{"id":21840,"date":"2006-12-22T13:04:37","date_gmt":"2006-12-22T13:04:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/22\/o-bispo-e-o-pulsar-da-sua-igreja\/"},"modified":"2006-12-22T13:04:37","modified_gmt":"2006-12-22T13:04:37","slug":"o-bispo-e-o-pulsar-da-sua-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-bispo-e-o-pulsar-da-sua-igreja\/","title":{"rendered":"O Bispo e o pulsar da sua igreja"},"content":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o do Bispo de Leiria-F\u00e1tima ao Conselho Presbiteral <!--more--> 1. Um povo, um territ\u00f3rio, uma Igreja a conhecer H\u00e1 praticamente meio ano que me encontro entre v\u00f3s. Como j\u00e1 tive oportunidade de vos dizer, o meu primeiro anseio fundamental \u00e9 o de conhecer esta diocese e, sobretudo, conhecer os seus dinamismos espirituais, segundo a palavra de Jesus referida no evangelho de Jo\u00e3o: \u201cO bom pastor conhece as suas ovelhas e elas conhecem-no\u201d (Jo 10, 14). \u00c9 isso que tenho procurado fazer: aproveitar as v\u00e1rias ocasi\u00f5es para conhecer, para ver, para escutar, para encontrar antes de mais os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, os leigos, as par\u00f3quias, os secretariados e movimentos, os grupos, a sociedade civil. Trata-se de conhecer um povo, a alma de um povo para avaliar os processos (dinamismos) profundos que o movem; um territ\u00f3rio preciso com as suas estruturas, a sua hist\u00f3ria e a sua singularidade; e a comunidade eclesial em todas as suas componentes, tendo em conta a tradi\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria, do seu caminhar na matura\u00e7\u00e3o da f\u00e9, as suas necessidades e os seus anseios de renova\u00e7\u00e3o,  os fermentos novos que germinam. Este trabalho \u00e9 lento apesar do suceder intenso e por vezes vertiginoso de encontros e audi\u00eancias, n\u00e3o s\u00f3 com os diocesanos mas com gente de todo o pa\u00eds e do mundo, dada a dimens\u00e3o internacional de F\u00e1tima. Por outro lado tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil, sobretudo pela enorme quantidade de informa\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es que chegam ao bispo; sendo muitas, falta por vezes o tempo para examin\u00e1-las, e coorden\u00e1-las como gostaria. Isto gera a fadiga de assimilar rapidamente a necess\u00e1ria quantidade de dados para um ju\u00edzo e para a ac\u00e7\u00e3o. Tudo isto sugere o estilo com que o bispo rec\u00e9m-chegado deve mover-se dentro de toda esta realidade: o estilo de discri\u00e7\u00e3o. Quer dizer, a presen\u00e7a e a participa\u00e7\u00e3o cordial, serena, paciente, pacata e prudente na vida da diocese; um estilo de acolhimento que anima espa\u00e7os de amizade, de comunica\u00e7\u00e3o, de compreens\u00e3o, que quebra os distanciamentos e os preconceitos, que estimula a aproxima\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre todos; um estilo que suscita o dinamismo do entusiasmo, da alegria do Evangelho, da f\u00e9 e do minist\u00e9rio. O bispo deve ler e compreender o dinamismo da realidade com os olhos da f\u00e9 e com os olhos da intelig\u00eancia e do cora\u00e7\u00e3o, deve perceb\u00ea-lo com a afectividade que \u00e9 o pr\u00f3prio afecto de Cristo pelo homem, o afecto de Deus por cada criatura. E integra tudo no ju\u00edzo contemplativo da f\u00e9 pelo qual procura ver as coisas e o que est\u00e1 por tr\u00e1s delas, as pessoas e os dinamismos profundos de bem que est\u00e3o por detr\u00e1s das pessoas.  