem a\u00ed testemunhas de paz, para estarem ao lado dos que sofrem. Hoje, em pequenas fraternidades, os irm\u00e3os vivem em bairros degradados na \u00c1sia, na \u00c1frica, na Am\u00e9rica latina. Procuram partilhar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos que os rodeiam, esfor\u00e7ando-se por serem uma presen\u00e7a de amor junto dos mais pobres, dos meninos de rua, dos prisioneiros, dos moribundos, dos que est\u00e3o interiormente feridos por rupturas afectivas ou pelo abandono.  Pessoas respons\u00e1veis na Igreja tamb\u00e9m v\u00eam a Taiz\u00e9. A comunidade acolheu assim o Papa Jo\u00e3o Paulo II, tr\u00eas bispos de Cantu\u00e1ria, metropolitas ortodoxos, os catorze bispos luteranos da Su\u00e9cia e numerosos pastores do mundo inteiro.  Atrav\u00e9s dos anos, o n\u00famero de visitantes que vem a Taiz\u00e9 continuou a crescer. Desde o final dos anos 50, come\u00e7aram a chegar jovens em n\u00famero cada vez maior. Em 1966, as irm\u00e3s de Santo Andr\u00e9, uma comunidade cat\u00f3lica internacional fundada h\u00e1 mais de sete s\u00e9culos, vieram habitar para a aldeia vizinha e come\u00e7aram a assumir uma parte das tarefas do acolhimento. Estas irm\u00e3s tem sido por vezes ajudadas por irm\u00e3s de outras comunidades. Muito mais tarde, algumas irm\u00e3s Ursulinas polacas vieram tamb\u00e9m ajudar no acolhimento dos jovens.  A partir de 1962, irm\u00e3os e jovens, enviados por Taiz\u00e9, n\u00e3o cessaram de ir, na maior discri\u00e7\u00e3o, aos pa\u00edses da Europa de Leste, para estarem pr\u00f3ximos dos que estavam presos dentro das suas pr\u00f3prias fronteiras. Agora que os muros ca\u00edram e que as viagens se tornaram mais f\u00e1ceis entre a Europa de Leste e a Ocidental, os contactos com os crist\u00e3os do Oriente, que tinham sido sempre importantes, cresceram significativamente.  O irm\u00e3o Roger faleceu no dia 16 de Agosto de 2005, com 90 anos, morto durante a ora\u00e7\u00e3o da noite. O irm\u00e3o Alois, que o irm\u00e3o Roger tinha escolhido para seu sucessor, \u00e9 agora o prior da Comunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela 29\u00aa vez, a Comunidade ecum\u00e9nica re\u00fane no final do ano milhares de jovens crist\u00e3os de toda a Europa. 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