{"id":21879,"date":"2006-12-26T15:51:35","date_gmt":"2006-12-26T15:51:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/26\/jesus-teima-em-nascer\/"},"modified":"2006-12-26T15:51:35","modified_gmt":"2006-12-26T15:51:35","slug":"jesus-teima-em-nascer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jesus-teima-em-nascer\/","title":{"rendered":"Jesus teima em nascer"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Viseu na Eucaristia da Meia-noite <!--more--> Estamos hoje aqui em volta de uma crian\u00e7a que nasceu. O nascimento de uma crian\u00e7a \u00e9 sempre um acontecimento importante. Uma crian\u00e7a \u00e9 sempre muito importante para todos, pois ela anuncia e significa valores indispens\u00e1veis a todos os homens e a todo o mundo: paz, amor, simplicidade, alegria, verdade, vida. Por isso, Jesus dizia que escandalizar uma crian\u00e7a era um crime enorme e horrendo. Al\u00e9m disso, com o nascimento de uma crian\u00e7a vem fora a crian\u00e7a que habita em n\u00f3s; a crian\u00e7a que somos e que recordamos com saudade, sempre que a esquecemos e a tra\u00edmos, com a nega\u00e7\u00e3o ou a trai\u00e7\u00e3o dos valores apontados. Precisamos muito de crian\u00e7as e precisamos de festejar o nascimento de cada crian\u00e7a, sempre como um dom de Deus Pai e Criador. Por isso \u00e9 que n\u00e3o dispensamos o Natal: crist\u00e3os ou n\u00e3o crist\u00e3os; crian\u00e7as, jovens ou adultos\u2026  At\u00e9 os mais velhinhos\u2026 Todos paramos para celebrar o Natal. E aqui estamos n\u00f3s, nesta noite, a celebrar o Natal do Deus que Se fez Menino e que nasceu para n\u00f3s. \u00c9 o Natal de uma verdadeira crian\u00e7a que, hoje, at\u00e9 \u00e9 novidade nascer, t\u00e3o raros s\u00e3o os nascimentos. Hoje, h\u00e1 muita gente que prefere s\u00f3 meninos de barro e \u00e9 por isso que o Natal ainda \u00e9 bem acolhido por todos, porque consola sempre ver os meninos de barro, uma vez que j\u00e1 quase n\u00e3o existem dos verdadeiros \u2013 os de carne, os que nascem, choram, sorriem\u2026 Estes precisam de uma M\u00e3e e de uma fam\u00edlia, bens que hoje tamb\u00e9m n\u00e3o abundam\u2026 Os meninos de barro, os descart\u00e1veis depois da Quadra, esses n\u00e3o pedem nem exigem nada\u2026 apenas s\u00e3o ornamentais\u2026 Esses aprecem, embora somente nesta Quadra, mas ainda aparecem\u2026 No entanto, n\u00f3s sabemos, Jesus, que Tu continuas a teimar nascer e sabemos que, apesar de seres rejeitado, continuas a querer nascer. Tu queres nascer e n\u00f3s precisamos que nas\u00e7as, que continues a vir, que venhas por Tua conta, tal qual costumas fazer, pois vens por amor e este \u00e9 sempre gratuito e n\u00e3o programado.  Por\u00e9m, hoje, como outrora, continuas desconcertante. Por isso, hoje, como outrora, muitos n\u00e3o Te aceitam, pois, numa Festa, espera-se sempre algu\u00e9m importante, que possa dar-nos o que precisamos, responder-nos ao que queremos saber e Tu vens como crian\u00e7a, como pobre, como velhinho, como doente, como estrangeiro, como refugiado, como drogado, como sem abrigo, como um \u201csem lei\u201d, tantas vezes\u2026 Vens na face dos homens, os mais diversos e os mais irreconhec\u00edveis e, por isso, n\u00e3o Te conhecemos, n\u00e3o Te aceitamos e n\u00e3o Te acolhemos\u2026 Por\u00e9m, \u00e9 contrastante a atitude dos homens do mundo de hoje: por um lado, esperam-Te porque s\u00f3 Tu tens respostas capazes para os profundos problemas actuais; por outro lado, rejeitam essas respostas, pois elas passam por mudar atitudes e estilos de vida. Apesar de tudo: Vem, Senhor Jesus! Desperta a crian\u00e7a que vive em n\u00f3s. Faz-nos desejar e cumprir a verdade, o amor, a paz, a simplicidade, a alegria, a vida, libertando-nos de todos os jugos que nos oprimem e nos escravizam. Ilumina as nossas trevas com a Tua luz para Te vermos sempre que vens a n\u00f3s, mesmo nas formas e nas pessoas mais irreconhec\u00edveis. Abre os nossos ouvidos para escutarmos todos os dias o canto dos Anjos e orienta os nossos passos para nos cruzarmos com os caminhos dos pastores e de todos os simples e para Te encontrarmos nos pres\u00e9pios de todas as fam\u00edlias e de todos os homens. Hoje \u00e9 Natal! \u201cHoje nasceu o Salvador, Jesus Cristo, Senhor\u201d. Cumpriram-se todas as Promessas de Deus. Precisam de cumprir-se, tamb\u00e9m, todas as esperan\u00e7as e todas as necessidades dos homens. Para isso, Jesus precisa de lugar: no cora\u00e7\u00e3o do mundo e no cora\u00e7\u00e3o dos homens. Ele \u00e9 o \u00abConselheiro admir\u00e1vel, o Deus forte, o Pai eterno, o Pr\u00edncipe da paz\u00bb. Porqu\u00ea fechar-Lhe as estalagens se Ele vem para n\u00f3s, para estabelecer e consolidar o direito e a justi\u00e7a? Porqu\u00ea impedir a Sua vinda se Ele vem resgatar-nos de toda a iniquidade e preparar um povo purificado? Vem, Senhor Jesus! Continua a vir como crian\u00e7a para que todas as crian\u00e7as que querem nascer encontrem em Ti um irm\u00e3o que as acolha e lhes permita viver e crescer na paz e no amor\u2026 Continua a nascer e a despertar a crian\u00e7a que, em n\u00f3s, dorme e se esquece de sorrir e de viver e de dar a m\u00e3o a todos os irm\u00e3os que Tu envias como os pr\u00f3ximos que precisam e esperam o nosso amor.  Parab\u00e9ns, Jesus! \u00c9 o Teu Natal! No Teu Natal, sa\u00fado todas as crian\u00e7as e todas as pessoas do mundo, n\u00e3o esquecendo os mais pobres, os mais doentes, os mais s\u00f3s, os mais tristes, os refugiados, os desprezados e exclu\u00eddos do amor e da vida\u2026 Sa\u00fado todos aqueles que, como Tu, n\u00e3o t\u00eam lugar para nascer ou para viver\u2026 No Teu Natal, Jesus, desejo a todos um Feliz e Santo Natal. Gl\u00f3ria a Deus nas alturas e Paz na Terra a todos os homens! AMEN! ALELUIA!  <i>D. Il\u00eddio Leandro, Bispo de Viseu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Viseu na Eucaristia da Meia-noite<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,184,206,267,289,291],"class_list":["post-21879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-viseu","tag-familia","tag-natal","tag-presepios","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}