2. O Bispo, o Presbit\u00e9rio e o Conselho Presbiteral A primeira preocupa\u00e7\u00e3o e prioridade para o bispo \u00e9 evidentemente o clero: conhecer este clero nas suas riquezas interiores, na sua dedica\u00e7\u00e3o, na sua capacidade de servi\u00e7o, no seu esfor\u00e7o de adequa\u00e7\u00e3o aos novos tempos e nas suas fadigas e at\u00e9 debilidades. O nosso clero, dedicado e generoso, est\u00e1 sobrecarregado por grandes fadigas e pelas exig\u00eancias sempre novas do minist\u00e9rio. Para esta aten\u00e7\u00e3o especial ao clero, para escutar e conhecer melhor os padres &#8211; e, por conseguinte, a diocese \u2013 tenciono receber pessoalmente cada um, em audi\u00eancia particular, ap\u00f3s o Natal at\u00e9 \u00e0 P\u00e1scoa. Isto deriva de uma constata\u00e7\u00e3o e convic\u00e7\u00e3o profunda. O bispo por si s\u00f3 e sozinho n\u00e3o significa nada. Al\u00e9m de ser todo ele relativo a Cristo, est\u00e1 sempre unido \u2013 segundo a feliz express\u00e3o do Vaticano II \u2013 a um \u201cpresbit\u00e9rio\u201d, isto \u00e9, ao conjunto de todos os padres que comp\u00f5em a diocese. N\u00e3o \u00e9 uma pessoa isolada que v\u00ea, sente, pensa, que tem as suas ideias pessoais mais ou menos fundadas. Ele \u00e9 a unidade de um grupo de presb\u00edteros e, com eles, em profunda humildade, examina, pensa e age. \u00c9 todo solid\u00e1rio com esta comunh\u00e3o sem p\u00f4r de parte o seu carisma pr\u00f3prio de discernimento e decis\u00e3o. Um momento de busca da comunh\u00e3o de inten\u00e7\u00f5es e metas pastorais \u00e9, sem d\u00favida, a semana dedicada \u00e0 Forma\u00e7\u00e3o Permanente que, como de costume, realizaremos em dois turnos, de 22 a26 de Janeiro e 29 de Janeiro a 2 de Fevereiro. Desta comunh\u00e3o entre o bispo e o presbit\u00e9rio \u00e9 express\u00e3o institucional este Conselho Presbiteral \u201ccuja miss\u00e3o \u00e9 ajudar o bispo no governo da diocese&#8230; para prover do melhor modo ao bem pastoral da por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus a ele confiada.\u201d \u00c9 um \u00f3rg\u00e3o jur\u00eddico; mas deve estar animado por uma espiritualidade de comunh\u00e3o e miss\u00e3o. Antes de mais, est\u00e1 ao servi\u00e7o do di\u00e1logo entre o bispo e o presbit\u00e9rio e do crescimento da fraternidade entre os diversos sectores do clero da diocese. Al\u00e9m disso, \u201c\u00e9 tamb\u00e9m a sede id\u00f3nea para fazer emergir uma vis\u00e3o de conjunto da situa\u00e7\u00e3o diocesana e para discernir o que o Esp\u00edrito Santo suscita atrav\u00e9s de pessoas ou grupos; para trocar pareceres e experi\u00eancias; para determinar, enfim, objectivos claros do exerc\u00edcio dos v\u00e1rios minist\u00e9rios diocesanos, propondo prioridades e sugerindo m\u00e9todos\u201d (DMPB 191). Eis a raz\u00e3o por que faz parte da agenda a ausculta\u00e7\u00e3o do Conselho sobre as principais urg\u00eancias da Diocese.  Nesta l\u00f3gica, o Direct\u00f3rio Pastoral dos Bispos recomenda: \u201cCom a sua atitude de di\u00e1logo sereno e escuta atenta de quanto \u00e9 expresso pelos membros do Conselho, o Bispo encorajar\u00e1 os sacerdotes a assumir posi\u00e7\u00f5es construtivas, respons\u00e1veis, de longo alcance, tendo a peito somente o bem da diocese. Para al\u00e9m das vis\u00f5es parciais e individuais, o Bispo diocesano procurar\u00e1 promover dentro do Conselho um clima de comunh\u00e3o, de aten\u00e7\u00e3o e de busca comum das melhores solu\u00e7\u00f5es. Evitar\u00e1 dar a impress\u00e3o da inutilidade do organismo e conduzir\u00e1 as reuni\u00f5es de modo que todos os conselheiros possam exprimir livremente o seu parecer.