{"id":21866,"date":"2006-12-26T12:59:22","date_gmt":"2006-12-26T12:59:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/26\/o-natal-convite-ao-amor-a-familia\/"},"modified":"2006-12-26T12:59:22","modified_gmt":"2006-12-26T12:59:22","slug":"o-natal-convite-ao-amor-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-natal-convite-ao-amor-a-familia\/","title":{"rendered":"O Natal, convite ao amor \u00e0 Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de Braga  na Missa do Dia de Natal  <!--more--> O Natal introduz-nos na fam\u00edlia de Nazar\u00e9 e \u00e9 a\u00ed, dentro desse Lar, que queremos contemplar e compreender o des\u00edgnio de Deus, criador e redentor, sobre a verdadeira identidade da fam\u00edlia \u2013 o que ela \u00e9 e deve ser \u2013 e a sua aut\u00eantica miss\u00e3o \u2013 o que ela faz e deve fazer. \u00c0 luz de Bel\u00e9m acolhemos a mensagem da fam\u00edlia como \u201c\u00edntima comunh\u00e3o de vida e de amor\u201d que tent\u00e1mos traduzir no lema program\u00e1tico da vida diocesana \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d. Sabemos, assim, que o ser e o agir da Fam\u00edlia s\u00f3 s\u00e3o compreens\u00edveis no amor. A Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 \u00e9 o espa\u00e7o humano em que se revela o mist\u00e9rio \u00edntimo do nosso Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. O Verbo eterno do Pai, que \u00e9 a Vida e a Luz dos homens, o Filho gerado, unig\u00e9nito e primog\u00e9nito de muitos irm\u00e3os, n\u00e3o criado, mas sabedoria criadora de todas as coisas, desceu at\u00e9 n\u00f3s. Fez-se \u201ccarne\u201d, assumiu a nossa condi\u00e7\u00e3o, na plenitude das suas express\u00f5es, \u201cmontou a sua tenda\u201d entre n\u00f3s e, assim, tornou-se companheiro das nossas viagens pelo deserto da procura e do encontro. N\u2019Ele vemos o rosto de Deus, que \u00e9 Amor e entramos na comunh\u00e3o impensada duma fam\u00edlia divina, o abismo de amor da Sant\u00edssima Trindade. Por outro lado, a intimidade de Deus aparece na intimidade de tr\u00eas pessoas, como n\u00f3s: o menino Jesus, um Pai adoptivo, Jos\u00e9, o homem justo e uma m\u00e3e, Maria, \u201ccheia de gra\u00e7a\u201d, cumulada das b\u00ean\u00e7\u00e3os celestes, porque \u201cServa do Senhor\u201d. Esta \u201ctrindade\u201d de Bel\u00e9m, de Nazar\u00e9 \u00e9 o espelho paradigm\u00e1tico dessa trindade transcendente-imanente do Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Nos C\u00e9us e na terra acontece o mesmo: tr\u00eas pessoas que vivem para-o-outro, que s\u00e3o porque se d\u00e3o, que se definem pela rela\u00e7\u00e3o de amor, que \u00e9 vida, alegria, j\u00fabilo, sentido da liberdade, que \u00e9 identidade na alteridade. Os altos c\u00e9us, morada do Alt\u00edssimo, representam-se no desconcerto de um pres\u00e9pio, numa gruta de animais. O menino deitado num ber\u00e7o de palhinhas, de feno\u2026 \u00e9 o eterno Filho de Deus!  \u00d3 inaudito quadro de humanidade, \u00f3 para\u00edso aguardado pelo cora\u00e7\u00e3o do mundo e dos homens, \u00f3 plenitude dos tempos na noite fria de um dia qualquer numa pequena aldeia de Jud\u00e1, Bel\u00e9m, mas cidade das promessas feitas a David!   O pr\u00f3logo do Evangelho de Jo\u00e3o \u00e9 um hino onde se celebra a Vida dos homens, que acolhendo a Luz no meio das densas trevas da noite, se tornam \u201cfilhos de Deus\u201d. Pelo amor \u201cacontece\u201d a vida e a vida para o crente est\u00e1 n\u2019Ele e \u00e9 a vida que deve tornar-se \u201cluz dos homens\u201da brilhar no meio das trevas, mesmo que os homens n\u00e3o queiram \u201creceb\u00ea-la\u201d. Aqui est\u00e1 a for\u00e7a interior do mist\u00e9rio da Incarna\u00e7\u00e3o que o Natal prop\u00f5e: uma op\u00e7\u00e3o pela vida, cuidada em todos os seus pormenores, para que a comunidade dos crentes, atrav\u00e9s da comunh\u00e3o familiar, resplande\u00e7a qual sinal que prop\u00f5e itiner\u00e1rios de salva\u00e7\u00e3o. Neste milagre de amor e de vida, de luz a brilhar nas trevas, aparece a figura silenciosa e eloquente duma mulher: Maria. No pr\u00f3logo n\u00e3o encontramos uma \u00fanica refer\u00eancia expl\u00edcita a esta mulher. Ela estava l\u00e1, todavia. Na verdade, Deus comunica-Se no rega\u00e7o e no colo de uma m\u00e3e. A\u00ed brilhou a luz e continua a brilhar, qual prod\u00edgio de permanente Natal, em todas as m\u00e3es. Esta \u00e9 a verdadeira dignidade da mulher.  \u00d3 Deus de nossos pais, \u00f3 Deus de Jesus Cristo, como nos encantas com o teu rosto materno da theotokos e de todas as m\u00e3es, que admiram a m\u00e3e das nossas m\u00e3es! Como precisamos de Ti, \u00f3 Deus, para resgatar o feminino dos labirintos em que uma cultura de morte o aprisionou! Como reconhecemos que s\u00f3 Tu, na fam\u00edlia celeste e de Bel\u00e9m, sabes tra\u00e7ar o digno perfil da mulher de que todos nascemos! Esquecer-Te \u00e9 degradar a beleza feminina no objectivismo de legalidades de conveni\u00eancia e de estrat\u00e9gias equ\u00edvocas de uma dita emancipa\u00e7\u00e3o.  A\u00ed est\u00e1, no pres\u00e9pio, a mulher-m\u00e3e e o filho, o pai e os irm\u00e3os, todos abra\u00e7ados pelo Deus que saiu do Seu segredo e do Seu para\u00edso para gozar da companhia do outro, que \u00e9 Sua criatura e Seu redimido. Junto ao pres\u00e9pio, entrego ao Menino Jesus, a Sua m\u00e3e e a S.Jos\u00e9 as nossas fam\u00edlias. E do pres\u00e9pio recebo um itiner\u00e1rio de vida que gostaria de lhes indicar em tr\u00eas palavras: intensificar, revelar e comunicar o amor. Intensificar como processo permanente e trabalho cont\u00ednuo de todos e entre todos. O amor s\u00f3 existe quando, no momento presente, se concretiza numa variedade de gestos que nenhum programa pode descrever exaustivamente. Poderemos apresentar algumas propostas, mas o Amor est\u00e1 sempre na novidade de algo que nunca foi experimentado cabalmente. Pensar que se atingiu a meta \u00e9 condenar-se \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o e ao cansa\u00e7o. Revelar \u00e9 a atitude de quem, silenciosamente, vai colocando a \u201cluz\u201d no candelabro para mostrar a beleza de vidas que se entregam graciosa e gratuitamente. Quando parece que todos caminham no ego\u00edsmo e que este impera, urge tornar vis\u00edvel um estilo de vida de sentido oposto. Comunicar \u00e9 a dimens\u00e3o mission\u00e1ria de quem n\u00e3o reserva para si os tesouros encontrados. O amor, traduzido em gestos e atitudes, deve ser anunciado e proclamado na ousadia de quem acredita que o mundo se transforma com o contributo de cada um. S\u00f3 deste modo o matrim\u00f3nio se torna reflexo vivo e participa\u00e7\u00e3o real do amor de Deus pela humanidade revelado no amor de Cristo pela Igreja, sua Esposa. S\u00f3 esta visibilidade diz que a fam\u00edlia \u00e9 \u201cc\u00e9lula-base\u201d duma sociedade nova e percurso de santidade e felicidade.  Menino de Bel\u00e9m, concede que as nossas fam\u00edlias trabalhem o seu amor quotidiano numa dedica\u00e7\u00e3o sempre nova; permite que os nossos lares, no meio do mundo e silenciosamente, pela sua vida, revelem o amor e a paix\u00e3o pela vida; d\u00e1-nos o dom de casais que, animados pela viv\u00eancia trinit\u00e1ria do amor, comuniquem, com coragem, a verdade do amor, da vida e da dignidade da mulher.  Sei que a resposta ao apelo a um amor fiel, indissol\u00favel, eterno, tal como Deus no-lo revela na sua Alian\u00e7a, sup\u00f5e a coragem de n\u00e3o \u201cado\u00e7ar\u201d as palavras do Evangelho tornando-as inofensivas ou in\u00f3cuas. Trata-se duma permanente revolu\u00e7\u00e3o cultural de que n\u00e3o devemos ter medo pois sabemos que o futuro da humanidade depende da fidelidade a estes par\u00e2metros. Tenho consci\u00eancia de que este projecto encerra um modo pr\u00f3prio de pensar, de raciocinar, de interpretar a vida. \u00c9 uma l\u00f3gica nova que s\u00f3 poder\u00e1 ser compreendida na reflex\u00e3o permanente a partir da doutrina que a Igreja n\u00e3o se cansa de anunciar. Se temos de regressar ao Evangelho, \u00e0s fontes e ra\u00edzes da nossa identidade, teremos tamb\u00e9m de