{"id":21848,"date":"2006-12-22T15:55:42","date_gmt":"2006-12-22T15:55:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/22\/40-000-jovens-em-peregrinacao-a-zagreb-esperancas-do-prior-de-taize\/"},"modified":"2006-12-22T15:55:42","modified_gmt":"2006-12-22T15:55:42","slug":"40-000-jovens-em-peregrinacao-a-zagreb-esperancas-do-prior-de-taize","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/40-000-jovens-em-peregrinacao-a-zagreb-esperancas-do-prior-de-taize\/","title":{"rendered":"40.000 jovens em peregrina\u00e7\u00e3o a Zagreb: esperan\u00e7as do prior de Taiz\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao irm\u00e3o Alois, sucessor do irm\u00e3o Roger, \u00e0 Ag\u00eancia Zenit <!--more--> De 28 de Dezembro a 1 de Janeiro, cerca de 40.000 jovens ir\u00e3o reunir-se em Zagreb para participar no XXIX Encontro Europeu de Jovens, animado pela comunidade de Taiz\u00e9.  Nesta entrevista concedida \u00e0 ag\u00eancia Zenit, o irm\u00e3o Alois Loser, sucessor do irm\u00e3o Roger como prior da Comunidade de Taiz\u00e9, confessa as suas esperan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a essa peregrina\u00e7\u00e3o.   <b>Dentro de alguns dias, Zagreb acolher\u00e1 milhares de jovens de toda a Europa e de outros continentes. Porque acontece esta peregrina\u00e7\u00e3o pela primeira vez na Cro\u00e1cia?<\/b> H\u00e1 muito tempo que os jovens croatas nos pediam que vi\u00e9ssemos \u00e0 Cro\u00e1cia. J\u00e1 nos anos setenta, ou seja, antes das mudan\u00e7as pol\u00edticas na Europa, puderam vir a Taiz\u00e9. Mas era imposs\u00edvel organizar um grande encontro de jovens. Havia problemas pol\u00edticos, a guerra&#8230; Era imposs\u00edvel. Agora, finalmente, podemos reunir-nos em Zagreb. H\u00e1 uma grande generosidade neste povo e uma tradi\u00e7\u00e3o de f\u00e9 que ainda se mant\u00e9m muito mais intacta que noutros pa\u00edses europeus.   <b>Como est\u00e3o a decorrer os preparativos? <\/b> Esta prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante como o pr\u00f3prio encontro, pois o encontro s\u00f3 dura alguns dias. N\u00e3o pode ser um fogo de palha, que dura um instante, mas que tem que mover algo no pa\u00eds, na cidade e na Igreja local, assim como entre os jovens que vir\u00e3o. Por este motivo, a prepara\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou na primavera passada: v\u00e1rios irm\u00e3os foram para estar no local. Tamb\u00e9m, desde Setembro, h\u00e1 um grupo de irm\u00e3os que vive ali junto de um grupo de volunt\u00e1rios da comunidade de Taiz\u00e9. Visitaram todas as par\u00f3quias para reflectir sobre esta pergunta: \u00abO que significa para voc\u00eas acolher os jovens que vir\u00e3o?\u00bb. E isso mobiliza energias, mobiliza a imagina\u00e7\u00e3o, mobiliza tamb\u00e9m temores, pois \u00abcomo vamos poder acolher tantos jovens?\u00bb. Mas, em definitivo, isso faz surgir uma alegria.   <b>Quando pretende chegar? Qual ser\u00e1 o seu programa? <\/b> Darei uma pequena volta, porque quero visitar tamb\u00e9m os vizinhos, ou seja, a S\u00e9rvia, pois tamb\u00e9m h\u00e1 muitos jovens s\u00e9rvios que v\u00eam a Taiz\u00e9, e, claro, queremos viver em comunh\u00e3o com eles. Irei l\u00e1 por ocasi\u00e3o do Natal. \u00c9 uma maneira de mostrar que realmente estamos em comunh\u00e3o com eles. Farei uma visita \u00e0 Igreja Ortodoxa. Est\u00e1 prevista uma visita ao patriarca Pavle; e participarei tamb\u00e9m na missa do galo na Igreja Cat\u00f3lica. De l\u00e1, irei para Zagreb.   <b>Acolher\u00e1 os jovens entregando-lhes uma carta, a carta de Calcut\u00e1. Qual \u00e9 o sentido desta carta? <\/b> Escrevi \u00aba carta de Calcut\u00e1\u00bb, pois, como sabe, em Outubro passado, tivemos um encontro de jovens, 6.000 jovens procedentes de toda a \u00cdndia, e de muitos outros pa\u00edses da \u00c1sia. Parece-me que esta abertura para com os demais, em particular, para os que se encontram muito distantes, \u00e9 realmente necess\u00e1ria hoje. Vivemos numa \u00e9poca na qual os jovens podem viver muito mais facilmente uma comunh\u00e3o al\u00e9m das fronteiras, gra\u00e7as \u00e0s viagens, \u00e0 Internet. H\u00e1 muitos mais interc\u00e2mbios hoje que h\u00e1 vinte anos.  E, nessa carta, lan\u00e7o um apelo: \u00abn\u00e3o vos deixeis levar pelo des\u00e2nimo hoje\u00bb. Muitos jovens se perguntam qual ser\u00e1 o seu futuro pessoal, assim como o futuro da nossa sociedade, inclusive para a Igreja. \u00c9 verdade, se formos realistas, que n\u00e3o sabemos para onde temos de ir. Ent\u00e3o, n\u00e3o nos podemos deixar levar pelo des\u00e2nimo, mas escolher o amor e a esperan\u00e7a.   <b>O que se espera dos jovens que vir\u00e3o do exterior? E dos croatas que os acolher\u00e3o? <\/b> Para todos os jovens que v\u00eam de fora, trata-se de experimentar como os crist\u00e3os croatas vivem no local, como vivem a sua f\u00e9 em fam\u00edlia, na par\u00f3quia, na sociedade. Por este motivo, nas manh\u00e3s, o programa acontecer\u00e1 sempre nas par\u00f3quias, organizado pelas par\u00f3quias, para que os estrangeiros possam participar na sua vida, ainda que s\u00f3 seja durante cinco dias. Mas, em cinco dias pode-se transmitir algo. Deste modo, os jovens que vivem no exterior se sentir\u00e3o estimulados a comprometer-se mais na sua igreja local, uma vez que regressem \u00e0s suas casas. Aos jovens croatas n\u00f3s agradeceremos por terem partilhado o que s\u00e3o com os demais, e os alent\u00e1-los-emos a compartilhar osseus valores, pois h\u00e1 verdadeiramente uma grande generosidade nesse povo, uma grande capacidade de acolhimento e for\u00e7a para superar as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. E para construir a Europa precisamos de valentia, reconcilia\u00e7\u00e3o e paz. \u00abDevemos ter a valentia da reconcilia\u00e7\u00e3o!\u00bb. \u00c9 o que quero dizer aos jovens croatas.   <b>A dimens\u00e3o ecum\u00e9nica deste encontro europeu de jovens \u00e9 muito importante. As mensagens que receberam s\u00e3o numerosas: do Papa, dos patriarcas ortodoxos Bartolomeu I e Alexis II, do chefe da Igreja anglicana&#8230; O que mais o impressionou nessas mensagens? <\/b> Essas mensagens s\u00e3o para mim um grande alento. Mostram claramente que o que n\u00f3s vivemos se vive tamb\u00e9m na Igreja e com a Igreja universal. N\u00f3s n\u00e3o queremos criar em Taiz\u00e9 um movimento separado. N\u00f3s reenviamos aos jovens que v\u00eam aqui para a sua igreja local e queremos que se comprometam com a sua igreja local. As mensagens que recebemos s\u00e3o, portanto, um motivo de grande alento nesse sentido.   <b>Cada peregrina\u00e7\u00e3o tem um aspecto espec\u00edfico. Cada pa\u00eds tem a sua especificidade. Qual \u00e9 a mensagem comum que permanece ano ap\u00f3s ano, o fio condutor que anima a comunidade de Taiz\u00e9? <\/b> Esta \u00e9 a primeira peregrina\u00e7\u00e3o a Zagreb. Veremos quais s\u00e3o seus aspectos espec\u00edficos. Na Europa ocidental, temos a impress\u00e3o de que a Cro\u00e1cia n\u00e3o \u00e9 conhecida, de que s\u00f3 \u00e9 conhecida pelas suas costas tur\u00edsticas, n\u00e3o conhecemos verdadeiramente o seu povo, o que viveu, a  sua hist\u00f3ria. Parece-me que esta escuta, a escuta deste povo, \u00e9 importante. Pois, como podemos continuar a construir a Europa sem sair ao encontro dos povos que pedem para entrar na comunidade europeia e que fazem parte da Europa pela sua hist\u00f3ria? Se n\u00e3o os escutamos, ent\u00e3o prevalecer\u00e3o o medo, os preconceitos e as retic\u00eancias, e fecharemos as fronteiras.  Com este encontro na Cro\u00e1cia, queremos dar um sinal de abertura. N\u00e3o temos solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para oferecer, mas podemos preparar o terreno para que as quest\u00f5es pol\u00edticas possam ser bem propostas, para que possamos encontrar solu\u00e7\u00f5es.   <b>Depois de Calcut\u00e1, Mil\u00e3o, Hamburgo, Paris, Barcelona, Lisboa, o encontro de Zagreb constitui uma nova etapa da peregrina\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a na terra. Como escolheram o pa\u00eds que acolher\u00e1 a pr\u00f3xima etapa? <\/b> Em cada ano, n\u00f3s nos perguntamos onde pode continuar esta peregrina\u00e7\u00e3o. E \u00e9 necess\u00e1rio uma altern\u00e2ncia entre o Leste e o Ocidente. Desde 1989, podemos ir \u00e0 Europa central. \u00c9 muito importante que se d\u00ea esta altern\u00e2ncia, mas precisa-se tamb\u00e9m de uma cidade na qual haja um centro de congressos, onde possamos reunir-nos todos juntos.  Cada Ver\u00e3o, em Taiz\u00e9, recebemos jovens que chegam de diferentes continentes para passar tr\u00eas meses. E, no futuro, procuraremos encontrar uma forma de podermos acompanhar estes jovens em seus lugares de origem. Este foi o motivo que levou a organizar o encontro de Calcut\u00e1. Por este motivo, pensamos em organizar um encontro na Am\u00e9rica Latina no pr\u00f3ximo ano. Anunciarei o lugar exacto aos jovens durante o nosso encontro em Zagreb. E depois procuraremos viver uma experi\u00eancia deste tipo na \u00c1frica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao irm\u00e3o Alois, sucessor do irm\u00e3o Roger, \u00e0 Ag\u00eancia Zenit<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,104,203,206,267,315],"class_list":["post-21848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-america","tag-europa","tag-familia","tag-natal","tag-taize"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}