\u201d (n\u00ba 182) Pe\u00e7o-vos pois que exprimais a vossa opini\u00e3o sobre os assuntos em debate, com toda a liberdade, sem a preocupa\u00e7\u00e3o de agradar ou desagradar ao bispo. Eu estou habituado ao di\u00e1logo franco, leal e respeitoso. N\u00e3o fico aborrecido, ferido ou zangado por discordarem de mim. E a vossa liberdade n\u00e3o tira a minha liberdade quando, depois de escutar e ponderar \u201ccoram Deo\u201d, tiver de decidir o que \u00e9 necess\u00e1rio, mesmo sabendo que n\u00e3o se pode agradar a todos.  3. A administra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e o ec\u00f3nomo diocesano Em virtude do pedido insistente do Sr. Padre Adelino Ferreira, de ser substitu\u00eddo no cargo de ec\u00f3nomo diocesano, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar outra pessoa para o respectivo cargo. Quero aqui lembrar quanto diz o Direct\u00f3rio para o minist\u00e9rio dos bispos a tal respeito: \u201cA diocese dever ter um ec\u00f3nomo que deve ser nomeado pelo bispo para um quinqu\u00e9nio, renov\u00e1vel, depois de ter ouvido o Col\u00e9gio dos Consultores e o Conselho para os assuntos econ\u00f3micos. O ec\u00f3nomo, que pode ser tamb\u00e9m um di\u00e1cono ou um leigo, deve possuir uma grande experi\u00eancia no campo econ\u00f3mico-administrativo e conhecer a legisla\u00e7\u00e3o can\u00f3nica e civil relativamente aos bens temporais e os eventuais acordos ou leis civis acerca dos bens eclesi\u00e1sticos.\u201d Embora as compet\u00eancias do ec\u00f3nomo estejam definidas no Regulamento da Administra\u00e7\u00e3o de bens da Igreja na Diocese de Leiria-F\u00e1tima, \u00e9 todavia oportuno recordar aqui a sua miss\u00e3o em linhas gerais: &#8211; Administrar os bens da diocese, sob a autoridade do bispo e de acordo com o parecer do Conselho para os assuntos econ\u00f3micos; &#8211; Efectuar, com as entradas pr\u00f3prias da diocese, os gastos que legitimamente lhe ordene o bispo; &#8211; Elaborar o or\u00e7amento para o Ano Econ\u00f3mico depois de recolher os or\u00e7amentos dos Secretariados e outras Institui\u00e7\u00f5es (can. 1284, 3); &#8211; Prestar contas, no fim do ano, das receitas e despesas, para serem aprovadas pelo Conselho para os assuntos econ\u00f3micos; &#8211; Vigiar diligentemente pela administra\u00e7\u00e3o dos bens pertencentes \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que dependem  ou prestem contas ao bispo; &#8211; Analisar e aprovar as contas das par\u00f3quias (can. 1287); &#8211; Prover \u00e0 rentabiliza\u00e7\u00e3o dos bens que s\u00e3o perten\u00e7a da Diocese. Para o cumprimento das fun\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias, a Administra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica da diocese contar\u00e1 com a colabora\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Tesouraria e Contabilidade, do Conselho para os assuntos econ\u00f3micos, dos p\u00e1rocos, da administra\u00e7\u00e3o das par\u00f3quias e outras institui\u00e7\u00f5es que prestam contas \u00e0 diocese (can 1287) e de outros eventuais colaboradores que se julgue necess\u00e1rio. Como se deduz, o ec\u00f3nomo diocesano n\u00e3o \u00e9 um contabilista, mas tem a figura de verdadeiro administrador e gestor dos bens da diocese, que est\u00e3o ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o na Igreja e da sua miss\u00e3o no mundo.  