acreditar que a doutrina da Igreja deve ser conhecida nos seus verdadeiros conte\u00fados. Quando se procuram entender os seus contornos reconhecemos que ela \u00e9 Boa Nova para este mil\u00e9nio. Para atingir este objectivo, necessitamos que, em cada comunidade paroquial ou interparoquial, apare\u00e7am casais com a coragem de parar, de cortar com as actividades correntes, para, em grupo, saborearem o tesouro duma doutrina eclesial que n\u00e3o \u00e9 conhecida. Com eles a Igreja poder\u00e1 dispor de mensageiros cred\u00edveis, pois falam a partir da vida, para tornar o projecto do matrim\u00f3nio crist\u00e3o apetec\u00edvel e acess\u00edvel a todos.  Ao Menino de Bel\u00e9m pe\u00e7o ainda que nas nossas comunidades apare\u00e7am casais que se prontifiquem a comunicar, a dar a conhecer, a traduzir em projectos operativos, o riqu\u00edssimo patrim\u00f3nio doutrinal da Igreja expressando deste modo o que o Papa Jo\u00e3o Paulo II nos pedia na Exorta\u00e7\u00e3o Familiaris Consortio (n\u00ba 86), cujos 25 anos estamos a celebrar: Fam\u00edlias que amem as fam\u00edlias: \u201cAmar a fam\u00edlia significa saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre. Amar a fam\u00edlia significa descobrir os perigos e males que a amea\u00e7am, para poder super\u00e1-los. Amar a fam\u00edlia significa empenhar-se em criar ambiente favor\u00e1vel ao seu desenvolvimento. Finalmente forma eminente de amor, \u00e9 dar \u00e0 fam\u00edlia crist\u00e3 actual, muitas vezes tentada por des\u00e2nimos e angustiada por crescentes dificuldades, raz\u00f5es de confian\u00e7a em si mesma, nas pr\u00f3prias riquezas que lhe v\u00eam da natureza e da gra\u00e7a, e na miss\u00e3o que Deus lhe confiou\u201d. Neste dia t\u00e3o solene, na aparente insignific\u00e2ncia duma \u201cmanjedoira numa gruta de Bel\u00e9m\u201d, gostaria que esta mensagem n\u00e3o fosse como \u201cvoz que clama no deserto\u201d. Porque acredito que \u201ca fam\u00edlia \u00e9 esperan\u00e7a da Igreja e do mundo\u201d, como escreveram os Bispos Portugueses, ouso pedir e solicitar aos legisladores e \u00e0s pessoas respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o dum mundo mais justo que apoiem a fam\u00edlia promovendo \u201cpol\u00edticas de protec\u00e7\u00e3o da comunidade familiar\u201d em vez de teimar em percorrer veredas obscuras e sem futuro. A fam\u00edlia necessita de pol\u00edticas positivas que proporcionem a todos os seus membros uma vida verdadeiramente humana. H\u00e1 muitas vidas no limiar do indigno e do escandaloso. N\u00e3o querendo encarar os dramas reais e as perplexidades sofridas refugiamo-nos em pseudo-sinais de modernidade. Sejamos realistas. Da parte da Igreja emprestamos a voz aos mais d\u00e9beis e convidamos a sociedade a reparar em situa\u00e7\u00f5es inadmiss\u00edveis em que muitas fam\u00edlias apenas sobrevivem. Sejamos os \u201cpastores\u201d, que, contemplando o Menino \u201cenvolto em panos numa manjedoura\u201d e ouvindo o canto do anjo e da \u201cmultid\u00e3o do ex\u00e9rcito celeste\u201d \u201cGl\u00f3ria a Deus nos c\u00e9us, Paz aos homens na terra\u201d, espalharam esta not\u00edcia que causou admira\u00e7\u00e3o em todos os que a ouviram. Hoje, a comunica\u00e7\u00e3o desta maravilha e a interpreta\u00e7\u00e3o do canto eterno que une c\u00e9us e terra, Deus e o homem, s\u00e1bios vindos do Oriente e pobres guardadores de rebanhos est\u00e3o-nos confiadas a cada um de n\u00f3s e \u00e0 solidariedade nas fam\u00edlias, com as fam\u00edlias e entre as fam\u00edlias. Bom Natal para todos os diocesanos e que o pr\u00f3ximo ano testemunhe o Amor Trinit\u00e1rio em todos os lares crist\u00e3os.  25 de Dezembro de 2006  <i>+ Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de Braga na Missa do Dia de Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,172,206,237,267,285,314],"class_list":["post-21866","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-patrimonio","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21866\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}