Tendo tudo isto em conta, achei conveniente pedir tamb\u00e9m o parecer dos membros do Conselho presbiteral. Assim pe\u00e7o que cada conselheiro, em vota\u00e7\u00e3o secreta, me indique dois nomes entre os sacerdotes do nosso presbit\u00e9rio, que julgue mais id\u00f3neos para o cargo de ec\u00f3nomo. Ser\u00e1 bom, pois, ter em conta as caracter\u00edsticas do seguinte perfil: aceita\u00e7\u00e3o e credibilidade entre o clero; esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o com o bispo, o conselho econ\u00f3mico e os padres; experi\u00eancia no campo econ\u00f3mico-administrativo; capacidades de administrador e gestor, isto \u00e9, de uma vis\u00e3o de conjunto, de tra\u00e7ar planos e estrat\u00e9gias a m\u00e9dio e longo prazo, de rentabilizar os bens. Ainda no campo econ\u00f3mico, coloca-se tamb\u00e9m a quest\u00e3o da actualiza\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o mensal do clero de acordo com o art. 68 do Estatuto econ\u00f3mico do clero: \u201cSempre que se modificarem as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas gerais que, num determinado momento, justificarem a retribui\u00e7\u00e3o estabelecida, esta dever\u00e1 ser ajustada \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es\u201d, o que exige ser ouvido o conselho presbiteral segundo o teor do art. 67.  4. O plano pastoral da Diocese e do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima O lan\u00e7amento do plano pastoral para o ano 2006\/07 sobre a voca\u00e7\u00e3o e as voca\u00e7\u00f5es na Igreja foi correspondido com muito interesse pela assembleia diocesana com cerca de 800 participantes que mostraram bom acolhimento e at\u00e9 entusiasmo. A mesma correspond\u00eancia tenho encontrado nas vig\u00edlias de ora\u00e7\u00e3o a que presidi, com grande participa\u00e7\u00e3o popular. A pr\u00f3pria Carta Pastoral teve uma sa\u00edda de 8.500 exemplares. Isto mostra que h\u00e1 sensibilidade por parte das comunidades. Espero que esta chama continue viva ao longo do ano. Para implementar os objectivos que nos propusemos, posso informar que o pr\u00e9-semin\u00e1rio est\u00e1 activo e a funcionar com 30 candidatos. A partir de Janeiro vamos lan\u00e7ar uma nova iniciativa: um \u201citiner\u00e1rio vocacional\u201d com a designa\u00e7\u00e3o de \u201cGrupo vocacional Santo Agostinho\u201d. Destina-se a jovens de ambos os sexos, dos 17 aos 25 anos, que manifestem inten\u00e7\u00e3o recta de fazer uma busca s\u00e9ria e programada em ordem ao discernimento da sua voca\u00e7\u00e3o. Funcionar\u00e1 a n\u00edvel diocesano, em Leiria, como laborat\u00f3rio, para mais tarde se poder estender \u00e0s vigararias. Pe\u00e7o o interesse de todos os padres em motivar aqueles jovens que lhes parecerem mais id\u00f3neos e com mais interesse. Ainda no \u00e2mbito pastoral quero recordar a celebra\u00e7\u00e3o do nonag\u00e9simo anivers\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora em F\u00e1tima, sob o lema \u201cAno da Miseric\u00f3rdia\u201d. Embora o Santu\u00e1rio tenha um programa pastoral pr\u00f3prio, creio que a diocese n\u00e3o pode ficar totalmente alheia. Devemos sentir-nos chamados a p\u00f4r, de algum modo, em rela\u00e7\u00e3o o  Mist\u00e9rio da Miseric\u00f3rdia com a vitalidade espiritual e apost\u00f3lica da nossa Igreja, aproveitando para isso as festas lit\u00fargicas da Virgem Maria, as devo\u00e7\u00f5es marianas como o m\u00eas de Maio e a peregrina\u00e7\u00e3o diocesana. A meu ver, o cerne da Mensagem de F\u00e1tima est\u00e1 no apelo a reconduzir para o centro da vida crist\u00e3 e do mundo a adora\u00e7\u00e3o de Deus rico de miseric\u00f3rdia, no seu amor entranhado pela humanidade. Frente ao esquecimento, ao abandono, \u00e0 indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a Deus, \u00e0 tentativa da expuls\u00e3o de Deus das consci\u00eancias e da sociedade dos homens, Maria apresenta-se como pedagoga e mistagoga que conduz \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o da benevol\u00eancia e da condescend\u00eancia divinas para com o mundo. A convers\u00e3o a que Nossa Senhora chama com tanta insist\u00eancia \u00e9, antes de mais, teologal: configura-se como acolhimento puro do mist\u00e9rio do Amor Trinit\u00e1rio, disponibilidade, escuta, contempla\u00e7\u00e3o, m\u00edstica, afecto profundo perante o mist\u00e9rio da presen\u00e7a divina, paz\u2026 Como poder\u00e3o as comunidades crist\u00e3s tornar-se terreno prop\u00edcio de voca\u00e7\u00f5es sem o h\u00famus desta espiritualidade e desta m\u00edstica primeiras e fundamentais?   5. Visita Pastoral \u00e0 Diocese No pr\u00f3ximo ano, a partir de Novembro, tenciono dar in\u00edcio \u00e0 visita pastoral \u00e0 diocese, como \u201csinal da presen\u00e7a do Senhor que visita o Seu povo na paz\u201d (DB 46). N\u00e3o se trata de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 antes um \u201cverdadeiro tempo de gra\u00e7a e momento especial para o encontro e o di\u00e1logo do bispo com os fi\u00e9is\u201d (P. G. 46). Atrav\u00e9s da Visita Pastoral \u00e9 dada ao bispo a oportunidade de desempenhar plenamente o seu minist\u00e9rio apost\u00f3lico. \u00c0 semelhan\u00e7a dos ap\u00f3stolos que, como Pedro, iam fazer visita a todas as comunidades (cf. Act. 9, 32), tamb\u00e9m o bispo se faz peregrino em visita ao santu\u00e1rio vivo do Povo de Deus, com os seguintes objectivos: &#8211; Conhecer de perto e in loco a vida das comunidades, as suas alegrias, as suas dificuldades e os seus desafios; &#8211; Encorajar e consolidar a vitalidade de cada comunidade no encontro renovado com Cristo, na fidelidade \u00e0 Palavra e \u00e0 Eucaristia e no servi\u00e7o da caridade; &#8211; Promover a comunh\u00e3o eclesial, valorizando o sentido e os \u00f3rg\u00e3os de corresponsabilidade &#8211; Suscitar uma oportuna criatividade pastoral face aos desafios de um mundo em constante mudan\u00e7a. As visitas ser\u00e3o feitas por vigararias para fomentar uma pastoral de conjunto e a vida de comunh\u00e3o entre as par\u00f3quias e entre os p\u00e1rocos. A forma como se realizar\u00e1 a visita ser\u00e1 acordada com os vig\u00e1rios. A visita pastoral \u00e9 \u201ccomo que a alma do governo\u201d do bispo para que n\u00e3o se reduza a sua figura a mero administrador ou crismador. A visita ocupar\u00e1, naturalmente, diversos domingos ao longo do ano e este \u00e9 mais um motivo para colocar o problema da reorganiza\u00e7\u00e3o das celebra\u00e7\u00f5es do sacramento da confirma\u00e7\u00e3o: ou juntando os confirmandos de v\u00e1rias par\u00f3quias confiadas ao mesmo p\u00e1roco, ou de par\u00f3quias vizinhas, ou mesmo por vigararia onde for poss\u00edvel. Pe\u00e7o tamb\u00e9m aos p\u00e1rocos que v\u00e3o educando as comunidades, em particular os que frequentam a catequese, os seus familiares e os catequistas, no sentido de que, a partir do pr\u00f3ximo ano pastoral 2007\/08, o normal \u00e9 que o sacramento da confirma\u00e7\u00e3o se celebrar\u00e1 s\u00f3 ap\u00f3s os dez anos de catequese.  6. A visita \u201cad limina\u201d Desejo informar-vos de que no pr\u00f3ximo ano, de 3 a 12 de Novembro, se realizar\u00e1 a visita \u201cad limina apostolorum\u201d dos bispos portugueses. Cada bispo dever\u00e1 entregar o relat\u00f3rio quinquenal at\u00e9 15 de Abril. Para esse efeito pe\u00e7o a melhor e mais pronta colabora\u00e7\u00e3o dos p\u00e1rocos e respons\u00e1veis dos secretariados com a secretaria episcopal em ordem \u00e0 recolha de dados a partir de Janeiro.  7. Esperan\u00e7a no \u201cDeus semper maior\u201d Para terminar, quero partilhar com todos v\u00f3s um pensamento, um sentimento, uma inst\u00e2ncia muito simples, mas de grande significado para n\u00f3s e para a nossa miss\u00e3o. A mensagem que percorre todo o Advento \u00e9 toda ela de esperan\u00e7a no Deus que vem. \u00c9 nEle (e n\u00e3o nas fal\u00edveis e fracas for\u00e7as humanas) que devemos p\u00f4r a nossa esperan\u00e7a. Falamos aqui n\u00e3o s\u00f3 \u201cde\u201d esperan\u00e7a, mas tamb\u00e9m e antes de mais \u201ccom\u201d esperan\u00e7a. Quer dizer, trata-se da esperan\u00e7a como \u201cestilo virtuoso\u201d \u2013 como alma, clima interior, esp\u00edrito profundo \u2013 antes ainda que como conte\u00fado. A esperan\u00e7a como estilo de vida faz parte essencial e integrante do realismo crist\u00e3o. Nenhum de n\u00f3s ignora as dificuldades da vida, da miss\u00e3o, das comunidades, da Igreja e do mundo. Mas gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a do Senhor e do Seu Esp\u00edrito na hist\u00f3ria de cada tempo, a esperan\u00e7a n\u00e3o abandona nunca a Igreja e a humanidade. \u00c9 na consci\u00eancia dos nossos limites, das nossas fadigas e lentid\u00f5es, dos nossos atrasos e falhan\u00e7os, e numa imensa confian\u00e7a no Senhor e no Seu amor que somos chamados a viver a nossa miss\u00e3o neste tempo e a realizar o plano pastoral no horizonte da esperan\u00e7a no \u201cDeus semper maior\u201d. Quem tem olhos e cora\u00e7\u00e3o evang\u00e9licos n\u00e3o v\u00ea s\u00f3 o negativo; v\u00ea e alegra-se com as muitas sementes e os g\u00e9rmenes e frutos de esperan\u00e7a que j\u00e1 est\u00e3o em ac\u00e7\u00e3o em diversos \u00e2mbitos das nossas comunidades e esperam ser cultivados com carinho e entusiasmo.  A todos desejo agradecer a vossa amizade e a generosa colabora\u00e7\u00e3o. Desejo-vos um Natal de Cristo cheio de esperan\u00e7a na doce companhia de Nossa Senhora do Advento, do Deus que vem, Nossa Senhora da esperan\u00e7a!  Leiria, 12 de Dezembro de 2006 <i>Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o do Bispo de Leiria-F\u00e1tima ao Conselho Presbiteral<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,127,177,199,207,267,275],"class_list":["post-21840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-catequese","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-espiritualidade","tag-fatima","tag-natal","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}